Sudeste Asiático: Seguro de Viagem, Vacinas e cuidados de saúde

Sudeste Asiático vacinas e cuidados de saúde essenciais para quem viaja

Sabe que viajar para países tropicais implica cuidados de saúde redobrados antes e depois de sair de casa e que deve viajar sempre com um bom seguro de viagem? Para lhe dar uma mãozinha no planeamento da sua viagem neste artigo partilhamos consigo informação e conselhos sobre vacinas e cuidados de saúde e ainda a melhor opção de Seguro de Viagem para o Sudeste Asiático.

Sabe que vacinas deve tomar e que cuidados de saúde deve ter quando vai para o Sudeste Asiático? Se ainda não, o primeiro passo é marcar uma Consulta do Viajante, para obter aconselhamento médico no que diz respeito a medidas preventivas e vacinação obrigatória para as zonas que vai visitar (e as respetivas receitas).

Há consultas e centros de vacinação internacional espalhados por todo o país, em cada uma das Administrações Regionais de Saúde. Nós, regra geral, recorremos ao Hospital de Santa Maria. Vale bem a pena por toda a informação prática que nos é dada, que nunca é demais relembrar por mais viajado que se seja. A Consulta do Viajante é ideal para obtermos as receitas das vacinas e medicamentos indispensáveis para viagens de longa duração ou para destinos com parcos recursos médicos e farmacêuticos.


Leia também o nosso artigo sobre a Consulta do Viajante


Não dispense uma visita ao site da Organização Mundial de Saúde, onde pode encontrar a informação atualizada no que diz respeito aos riscos de saúde que pode encontrar nos países que visita. No nosso caso serviu para tirar muitas das dúvidas que tínhamos e tomar as nossas decisões relativamente ao Sudeste Asiático, as vacinas a tomar e se fazíamos ou não a profilaxia da malária. É sobre essas decisões que vamos falar de seguida.

Vacinas Sudeste Asiático

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A única vacina exigida para entrar em alguns dos países do Sudeste Asiático é a vacina da febre-amarela e somente no caso de virem de um país onde a mesma exista (como seja Angola ou Brasil). Portanto para quem vá de Portugal a vacina da febre-amarela não é exigida, mas são várias as recomendadas.

Convém obviamente ter as vacinas em dia para viajar para o Sudeste Asiático (como seja a do tétano, a da Poliomielite, a da Meningite, a do Sarampo, a da Hepatite A, etc). No nosso caso apenas foi preciso tomar a segunda toma da vacina da Hepatite A, pois as outras estavam em dia.

Outra que nos foi recomendada foi a da Encefalite Japonesa, mas optamos por não tomar após termos lido a informação da OMS relativa às zonas de risco por onde íamos passar.

Malária e Dengue

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Estas são as maiores dores de cabeça de quem viaja para países tropicais já que não há vacinação para nenhuma delas. Dengue, nem sequer é possível fazer profilaxia. No entanto, tanto a malária como o dengue estão presentes na maior parte do Sudeste Asiático e como tal convém mesmo ir à Consulta do Viajante e ler a informação atualizada da OMS relativa às zonas de risco antes de se tomar a decisão de fazer ou não a profilaxia para a malária. Nós optámos por fazer e recorremos ao Malarone para o efeito. O preço é puxado mas é o anti malárico que apresenta menos efeitos secundários. Nós não tivemos nenhum e como tal demos por bem empregue todo o dinheiro que pagámos.

Mas é importante recordar que, mesmo fazendo a profilaxia, a proteção contra a malária não é total. Por isso é imprescindível evitar ser picado pelos mosquitos, até porque (e como já referimos) para o Dengue a única solução é mesmo não ser picado. Como tal, convém:

  • Usar repelente de mosquitos: o mosquito que carrega a malária prefere a noite, o do dengue a luz do dia, mas muitos deles não levam as preferências muito a sério. Ao longo do dia deves repetir as aplicações do repelente e o mesmo deve conter uma boa percentagem de DEET. Nós usamos repelente com 25% (na zona facial foi o único que usámos), 50% e 95% de DEET, dependendo da zona de risco onde estávamos (em zonas rurais, de selva, perto de águas paradas e com muito lixo convém não facilitar). Optámos por comprar os repelentes já no Sudeste Asiático, pois em Portugal apenas encontrámos com 15% de DEET, o que, de acordo com o que lemos, é insuficiente.
  • Cobrir o corpo: repelente à parte, escusado será dizer que quanto menos partes do corpo estiverem a descoberto melhor (sobretudo nas horas de maior atividade dos mosquitos, ou seja ao nascer e pôr do sol). Diminuir a área de pele exposta ao risco de picada de mosquito é uma decisão sensata.
  • Usar cores claras: outra dica útil é usar cores claras e deixar qualquer perfume de lado (e até mesmo desodorizante), pois parece que os mosquitos são atraídos por ele e pelas cores mais escuras.

