Bangkok – Guia, Roteiro e Dicas de Viagem

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Banguecoque (Bangkok) figura nos lugares cimeiros das cidades mais visitadas do mundo. O que não é de estranhar. A capital da Tailândia é a porta de entrada para a maioria dos viajantes que visitam a Tailândia ou o Sudeste Asiático.

Bangkok é uma cidade grande, tanto em termos espaciais como populacionais. É grande, também, em monumentalidade. Portanto, é aconselhável traçar um roteiro de Bangkok para tirar o melhor partido duma viagem que certamente ficará na sua memória para sempre.

A vida dentro da capital é movimentada. E nessa vibração, todo e qualquer viajante consegue encontrar algo que sacia a sua sede pela novidade. A história patenteada nos monumentos, a cultura talhada no dia a dia dum povo, o perfume recendente da comida emanando das bancas de rua, são traços que diferenciam a capital tailandesa.

Porquê visitar Bangkok?

As razões de maior peso para visitar Bangkok, e que justificam esta cidade atrair tanto turismo, prendem-se com o custo de vida baixo que caracteriza toda a Tailândia e a oferta multifacetada de atracões, experiências e pontos de interesse turístico. Adicionemos a isso o vasto leque de experiências distintas duma cultura asiática conhecida e apreciada mundialmente e o crescimento estrondoso de Bangkok como destino de compras e tem motivos mais do que suficientes para visitar Bangkok.

Quando visitar Bangkok?

A melhor altura do ano para visitar Bangkok é entre finais de outubro a março quando as temperaturas baixam ligeiramente e a humidade do ar é mais reduzida.

Bangkok tem um clima tropical. É quente e húmida. As temperaturas não oscilam muito durante todo o ano mas os termómetros sobem acima dos 30ºC com muita facilidade. O problema é a elevada humidade que se faz sentir, especialmente entre os meses de abril a meados de outubro quando os níveis de precipitação são também os mais altos. É claro que é também a fase em que os preços de alojamento são mais convidativos e arranjam-se voos baratos.

Banguecoque

O que ver e fazer em Bangkok

Veja a monumentalidade do complexo palaciano Grand Palace: templos, palácios e páteos primorosamente decorados, de cores vibrantes e brilhos intensos. Vá bem cedo para fugir das multidões. Para a sua introdução na gastronomia local, há inúmeras bancas de rua e pequenos restaurantes que o vão satisfazer, mesmo à saída do Grand Palace.

Os templos budistas emblemáticos são de visita indispensável. Preste a sua visita cerimoniosa ao buda inclinado no templo budista de Wat Pho. Tome um barco-transporte público do Chao Phraya Express Boat e atravesse o rio até à outra margem onde o templo budista Wat Arun espera pela sua visita.

Para os shopaholics, Bangkok tornou-se num hub essencial. Os centros comerciais são modernos, com oferta abundante e os ACs ajudam a suportar o calor. Mas a experiência mais autêntica vive-se no Chatuchak Market e na Chinatown.

Visto

À data da nossa viagem, foi-nos dado o visa on arrival (visto à chegada) no Aeroporto Internacional de Bangkok – Suvarnabhumi com uma duração de 30 dias. Se a nossa entrada no país tivesse sido por terra, teríamos apenas 15 dias de permanência na Tailândia. Caso necessite de ficar mais tempo no país, terá que solicitar um visto na Embaixada da Tailândia (Rua de Alcolena, 12 – 12A 1400-005 Lisboa) ou nos Consulados. É imprescindível que a validade do seu passaporte seja superior a 6 meses até à data de saída da Tailândia.

Segundo o Portal das Comunidades do Ministério dos Negócios Estrangeiros, estes são os requerimentos ainda vigentes.

  • Entrada na Tailândia por via aérea: visto de turista concede 30 dias de permanência
  • Entrada na Tailândia por via terrestre: visto de turista concede 15 dias de permanência
  • Exigência de visto emitido pela Embaixada da Tailândia: estadas superiores a 30 dias
  • Validade do passaporte: superior a 6 meses a contar da data de saída do país

Transportes

Mover-se na cidade de Bangkok exige alguma ciência.

A cidade até está servida por uma rede alargada de autocarros. Mas o trânsito é um dos pontos negativos da cidade, havendo congestionamentos de trânsito constantes. O nosso conselho para viagens entre os principais pontos da cidade é o uso do BTS Skytrain ou do MRT, metro à superfície e subterrâneo da capital. Estes foram os transportes que mais utilizámos por serem rápidos, eficazes, fiáveis e a preços tabelados. O preço de cada viagem depende da distância percorrida entre estações. Para quem vem do aeroporto, o Airport Rail Link é uma solução de transporte público para o levar ao centro da cidade.

