Templos de Angkor Wat (Camboja) – a Oitava Maravilha do Mundo

angkor wat

É impossível “explicar” Angkor Wat, descrever a sua beleza e contar a sua história apenas numa crónica, por isso, por breves palavras e imagens ilustrativas, vamos tentar transportar-vos até esta, que é para nós, a Oitava Maravilha do Mundo.

Angkor Wat, a Cidade Templo

Datado do início do séc. XII, este é, sem dúvida, o mais conhecido, belo e bem preservado templo de todo o complexo. O passadiço de 12m de largo que atravessa o enorme lago artificial, que rodeia a estrutura quadrangular da cidade templo, conduz-nos a uma viagem no tempo, e a imaginar a grandiosidade desta metrópole na sua época áurea através dos vestígios que o tempo, a selva e o homem não destruíram.

Subindo à primeira plataforma e passando o portão da muralha, eleva-se em todo o seu esplendor Angkor Wat! Surprendente à distância? De perto, reserva-nos muitas mais surpresas.

O templo é um manancial de elementos decorativos e adornos arquitectónicos de grande complexidade. São precisas horas para se conseguir captar toda a sua beleza. Uma coisa que é imediatamente perceptível é a forma ordenada e geométrica com que tudo foi construído. Somos seduzidos por milhares de dançarinas e deusas (apsaras e devatas) esculpidas um pouco por todo o lado. Não menos atraente, a decoração de portas e janelas com frisos em baixo-relevo.

Os muros elevados do recinto exterior guardam ainda outra maravilha artística desde lugar sagrado: os murais em baixo-relevo contendo cenas de batalhas entre deuses e demónios.

É o símbolo por excelência do Camboja, figurando em vários elementos nacionais nomeadamente na bandeira.

Angkor Wat, inicialmente hindu e depois budista, é um templo vivo, mesmo após o abandono da cidade. Ainda hoje espalha-se pelo ar o odor do incenso queimado, veneram-se imagens do Buda, ainda que danificadas, rezam-se preces com respeito e humildade.

Angkor Thom, a Grande Cidade

Nos finais do séc.XII, o rei Jayavarman VII decidiu construir a “sua” capital: Angkor Thom. Angkor Thom destaca-se pela sua dimensão (cerca de 10km2) e riqueza arquitectónica. Entrámos na cidade pelo portão Sul através dum passadiço solidamente defendido por duas nagas (figura mitológica hindu e budista, a cobra) agarradas por 54 deuses do lado esquerdo e 54 demónios do lado direito. Defronte ergue-se um monumental portão em cuja torre estão esculpidos quatro vigilantes rostos em cada uma das faces, e que parecem dizer “we are watching you!”

Destaque para o templo Bayon conhecido pelas serenas e sorridentes faces esculpidas (cerca de 200) nas torres do terraço superior.

À primeira vista, Bayon parece um amontoado de torres de pedra cinzenta.

Mas quando nos acercamos da pedra o templo revela-se na sua plenitude e desde logo percebemos o porquê da sua importância no complexo de Angkor Wat. Descobrimos minuciosos baixos-relevos de apsaras e devatas, e aquele grande rosto sereno que repetidamente nos aparece independentemente da direcção em que olhemos.

Ao contrário dos espaços abertos de Angkor Wat, neste templo temos uma estranha sensação de falta de espaço, parece que tudo foi “amontoado” num espaço exíguo.

A uns meros 100 metros deparamo-nos com o templo Baphuon. Construído em meados do séc.XI, é o paradigma dentro do seu estilo arquitectónico.

A Este, um largo passadiço elevado dá acesso aos três terraços que merecem o esforço de serem alcançados e que os nossos passos se percam pelas varandas.

No lado Oeste encontrámos um “tesouro”, um buda reclinado inacabado, inteiramente construído de pequenos blocos de pedra que ocupa toda a largura do templo.

A partir daqui, estes VagaMundos resolveram embrenhar-se pelos carreiros da selva. E ainda bem que o fizemos pois, mais isolados das hordes de turistas, fomos brindados com a descoberta de vestígios que não vêm propriamente nos guias turísticos e deliciámo-nos com a estranha batalha entre dois possantes “gigantes”: a anárquica selva e a ordem rígida dos monumentos de pedra.

O milenar Phimeanakas (séc.X), ou “templo celestial” restaurado por Suryavarman II em forma piramidal como templo hindu

 

Preah Palilay, um templo com uma intrigante torre que mais parece uma chaminé

 

Terrace of the Leper King é um magnífico “labirinto” esculpido com milhares de figuras religiosas e mitológicas. Imperdível!

Terrace of the Elephants, com possantes elefantes guiados pelos seus mahouts esculpidos na fachada, uma espécie de estrado elevado onde o rei recebia os seus exércitos vitoriosos e assistia a cerimónias públicas

Banteay Srey, a Citadela das Mulheres ou Citadela da Beleza

A cerca de 25km de Angkor Thom fica mais uma pérola deste complexo monumental de Angkor Wat: Banteay Srey. A razão pela qual este distante templo merece a nossa visita prende-se com a sua beleza e unicidade. Banteay Srey é diferente de tudo o resto no parque de Angkor Wat.

Em primeiro lugar, a sua cor: para construir este templo foram escolhidas apenas pedras de tom vermelho o que lhe confere um profundo contraste com o verde da selva. Em segundo lugar, a sua dimensão reduzida faz lembrar um templo em miniatura. Finalmente, e mais importante ainda, o elaborado trabalho de talhe dos lintéis e ombreiras. As figuras talhadas na pedra são dum tal pormenor e minúcia que colocou-se a hipótese do templo ter sido decorado por mulheres. Podem não ter sido as mulheres a construí-lo, mas que elas constituem uma forte presença é inegável, mais não fosse pelas dezenas de apsaras e devatas esculpidas nos vários elementos do templo. Aconselhamos vivamente reservarem tempo para explorarem demoradamente este magnífico local e viajarem até ao séc.X, data da sua edificação.

Ta Prohm, Templo dos Antepassados

Reconhecem esta imagem? Quem viu o Tomb Raider de certeza que se lembra. Pois é, o filme celebrizou o mosteiro de Ta Prohm (Templo dos Antepassados), mais um dos ex-libris do parque arqueológico de Angkor Wat. Aqui podemos ver e sentir o mesmo que os “descobridores” de Angkor experienciaram quando aqui chegaram. Uma vez abandonada, a mega-cidade de Angkor foi pacientemente retomada pela selva durante os séculos que se seguiram. Um sítio mágico onde árvores crescem majestosas a partir dum qualquer corredor ou muralha.

 

Os restauradores decidiram manter Ta Prohm tal qual foi “descoberto”, ao contrário de outros templos que foram limpos e reconstruidos durante o século passado, pois este é o único que se fundiu de forma perfeita com a selva. E hoje, já não conseguimos distinguir se estes gigantes enraizados destruíram esta grande obra do homem ou se estão lá para sustentar de pé o pouco que resta. Seja como for, é inevitável ficarmos obnubilados pela força da Natureza perante a rigidez, afinal efémera, da obra humana.

E para fechar o nosso dia em beleza, regressámos ao Angkor Wat para assistir ao pôr-do-sol. Bem, na verdade não vimos pôr-do-sol nenhum. É que o templo transforma-se de tal forma com o sol do final do dia que não conseguimos despregar os olhos de lá. Aqui está a prova do nosso delito. Esperamos que nos compreendam.


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