Montejunto – Trilho do Cercal

trilho do cercal

O sol mal raiava quando arrancamos de Lisboa rumo à Serra do Montejunto. O objectivo do dia era calcorrear um dos trilhos que percorre a serra, mais precisamente o Trilho do Cercal. Como não tínhamos muita informação sobre a serra decidimos ir até ao Centro de Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida da Serra de Montejunto, que fica localizado no topo da Serra, onde fomos recebidos de braços abertos.

Para além de nos terem sido dados a conhecer outros dois trilhos pedestres no Montejunto, nomeadamente o Trilho da Penha do Meio-dia e o Trilho da Quinta da Serra, ficamos a saber que, regra geral, todos os domingos se fazem caminhadas de grupo organizadas pelo Centro e nas quais podemos participar de forma completamente gratuita (basta ligar para o 262777888 e informar que pretendemos participar). Para além disso foi-nos dado a conhecer a história da Real Fabrica do Gelo do Montejunto, que fica a cerca de 200 metros do centro, e que nos impulsionou a visitar a mesma.

A sua construção data de 1741 e foi única no género em Portugal. Esta fábrica fornecia sobretudo a Corte Lisboeta e os grandes burgueses do tão cobiçado gelo, necessário não só para arrefecer as bebidas, mas sobretudo para produzir os, já então, famosos sorvetes.

O fabrico do gelo consistia em encher de água vários tanques, que com o frio nocturno se transformava em gelo. Seguidamente o gelo era acondicionado em silos subterrâneos, de grossas paredes, funcionado os mesmos como autênticos frigoríficos naturais.

Quando era necessário abastecer a capital, o gelo era então retirado dos silos e acondicionada entre fardos de palha, para ser transportado por burros pela encosta abaixo e depois em carros de bois, desde o sopé da serra até à vala do Carregado (que dá acesso ao Rio Tejo) e daí para o Terreiro do Paço, mais precisamente para o sitio que é hoje conhecido como o Martinho da Arcada.

Visita à fábrica terminada, rumamos até ao Cercal onde o trilho de 12 quilómetros pela serra nos esperava. O mesmo inicia-se bem perto da fonte de D. Maria I (a cerca de 100 metros da rotunda do Cercal em direcção a Espinheira) e como é um circuito, termina precisamente no mesmo sítio (ver mapa do percurso abaixo).

É importante salientar que o trilho do cercal é um percurso pedestre de Pequena Rota (nome indicativo de percursos que podem sempre ser percorridos em apenas um dia sendo normalmente inferiores a 30 km) o que significa não só que está sinalizado mas também que a marcação tende a respeitar um conjunto de normas que permite aos utilizadores dos trilhos saber mais facilmente interpretar os sinais que vão aparecendo no caminho (ver legenda abaixo para saber mais sobre a marcação).

Portanto uma vez avistada a placa que indica o início do trilho do cercal é só seguir as marcas que vão aparecendo nos mais variados sítios, seja nas estacas criadas para o efeito, seja numa qualquer rocha.

O trilho do Cercal segue então por caminhos de terra batida por entre hortas, montes e florestas e como não podia deixar de ser não lhe faltam um par de subidas bem rasgadinhas.

Para além de nos levar a embrenhar na natureza, bem longe da azáfama citadina, a vista do topo é de cortar a respiração… isto se a mesma não tiver já cedido às subidas, claro está. Tudo isto faz do Trilho do Cercal, uma excelente proposta de caminhada pela natureza a somente uma hora de distância de Lisboa.

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9 COMENTÁRIOS

  1. Pegadas na Areia – Obrigado nós pelo feedback. Vale mesmo a pena experimentar o trilho.

    Alvaro – É de facto um percurso também realizável por bike, com excepção das subidas rasgadinhas, devido ao estado do piso. Havia inclusive marcas de moto 4 recentes, por isso devem utilizar o trilho para actividades com veiculos com rodas.

  2. Já lá estive avisitar mas foi muito de fugida, pois estive azar e havia um incendio florestal nesse dia e muitos acessos estavam cortados, mesmo assim gostei do que vi!

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