Se visitar Aragão está no seu radar, mas o planeamento da viagem está a revelar-se mais sinuoso que a estrada Transpirenaica, este artigo é para si. Nele vamos partilhar um guia de viagem e roteiro para visitar Aragão, com especial foco nos Pirenéus Aragoneses da Espanha, reunindo os principais pontos de interesse que deve incluir no seu itinerário e muitas dicas práticas para lhe dar uma mãozinha a desenhar uma road trip inesquecível por uma das regiões mais cénicas do norte de Espanha.

Aragão é terra de contrastes vincados e paisagens de escala épica. Aqui, cidades históricas como Zaragoza e Huesca abrem caminho a encantadoras aldeias e vilas medievais, castelos de conto de fadas, desertos com gigantescos rochedos avermelhados que parecem recordados de um western americano, mosteiros perdidos no tempo, vertiginosos desfiladeiros, passadiços que parecem desafiar a gravidade e vales glaciares pejados de cascatas, onde a natureza é rainha.

Ao desenharmos o nosso roteiro para visitar os Pirenéus Aragoneses, rapidamente percebemos que Aragão não se visita a correr. Há lugares que pedem tempo. Tempo para percorrer as ruas de pedra das suas vilas históricas, para se deixar esmagar pela grandeza dos desfiladeiros, para caminhar até cascatas idílicas e para contemplar vales que parecem pintados à mão. Prepare-se uma road trip carregadinha de momentos “uau”!

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Onde fica Aragão e os Pirenéus Aragoneses?

A capital de Aragão é Zaragoza, a maior cidade da região e uma excelente porta de entrada para começar uma road trip por terras aragonesas. Mais a norte fica Huesca, cidade que funciona como uma espécie de antecâmara dos Pirenéus Aragoneses e uma boa base para explorar alguns dos grandes cartões-postais naturais da região.
Mais concretamente os Pirenéus Aragoneses correspondem à zona montanhosa do norte de Aragão, junto à fronteira com França, sobretudo na província de Huesca. É aqui que se encontram alguns dos cenários naturais mais impressionantes da região, como seja o Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido.
Como chegar a Aragão?

Zaragoza é a capital de Aragão e tem aeroporto, mas a oferta de voos é relativamente limitada e, por norma, não existem voos diretos regulares desde Lisboa ou Porto. Por isso, regra geral, a opção mais prática acaba por ser voar para Madrid ou Barcelona e alugar carro no aeroporto. Até porque ambas as cidades têm excelentes ligações aéreas a Portugal e bons acessos por estrada até Zaragoza, Huesca e norte de Aragão.
Indo de carro desde Portugal, prepare-se para uma viagem longa, mas perfeitamente viável para quem gosta de road trips e quer levar o próprio carro (foi, inclusivamente, a nossa opção). Partindo do Porto, conte com cerca de 800 – 850 km até Zaragoza, consoante a rota escolhida. Se quiser “cortar” a viagem a meio, Salamanca, Zamora, Valladolid, Léon ou Burgos são excelentes opções para uma paragem estratégica. Já partindo de Lisboa, a distância até Zaragoza ronda os 950 km, pelo que recomendamos vivamente dividir a viagem em duas etapas, aproveitando para visitar cidades como Badajoz, Cáceres ou Toledo pelo caminho (ou até fazer um pequeno desvio para conhecer Ciudad Real e “sondar” a Rota Dom Quixote).
Dica VagaMundos: se precisar de alugar um carro para a sua road trip por Aragão e os Pirenéus Aragoneses, recomendamos que utilize a DiscoverCars. Permite comparar os preços de dezenas de empresas de rent-a-car e é possível cancelar o aluguer sem custos até 48h antes da partida. Clique para ver todas as opções de aluguer de carro.
Quando visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses?

Apesar de ser possível visitar Aragão durante todo o ano, a melhor época para fazer uma road trip por Aragão e pelos Pirenéus Aragoneses é, regra geral, entre maio e outubro. É neste período que os dias são mais longos, as estradas de montanha estão mais acessíveis, os vales se apresentam em todo o seu esplendor e há melhores condições para combinar cidades históricas, pueblos medievais, castelos, desfiladeiros, passadiços e caminhadas nos Pirenéus.

Em nossa opinião, os meses de maio, junho, setembro e início de outubro são os mais equilibrados. A primavera pinta os vales de verde, enche rios e cascatas de vida e traz temperaturas muito agradáveis para explorar Zaragoza, Huesca, Albarracín, Alquézar, Aínsa, Loarre, Riglos e Ordesa sem os rigores do verão ou do inverno. Já setembro e outubro oferecem aquele encanto especial de final de estação, com luz mais suave, temperaturas mais amenas e, sobretudo nos Pirenéus, as primeiras tonalidades outonais a transformar bosques e vales num autêntico postal.