Já as nossas experiências com táxis e tuk-tuks não se podem pautar por positivas. O nosso episódio de táxi foi caricato e caro. Andámos às voltas numa avenida, já a noite ia avançada, pois o taxista não sabia onde ficava o nosso hostel. Quanto aos condutores de tuk-tuk, são protagonistas de muitas histórias de turistas enganados. E nós não escapámos ao esquema de sermos levados para o porto de embarque errado para nos sacarem mais uns bahts pela corrida até ao porto certo.

Os tuk-tuks não conseguem evitar o ar atafulhado e poluído da cidade e muito menos fugir ao trânsito. Uma alternatica são as moto-taxis, opção muito utilizada pelos locais. As duas rodas conseguem serpentear pelo meio do trânsito caótico e reduzir o tempo perdido na estrada. Conte com uma corrida de 2km custar 1,5x o preço duma corrida de tuk-tuk. Imprescindível: chegar a um acordo do preço e negociar com o condutor antes de utilizar moto-taxi ou tuk-tuk e procure um táxi com taxímetro.

Peça informação atualizada sobre os preços justos duma corrida para os vários meios de transporte no seu alojamento.

Alojamento

Do barato (mesmo barato) ao caro (mesmo caro), há de tudo na mega cidade de Bangkok. A oferta de hotéis era já vasta mas os hostels popularizaram-se com muita rapidez. Falta de alojamento não há, mas a nossa experiência provou-nos que com antecedência arranjam-se autênticas borlas.

A nossa escolha recaíu, inevitavelmente, na Khao San Road, também conhecida como o backpacker ghetto. A localização é central, a zona está munida de todos os serviços necessários: dormida, comida e bebida, roupa lavada, agências de viagens e até transportes para norte e sul do país.

Onde comer

Desde restaurantes gourmet internacionais à banca de rua, Bangkok tem de tudo para todos os gostos e carteiras. Com uma oferta a rondar os 50 mil estabelecimentos, não será difícil arranjar uma boa refeição, num restaurante fiável por metade do que gastaria num restaurante em Portugal. Uma refeição completa num restaurante com bons padrões pode custar até €8. A gastronomia tailandesa é mundialmente conhecida, mais variada do que julgamos e a preços bastante acessíveis.

Para quem procura variedade gastronómica com escolha de cozinha internacional e possa despender um pouco mais de dinheiro, Sukhumvit é o melhor bairro para comer. Esta zona da cidade reúne os melhores restaurantes da cidade. Sendo o bairro das classes altas, logicamente que os preços são também mais puxados.

Para os que viajam com orçamento controlado, Khao San Road tem muitas opções de restaurantes baratos para refeições completas ou snacks. Quem procura o fast food, nada como dirigir-se aos food-courts dos centros comerciais à volta de Siam Square. E em praticamente todos os recantos da cidade, há uma banca de rua que vende pratos de comida típica a menos de €1.

Dicas de viagem em Bangkok

Aqui ficam algumas informações práticas para visitar Bangkok. Use do senso comum para garantir a sua segurança nesta cidade grande.

  • Reserve alojamento online. Não compensa dirigir-se ao balcão dum hotel, por exemplo de 3 estrelas, se julga que vai receber uma tarifa mais barata. Pelo contrário, vai ser pelo menos 30% mais cara do que se reservar o mesmo quarto online.
  • Desconfie do habitante local simpático que o aborda para uma conversa em inglês perfeito. Os habitantes de Bangkok na realidade não abordam os viajantes estrangeiros, portanto, quem o faça, vem geralmente com segundas intenções.
  • Não vá na conversa de quem o aborde nos locais turísticos dizendo que o monumento está fechado. É um dos esquemas para enganar turistas mais comuns. O mais provável é ser conduzido à loja de pedras preciosas dum amigo. Será induzido a comprar produtos falsos a preços exorbitantes.
  • Não partilhe o tuk-tuk com um passageiro de ocasião. Há relatos de furtos levados a cabo pelo passageiro em conluio com o condutor.
  • Se a corrida do tuk-tuk for abaixo dos 60baht, desconfie. O barato sai caro. Por certo vai acabar à porta da loja dum amigo do condutor ou no lugar errado e totalmente oposto ao destino desejado.
  • Utilize as carreiras dos barcos Chao Phraya Express Boat para ter uma experiência económica de navegar pelo rio Chao Phraya. Este é ainda o modo mais económico para quem quem quer visitar o Grand Palace e o templo budista de Wat Pho.
  • Um dos maiores problemas para os estrangeiros que visitam Bangkok é o “preço especial para turista”. Produtos e serviços podem custar entre 50% a 100% acima do preço cobrado aos locais.
  • Respeite a cultura local. Saber um pouco da psique, gestos e forma de estar dos tailandeses só vai melhorar a faceta cultural da sua viagem.
  • Respeite sempre o rei e evite conversas que envolvam a política local. É um tópico melindroso.
  • Certifique-se que tem as vacinas em dia. Informe-se bem sobre os cuidados de saúde a ter em consideração numa viagem à Tailândia.
  • Compre um Seguro de Viagem. Faça uma simulação aqui.

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