Shuhe, a Aldeia do Dragão das Fontes

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Shuhe, China
A uns escassos 4km a noroeste da cidade velha de Lijiang, encontramos Shuhe, uma versão em miniatura da buliçosa e turística Lijiang. Shuhe na língua Naxi significa literalmente “a aldeia no sopé da montanha”, já que Shuhe fica mesmo no sopé da Jade Dragon Snow Mountain (a Montanha Nevada do Dragão de Jade).

Avô carregando o neto à boa maneira Naxi, uma imagem que a industrialização da China tornou rotineira

Pareceu-nos uma boa alternativa como base para quem queira explorar a região circundante sem ter que enfrentar as multidões de turistas.

A entrada faz-se por um aparatoso portão, no exterior do qual estão os habituais taxistas, rikshaws e vendedores em busca dos Yuans do visitante.

Não se pode dizer que tenha muitos pontos de destaque, ao contrário de Lijiang, mas mesmo assim fomos a Shuhe em busca de alguma autenticidade das afamadas aldeias Naxi que se espalham naquela região.

Os cavalos sobre a histórica ponte Qinglong, um ponto emblemático da aldeia

Shuhe era um ponto importante da antiga Rota do Chá, um produto de qualidade produzido na província do Yunnan que era comercializado por toda a China, e até à India passando pelo Tibete. A rota não é mais utilizada, mas é de extrema importância histórica para a província do Yunnan. Não é por isso de estranhar que uma das primeiras atrações oferecida ao turista seja um passeio pela velha aldeia no dorso de um cavalo, que agora já não podem transportar o precioso chá.

As ruas empedradas e os canais de água são uma constante. As casas de madeira, na sua maioria recuperadas ou erguidas de raiz, mantêm portadas e telhados típicos da região. Todos estes pormenores conferem à aldeia um ar bastante castiço, e romântico até. Mas porta sim, porta sim existe uma loja de souvenirs, um restaurante com comida ocidental ou local, uma cafetaria em estilo ocidental, enfim, uma cidade antiga toda restaurada e modernizada para agradar o gosto dos turistas.

É preciso percorrer as ruelas até aos extremos para se conseguir ver as casas genuínas ou os campos de cultivo que ainda são plantados pelos locais. Como sempre, fugimos das “avenidas” comerciais e foi pelas ruelas despidas de turistas que nos perdemos durante o dia que lá passamos.

As agradáveis ruas empedradas de Shuhe ladeadas pelos canais de água límpida
Ofícios de Shuhe, o ourives, a tecelã e o artista
Os vendedores de fruta e produtos agrícolas enchem as ruas de cor, mesmo em dias de chuva
Aqui ainda há gestos do quotidiano de outrora que convivem com o comércio moderno
O rosto de quem enfrenta as dificuldades
Nas calmas ruas de Shuhe apetece deambular
Saíndo da zona turística, descobrimos instrumentos e gestos do dia-a-dia duma Shuhe mais autêntica
Descobrindo os templos budistas em Shuhe, onde a religião ainda tem lugar na vida da comunidade Naxi
Uma ponte muito inquieta na Laguna do Dragão, a nascente sagrada de águas límpidas que percorrem a aldeia
Infelizmente, tivemos que nos despedir da encantadora e romântica Shuhe

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5 COMENTÁRIOS

  1. Olá Leli! bem vinda às crónicas. Ficamos contentes por ter gostado!
    Abraços

    Olá Clara! Shuhe pode ser menos sonante do que Lijiang mas tem um grande encanto. E ainda temos mais pequenas aldeias para mostrar da nossa passagem pelo Yunnan.
    beijinhos

  2. Uma aldeia bem simpática e bonita. Não sei se as monções chegam lá, mas se sim não deve ser um lugar muito apetecível nessa altura, com o riacho tão perto…

    Saudações!

  3. Olá Roadrunner. Chove bastante no Yunnan mas o sul é que sofre mais com as monções propriamente ditas. Nós apanhamos muita chuva, mas nenhum diluvio como no Sudeste Asiático.
    Abraços nossos

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