Escusado será dizer que julho e agosto são bons meses para visitar os Pirenéus Aragoneses, sobretudo se o seu grande objetivo for fazer trilhos de alta montanha, conhecer os vales glaciares de Ordesa, Tena, Benasque ou Pineta e aproveitar ao máximo os dias longos. Tenha, no entanto, em atenção que é também a época mais movimentada do ano, pelo que deve ir a contar com preços mais elevados nos alojamentos… e, claro, multidões, sobretudo no famoso Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido. Além disso, nas cidades e zonas mais baixas de Aragão, como Zaragoza e Huesca, o calor pode apertar bastante.

O inverno mostra uma face completamente diferente de Aragão. Nos Pirenéus Aragoneses, a neve assume o protagonismo e transforma a região num destino muito procurado para ski e outros desportos de inverno. É uma excelente altura para viver a montanha sob um manto branco, mas não é de todo a melhor opção para uma road trip clássica, sobretudo se pretende fazer trilhos, visitar miradouros de altitude ou circular sem limitações por estradas de montanha. Nesta época, convém ir preparad@ para frio, neve, gelo e eventuais condicionamentos de trânsito.
Quantos dias são necessários para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses?

Para poder desfrutar ao máximo do roteiro para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses que desenhamos para si, o ideal é alocar pelo menos 7 dias inteiros à sua viagem (sem contar com os dias de viagem de/para Aragão).
Caso consiga acrescentar mais alguns dias, tanto melhor. Não só lhe permite conhecer de uma forma mais relaxante a maioria dos pontos de interesse de Aragão e dos Pirenéus Aragoneses referidos no nosso roteiro, como ainda lhe possibilita fazer mais trilhos e conhecer mais alguns locais verdadeiramente mágicos de Aragão. Vá estando atent@ às nossas dicas durante a descrição do roteiro de 7 dias para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses.
Onde ficar a dormir numa road trip por Aragão e os Pirenéus Aragoneses? Sugestões de alojamento

Independentemente da sua opção, é importante referir que na maioria das localidades de Aragão que referimos neste artigo encontra excelentes soluções de alojamento: desde o alojamento local às grandes unidades hoteleiras, passando por charmosos hotéis boutique e casas de turismo rural.
Na hora de escolher onde ficar na sua road trip por Aragão e Pirenéus Aragoneses, recomendamos que tenha sempre em atenção se a localidade conta com uma boa oferta de alojamentos e demais serviços dos quais vai seguramente precisar durante a viagem (restaurantes, supermercados, etc). Por norma, quanto maior a oferta, mais fácil é encontrar quartos a bons preços, sobretudo se reservar alojamento com alguma antecedência.
Posto isto, as localidades que sugerimos para passar a noite no nosso roteiro de carro por Aragão e Pirenéus Aragoneses são (organizadas pela ordem da viagem):
Albarracín | Zaragoza | Huesca | Jaca | Torla | Alquézar
(Clique nos nomes das respetivas localidades para ver as melhores opções de alojamento e opte sempre por reservar unidades hoteleiras que permitam o cancelamento, não vá ter algum imprevisto)
Por último, queremos salientar que, ao longo do roteiro, vamos sugerir-lhe os nossos alojamentos favoritos para cada um dos dias – testados e aprovados por nós – que apresentam a melhor relação qualidade-preço.
Roteiro Aragão (7 dias de carro): o que visitar e fazer nos Pirenéus Aragoneses | Espanha

O nosso roteiro para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses tem início em Albarracín e termina em Alquézar. Claro que pode realizar este roteiro na ordem inversa sem qualquer problema, ou até mesmo começar num dos pontos de interesse sugeridos que lhe seja mais conveniente e, a partir daí, desenhar o seu próprio roteiro para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses.
É importante referir que o número de dias que sugerimos neste roteiro para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses pressupõe que a viagem seja feita com viatura própria ou alugada e, como já referimos, não inclui os dias de viagem do local de origem para Aragão.
Algo que consideramos importante numa road trip por Aragão e os Pirenéus Aragoneses é um bom seguro de viagem com coberturas que nos façam sentir totalmente protegidos.
A pensar nisso mesmo, a IATI Seguros criou o IATI Escapadinhas, o seguro de viagem com melhor relação qualidade-preço para road trips e atividades de natureza. Cobre roubos no interior de qualquer veículo (inclusivamente autocaravanas), oferece veículo de substituição em caso de avaria/acidente, e cobre atividades de natureza como trilhos a baixa altitude, canoagem e cicloturismo. Ah, e oferece assistência aos animais de estimação, logo, o seu patudo também vai protegido na viagem a Aragão e aos Pirenéus Aragoneses.
Por pouco mais de 20 € por pessoa tem seguro para uma semana de viagem a visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses. Por estes valores, não vale a pena correr riscos.
Roteiro para visitar Aragão e Pirenéus Aragoneses: Dia 1
Albarracín


