Rundetårn

copenhaga-torre-redonda

A Rundetaarn (Torre Redonda) faz parte do complexo de edifícios Trinitatis que reúne as três estruturas mais importantes dos escolásticos do séc. XVII: um observatório astronómico, uma igreja para estudantes e uma biblioteca utilizados pela Universidade entre 1657 e 1861. Em 1642, ano da conclusão da sua construção, o rei Christian IV concebeu o esboço de uma inscrição hieroglífica que está patente na fachada da Torre na qual se pode ler: Que Deus, guie na sabedoria e na justiça, o coração do rei coroado, Christian IV 1642

Porém, o peculiar desta torre (o observatório astronómico em funcionamento mais antigo da Europa) é a sua rampa em espiral: 209 metros de comprimento distribuídos por sete voltas e meia em torno do núcleo oco da Torre. Há duas razões para tal construção, primeiro, era desejo do rei Christian IV, um apaixonado por astronomia, subir até ao observatório de carruagem; segundo, sendo a rampa a única ligação possível entre a biblioteca e o exterior, o transporte dos livros era realizado por um carro puxado a cavalo.

Chegando ao topo da rampa e subindo uma pequena escadaria, acede-se a uma espaçosa plataforma onde se desfruta duma magnífica vista sobre a cidade de Copenhaga. Apetece sentar num dos bancos e apreciar o momento demoradamente.

A igreja é duma beleza invulgar, uma vez que as igrejas protestantes tendem a ser mais modestas e simples do que as igrejas católicas. Contudo, aqui ainda se encontra talha dourada no altar e púlpito, e um magnífico órgão de tubos.

A biblioteca, situada por cima das abóbadas da Igreja, esteve encerrada mais de um século, tendo o espaço sido restaurado e reaberto ao público em 1987 servindo hoje como espaço de exposições temporárias e manifestações culturais.

Devido à característica da sua rampa, a Torre Redonda tem sido o cenário para muitas proezas. A história conta que o czar Pedro, o Grande, subiu esta rampa na garupa dum cavalo e que a sua esposa, a imperatriz Catarina I da Rússia, não querendo ficar para trás, seguiu numa carruagem puxada por seis cavalos. Hoje em dia é palco dum evento anual: o Rally de Monociclo. Subir e descer 209 metros não é fácil, e fica-nos aqui uma dúvida: ganha o que chegar primeiro ou o que chegar inteiro cá abaixo?

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7 COMENTÁRIOS

  1. Uma bela descrição para umas fotografias bem tiradas.
    Quando vou a qualquer local tento identificar-me primeiro com o que há de interesse para visitar.Não conheço Copenhaga,mas se lá for, tenho uma certeza: não posso deixar de visitar esta torre.

  2. olá Anónimo. Obrigado pela visita e pelo feedback. Esperamos continuar a colocar por aqui mais pontos de interesse que te impulsionem a visitar Copenhaga.
    Abraço

    Olá João. Com todas as dicas que fores coleccinando aqui, esperamos ter-te por estas bandas pelo menos uma semana 🙂
    Abraço

  3. Bonita reportagem. A rampa parece-me fantastica, muito mais comodo do que subir as escadas que normalmente tem estos edificios.

    E comparto o entusiasmo pelas igrejas protestantes sobre tudo quando sao goticas. Nao há tanto ouro para esconder a beleza da arquitectura. Na Alemanha tambem há muitas: só bancos de madeira e GOTICO ……

  4. Ola Wolken. Obrigado pelas tuas palavras. A rampa de facto ajuda bem a subida. Na nossa última ida ao Norte da Alemanha também vimos, e usufruimos, que várias igrejas têm já elevadores até às plataformas-miradouro. O que é uma enorme mais valia para os visitantes, pois permite a todos, independentemente da condição física usufruir de belas vistas.
    E confirmamos as tuas palavras, na Alemanha a combinação da simplicidade dos elementos de decoração joga muito bem com o gótico.
    Bjs

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