Jerash (جرش) – a antiga cidade greco-romana de Gerasa

jerash

Imaginem uma metrópole imperial perdida entre montes e vales verdejantes do Médio Crescente, cuja localização estratégica fez dela um entreposto comercial próspero e fundamental na província romana da Arábia. Assim foi a antiga cidade greco-romana de Gerasa, hoje conhecida pelo nome de Jerash.

Somos logo aturdidos com o imponente Arco de Adriano, erguido em 129 DC em comemoração da visita do imperador Adriano à cidade. Fora projectado para ser a nova entrada Sul da metrópole com o alargamento das muralhas, mas a obra nunca foi terminada.

À direita ergue-se o hipódromo, uma arena para corridas de quadrigas, lutas entre gladiadores e outros eventos desportivos com capacidade para 15 mil espectadores. Actualmente, uma companhia de actores leva o turista a reviver esses tempos com representações regulares.

Na entrada sul, procurámos um guia local. E em boa hora o fizemos pois, com ele, as ruínas ganharam vida. Quatro entradas com arcos de triunfo ricamente decorados, e uma extensa muralha com cerca de 3,5km de perímetro ponteada por uma vintena de torres de vigia, dá uma imagem da dimensão desta metrópole.

A Praça Oval (ou Fórum) é considerada um ícone de Jerash pois a sua forma oval não é comum. Este era o coração da vida social e política desta cidade. Rodeado por 56 impressionantes colunas, a maioria delas em estado original, e pavimentada com pedra calcária da melhor qualidade. Curiosamente as lajes são maiores no perímetro exterior tornando-se cada vez mais pequenas quando nos aproximamos do centro.

O Templo de Zeus, à direita, teve em tempos uma magnífica escadaria que conduzia ao altar sagrado no topo da colina. Pelas escavações realizadas, adivinha-se a monumentalidade deste templo, visível de toda a cidade. A sua localização, contudo, tornou-o vulnerável à erosão e terramotos sendo hoje uma mera amostra da sua grandeza.

Logo atrás, o grande anfiteatro de Jerash ergue-se em majestade e bom estado de conservação com os seus dois andares e capacidade para 5000 espectadores. Nós fomos espectadores duma surreal actuação; tentem imaginar trajes militares jordanos combinados com sons duma gaita-de-foles escocesa!

A acústica é fabulosa. O nosso guia mostrou-nos o “microfone” desta sala de espectáculo do antigamente. E abrindo bem os olhos ainda se consegue discernir a marca gravada na pedra do pavimento.

Não deixem o calor demover-vos duma subida ao topo do teatro de Jerash: a vista de toda a cidade é soberba como podem confirmar pela fotografia.

O Cardo, a avenida principal da cidade de Jerash, que unia a Praça Oval ao portão norte, esconde uma série de segredos da arquitectura romana. Uma série de 500 colunas de alturas diferentes… porquê? As lajes enviesadas do pavimento … para quê? Os trilhos das rodas das carroças apenas nas lajes do lado direito… porquê? Uns estreitos recortes rectangulares nas lajes da estrada… para quê?

Percorrendo o Cardo imaginamos o arco do triunfo de quatro pilares, cruzamento donde se viam as 4 entradas da cidade, encontramos a colossal fonte da cidade, Nymphaeum, ricamente decorada em mármore e estuque pintado, vislumbramos as igrejas cristãs e bizantinas que substituíram templos romanos, e chegamos ao Propylaeum.

O Propylaeum é a entrada monumental para o Templo de Artémis, deusa grega da caça. O pórtico tem sido restaurado ao longo dos anos, e mesmo no Cardo estão ordenadas as pedras originais já recuperadas. Dêem uma vista de olhos nos pormenores de decoração.

O Templo de Artémis era considerado o mais belo e mais rico templo de toda a cidade de Gerasa; das 12 gigantescas colunas, 11 ainda estão de pé com os seus capitéis coríntios. Mas não se encostem às colunas. Aquelas toneladas de pedra podem ser movidas só com a força de um braço, foi o que nos mostrou o nosso guia com uma simples colher, uma pedra e um empurrão. Só para profissionais.

Uma série de terramotos no séc. VIII reduziu a cidade a ruínas. As areias do deserto trataram de a submergir ao longo dos séculos seguintes. Mas esse “enterro” pelo deserto justifica actualmente o impressionante estado de conservação.


Clique para ler o nosso Guia da Jordânia


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10 COMENTÁRIOS

  1. Adorei!!! Já havia visto uma publicidade de atores que estavam remontando um peça nesse lugar. Agora vendo as suas fotos e o lendo o seu artigo, definitivamente é um destino a mais para acrescentar na minha lista!
    Parabéns, ficou muito bom!

  2. Olá Brenda. É uma espécie de revivalismo de Ben-Hur. A Jordânia tem muita riqueza por descobrir. Vale bem a pena partir numa aventura por aquelas paragens!
    Bjs

    Hola Eugenia. Sem dúvida. Um lugar a não perder.
    Saludos

  3. As vossas crónicas de viagem são espectaculares, as imagens excelentes. Quando é que penssam em lançar um revistas de rotas e destinos?
    Beijinhos aos dois

  4. Olá Micas. Obrigado pelas simpáticas palavras! Não pomos de parte a possibilidade de publicar as crónicas. Mas por enquanto vamos mantendo este formato digital.
    Beijinhos nossos.

    Hola Patricia. It is indeed a wonderfully preserved old city which allows the visitor to travel in time and imagine it coming to life.
    Saludos

    Olá Valentim. Obrigado pelo rasgado elogio 🙂 Mas mesmo assim, se tiveres a oportunidade de visitar a Jordânia, não deixes de lá ir!
    Abraço

  5. Olá Vagamundos!

    Depois de meses desaparecida da blogland, cá estou de volta. E não poderia deixar de visitá-los e conferir as últimas crônicas.

    Vi que vocês viajaram para lugares maravilhosos que guardam histórias fabulosas a respeito do mítico mundo árabe. Gostei muito de Jerash, cidade que vocês retrataram muito bem em fotos e crônicas.

    Incrível o legado dos romanos nesse lugar. Além dos magníficos capitéis, impressiona a imponência do teatro.

    Parabéns pelo texto!

  6. Olá Juliana! Que bom ter-te de volta. Obrigado pelas tuas palavras. Nós adoramos a visita à Jordania e tambem ficamos surpreendidos com o legado do imperio romano que ainda se encontra por todo o pais. Jerash é sem duvida o mais impressionante de todos.
    Bjs

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