Alimentação e bebidas

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No sentido de evitar a famosa diarreia do viajante há que seguir regras básicas de cuidados na alimentação e bebidas. A água canalizada no Sudeste Asiático não é potável à exceção de Singapura (e mesmo aí convém beber apenas nos locais onde está expressamente indicado que a água é potável). Por isso:

  • Água, só mesmo engarrafada, e no processo de compra convém verificar sempre se a garrafa está bem selada, não vá alguém ter-se lembrado de “reciclar” a garrafa.
  • Evitar o gelo a não ser que se tenha garantias de que é feito de água potável (perguntar de nada vale pois eles dizem que sim a tudo) e sumos naturais que possam ter sido diluídos em água (o mais seguro é ver o suminho ser feito à nossa vista).

Quanto à alimentação comemos um pouco por todo o lado, desde restaurantes a tascos, passando por bancas de rua e mercados. Mas tivemos sempre o máximo de cautelas possíveis.

  • Evitar legumes e vegetais não cozinhados sempre que possível (sobretudo nos mercados e bancas de rua – é que aí os ditos são na maior parte das vezes lavados com a tal água não potável).
  • Evitar os gelados porque as condições de transporte e conservação nas arcas podem não ser garantidas.

O bom senso é sempre o melhor conselheiro no que diz respeito aos cuidados de saúde. Nós sabemos bem que é difícil resistir àquelas frutas tentadoras, àquele prato de noodles apelativo ou a um sumo fresquinho à beira da água, mas escolha bem o sítio onde vai consumir e o que vai consumir.

Mesmo seguindo todas estas medidas preventivas ninguém está a salvo de vir a ter problemas. Por isso, nunca dispensamos um Seguro de Viagem numa viagem ao Sudeste Asiático. Já tivemos que recorrer a hospitais em algumas das nossas viagens e se não fosse o seguro de viagem as despesas teriam sido incomportáveis. É certo que em 90% dos casos nunca precisamos de ativar a apólice, o que torna tentador não fazer um seguro na próxima viagem, mas basta recordarmos as vezes em que o azar nos bateu à porta para tirarmos logo essa ideia da cabeça.

Onde fazer um Seguro de Viagem para o Sudeste Asiático?

A maioria das grandes seguradoras oferece seguros de viagens. Os preços praticados e as respetivas condições da apólice variam muito. Por isso, vale a pena indagar várias companhias no sentido de escolher a que melhor o protege na sua situação específica, comparar a oferta, avaliar o custo-benefício e ler todas as linhas (e entrelinhas) duma apólice.

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Anabela e Alexandre, apaixonados um pelo outro e pelas viagens. Juntaram as letras e os números e criaram o Vagamundos onde partilham as suas errâncias pelo mundo e motivam todos a viajar. Autores dos livros Caminho do Amor e Rostos do Oriente. Aproveitam qualquer desculpa para vaguear pelo mundo. Viveram na Alemanha, Dinamarca e EUA. Praticam trekking e lounging, alternadamente. Gostam de sujar cozinhas e conversar até altas horas. Uma vez por ano fingem que tocam djambé.

4 COMENTÁRIOS

  1. É importante ser responsável nestes casos como o vosso. Tudo correu bem e isso sim, é importante! Trouxeram lembranças?

  2. Quando fui à Índia acabei por tomar a Encefalite Japonesa porque era recomendada, o problema foi mesmo o valor da vacina já que não é comparticipada… mas preferi prevenir já que fiz 15 dias de viagem de mochila às costas… Bom artigo!

    • Foi mesmo devido ao preço que optamos por não fazer, mas já lá diz o ditado: “o seguro morreu de velho”. Felizmente não tivemos problemas com a Encefalite Japonesa, nem no Sudeste, na China ou na Índia, no global cerca de 6 meses de viagens independentes. Mas tomando a vacina vai-se sempre mais descansado. O que nunca dispensamos em viagens para países com condições sanitárias/cuidados de saúde deficitários é um seguro de viagem.

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