Dolce Vita – Cuy

 

Na América Latina, mais propriamente no seio da “perdida” civilização Inca a que os homens e a história fizeram designar de Cusco, há possibilidade de degustar sabores de tempos imemoráveis. Falamos de um prato servido aos reis Incas que a tradição destas paragens levou à mesa dos noivos em celebrações de casamento.

Espantar-se-ão, certamente, os defensores dos animais. Não se choquem os amantes deste animal de estimação de ar fofinho. Se nos abstivermos da imagem do pet (tarefa um pouco complicada!) esta refeição torna-se numa experiência gastronómica deveras saborosa! O pitéu de seu nome CUY na língua peruana é, de facto o nosso tão conhecido porco-da Índia. Sim, é verdade, porco-da-Índia! Assado no forno ou grelhado na brasa, com um tempero não revelado a nós turistas mas de rico paladar, este é um prato a não perder, como prato principal ou num mix de carnes duma parrilla andina, onde um outro sabor se junta – deste falaremos numa próxima crónica de sabores.

A acompanhar…? Um bom vinho, obviame

nte, chileno de preferência já que o Peru não é propriamente conhecido pelas suas castas a resultarem em néctar dos deuses. Não quer isto dizer que não tenham vinhos bem apaladados, acompanhantes adequados deste(s) novo(s) sabor(es).

Para quem visite o Peru é uma iguaria à qual não nos devemos fazer de rogados pois é uma das grandes especialidades gastronómicas do país.

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10 COMENTÁRIOS

  1. Realmente vocês gostam de pratos exóticos!

    Aproveitem!

    Ciao ciao

  2. Olá Tita. Acima de tudo gostamos de provar a gastronomia dos locais que visitamos. Às vezes é um pouco exotica, assim como o são os proprios paises.
    Ciao!

  3. Olá Valentim. De facto o sabor está muito próximo do nosso leitão. É um misto entre o leitão e o coelho.
    Abraço

  4. Gostei da foto e da decoraçao da mesa. Mas confesso que nao gosto de ver o corpo do animal inteiro no meu prato, nao consigo comer. Uma vez vi uma leitoa assada na mesa da minha tia e perdi o apetite.
    Bom, mas isso porque sou meio chatinha para comer 😀
    Um abraço!

  5. Olá Juliana. De facto é complicado afastar a imagem do animal de estimação, mas uma vez conseguido é bem saboroso 🙂
    Bjs

  6. No Peru, sê Peruano! 🙂
    A esta hora não digo, mas daqui a um bocado já provava.

    Saudações

  7. E' sim, aqui na Italia comem carne de cavalo. Eu comecei a comer mas ainda tenho peso na consciencia… sempre gostei de cavalos, uma paixao desde criança.
    Fazer o que? E a cadeia alimentar.
    Beijos

  8. Tem um aspecto suculento e sou completamente adepto de, ao visitar um País, se aproveitar para conhecer as especialidades gastronómicas do local.

    Espero que o vinho chileno estivesse "au point":)
    Não sendo um expert em vinhos (essa tarefa deixo-a para o meu pai), já provei o nectar proveniente do Vale del Maipo, uma das melhores regiões do País sul-americano para a confecção do vinho. E fiquei agradavelmente surpreendido.

  9. Carriço, agora para o jantar também já ia mais um 🙂
    Abraço

    Juliana, cavalo ainda não provamos, mas não teriamos problemas com isso, apesar de ambos adorarmos cavalos. Mas se forem criados exclusivamente para o efeito… são só variantes gastronomicas. O caso dos Cuys no Peru é precisamente esse. Fazem criação para alimentação.
    Bjs

    Paulo, podemos garantir que é bem soculento. O vinho estava "au point", mas na origem (quando estavamos no Chile), provamos nectar ainda de melhor qualidade(verdade seja dita tinham mais variedade e outro preceito no serviço).
    Abraço

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