Jaipur: a Capital Cor-de-Rosa do Rajastão

 Fundada pelo Marajá Rajaputa Jai Singh em 1727, um visionário que preparou Jaipur para o futuro na organização urbanística: um palácio dominando o traçado em grelha, avenidas largas, havelis (mansões privadas) luxuosas e mercados dotados de mercadorias em quantidade e qualidade… Tudo planeado e construído em obediência a um princípio de harmonia – harmonia esta que, presentemente, se perde para lá das muralhas do centro histórico duma cidade onde vivem mais de dois milhões de habitantes.
Vista da cidade a partir do Hawa Mahal.

Imperdível, dinâmica e altamente comercial, assim se pode resumir a cidade rosa de Jaipur.

O grande atrativo é o Palácio da Cidade, um complexo palaciano com amplos pátios e jardins, numa fusão dos estilos arquitetónicos hindu e mogol que alberga atualmente vários museus com um vasto acervo de têxteis, armas, manuscritos, joalharia, tapetes, mobiliário e instrumentos astronómicos.

Portão de entrada no complexo palaciano.
Chandra Mahal, o Palácio da Cidade de sete pisos, ainda hoje residência dos descendentes do marajá.
Diwan-i-Khas, a câmara de audiências privadas no centro dum amplo pátio.
O interior do Diwan-i-Khas com candelabros de cristal, uma amostra de armas e as duas maiores urnas de prata do mundo onde o marajá Sawai Madho Singh II tranportou a água do Ganges até Inglaterra aquando da coroação de Eduardo VII.
À esquerda a Porta do Pavão, uma das entradas do Chandra Mahal sublimemente decorada. 

O Marajá Jai Singh nutria um interesse profundo por astronomia e construiu cinco observatórios astronómicos com uma precisão científica notável, o maior dos quais, o Jantar Mantar de Jaipur com instrumentos de medição em pedra e mármore, mais fascinante ainda pela sua aparência tão moderna.

Jantar Mantar, o mais emblemático observatório astronómico da Índia.

O emblemático Hawa Mahal, que significa “palácio dos ventos” dado que foi concebido para captar a brisa através das varandas, arcos e janelas jali, uma espécie de tela de pedra esculpida perfurada em ornamentos florais ou geométricos. Os cinco pisos desta sumptuosa estrutura foram edificados por volta de 1800 para as damas do harém poderem observar sem serem observadas.

 

Jaipur é um paraíso para “shopaholics”, não havendo na Índia cidade com oferta tão vasta. Sabendo isto, não estranhámos as permanentes abordagens dos vendedores dos imensos bazares que ladeiam as avenidas de Jaipur. Ao sairmos da zona turística, conhecemos a árdua labuta dos vendedores cujo ganha-pão vem de abastecer os locais e não de aliviar as carteiras dos turistas do parco peso das rupias. E foi nestas ruas que conhecemos a faceta humana e de ajuda desinteressada que também caracterizam as gentes de Jaipur.

Um dos guardas do Palácio trajando a rigor.
Este senhor não precisa de apresentações!
Um teatro de marionetas atrai a criançada toda.
Em Jaipur vende-se de tudo um pouco… E pode-se dizer que em qualquer lugar se monta a “banca”!
Sem mãos a medir para os clientes, este cozinheiro ainda apregoa o seu produto com entusiamo.
Provavelmente, uma reunião da Tupperware… Indian Style!
O impressionante elefante não se assusta com o trânsito e respeita as regras…

 

O mesmo não se pode dizer destes dois burricos que em menos de 2 minutos provocaram o caos no cruzamento.

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Anabela e Alexandre (linguista e economista), apaixonados um pelo outro e pelas viagens. Juntaram as letras e os números e criaram Vagamundos - Blog de Viagens onde partilham as suas errâncias pelo mundo e motivam todos a viajar. Autores independentes dos livros Caminho do Amor e Rostos do Oriente. Aproveitam qualquer desculpa para vaguear pelo mundo. Viveram na Alemanha, Dinamarca e EUA. Praticam trekking e lounging, alternadamente. Gostam de sujar cozinhas e conversar até altas horas. Uma vez por ano fingem que tocam djambé.

2 COMENTÁRIOS

  1. Índia deve ser um paraíso para os viajantes. E qualquer foto se torna exótica, com tanto contraste. Adorei o palácio.
    Abraço
    Ruthia d'O Berço do Mundo

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