De Ventosa a Azofra (17km)

204km percorridos
609km para Santiago

A meteorologia prometia fortes chuvadas a partir do final da manhã e para os dias seguintes. E como na etapa anterior tivemos relativo sucesso a fintar a chuva (que desabou a tarde toda) o plano para hoje era repetir o feito. Partimos assim de madrugada com o objetivo de chegar a Nájera antes dos anjos desabarem as suas lágrimas nas nossas cabeças.

Igreja de Ventosa envolta no nevoeiro

Saímos do albergue sobre cerrado nevoeiro e foi na sua companhia que enfrentamos a pedregosa subida até ao Alto de San Antón. Uma vez chegados ao topo o nevoeiro começou a desvanecer e os aguaceiros, que a tempos lá iam caindo, cessaram.

Equipados para a chuva!

 

A pedregosa subida ao Alto de San Antón

Uma excelente prenda do São Pedro que chegou à hora certa pois precisávamos de fazer uma paragem para repor forças. E como ao longo dos 11kms que separam Ventosa de Nájera não existe qualquer localidade nem área de descanso a mesma tinha de ser feita em campo aberto.

Já com as energias repostas e o sol a querer espreitar seguimos caminho com redobrado animo e chegamos a Nájera ainda antes da hora de almoço. Até tivemos direito a arco-íris e tudo!

O plano era ficar por lá mesmo. Tínhamos conseguido escapar à chuva e sabíamos que tínhamos uma boa oportunidade para nos encontrarmos com amigos peregrinos que estavam um pouco para trás e que hoje planeavam chegar e pernoitar em Nájera. Para mais a Anabela estava a ser apoquentada por fortes dores no pescoço e já se sabe que carregar mochilas e torcicolos não combinam e como tal uma tarde de descanso era bem vinda.

Rio Najerilla em Nájera

Mas não ficamos! Animados pelo raiar do sol do final da manhã decidimos mudar os planos em cima do joelho e seguir até Asofra.

Mosteiro de Santa Maria La Real em Nájera

Que gigantesco erro! O sol foi literalmente de pouca dura e logo à saída da cidade ferrou-se a chover copiosamente. Como prenda pela nossa decisão precipitada fizemos 6 fantásticos quilómetros debaixo de chuva, ganhei duas pequenas bolhas nos dedos dos pés, a Anabela piorou do pescoço, e claro está, não nos reencontramos com os nossos amigos.

Escusado será dizer que, no final desta etapa, a moral não podia estar mais em baixo. Não cumprimos com o planeado e pagamos uma fatura elevada por sermos insensatos. E só nos podíamos culpar a nós! O Caminho já nos tinha havia mostrado que não o devíamos menosprezar e nós voltamos a fazê-lo. E Ele, como bom professor que é, voltou a ensinar-nos a lição. Se queríamos chegar a Santiago estava na hora de nos tornarmos bons alunos e encasquetar os ensinamentos de uma vez por todas!

A única boa surpresa do dia foi o albergue de peregrinos de Azofra: fomos muito bem recebidos, pagamos apenas 7 euros por pessoa por um quartinho para dois (o albergue não tem boliches, apenas quartos duplos, o que é uma enorme vantagem para os casais peregrinos) e ainda podemos lavar e secar a roupa na máquina por apenas 1 euro (com a chuvada que estava secar roupa só mesmo com máquina). Nem tudo pode ser mau e até no dia mais chuvoso é possível vislumbrar a luz!

Etapa Anterior: De Logroño a Ventosa
Etapa Seguinte: De Azofra a Santo Domingo de la Calzada


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2 COMENTÁRIOS

  1. Ui… mas que etapa difícil VagaMundos… Mas como o que mais custa é o que mais vale, e com a lição aprendida, as próximas etapas serão com certeza melhores!!! Beijinhos continuação de bom caminho…

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