Dolce Vita – Ceviche

Há quem pense que uma refeição de peixe cru só se for sushi. Mas esta realidade está longe de ser única no mundo. 

Após 15 horas de aeroportos, escala, voo transatlântico e comida de aviões (onde a fome nos visitou no seu sentido literal), impunha-se uma decisão: cair numa cama vítimas do jet-lag ou calcorrear Lima à procura duma refeição merecedora desse nome.

Estranhos numa cidade estranha, dois turistas percorrem as ruas de Miraflores, um enclave de turismo numa capital sobre a qual os guias alertam para a pouca segurança das ruas.

Partimos na demanda de algo que desse alento ao estômago. O concierge do hotel sugeriu LarcoMar.

Dar com o local não foi complicado… mas foi uma surpresa. É que o bendito centro comercial não estava à vista destes europeus habituados a reluzentes edifícios comerciais que se erguem qual Torres de Babel. Percorrendo a avenida José Larco em direcção ao mar, essa termina numa varanda à beira da falésia com vista para o Pacífico. A surpresa é que aí se esconde, aos olhos dos desprevenidos, o espaço LarcoMar, como uma casa cravada na falésia.

Ávidos por uma refeição típica da região, a nossa opção foi ceviche, ou seja, peixe cru!

 

Uma selecção de marisco e peixe crus marinados em muito sumo de limão, muita cebola, alguns vegetais que tomamos por salada e um tubérculo doce muito amarelo.

Para o paladar destreinado a primeira garfada é digerida a medo, a segunda para confirmar se afinal é comestível, a terceira para se habituar à novidade e as seguintes para assimilar a refeição. Em simultâneo, acompanhamos com um pisco sour. Mas sobre esta bebida falaremos mais tarde.

Conseguimos identificar todos os ingredientes vegetais, ou quase todos, já que o tubérculo doce amarelo permaneceu uma incógnita. No dia seguinte foi com orgulho que o guia nos revelava que o Peru tinha cerca de 2000 espécies de “papas”. – En la Europa se llama patata. – Ah! Batatas!

O mistério ainda reside face aos bivalves e peixes, uma vez que o nosso paladar de gourmets foi traído pelo ácido do limão. E à saída só pedimos a conta, não a receita.

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11 COMENTÁRIOS

  1. Presumo que uma associação ao Dolce Vita de Miraflores, pelo que entendi ou será apenas uma coincidência, eu vivo em Carnaxide.
    Boa, viagem.

  2. Olá Alvaro. É efectivamente uma coincidência, até porque são muitos os kms que separam as duas Miraflores. Esta Miraflores é um bairro, muito turistico, em Lima, capital do Peru. E o nome Dolce Vita, é só mesmo o nome da rubrica 🙂
    Abraço

  3. hola!!
    Hace mucho que no los visito, es porque estoy con problemas con internet en casa, ahora estoy en un bar, poniendome un poco “al dia”, ya que hoy es feriado en Argentina. Esta noche veràn un post interesante (eso creo)jajajajaj
    Sobre el ceviche opino igual que ustedes, no me gusta para nada !!!
    saludos

  4. Pues llegué desde “Alejandra”, muy bonitas sus fotos, envidiables recorridos. Un abrazo y gusto en conocerlos.

  5. Já por aqui me custava passar pelas imagens dos muitos cantos do mundo que gostava de conhecer, agora ainda lhe juntam estas imagens que fazem crescer água na boca. Sem ter provado, resta-me dizer que tem tudo muito bom aspecto.
    E o Peru… vamos poder ver mais algumas coisas? 🙂

    Abraço

  6. Hola Alejandra. El ceviche no es para todos. Todavía prefiero el sushi 🙂 Saludos

    Hola Rosa. Muchas gracias por tu visita. Es siempre bienvenida y gusto en conocerla también. Saludos

    Olá Carriço. Do Peru temos ainda algum material na forja 🙂 E olha que vai continuar a haver “crónicas” de paparoca 🙂 para acompanhar as viagens.
    Abraço

  7. Ciao!!

    Não sei se teria coragem de me aventurar nesses pratos. Contudo, as fotos ficaram lindas!

  8. lol, parece uma história de aventuras, essa demanda por um bom prato de comida:)

    Espero que a mesma tenha sido suculenta, pese a menção a peixe cru fazer-me de imediato torcer o nariz:)

  9. Olá Tita. Tivemos que andar atrás dos empregados para fotografar os pratos todos de ceviche que iam servindo 🙂
    bjs

    Olá Paulo. É que foi mesmo uma aventura. E como a fome era negra até deu para comer peixe cru 🙂 Nos outros dias já não foi bem assim.
    Abraço

  10. Caro vagamundos, também eu por pouco pensei que estava em casa, dolce vitta e Miraflores…
    Sinceramente, não sei se essa seria a minha opção para uma boa refeição, mas lá está, por vezes só provando, mas tenho serias dificuldades em imaginar-me a comer qualquer coisa que seja cru, excepto uma saladinha de alface.
    Invejo-te essa tua disponibilidade para correr mundo, um modo de estar na vida, que muito se identifica com o meu ser, mas como já te disse, vou-me aventurando à medida que posso e outras vezes sonhando.

  11. Olá Jotas. Quando quizeres experimentar peixe cru começa pelo sushi. Se não te habituares a esse não avances mais 🙂
    Quanto à nossa forma de estar é muito similar à tua. A disponibilidade financeira no nosso caso também necessita de alguma criatividade e acima de tudo de muitas cedencias. Afinal de contas não se pode ter tudo e viajar é a nossa grande paixão. Mas tu tens o espirito e isso é o que mais conta no viajante.
    Abraço

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