Bangkok Monumental II

Obviamente que percorrer o Grand Palace nos tomou a manhã inteira. Saímos de lá esfaimados e fomos tratar de encontrar paparoca. Não trazíamos qualquer referência, então resolvemos arriscar uma das banquinhas do mercado de rua.

Pois, a escolha não foi fácil! Não conseguíamos identificar o que se escondia por baixo do polme frito ou por entre a amálgama dos guisados. “Let’s keep it simple”, e escolhemos uma galinha qualquer. Puseram-nos à frente “a dose do turista” – entenda-se mini-pratos – o que para dois bons glutões como nós se traduz em “bucha” para enganar o estômago. Daí a duas horas, estávamos a “almoçar” outra vez!

Mas, nos entretantos, alimentámos bem os olhos! Foi só percorrer o passeio tomado pelos vendedores de quinquilharia, amuletos da sorte e objectos religiosos para darmos com os portões do Wat Pho.

Wat Pho é um templo budista cujo destaque se justifica pelos seguintes motivos: é famoso por acolher uma gigantesca imagem reclinada de Buda; é o maior e mais antigo templo de Bangkok; é o berço da massagem tailandesa tradicional; reúne mais de 1000 imagens de Buda; era um importante centro de educação pública muito antes de ter sido transformado em templo.

Um guardião chinês dos portões. Não lhe conseguimos arrancar um único sorriso, não se esforcem!

Haverá de certeza mais uma ou duas razões oficiais, mas se nos fosse permitido adicionar uma era, sem dúvida, a decoração exterior e interior dos templos. Aqui não há um espaço vazio e nada é deixado ao acaso. Mais uma vez, ficamos embevecidos com a capacidade decorativa, pictórica e ladrilhamento em vidrilho. Brilho e cor parecem ser as regras de ouro nestes monumentos.

A famosa imagem do Buda Reclinado é de facto impressionante

 

São 46 metros por 15 metros de grandeza dourada

 

O difícil é mesmo conseguir um bom ângulo para a fotografia mágica que traduza esta grandeza toda. Isto foi o melhor que conseguimos.

Os “pezinhos” (4,5mx3m) do Buda primorosamente encrustados a madre-pérola com os 108 sinais auspiciosos em que Buda se pode revelar
O corredor dos potes onde as pessoas lançam moedas para lhes trazer boa sorte

 

Mas a imagem de Buda mais importante e reverenciada é o Phra Buddha Deva Patimakorn, um Buda sentado em postura de meditação, no templo principal do complexo.

Ao entrarem no templo, concedam tempo para observarem os murais

 

Depois vale a pena passear pelo recinto por entre quase uma centena de estupas (contendo as cinzas de membros da realeza ou do próprio Buda), os jardins de rocha, ou as arcadas onde podemos ver mais de 1000 Budas, das mais variadas épocas e estilos, geometricamente posicionados.

Estupa decorada com elementos florais resultantes de taças de cerâmica chinesa cortada em pétalas
Peixinho seco, muito peixinho seco

Findo o nosso passeio pelo Wat Pho, seguimos até ao cais de Tha Thien para apanharmos o ferry que nos leva para a outra margem onde o Wat Arun (Templo da Alvorada) nos espera. Salvo erro, pagámos 3 bahts/pax pela travessia.

Esta é uma das imagens mais conhecidas da cidade de Bangkok. Devido aos seus 70 ou 80 metros (desculpem a imprecisão mas até nos sites oficiais não há coerência), o prang demarca-se no horizonte e gera curiosidade. Nós fomos saciar a nossa.

O templo data do período em que Ayutthaya era a capital da nação.
Novamente, os já familiares ogres míticos a guardar os portões
Ubosot, ou seja o “altar” principal
Dizem que o rei Taksin chegou a este templo, ao conseguir escapar do cerco Birmanês de Ayutthaya, em plena alvorada, daí o seu nome. O templo era de tal importância que, apesar da nova capital da nação ser implantada na outra margem do rio, este era o favorito do rei.
As estupas estão decoradas com motivos florais feitos de cerâmica chinesa que era usada como lastro nas embarcações. Também o vidrilho tem aqui lugar, isto porque o brilho nunca pode faltar.

Já a tarde ía bem avançada, e a hora de fecho do monumento aproximava-se. Mas se bem que Wat Arun seja conhecido como o Templo da Alvorada, a sua posição na margem oeste de Bangkok permite desfrutar duma visão fabulosa ao pôr-do-sol. Se não acreditam, vão até Bangkok e confirmem pelos vossos próprios olhos!


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7 COMENTÁRIOS

  1. Olá Clara. Bangkok é mesmo monumental! É mesmo de se ficar trocado 🙂 De todas as que visitamos no Sudeste Asiatico foi a que mais nos impressionou.
    Bjs

    Olá Roadrunner. Faziam um verdadeiro negocio da China 🙂 Obrigado pelo feedback.
    Abraço

    Olá Alexandrina. Ficamos muito contentes por teres gostado. Ainda vamos mostrar mais de Bangkok 🙂
    Bjs

  2. Esta será de certeza daquelas viagens em que vocês regressam (culturalmente) mais ricos. Só de ver as fotos começo a imaginar o que não será viajar e poder estar nesses sítios. E a Tailândia! Oh é daqueles países que gostava de visitar um dia 🙂

  3. Vi um programa na tv sobre a Tailândia, e me apaixonei. E agora vejo aqui o relato e fotos de vocês, maravilha! E além de tanta beleza, é um povo feliz , sempre sorrindo.

    Bjus

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