Visitar Santiago de Compostela – roteiro 1 dia com o que ver e fazer em Santiago

santiago de compostela

Falar de Santiago de Compostela não é tarefa fácil. É uma das cidades mais emblemáticas da Europa. O centro histórico da cidade é, já de si, uma autêntica “enciclopédia” em termos históricos, arquitectónicos e religiosos. Mas desengane-se quem julga que é uma cidade adormecida no tempo ou enclausurada em pedra. É uma cidade viva, animada e com uma faceta cultural vibrante que merece vários dias de visita. Mas se só tem um dia para visitar Santiago de Compostela não se preocupe. Siga a nossa sugestão de roteiro de 1 dia e fique a conhecer os principais pontos de interesse de Santiago de Compostela.

O Melhor de Santiago de Compostela – o que ver e visitar em 1 dia em Santiago de Compostela

Vista da Catedral de Santiago de Compostela do Paséo Léons do jardim da Alameda

A Praça do Obradoiro é o núcleo monumental, espiritual e cultural da cidade de Santiago de Compostela. Aqui bate o coração da cidade. Aqui têm lugar alguns dos mais importantes acontecimentos da cidade. Aqui reúnem-se locais, visitantes, peregrinos, manifestantes, autoridades… Esta praça tem, pois, a qualidade de condensar história e costumes milenares da cidade. Por isso mesmo é o ponto de partida ideal para iniciar o nosso roteiro de 1 dia por Santiago de Compostela.

O Hostal de los Reyes Católicos (1501), actual pousada, outrora um hospital para peregrinos e população local

O colégio de San Xerome (séc. XVI), hoje reitoria da Universidade, e o Palácio de Raxoi,em estilo neo-clássico, sede da Câmara Municipal de Santiago. No topo, uma escultura da lenda de Santiago Matamoros

Comprovem pelos vossos próprios olhos que quando dizemos que o Obradoiro é um centro de manifestação cultural não mentimos.

Seguimos para a Praça de Platerias? A Sul da catedral, esta praça deve o seu nome às oficinas de ourives que em tempos aqui se concentravam. No centro da praça, a Fonte dos Cavalos tem como pano de fundo a Casa do Cabido (1758). Do lado esquerdo podemos ver o início da rua do Vilar. Estivemos aqui a primeira vez para encontrarmos a Oficina do Peregrino, onde se emite a Compostela, o certificado que confirma o sentido cristão da peregrinação.

Um pequeno desvio até à Praça da Quintana, dividida em dois patamares – o patamar inferior, a Quintana dos Mortos, antigo cemitério, e o patamar superior, a Quintana dos Vivos – é hoje uma praça cujas características a torna no local ideal para concertos e espectáculos de rua.

Na busca de um local para dormirmos, tivemos a sorte de encontrar o Hostal San Pelayo mesmo pertinho da Quintana. É uma destas casas bem antigas transformadas em hospedaria com condições básicas. Mas o proprietário foi duma simpatia arrebatadora. E quando descobrimos que tínhamos uma varanda no nosso quartinho… deparámo-nos com esta visão.

A rua do Vilar demarca-se pelas residências nobiliárquicas que a ladeiam, casarões renascentistas, barrocos e neoclássicos, confirmam o carácter privilegiado da rua dentro do traçado medieval.

A rua do Vilar vai desembocar no Cantón do Toural. Antigamente era uma praça de venda de gado. A fonte (1822) ainda resiste no centro, e em redor são visíveis as casas nobres com as suas varandas e brasões em pedra. Digna de destaque, a actual Fundação e Museu Granell no Paço de Bendaña (séc. XVIII) cuja fachada é rematada pela figura do Atlas que suporta a abóbada celeste.

Subimos agora pela rua Nova, “nova” salvo seja, pois a rua é assim designada há já 800 anos. É uma rua importante na cena cultural da cidade de Santiago de Compostela já que reúne os seus dois principais teatros. Salientamos a igreja de Santa María Salomé de estilo barroco (mas cujo pórtico nos pareceu ser de estilo românico) com um curioso átrio coberto.

Enveredamos agora pela rua de Trás de Salomé para espreitarmos a Universidade de Santiago de Compostela. As ruas circundantes estão repletas de esplanadas que aquela hora, “siesta”, se enchiam de gente, risos, conversas e vida.

A curiosidade do Alexandre guiou-nos até à praça Mazarelos onde encontrámos o único arco “sobrevivente” da muralha da cidade. Das sete portas de entrada, das quais restam apenas os nomes, esta foi a única que subsistiu intacta. Dêem uma espreitadela pelo Arco de Mazarelos, e descubram o Convento de las Madres Mercedarias.

E que tal um pulinho ao “centro comercial” do burgo?! Daqui até à Praça de Abastos são apenas uns metros. Este mercado tem actividade diária garantida desde 1873, exceptuando o dia do Senhor, é óbvio. À hora da siesta é claro que tudo estava fechado. Mas o que é interessante, viemos a descobrir mais tarde, é o facto de manter ainda alguns costumes antigos como sejam a troca directa e o regateio. E perguntem por lá onde se concentram as “paisanas”.

A igreja de San Fiz de Solovio à esquerda e o mercado de Abastos à direita

Queríamos descobrir a Puerta del Camino, onde o Caminho Francês entra no centro histórico da cidade de Santiago. Até darmos com ela passamos defronte à igreja de Santa Maria do Camiño, padroeira dos peregrinos.

É na Puerta del Camiño que quem desce do Monte do Gozo pelo Caminho Francês dá os últimos passos até ao seu destino. À direita fica o convento de San Domingos de Bonaval, e o último cruzeiro “fecha” o capítulo de esforço físico, para dar lugar ao sonho.

Não resistimos e seguimos as “setas” para irmos de novo ao encontro de Santiago. Ainda passámos a igreja das Ánimas…

…e pela praça de Cervantes onde fica a Casa Manolo, o melhor local para os peregrinos jantarem. Os pratos são avantajados, o preço é bastante convidativo, a comida é bem confeccionada, o ambiente é agradável e o atendimento é cinco estrelas para os peregrinos que usualmente acabam por ir ali parar no dia de chegada. Aconselhamos vivamente!

Só mais uns passos até à Praça da Inmaculada, onde desembocam o Caminho Francês, Inglês e do Norte, para vermos o mosteiro de San Martiño Pinario, outrora um dos mosteiros mais importantes de Espanha que possuía a maior biblioteca da Galiza e era um dos maiores albergues do país.

E agora é só passar debaixo do arco… que depressa reconhecem o ponto de partida, a praça do Obradoiro!

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11 COMENTÁRIOS

  1. Olá Roadrunner. Eh eh eh. A Michelin pode estar tranquila, que nós não lhe queremos o lugar 🙂
    Abraço

    Olá Fábio. Muito Obrigado. Ficamos muito contentes por teres gostado 🙂
    Abraço

    Olá Clara. Muito Obrigado 🙂
    Bjs

    Hola Elena. Muchas Gracias 🙂
    Saludos

    Olá Claudia. Muito Obrigado. Tens de dar um pulinho à Galiza e a Santiago em particular. Seguramente que vais adorar!
    Bjs

    Olá Abelha Rainha. O teu dia está quase a chegar. Pouco mais de um mês para o teu Caminho! Obrigado por nos teres acompanhado e votos de Bom Caminho para vocês!
    Bjs

    Olá Guida. Muito Obrigado pelo feedback 🙂
    Bjs

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