Vilnius – Coração Histórico

Falar de Vilnius não é tarefa fácil. A actual capital da Lituânia transpira História e Arte, estórias e lendas, cultura e romantismo, tolerância e abertura. Se as pedras da calçada das suas ruelas medievais falassem, ficaríamos espantados com a miríade de narrativas de sofrimento e de triunfo. Se as paredes das casas se transformassem em telas, veríamos a força e perseverança deste povo batalhador.

Apanhando um dos autocarros-eléctricos que nos largou no sopé da Colina de Gedimino, aqui, no coração histórico da cidade de Vilnius, demos início às nossas deambulações pela cidade. Na vertente norte da colina, o funicular leva o visitante até ao seu topo sem esforço físico fruindo duma vista fantástica para a margem norte do rio Neris onde se espraia a Vilnius mais moderna. No entanto, estes vagamundos resolveram sentir verdadeiramente o declive e fizeram-se ao topo a força de pernas.

Por entre a frondosa vegetação vão surgindo o Castelo Superior e a Torre de Gedimino, a única torre que ainda se mantém de pé da fortificação medieval, hoje um símbolo da cidade. Reza a história que depois das tentativas goradas dos Cruzados em invadir a cidade de Vilnius, a cidade não tornou a ver exércitos estrangeiros durante 250 anos, tal a fama de fortificação impenetrável.

Tanto o castelo como a torre têm sido alvo de restauros e reconstruções ao longo dos recentes anos. Hoje, a Torre de Gedimino alberga um museu onde estão patentes quadros, fotos e maquetes que relatam a sua história.

Subindo ao topo da Torre, somos brindados com a melhor vista sobre a cidade pontilhada pelas torres e cúpulas de dezenas de igrejas, a praça da catedral fervilhando de gente, a Cidade Velha e suas ruelas labirínticas e a colina das Três Cruzes. Tudo isto enquadrado num fantástico verde.

Impunha-se a descida e explorar melhor o coração da cidade, a Praça da Catedral. As primeiras honras vão exactamente para o edifício que dá nome à Praça: a Catedral de São Stanislav e São Vladislav é o mais importante centro de culto Católico de toda a Lituânia. Muitas das figuras proeminentes da história deste país encontram-se sepultados sob as abóbadas desta imponente edificação.

Defronte da catedral situa-se a Torre Sineira ou Torre do Sino, com os seus 57 metros de altura que espelham vários estilos arquitectónicos, desde o pé medieval à cúpula em estilo semi-barroco e semi-clássico, em harmonia. No século XVII foi instalado um relógio com a particularidade de não ter ponteiro dos minutos e que todos os 15 minutos soa o sino. Durante séculos, era preciso transpor 92 degraus para dar corda ao mecanismo, hoje tudo foi automatizado.

Por detrás da Catedral, encontra-se o Palácio dos Grão-Duques da Lituânia. Outrora afamado por toda a Europa como centro artístico e cultural e até mesmo político. No início do séc. XIX foi totalmente demolido. A sua reconstrução é hoje sinónimo de soberania estatal e identidade nacional devido à recente independência alcançada por este país.

Mesmo ali ao lado, a estátua do Grão Duque Gedimino homenageia a grandeza do fundador de Vilnius, governante da Lituânia e chefe militar, embora a sua fama o tenha granjeado pela Europa do séc. XIV pelos seus dotes diplomáticos.

Do lado oposto da Catedral, mesmo defronte do Museu Nacional da Lituânia, outra estátua homenageia o primeiro Grão Duque e único rei da nação, Mindaugas.

E para terminar, nada como seguir uma das tradições desta cidade gótica. Descobrir o mosaico “mágico” onde começou a corrente humana de 595km que ligou Vilnius a Riga e Talina com o propósito de dar voz aos desejos de independências dos 3 países do Báltico. Diz a crença que os nosso desejos se tornam realidade quando pedidos sobre este mosaico. Observámos : olhar para a catedral, pedir um desejo, rodar sobre si mesmo 3 vezes e dar 3 pulinhos. E repetimos o ritual. Mas nunca poderemos revelar o nosso pedido!


(foto do mosaico retirada da wikipedia)

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16 COMENTÁRIOS

  1. Vilnus was a wonderful surprise for me, I'd never seen photos of this city. Beautiful photos of the castle and the tower – the views of the city are a real treat.
    I hope your wishes come true! ;o)
    Greetings from Argentina!!

