Visitar Montalegre | Gerês: o que ver e fazer e sugestão de alojamentos

Montalegre o que visitar

Conheça uma das mais remotas e belas regiões de Portugal ao visitar Montalegre, no distrito de Vila Real, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Montalegre o que visitarSituada em Trás-os-Montes, no vale do rio Cávado, entre as serras do Gerês, Barroso e Larouco, zona de montanha com uma natureza em estado selvagem, Montalegre está rodeada de tranquilas e acolhedoras povoações onde a agricultura e a pecuária ditam o passo do tempo. Capital do Barroso, título que ostenta com orgulho, a vila transmontana é famosa pela deliciosa gastronomia onde reina o fumeiro, pelas mediáticas Sextas-Feiras 13 culminando nas efusivas Noites das Bruxas, e pela Medicina Tradicional.

Quando visitar Montalegre?

A melhor época do ano para visitar Montalegre é nos meses mais quentes (maio a setembro). Dias longos, temperaturas amenas e tempo seco. É que nestas terras do norte, os invernos são frios, muito frios! Há anos em que até ocorre o sincelo na Serra do Larouco, um fenómeno meteorológico de deposição de gelo muito comum nos países mais frios do mundo.

Montalegre o que visitarMas existem eventos, feiras e festividades ao longo do ano que o vão convencer a visitar Montalegre independentemente da temperatura. Como não poderia deixar de ser, salientamos eventos mediáticos que colocaram Montalegre no mapa dos destinos com experiência diferenciadoras e imperdíveis. Falamos obviamente do Congresso de Medicina Popular, em Vilar de Perdizes (Setembro) e as Sextas-Feira 13 (Noite das Bruxas), um dos maiores espetáculos culturais nacionais onde não faltam bruxas, mezinhas, curas e poções mágicas.

A fantástica festa da Sexta-Feira 13 em Montalegre (Dia e Noite das Bruxas) © Câmara Municipal de Montalegre

Coloque estas datas no seu calendário para saber quando deve planear visitar Montalegre.

Dia (e Noite) das Bruxas – todas as Sextas-Feiras 13: estórias do arco-da-velha, esconjuros, queimadas e unturas levadas da breca (na verdade, gastronomia, espetáculos piromusicais, animação de rua e concertos com expoente máximo na Queimada protagonizada pelo Padre Fontes).

Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso: provavelmente a melhor feira de Montalegre, 2º fim de semana de janeiro.

Entrudo (Vilar de Perdizes e Tourém): caretos e facanicos andam à solta em folia e algazarra.

Feira da Vitela do Barroso: em junho para conhecer a melhor posta Barrosã.

Festas do Senhor da Piedade (Festas Concelhias): 1º fim de semana de agosto

Congresso de Medicina Popular em Vilar de Perdizes: setembro

Feira dos Santos: outubro

Matança do Porco: dezembro e janeiro

Onde ficar a dormir em Montalegre? Sugestões de alojamento

Montalegre tem oferta de alojamento razoável para quem procura uma escapadinha de Turismo Rural para fugir do bulício citadino. Disfrute de um contato genuíno com a natureza, um meio rural singular e tradições locais milenares, num ambiente rural onde a hospitalidade tem um predicado: familiar.

A Casa do Cerrado é ideal para aquela viagem com amigos (até 10), para umas férias em família ou um evento de teambuilding. São 5 quartos num antigo solar preparado para responder às necessidades de conforto atuais. O pequeno almoço (incluído) é excelente.

A calma celestial de vistas soberbas sobre a montanha, relaxando numa espreguiçadeira da piscina exterior e observando o pôr-do-sol é possível na Casa Avó Chiquinha. Acolhimento simpático, sala de estar espaçosa, quartos privados amplos, aclimatizados e super confortáveis, convencem casais, famílias e amigos.

Se olharmos para os arredores, o Hotel Rural Misarela em Sidrós responde na perfeição a quem procura os benefícios dum hotel 4 estrelas em ambiente rural. Pequeno-almoço fabuloso, piscina e restaurante (Trilho e Ponte da Misarela mesmo ao lado)

Pitões das Júnias é uma boa alternativa de pernoita no concelho, e, na aldeia, a Casa do Preto tem preços imbatíveis.

