Velha aldeia de Baisha – província do Yunnan

baisha

Visitar a pequena aldeia de Baisha na província chinesa do Yunnan foi um dos pontos altos da nossa estada em Lijiang. Baisha ainda não foi tomada pelo turismo excessivo nem o seu rosto foi desfigurado pela comercialização impiedosa. Com alguma teimosia, vai retendo a sua autenticidade étnica e mantendo o modo de vida das aldeias chinesas.

O custo excessivo dos táxis levou-nos a optar sempre pelos autocarros públicos para as explorações fora da turística Lijiang, aquando da ida a Shuhe e à Tiger Leaping Gorge. Baisha não foi exceção.
O grande ponto de interesse de Baisha são os famosos frescos ou murais do Palácio Dabaoji. No entanto, não foi por eles que nos sentimos particularmente instigados a visitar a aldeia… As pinturas que queríamos contemplar eram outras, bem mais vivas.
Que melhor atrativo para quem visita partes tão longínquas do que apreciar o verdadeiro fluir do dia-a-dia de quem não se vendeu ao turismo, mas que muitas vezes tem que procurar nele o seu ganha-pão.
A aldeia goza também de alguma fama graças a uma figura emblemática, o octogenário Doutor Ho que dedicou a vida ao conhecimento profundo das plantas e à sua aplicação prática na cura de doenças. Convidou-nos a ler dois artigos na língua de Camões publicados pela imprensa portuguesa. Orgulha-se da vasta coleção de artigos, nas mais diversas línguas, que dão a conhecer ao mundo o seu trabalho. Já amarelados pelo tempo, guarda religiosamente os sumários textos com que procura aproximar-se dos curiosos visitantes. Um verdadeiro sábio que vive uma vida humilde e modesta. O Doutor Ho relembrou-nos aquela frase: cada ancião que morre, é uma biblioteca que arde. (Amadou Hampate Ba)
Depressa se percorre a rua principal da aldeia, bordejada de simpáticos cafés e lojas de artesanato. Aqui ainda podemos olhar para os artigos em montra sem sermos logo “atropelados” pelo vendedor. No entanto, a regra básica do regateio mantém-se por estas paragens: se encontrarem um objecto de interesse devem negociar o preço e só entrar em negociação se realmente quiserem comprar. Negar a compra dum objeto depois de se chegar a um consenso é indelicado.

O mais cativante são as gentes, os seus rostos e gestos. Foi por elas que nos deslocamos a Baisha, e foram elas que nos levaram a caminhar alguns quilómetros, perdidos no meio das aldeias circundantes, cujos nomes não constam dos mapas, mas que conquistaram um lugar na nossa memória.


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