Da Pala a Granja

O Caminho de Fátima, também conhecido como Caminho do Tejo, tem início sob a pala Siza Vieira no Parque das Nações, o chamado Kilómetro Zero do trilho de peregrinação.

Creio que vale a pena alertar-vos, desde já, que a sinalização do Caminho de Fátima passa muitas vezes despercebida, tanto por a cor azul (cor escolhida para identificar o “Caminho”) não saltar à vista, como por os marcos de betão fixados em pontos estratégicos se confundirem muitas vezes com o mobiliário urbanístico. Só muito mais tarde nos apercebemos que as setas amarelas, generosamente espalhadas pelo percurso, eram referentes ao Caminho de Santiago. Orientámo-nos pelos pilares de betão, onde sob um azulejo branco se pode ler a inscrição “Caminho de Fátima” encimando uma seta direccional, e pela sinalização amarela, já que era a mais visível.

Partindo da Pala, é seguir sempre pelo percurso junto ao Tejo que une a Torre Vasco da Gama até à foz do rio Trancão. Foi aqui que detectamos o primeiro pilar de betão com o referido azulejo, tristemente vandalizado. Depressa aprendemos que em caso de dúvida, há que abrir os olhos, pois haverá algures uma seta amarela a orientar-nos, até aos mais inseguros. Caso ela nos escape, há que confiar no instinto que nos confere uma certa lógica de orientação geográfica.

Seguimos pela margem direita do Trancão, onde, a passos largos, nos apanha um jovem dos seus 60 anos, backpack às costas, que nos interpela: “Fátma?” Nuns breves 5 minutos disse-nos que vinha de Nuremberga, Alemanha, com destino marcado em Santiago de Compostela, que já tinha feito a peregrinação do conhecido “Caminho Francês” que liga os Pirinéus a Santiago de Compostela e que tinha chegado na véspera a Lisboa para encetar esta nova peregrinação. Lamentou haver pouca informação do percurso de liga Fátima ao Porto e que o único guia que havia encontrado fora editado em Francês. Teve que pagar a tradução para Alemão. Seguiu o seu caminho, e ficamos com a imagem da concha de vieira pendurada na sua mochila gravada na memória. Só o voltaríamos a ver em Vila Franca de Xira.

Atravessando a ponte de Sacavém, deparamo-nos com o segundo pilar de betão mesmo encostado ao gradeamento da Salvador Caetano que nos faz seguir caminho pelo dique delimitador da margem esquerda do Trancão.

A partir daqui é aconselhável ter 1,5l de água, uma vez que o trilho não passa por nenhuma povoação até Granja, o que significa também a inviabilidade de “carro de apoio”. Seguindo os marcos do “Caminho”, passamos frente às ruínas da Quinta do Monteiro-Mor, avistando ao fundo a Granja de Alpriate, pequena povoação da freguesia de Vialonga. Durante duas horas cruzamos meia dúzia de bikers e uma dezena de cães.

Contudo, este isolamento e o “silêncio da natureza” dão voz e espaço à reflexão.

Seguinte: 1ª Etapa Caminho de Fátima: Parque das Nações – Vila Franca de Xira II


Clique para ler o nosso Guia do Caminho de Fátima


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4 COMENTÁRIOS

  1. Desconhecia o denominado “caminho de Fátima”.

    Já tinha lido, e visto, reportagens sobre o de Compostela, ele próprio uma ode ao contacto com a Natureza.

    Agora, as fotos dão vontade de uma boa caminhada, nem que seja pelo silêncio e introspecção que provocam.

  2. Vale bem a pena Paulo. Se tiveres a oportunidade não deixes de o fazer.
    Abraço e obrigado pelo feedback

  3. I guess that once you get outside the big city you start to feel like you are on a pilgrimage – once you pass the highways and all the concrete, I mean, and you are in the middle of nature 🙂

  4. We completely agree with you! That´s why we believe tht while on pilgrimage persons should avoid the paved roads as much as possible. Being in the middle of the nature is the best for the soul!
    Besos

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