Em Vilar de Perdizes, a Casa da Laborada não tem competição. Com uma pontuação de 9.9 atribuída pelos hóspedes, é soberba. Nota máxima para a simpatia da Dona Mimi e do Senhor Domingos, conforto e limpeza, pequeno-almoço caseiro e com sabor regional.

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O que visitar em Montalegre?

Montalegre o que visitarEra uma vez uma terra longínqua… Assim se começa um conto, uma fábula, uma lenda. Assim podemos também começar a falar de Montalegre, terra de lendas e mitos, de usos e costumes arreigados, de gente engenhosa e perseverante… Foi a tenacidade desta gente, vigorosa e fiel guardiã de tradições e memórias, que moldou a vida condicionada pela geografia agreste e de isolamento. Elementos da identidade dum território, remoto na distância e remoto na idade, que luta para sobreviver e só o conseguiu por virtude da autêntica vida comunitária.

Montalegre o que visitarA Espanha fica mesmo ao lado desta terra de fronteira cuja localização estratégica tornou num dos importantes intervenientes da defesa da nacionalidade.

Vamos então visitar Montalegre e conhecer os pontos de interesse mais emblemáticos desta vila de encantos, começando pela zona mais antiga, o coração medieval. Para tal, nada melhor do que tomar a Rua Direita para um primeiro contacto.

Centro Histórico

Ao caminharmos pela característica Rua Direita, sentimos logo uma atmosfera perfumada de tradição e história. São as paredes de granito das casas de dois pisos, umas modestas outras mais ornamentadas revelando-se residência de famílias apossadas, os vasos de flores coloridas nas varandas de ferro, o cheiro a lareira acesa, que abrem o caminho desta viagem no tempo.

Igreja da Misericórdia e Pelourinho de Montalegre

Montalegre o que visitarSomos transportados à Montalegre doutros tempos ao chegarmos ao Largo do Pelourinho, centrado (obviamente) pelo Pelourinho de Montalegre. Ali mesmo defronte, deparamo-nos com a Igreja da Misericórdia de Montalegre. Ao constatarmos a simplicidade e sobriedade exterior da Igreja da Misericórdia, nem nos passa pela cabeça a beleza da arquitetura maneirista e revivalista do interior desta igreja de nave única. O altar-mor é sublime e ofusca por completo a beleza dos dois pequenos altares laterais. Atente à fonte de duas bicas colada ao templo religioso.

Castelo de Montalegre

Continuamos a subida até ao maior tesouro patrimonial da vila, o Castelo de Montalegre. No alto do monte, na cota dos 980 metros, a Torre de Menagem, gótica, acrescenta mais 27 metros à altivez do Castelo de Montalegre. A fazer-lhe companhia estão mais três torres (Torre Furada, Torre do Relógio e Torre Pequena) unidas por maciças muralhas a proteger um pátio de armas circular. A sua construção data dos séculos XIII e XIV e, após sucessivas intervenções de reconstrução ao longo dos séculos, acolhe agora um núcleo museológico.

Igreja do Castelo

Certamente, a nossa atenção já fugiu para a Igreja do Castelo de Montalegre. Assim chamada pois fica mesmo às portas do castelo. O mais correto seria chamá-la de Igreja de Santa Maria, nome atribuído àquela que foi a igreja matriz de Montalegre. A sua origem é medieval, provavelmente românica, mas a fachada revela uma reconstrução do século XVII. Destacamos o rico altar e a talha dourada no interior, e a torre sineira destacada no exterior.

Ecomuseu do Barroso – Espaço Padre Fontes

Tomamos o caminho inverso, saindo do coração medieval para nos acercarmos do centro cívico. Fazemos uma paragem num dos polos do Ecomuseu de Barroso – Espaço Padre Fontes, um espaço que procura valorizar a memória coletiva, o património natural, cultural e etnográfico deste que já foi chamado por nobres de “Reino Maravilhoso”.

Paços do Concelho

Como um cartão de visita, o centro cívico é uma airosa praça ladeada pela Câmara Municipal e Tribunal, curiosamente confrontado pelo Carvalho da Forca, uma árvore protegida com mais de 300 anos, e uma estátua em espaço ajardinado que homenageia um tão esquecido navegador português nascido em terras barrosãs, João Rodrigues Cabrilho, descobridor da costa da Califórnia.

