Bangkok, do Chatuchak Market à Chinatown

Como tínhamos que ir comprar os bilhetes de autocarro para Siem Reap no Camboja, e a estação de autocarros era quase ao lado dum dos maiores mercados do mundo, aproveitámos “a boleia” e passámos a manhã por aquelas bandas. Falamos do Chatuchak Weekend Market, “J.J.” para os amigos. Para chegar lá basta apanhar o BTS Skytrain e sair na estação de Mo Chit, com acesso ao mercado, ou o MRT Blue Line e sair em Kampang Phet ou Chatuchak Park.

E quando dizemos grande, é mesmo grande! O mercado está organizado com 27 sectores num total de 15000 bancas. Determinados produtos podem concentrar-se num ou dois sectores, o que facilita a vida a quem vá à procura de algo específico. Mas normalmente há diversidade de mercadorias em todos os sectores. Portanto, quando dizem que aqui se pode encontrar de tudo, têm mesmo razão.

Para além do que é habitual existir num mercado (produtos frescos, roupa, acessórios, electrónica, etc) há ainda sectores dedicados às antiguidades ou ao colecionismo, instrumentos musicais tradicionais e animais de estimação.

A expressão “shop til you drop” pode ser levada à letra aqui. É que são tantas bancas, tantos produtos, e tanta gente, que movimentarmo-nos torna-se quase uma odisseia. Mas, não desanimem. Existem seguranças espalhados pelo mercado que têm todo o prazer em vos orientar e até disponibilizar um mapa. E acreditem que um mapa dá muito jeito!

Torre do relógio do mercado de Chatuchak

Era impossível ver tudo e tínhamos outros planos para o resto do dia. Aproveitámos para almoçar numa das bancas de comida do mercado e dirigimo-nos à estação de metro de Kampang Phet para irmos à Chinatown.

Saímos na estação de metro de Hua Lampong Station – a mesma que dá acesso à estação de comboios – pois era apenas uma curta caminhada até Wat Traimit.

O templo é muito recente. A sua fachada denota grandes diferenças do brilho e da cor do Wat Phra Kaew ou do estupendo trabalho decorativo em cerâmica dos Wat Pho e Wat Arun. O branco da pedra e o dourado dos telhados são as cores dominantes.

Um dos muitos Budas do Wat Traimit

Wat Traimit foi construído para dar guarida a um dos grandes tesouros de Bangkok: o maior Buda de ouro do mundo. São 5,5 toneladas de ouro puro cuja história se reveste de muitas incógnitas, perfeito para gerar lendas à sua volta.

Quando nos anos 50 o rei mandou mover uma estátua de gesso para um local mais condigno, as operações correram mal. É que o peso inesperado da estátua rebentou as cordas fazendo com que na queda o estuque lascasse. E qual não foi o espanto quando se descobriu que no interior estava escondido um buda inteiramente feito de ouro. Pensa-se que se perdeu a memória desta imagem durante cerca de duzentos anos, uma escultura feita com tal precisão que pode ser desmontada nas suas nove partes para facilitar o seu transporte e que encaixam na perfeição.

Daqui são apenas uns metros até ao arco da entrada da Chinatown.

As ruas mais movimentadas e conhecidas duma das mais antigas Chinatown do mundo são a Soi Sampheng e a Yaowarat Road. Também se caracterizam pelo caos ordenado de pessoas e carros e das centenas de néons publicitários das lojas e seus produtos.

Caminhar por esta rua é uma “aventura”. Para além das lojas de produtos chineses, temos uns quantos metros quadrados de passeio ocupados por vendedores de rua com a mais variada oferta, até mesmo esteticistas.

Uma verdadeira farmácia chinesa, com uma vasta selecção de produtos medicinais

O coração desta “cidade dentro da cidade” bate nestas duas ruas, principalmente no mercado de Sampheng onde é evidente a forma como esta comunidade preserva a sua etnia.

Mesmo assim, ainda se descobrem uns “intrusos” internacionais. Entre eles o nosso pastel de nata!

Para fechar a nossa visita à Chinatown, ainda entrámos no templo Wat Mangkon Kamalawat. Não é um templo impressionante, e o turista pode mesmo sentir-se pouco bem-vindo.

E fechamos aqui as crónicas de Bangkok. É apenas uma amostra do muito que esta capital tem para oferecer e vale bem a pena dedicar algum tempo para a explorar como ela merece.


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5 COMENTÁRIOS

  1. Essa dos pasteis de nata é que não estava à espera! Mas parecem um pouco "deslavados"… Experimentaram?
    Pasteis de nata é em Lisboa! Já os tenho provado pelo estrangeiro (Macau, Bruxelas, NY, etc…)e não têm nada a ver com os nossos.

    Saudações!

  2. Olá Fábio. Obrigado. Esperamos que continues a gostar 🙂
    Abraço

    Olá Roadrunner. Os natas também nos apanharam de surpresa. Confessamos que não os provamos mas acabamos por provar uns umas semanas mais tarde na Malásia e claro está estão muito longe dos que por cá se fazem 🙂
    Abraços

    Hola Paco. Muchas Gracias!
    Saludos

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