Marraquexe Monumental

O plano de viagem de hoje é levar-vos a dar um passeio pelos monumentos e highlights mais emblemáticos da cidade de Marraquexe. Portanto, aconselhamos o uso de calçado confortável pois o passeio é longo.


Leia também o nosso Roteiro de Marraquexe


Mesquita Koutoubia

Mesmo ao lado da praça Djema El-Fnaa, encontramos a “Torre Eiffel” de Marraquexe, ou seja a mesquita da Koutoubia com o seu minarete de 70 m de altura, seis salas sobrepostas e uma rampa de acesso ao topo. Curiosamente, este minarete foi a fonte de inspiração para a Giralda de Sevilha e também para a Torre Hassan em Rabat.

A mesquita original de 1147 era uma das maiores do mundo ocidental, mas devido a um erro de cálculo, a parede qibla não estava devidamente orientada para Meca o que levou à construção duma nova mesquita. Os alicerces da primeira mesquita ainda são visíveis. A cor rosada deve-se à pedra de Gueliz usada na sua construção e cujo restauro recente colocou bem à vista. O seu nome, “mesquita dos livreiros”, deve-se ao souk de manuscritos que se concentrava nas imediações.

Bab Agnaou

Uma das 19 portas a sul da medina de Marraquexe construída no séc.XII, assinalava antigamente a entrada principal para o palácio real almóada, daí a fachada fortemente decorada com motivos florais e escrita cúfica na orla do arco. As torres laterais desapareceram mas não deixa de ter uma aparência majestosa.

Túmulos Sádidas

Esta necrópole merece visita pela ostentação da decoração, tanto dos túmulos como do próprio pátio coberto de zelij (azulejo). O sultão alauita Mulei Ismail mandou fechar a entrada do cemitério na tentativa de apagar quaisquer vestígios da dinastia sádida. Depois de mais de dois séculos de esquecimento, a necrópole foi “descoberta” em 1917 e aberta novamente ao público.

No período Sádida (sec.XVI a XVIII), a simplicidade da arquitetura almóda foi substituída por uma decoração elaborada e materiais luxuosos nos dois mausoléus principais, o do sultão Ahmed el-Mansour e o da sua mãe. As várias salas do primeiro mausoléu sumptuosamente decoradas têm cúpulas decoradas com estalactites de cedro esculpido revestido a ouro que assentam sobre colunas de mármore.

Medersa Ben Youssef

Esta antiga escola do Corão é a maior do Magrebe (crê-se que terá albergado cerca de 900 alunos) e é também uma das mais bonitas. O edifício data de meados do séc. XIV. Fechada na década de 60 , foi reaberta em 1982 após grande restauro de raiz tendo recuperado a magnificência de outros tempos. Com a mesquita do mesmo nome mesmo ao lado, este complexo constituía um importante centro religioso e de culto.

A entrada faz-se por um corredor sumptuosamente decorado com estalactites esculpidas e pavimentado a zelij que dá cesso a um harmonioso e belíssimo pátio.

Cúpulas, portas, lintéis, paredes, janelas, tudo neste espaço está copiosamente decorado e ornamentado.

Vale a pena visitar alguns dos quartos (podem descobrir os únicos dois que estão mobilados) espalhados pelo rés-do-chão e primeiro piso, quase todos em torno de pequenos pátios.

Palácio Bahia

Este palácio de finais do séc. XIX foi construído com o intuito de ser o maior e mais belo palácio dos seus tempos. E na verdade, a sua arquitetura, ornamentação e grandiosidade conferem-lhe imponência captando a essência dos estilos marroquino e islâmico.

Os pátios com fontes ao centro estão revestidos de zelij e mármore, nos quais não faltam refrescantes e frondosos jardins.

O grande número de salas e quartos abundantemente ornados e com acesso aos pátios deve-se ao facto do grão-vizir Si Moussa ter aqui o seu harém. O seu filho, Ba Ahmed, completou a construção tendo procurado os melhores artesãos e os mais ricos materiais para a ornamentação.

Palácio El-Badi

Agora em ruínas, com salas despidas e habitado pelas cegonhas, foi outrora um imponente e luxuoso palácio. Foi mesmo considerado uma das maravilhas do mundo muçulmano, daí o seu nome El-Badi, O Imcomparável.

Em 1683 o mulei Ismail mandou demolir o palácio e levou os materiais para a cidade imperial de Meknès. A estrutura e planta do palácio foram inspiradas em Alhambra, Granada, mas, como já aqui dissemos, foi todo pago com dinheiro português.

Zaouia Sidi bel Abbès

Sidi bel Abbès é o santo padroeiro mais venerado em Marraquexe e a Zaouia é o santuário que acolhe os peregrinos que aqui se deslocam.

Este santo dedicou a sua vida à protecção dos mais fraco e dos cegos, não é por isso de admirar que encontremos tantos invisuais em Marraquexe que, desde os tempos do santo, sempre encontram nesta cidade comida e ajuda.


Jardim Majorelle

Marraquexe é também conhecida como a cidade dos jardins. Devido à construção dum eficiente sistema de irrigação, a cidade está muito bem fornecida de água que lhe permite manter estes agradáveis espaços verdes. Embora se encontrem um pouco por toda a cidade, os mais conhecidos são sem dúvida o Jardim Majorelle…

…e o jardim imperial Menara.

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Anabela e Alexandre (linguista e economista), apaixonados um pelo outro e pelas viagens. Juntaram as letras e os números e criaram Vagamundos - Blog de Viagens onde partilham as suas errâncias pelo mundo e motivam todos a viajar. Autores independentes dos livros Caminho do Amor e Rostos do Oriente. Aproveitam qualquer desculpa para vaguear pelo mundo. Viveram na Alemanha, Dinamarca e EUA. Praticam trekking e lounging, alternadamente. Gostam de sujar cozinhas e conversar até altas horas. Uma vez por ano fingem que tocam djambé.

5 COMENTÁRIOS

  1. Today from the vast windswept landscapes of the Patagonia to Marrakesh! Am I lucky or what!
    Beautiful look at a city that has incredible things to discover.
    Thanks for sharing this with us!

  2. Olá Clara. Obrigado nós pelo comentário e por nos acompanhares. E sim, Marraquexe é daquelas cidades a que tens mesmo de ir 🙂
    Bjs

    Olá Roadrunner. Também já vimos dessas, mas no dia em que lá estivemos estava muita nevoa. Dava para ver o Atlas ao fundo mas nas fotos não aparece.
    Abraço

    Hola Aledys. Travelling the world 🙂 Thnaks a lot for your words.
    Besos

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