Cusco II – a caminho de San Blas

Depois da mágica visita a Machu Picchu e de sentirmos a hospitalidade do pequeno pueblo de Aguas Calientes havia chegado a hora de regressar a Cusco, local de onde não podíamos partir sem visitar o pitoresco bairro de San Blas.

Apesar do cansaço, cedo nos pusemos a pé, e lá fomos nós em direcção à incontornável Plaza de Armas, de onde seguimos para norte. De referir que San Blas fica localizado numa das encostas que rodeiam Cusco e que apesar da subida não ser implacavelmente acentuada, exige algum pulmão devido à altitude a que estamos. Mas diga-se em abono da verdade, o passeio mais do que compensa o esforço, pois é uma oportunidade única para se apreciar vagorosamente a unicidade das ruas de Cusco, com as suas casas meio espanholas, meio Incas, muitas delas “decoradas” com varandins de madeira, trabalhados à mão.

A calle Hatum Rumiyoc é um exemplo perfeito do que se pode esperar das ruas da antiga capital Inca e para além do mais é nessa mesma rua que se encontra a famosa pedra dos 12 ângulos, parte do muro do palácio Hatunrumiyoc. Como já devem ter reparado os Incas eram exímios trabalhadores da pedra e ao contrário dos egípcios que talhavam o granito em ângulos rectos e superfícies planas, os nativos dos Andes, poliam as pedras em curvas suaves, ângulos complexos sem com isso deixar de fazer encaixes perfeitos entre os blocos.

Nos muros do referido palácio inca pode-se ainda observar um puma e uma serpente, aí “desenhados”, mas que permanecem invisíveis, pelo menos à primeira vista. Mas não será preciso comprarem óculos para os vislumbrarem, pois um, dos muitos miúdos que rodeiam o local, terá todo o gosto em vos apontar os ditos em troca de um par de soles. Também foi assim que após muitas tentativas os avistamos. Ou pelo menos acreditamos que sim, visto que a silhueta dos animais está longe de ser perfeita. Como em tudo na vida, uma pitadazinha de imaginação vai com toda a certeza ajudar.

Muros visitados, pusemo-nos novamente a caminho de San Blas, também conhecido como o bairro dos artesões, devido não só à enorme quantidade de galerias, dos mais variados tipos de arte, que por lá se podem encontrar, mas também devido ao enorme número de artesões que podemos encontrar, a exercer a sua arte, na praça principal do pitoresco bairro cusquenho. Uma vez lá, foi aproveitar o excelente ambiente que se vive na plaza, onde artesões, nativos vestidos a rigor, hippies e demais turistas convivem em harmonia. A ladear a plaza encontra-se a igreja de San Blas, uma das primeiras igrejas de Cusco (excelente obra de expressão barroca) cuja visita é incontornável.

De referir ainda que o bairro de San Blas é também conhecido pelos seus inúmeros cafés e restaurantes e por dar acesso a alguns dos mais espectaculares miradouros da cidade. Um dos melhores é sem dúvida o ilustre desconhecido Miradouro do Rei, miradouro esse, que só encontramos a muito custo, depois de nos perdermos durante largo tempo nas estreitas e íngremes ruelas de San Blas. Mas a vista que obtemos, e com a qual fechamos estas nossas crónicas peruanas, bem que compensou todo o esforço.


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9 COMENTÁRIOS

  1. Olá Tita. Quando conhecemos o nome do bairro, foi precisamente essa musica que nos veio à cabeça 🙂 Obrigado pela lembrança.
    bjs

    Olá Valentim. Só temos pena de não termos tido mais tempo para aproveitar inumeros locais fantasticos que o Peru tem. Teremos "forçosamente" de regressar.
    Abraço

  2. Olá amigos;

    Mas,… vocês andam por longe!…

    Locais maravilhosos que conheci a primeira vez tinha eu 16 anos e já lá vão quarenta!…

    Voltei mais tarde e o encanto é sempre o mesmo.

    Obrigado por nos mstrarem a magia de um povo mágico.

    Saudações,
    Osvaldo

  3. Já tinha dado este passeio com voçês mas na altura não dava para deixar comentário, só vos posso agradecer por esta partilha de experiências que tem sido fantástica. Grata.
    Beijinhos aos dois 🙂

  4. Mais um artigo feito propositadamente para nos embalar, numa viagem com direito a guia turístico e tudo:)

    Não me canso de o dizer, mas vocês casam na perfeição as fotografias com textos explicativos repletos de qualidade, numa escrita escorreita, que se acompanha de um só fôlego.

  5. Olá amigo Osvaldo. O Peru, assim como a America Latina em geral, é inesquecível. Não nos admira que tenha recordações mágicas. Obrigado nós pelos sempre preciso feedback.
    Abraço

    Hola Mercè. La subida es bastante complicada. Pero aún así merece la pena, como tu sabes 🙂
    Besos

    Olá amiga Micas. Na altura só publicamos parte da aventura latino américana. Agora esperamos publicar o resto, por entre crónicas dinamarquesas 🙂 E temos a vantagem de ter o teu olhar e as tuas palavras a acompanharem-nos 🙂
    Beijinhos nossos

    Olá amigo Paulo. Fazemos o nosso melhor como guias turisticos. Um bocado amadores, mas é o que se consegue 🙂 Ficamos muito contentes por ver que conseguimos levar-te nas nossas viagens.
    Abraço

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