Acampamento no Wadi Rum

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As gentes do deserto são acolhedoras, já o aqui dissemos. A hospitalidade é uma característica deste povo que sabe o quanto a vida é penosa. Por isso mesmo, não se inibe de receber da melhor forma que consegue os amigos e, até mesmo, os desconhecidos.

Na noite passada em Wadi Rum, pernoitámos no acampamento beduíno de Al Zawaideh Desert Camp.

À chegada, os hóspedes podem esticar as pernas, protegidos pela sombra dum enorme desfiladeiro sobranceiro, enquanto se refrescam com uma bebida tipicamente ocidental ou com um verdadeiro chá beduíno.

À noite, todos são convidados a partilhar a mesa, mas uma mesa especial. Todos nos dirigimos à “cozinha”. Aí nos explicam o que vai ser o menu desse jantar exclusivo: Zaarp. Zaarp é o nome de um forno beduíno peculiar. Um buraco aberto no chão é revestido de brasas onde as carnes de carneiro e frango e as batatas são colocados a assar. O buraco é tapado e os ingredientes ali ficam durante horas.

O resultado é absolutamente delicioso: as carnes ficam suculentas com um sabor que convence até o paladar de quem menos aprecia o carneiro. A acompanhar, um bufet de saladas com uma frescura admirável e o imprescindível pão árabe.

Contudo, o serão ainda era uma criança. Reunimo-nos todos à volta da grande fogueira para sermos presenteados com música beduína. O som sentido das cordas do oud acompanhado por uma precursão bem ritmada, instigou alguns convivas mais corajosos a mostrar os seus dotes de dança!

O cansaço venceu-nos, por fim, e sob a ténue luz da lua cheia dirigimo-nos ao nosso “quarto”. O sono custou a visitar-nos, pois as memórias dum dia em cheio não deixavam espaço para mais nada.

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Anabela e Alexandre (linguista e economista), apaixonados um pelo outro e pelas viagens. Juntaram as letras e os números e criaram Vagamundos - Blog de Viagens onde partilham as suas errâncias pelo mundo e motivam todos a viajar. Autores independentes dos livros Caminho do Amor e Rostos do Oriente. Aproveitam qualquer desculpa para vaguear pelo mundo. Viveram na Alemanha, Dinamarca e EUA. Praticam trekking e lounging, alternadamente. Gostam de sujar cozinhas e conversar até altas horas. Uma vez por ano fingem que tocam djambé.

11 COMENTÁRIOS

  1. Olá amigos. Obrigada pela visita. Antes de mais, eu viajo para matar o tempo e ver coisas!!! Já não tenho de marcar o ponto… por isso, lá vou eu com o meu companheiro de mais de 45 anos.
    Acho muito interessante, verificar como vêem os olhos dos outros, aquilo que eu vi de um outro ângulo…
    Estive neste acampamento, quando fui a Petra e visitei várias regiões da Jordânia. Tirei fotos e acreditem, não vi o que vocês viram… é mesmo muito curioso! Agora espero para comparar, quando forem à Capadócia… Beijinhos

  2. Olá amigos. Obrigada pela visita. Antes de mais, eu viajo para matar o tempo e ver coisas!!! Já não tenho de marcar o ponto… por isso, lá vou eu com o meu companheiro de mais de 45 anos.
    Acho muito interessante, verificar como vêem os olhos dos outros, aquilo que eu vi de um outro ângulo…
    Estive neste acampamento, quando fui a Petra e visitei várias regiões da Jordânia. Tirei fotos e acreditem, não vi o que vocês viram… é mesmo muito curioso! Agora espero para comparar, quando forem à Capadócia… Beijinhos

  3. Que viaje tan particular por el desierto, extraño y bello al mismo tiempo. La comida tiene muy buen aspecto, debe haber sido delicioso comer eso en el medio del desierto!
    Los felicito y gracias por mostrarnos algo tan particular!

  4. Olá Vagamundos!
    Muito interessante esta crônica. Como sempre, bem escrita e com fotos que nos deixam com vontade de conhecer uma parte do mundo tão diferente quanto fascinante.
    Na minha última ao Brasil, passei uma noite no aeroporto de Lisboa (por causa do vulcao islandês). Lá conheci um casal de brasileiros que tinham ido ao Egito e eles me mostraram algumas fotos da noite no deserto com os beduínos, quase como a de vocês. É uma tradição única que deixa qualquer "ocidental" encantado.
    Meu namorado foi ao Marrocos à trabalho no ano passado e me disse que ouviu falar do Zaarp. Quando ele me contou, meu paladar não se animou em provar o prato, ainda mais que não sou chegada a carne de carneiro. Mas da narração de vocês, fiquei até com vontade de experimentar esse prato curioso.
    Beijos e boas viagens!

  5. Olá Lucy. Estamos a aguçar-te o gosto pelo Médio Oriente 🙂
    Bjs

    Hola Comun. Foi de facto um momento muito bom desta nossa viagem.
    Abraço

    Olá Angela. Já lá dizia André Suarès: "O viajante ainda é aquele que mais importa numa viagem".
    Podemos regressar aos mesmos sitios mas o olhar com que os vemo sé sempre diferente. Depende do estado de espirito, das pessoas com que nos cruzamos, do momento…
    Gostamos de te ter a viajar connosco e quando formos à Capadócia partilharemos por aqui.
    Bjs

    Olá Brenda. Em Portugal também temos, mais especificamente nas nossas ilhas dos Açores 🙂
    Bjs

    Hola Bellotita. Gracias!
    Saludos

    Hola Patricia. Obrigado nós pelo teu sempre atento olhar e pelas amáveis palavras que nos deixas. Bom de saber que gostaste!
    Besos

    Olá Juliana. Muito Obrigado pelo teu comentário. Por aqui também não somos fãs de carneiro, mas podemos afiançar que o Zaarp vale mesmo a pena 🙂
    Bjs

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