Forte de São Miguel – Luanda


“Em mil quatrocentos e oitenta e dois, Diogo Cão e os seus companheiros desceram neste recanto de terra de Angola e cravaram aqui o padrão do descobrimento e posse com as armas de Portugal e a cruz de Cristo, para que fosse ao mesmo tempo campo de expansão do espírito português e da religião cristã. Desde essa hora ficou Angola incorporada no Império. Com a certeza de que fala pela minha voz Portugal inteiro, o passado e o presente, os vivos e os mortos, evoco todos os obreiros da grandeza da pátria, marinheiros, militares e missionários, fazendeiros e mercadores e, perante Deus e os homens, declaro que Portugal seguirá nos caminhos imortais da sua vocação apostólica de povo civilizador; proclamo neste lugar sagrado da Pátria a unidade indestrutível e eterna de Portugal de Aquém e Além-mar.”

Discurso proferido pelo chefe do estado da ponta do padrão em 30 de Julho de 1938.

É este o discurso que se pode ler na tabuleta que se encontra cravada na entrada do forte de São Miguel, em Luanda. Um discurso de outros tempos, que já não se aplica. Angola é hoje uma nação soberana e do Império Português apenas resta a história, história essa que não deve ser esquecida. Felizmente para nós o povo angolano pensa da mesma forma e só assim me foi possível viajar no tempo, naquela que é muito provavelmente a maior atracção turística de Luanda.

No forte de São Miguel é verdadeiramente possível sentir os mais de 500 anos da presença portuguesa em Angola enquanto caminhamos pelas suas muralhas, pelos seus pátios e pelos seus corredores (onde podemos ver bons trabalhos em azulejo, se bem que algo degradados). No pátio principal é possível ainda ver várias estátuas portuguesas (de Diogo Cão, Vasco da Gama entre muitos outros), que foram retiradas dos seus locais originais, na cidade de Luanda, após a declaração de independência em 1974.

Para mais o governo Angolano transformou o forte num museu militar onde é possível ver-se fotografias e armas da guerra colonial (entre outras coisas, das quais destaco a propaganda portuguesa). Apesar de algumas das fotografias serem chocantes, recomendamos vivamente a sua visita, para quem passe por lá.

Para terminar, nada como aproveitar a excelente vista sobre Luanda e a sua ilha, que o forte nos proporciona. Devido à cacimba as fotografias não têm a visibilidade desejada, mas espero que possam ficar com uma ideia da vista. E é com elas que nos despedimos por hoje.


Entrada na Ilha de Luanda


Marginal de Luanda


Ao longe o Mausoléu Agostinho Neto

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2 COMENTÁRIOS

  1. Maravilha, também gostava de ir a Luanda. A cidade está a ter um grande desenvolvimento, pelo menos é o que me têm dito alguns amigos meus que estão lá. O grande problema neste momento é o trânsito que acho que é caótico.

    Boas viagens…

  2. É que está mesmo. Não é à toa que se está a tornar destino de vida para tantos portugueses. Não é o nosso caso. Só estivemos de passagem.
    Abraço e continuação de boas pedaladas.

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