  2. Olá meus amigos, estão sumidos ora pois não?
    Andam pela Lituânia?
    Lindas fotos…assim não dá, quando for a Europa, vou ter que passar por todos esses lugares porque vcs me deixam com água na boca…dá vontade de ir a todos os lugares q vcs fotografam…
    Beijos saudosos.

  3. Olá Presepio. Oh se é!!! Pena temos que nem uma vida chegue para os descobrirmos a todos 🙂
    Bjs

    Olá João. Temos o bicho pardalisco 🙂 É um maroto que nos está sempre a "chatear" para ir dar uma volta.
    Abraço

    Hi Aledys. Thanks for your wishes 🙂 We hope so too! We are glad that you are enjoying to discover Vilnius through our chronicles.
    Cheers from Copenhagen

    Olá Glorinha. Já estamos de volta a Copenhaga 🙂 Para muita pena nossa não podemos andar sempre a viajar. Mas contamos ainda te dar umas dicas para a tua viagem à Europa 🙂
    Bjs

  4. Olá Vagamundos,
    A primeira foto a sépia desta V/ postagem deixou-me logo 'encantada' por esta crónica sobre Vilnius… Adorei!
    Depois foi mais uma vez, quase o 'viajar' por Vilnius, pois a forma como a crónica da V/ viagem é feita leva-nos a conhecer através do V/ olhar, do V/ sentir e da V/ informação… Excelente!
    Beijos e boa semana por Copenhaga.

    AA

  5. Excelente post e fotografias lindas com uma paisagem deslumbrante!
    Todos os vossos posts dão vontade de irmos apanhar um avião e ir directamente para estas cidades lindas:)

    Abraços

  6. Olá Eugenia. Está abandonada a Europa mas pela melhor das razões: explorar outros continentes 🙂
    Besos

    Olá Alexandrina. Obrigado pelas tuas palavras. Gostamos de levar os nossos leitores a viajar connosco. Esperemos que continues a gostar das cronicas de Vilnius.
    Boa semana pelas saudosas terras lusitanas 🙂
    Bjs

    Olá Tita. Grazie 🙂
    Bjs

    Olá Dubis. Os vossos criam em em nós exactamente o mesmo efeito 🙂 Acho que as companhias aerias deviam agradecer-nos a todos 🙂
    Abraços

  7. Visitei Vilnius há uns 5 anos atrás numa visita relâmpago. Fomos à torre de televisão onde na área circundante se encontravam marcados os locais onde morreram as pessoas de um grupo que tentou "assaltar" a torre de televisão, na altura em que ainda não eram independentes. Lembro-me de memorizar o número 12 como a idade da independência daquele país, nessa altura.
    Lembro-me também que na altura a guia nos falou que o governador (ou o presidente, já não me lembro) tinha acabado de fugir daquele país… E também me lembro da carita dela a dizê-lo. Parecia a mesma que faço quando digo aqui em Hamburgo que as florestas portuguesas são todos os anos incendiadas propositadamente…
    Outra coisa que nos impressionou foi termos estado numa igreja que se encontra tal e qual a 2a guerra mundial "a deixou": despida de ornamentos e toda escaramuçada por dentro. Na altura fora utilizada pelas tropas de Hitler como abrigo militar.
    Também gostei na visita à cidade, e também me ficou a ideia de ser de um povo sofrido mas que não desiste.
    Obrigada pela viagem na minha memória!

  8. Hola Alejandra. Tallin está na calha 🙂 Também tinhamos a ideia de que eram semelhantes até porque são ambas capitais dos Tigres do Baltico. Mas a serem diferentes ainda nos atrai mais 🙂
    Besos

    Olá Dubis. Isso é que era uma boa ideia. Será que eles vão nessa? 🙂
    Abraços

    Olá Valentim. Obrigado. Vilnius realmente está carregada de historia(s). Esperamos aumentar o roteiro em breve 🙂
    Abraço

    Olá Ana. Obrigado pelo teu comentário. Esta troca de experiencias e as diferentes perspectivas de olhar os locais são uma verdadeira mais valia para quem por cá passa. E sobretudo para nós 🙂
    Obrigado pela partilha.
    bjs

  9. Parabéns pelo post VagaMundos.

    Excelentes as suas impressões de Vilnius.

    Retornei de viagem desta maravilhosa cidade em Agosto de 2009 e estava aqui "matando" a saudades.

    Não vejo a hora de retornar a este país para conhecê-lo ainda melhor e para servir de ponto de partida para os demais países bálticos.

    Labai ačiū!

    Iki…

    Alexandre Capellozza
    São Paulo – Brasil

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