Caminho Português: de Redondela a Pontevedra

 Esta foi talvez, como já referimos, a etapa mais bonita do nosso Caminho. O dia voltou a começar bem cedinho e às 7 da manhã já estávamos a abandonar o Albergue de Peregrinos de Redondela.
Atravessando Redondela

Atravessamos uma boa parte da cidade velha, que já havíamos explorado no dia anterior, e rumamos até à paróquia de O Viso, mais propriamente ao lugar de Tuimil, onde nos esperava a primeira subida “rasgadinha” do dia.

Trilhos rurais nos arredores de Redondela

Pelo cruzamos vários trilhos rurais e estradas secundárias, observando o despertar das gentes Galegas, sempre iluminados pela suave luz de um amanhecer lindo. Foi um início de caminhada quase perfeito!

Uma vez chegados a Tuimil a dita subida esperava por nós. Uma vez superado o desnível, o Caminho brinda-nos com a primeira vista sobre a Ria de Vigo e “convida-nos” a percorrer um troço de terra batida rodeado de pinheiros, eucaliptos e fetos. Foi uma verdadeira recompensa do Caminho.

Subida após o lugar de Tuimil
Primeiro vislumbre da Ria de Vigo
Troço de terra batida rodeado de pinheiros, eucaliptos e fetos

Um pouco mais adiante entramos na Caminho dos Peregrinos, um lindo trilho de terra batida com vistas panorâmicas soberbas sobre, a já referida, Ria de Vigo.

Caminho dos Peregrinos
Duas peregrinas alemãs
Panorâmica da Ria de Vigo

No fim do trilho esperava-nos a famigerada N-550, que tivemos de percorrer para entrar em Arcade. Felizmente o troço é pequeno e logo chegamos à dita terra onde, no seu jardim, fizemos a primeira pausa do dia aproveitando para ir carimbar a credencial do peregrino à Guardia Civil que fica mesmo ao lado e onde fomos recebidos com grande simpatia (dica de um peregrino espanhol).

Daqui rumamos até à histórica Ponte Sampaio, sobre o Rio Verdugo, onde em Junho de 1809 os locais levaram de vencida as tropas do General Ney durante a Guerra de Independência contra os exércitos franceses, e que levou à retirada dos mesmos da Galiza.

Ponte Sampaio sobre o Rio Verdugo
Homenagem aos heróis da guerra contra os franceses
Atravessando a Ponte Sampaio

Atravessando a ponte entramos no concelho de Pontevedra, apesar de ainda faltar cerca de 10 kms para entrarmos na cidade.

Entrada no concelho de Pontevedra
Cruzeiro – antes das setas amarelas e das vieiras era quem guiava os peregrinos até Santiago

Rumamos até à Ponte Nova onde fizemos mais uma pequena pausa junto a um riacho antes de enfrentarmos a segunda subida do dia, bem mais longa do que a primeira e com um piso bastante irregular.

A caminho da Ponte Nova

 

Um lugar perfeito para uma pausa – foi o que fizemos!

Mas nem tudo são espinhos, visto que este troço nos convida a embrenhar na natureza, o que muito suaviza a subida.

Tudo o que sobe tem de descer, e assim foi após o lugar de Bergunde e até chegarmos a Pontevedra.

Sinais do Caminho – sempre presentes
António, Anabela e Joaquim
Capela de Santa Marta
EP-0002
Símbolos do Caminho – a Urna de Santiago, a Vieira, o Cruzeiro

Pelo caminho cruzamos bosques de carvalhos, castanheiros e eucaliptos, visitamos a Capela de Santa Marta entrando em Pontevedra percorrendo a estrada EP-0002. De referir que foi nesta parte da etapa que nos cruzamos pela primeira vez com a dupla de peregrinos portugueses, Joaquim e António, que muito nos ensinaram sobre o Caminho.

Albergue de Peregrinos de Pontevedra

Como já havíamos referido a maior parte dos peregrinos termina a sua etapa no Albergue de Peregrinos de Pontevedra, que fica na entrada da terra, um pouco antes de se chegar à estação de comboios. Nós visitamos o albergue, onde carimbamos a credencial, mas decidimos atravessar o encantador centro histórico de Pontevedra no próprio dia, pernoitando numa pensão já na extremidade norte de Pontevedra, fazendo assim mais 2 kms do que era suposto.

Atravessando o centro histórico de Pontevedra
No Caminho

Para terminar o relato de hoje queremos apenas referir que Pontevedra é considerada a capital do Caminho Português de Santiago por terras espanholas. Isso deve-se não só à dimensão da cidade (a maior que o caminho atravessa na Espanha) mas também aos imensos atractivos da cidade de onde destacamos o Santuário da Virgem Peregrina (construído em formato de vieira), a animada Plaza de Ferréria (ponto de encontro local) e o Convento de São Francisco.

Santuário da Virgem Peregrina
Interior do Santuário
Convento de São Francisco
Plaza de Ferréria

 

Ponte do Burgo sobre o Rio Lérez

Etapa anterior: De O Porriño a Redondela

Etapa seguinte: De Pontevedra a Caldas de Reis


Clique para ler o nosso Guia do Caminho Português


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8 COMENTÁRIOS

  1. Este foi também o nosso percurso favorito!

    E aqueles quilómetros no polo industrial no primeiro dia foram mesmo uma tortura ;-p nós percorremo-los à chapa do sol, com um calor incrível. Chegámos ao albergue derreados….

  2. Passo a passo se vai calcorreando o Caminho! A julgar pelas fotos e pelas palavras, esta deve ter sido, sem dúvida, uma belíssima etapa!
    Agora, esperamos a próxima…!

  3. Muito bonito este precurso e deve ter sido uma peregrinação muito sentida (e com sentido!), beijinhos.

  4. Olá Ceres. O polo industrial de Porrino é muito provavelmente o pior de todo o percurso. Nós também o apanhamos pela hora do calor (quase 30 graus) e foi um suplicio!
    Bjs

    Olá Fábio. O peso que se carrega é um factor crucial numa peregrinação e por isso confessamos que as maquinas ficaram em casa nesta caminhada. O que nos valeu foi que a camara do telemovel fez um trabalho minimamente decente.
    Abraço

    Olá Clara. Foi de facto uma etapa mesmo muito bonita! A que vem a seguir também tem os seus encantos 🙂
    Bjs

    Olá Abelha Rainha. Foi mesmo uma peregrinação muito sentida! Julgamos que tb vais adorar esta etapa, assim como todo o Caminho, mesmo as suas adversidades (fazem parte da Vida).
    Bjs

  5. Que grande caminhada fizeram vocês e ainda bem que hoje em dia as máquinas dos telemóveis já são razoáveis qb para este tipo de reportagem em andamento 🙂

  6. Olá Olhar Viajante!
    Podemos afiançar que é mesmo magnífica!
    Bjs

    Olá Kaipiroska!
    Tens razão! Ter uma boa "máquina fotográfica" do tamanho do bolso… o peregrino agradece 🙂
    Bjs

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