Um pórtico de granito, ornado em baixo-relevo, desvia o olhar. É a entrada do Solar do Cerrado, hoje convertido em alojamento.

Parque do Rio Cávado

Mas desengane-se quem julga que Montalegre é uma localidade parada no tempo. Desçamos ao vale, ao encontro do rio Cávado e dum espaço verde que trouxe qualidade de vida à cidade. Falamos do Parque do Rio Cávado que, com a recuperação das suas margens, foi munido de parque infantil, parque radical, pavilhão e passeio ribeirinho. E já que por aqui andamos, vamos visitar a Ponte Velha, uma estrutura medieval indiferente às obras de modernização. Há ainda um Pavilhão Multiusos de meter inveja e uma Pista de Rallycross, um circuito automóvel que já recebeu provas internacionais.

Miradouro da Corujeira

Já avisámos que Montalegre se faz rodear de paisagens naturais deslumbrantes? Para uma vista panorâmica sobre Montalegre, a Serra do Larouco e do Gerês, nada como darmos um pulinho (melhor dizendo, um giro de carro) ao Miradouro da Corujeira. Aproveitamos para passear pelo Carvalhal do Avelar, uma ampla área verde virgem onde domina o carvalho negral. Para além da mata verde, há ainda o Fojo do Lobo de Avelar e o Miradouro da Senhora das Treburas para preencher o tempo.

O que visitar no Concelho de Montalegre

Cascata de Pincães

Estenda a sua visita a Montalegre por mais uns dias e descubra as maravilhas do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Montalegre acolhe uma das cinco portas de entrada no esplendoroso parque, a Porta de Montalegre, dedicada à paisagem. E podemos afiançar que paisagens deslumbrantes é coisa que não falta em terras de Barroso.

Mosteiro de Santa Maria das Júnias – Pitões das Júnias

Parta à aventura em trilhos pedestres desafiantes. Maravilhe-se com as cascatas singulares de Pincães, de Cela Cavalos ou das 7 Lagoas. Regresse às origens numa visita às aldeias do concelho, como Pitões das Júnias cujas enigmáticas ruinas do Mosteiro de Santa Maria das Júnias e a fabulosa Cascata de Pitões atraem tantos visitantes, ou a mais desconhecida aldeia comunitária de Fafião onde homem e lobo foram viscerais inimigos.

Levante o véu das lendas, como a da Ponte da Misarela, construída pelo diabo. Só para lhe abrir o apetite, pois Montalegre serve de bandeja o muito que tem para oferecer.

Ponte de Misarela

Visitar Montalegre é ainda uma licão da cultura tradicional comunitária das suas povoações com usos e costumes que reuniam as populações à volta do trabalho, da mesa ou da diversão: malhadas, cegadas e carradas dos cereais; o couto, o forno e o boi do povo; jogos populares, chegas de bois e matanças.

Montalegre: mapa dos principais pontos de interesse


Clique no canto superior direito para aumentar o mapa dos principais pontos de interesse a visitar em Montalegre.

Gastronomia de Montalegre

O Fumeiro, com destaque para o presunto, o Cozido à Barrosão e a Posta Barrosã são as grandes estrelas da gastronomia montalegrense. A elas somam-se mais umas iguarias tradicionais que deliciam os comensais.

Posta Barrosã

Pão: o centeio é a base do Pão de centeio, Folar da Páscoa, Folares e Bicas de Carne com carnes de fumeiro.

Fumeiro: de genuíno porco Bísaro, raça autóctone do Barroso, são feitos os melhores Presuntos de Barroso, Chouriças, Alheiras e Chouriços de Abóbora.

Carnes: Posta Barrosã, Cozido à Barrosão, Feijoada à Transmontana, Churrasco de Vitela Barrosã, Cabrito/Cordeiro de Barroso assado em forno de lenha ou estufado com batata de Montalegre, Pica no Chão de Cabidela, Arroz de Pato, Coelho Bravo, Perdiz, Javali.

Peixe: Bacalhau na caçarola, Truta do Cávado ou do Beça

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