Pelo grande legado deixado por romanos, celtas e árabes, não falta o que ver fazer em Albarracín. Os locais de interesse/experiências que consideramos imperdíveis são os seguintes:
- Plaza Mayor, o coração da vila;
- Catedral de Albarracín e Palácio Episcopal;
- Percorrer as ruelas medievais do centro histórico;
- Casa de la Julianeta, uma casas mais icónicas de Albarracín;
- Descobrir o Rincón del Abanico e percorrer a Calle Azagra, onde se encontra a inesperada Casa Azul;
- Passar pelo Portal de Molina e pelo Portal del Agua, as antigas portas da muralha medieval;
- Caminhar até ao Castelo/Alcázar, situado na parte alta da vila, para desfrutar de belas vistas panorâmicas sobre o casario, a catedral e o vale do rio Guadalaviar;
- Subir às muralhas e à Torre del Andador, o melhor miradouro sobre Albarracín e sobre a cintura defensiva que abraça a vila;
- Igreja de Santiago Apóstolo.

Monasterio de Piedra

A próxima paragem do nosso roteiro para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses será no Monasterio de Piedra, um dos locais mais surpreendente da região. E convém dizer desde já que, apesar do nome, esta visita não se resume ao antigo mosteiro cisterciense. A grande estrela é o parque-jardim histórico que o envolve, um inesperado oásis verdejante onde a água é senhora e rainha.

Aqui, o rio Piedra desenhou um cenário quase irreal, feito de cascatas, grutas, lagos, passadiços, vegetação luxuriante e recantos que parecem saídos de um jardim secreto. O percurso pelo parque é relativamente fácil e muito cénico, conduzindo o visitante por algumas das suas maiores estrelas, como a imponente Cascata Cola de Caballo, a Gruta Iris, a Cascata Caprichosa, o Baño de Diana e o sereno Lago del Espejo. A cada curva há uma nova queda de água, uma nova cortina verde, um novo recanto perfeito para abrandar o passo.
Antes ou depois do passeio pelo parque, não deixe de visitar o antigo mosteiro, fundado pelos monges cistercienses no final do século XII. Entre claustros, salas conventuais, ruínas, cozinha, refetório e espaços museológicos, percebe-se melhor a importância histórica do lugar e a forma como a vida monástica esteve profundamente ligada à água, à terra e aos ritmos da natureza.

Onde ficar em Zaragoza? Sugestões de Alojamento
O 4 estrelas Catalonia El Pilar, situado a dois passos da Basilica de Nuestra Señora del Pilar, reconhece-se pela elegante fachada modernista com varandas de ferro forjado. Os quartos são elegantes e funcionais, decorados em tons suaves com pisos de madeira polida. Serve um pequeno almoço fabuloso.
O Hotel Sauce é uma opção económica no centro histórico de Zaragoza, a um minuto a pé da Plaza del Pilar, e a 500 m da famosa zona de bares de tapas e restaurantes de El Tubo. Apresenta quartos simples, climatizados, luminosos e arejados, em tons pastel, e serve um pequeno almoço caseiro soberbo. Disponibiliza estacionamento privado pago, receção 24 horas e acesso Wi-Fi gratuito.
Fora da cidade, mas convenientemente próximo do aeroporto, o Hotel Diagonal Plaza tem ótima relação qualidade-preço na categoria 4 estrelas. Máximo conforto, arquitetura contemporânea e interiores meticulosamente modernos. Dispõe de bar, restaurante e estacionamento privado. Serve um pequeno-almoço buffet variado e delicioso.
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Roteiro para visitar Aragão e Pirenéus Aragoneses: Dia 2
Zaragoza


Há muito a descobrir na Caesar Augusta que viu romanos, muçulmanos, judeus e cristãos deixarem a sua marca: os vestígios da cidade romana bimilenar, arquitetura mourisca encabeçada por um palácio, o primeiro santuário mariano… Mas nem tudo remonta a tempos longínquos.

Situada junto ao rio Ebro, a quinta maior cidade de Espanha é um prazer de ver, ouvir, cheirar e sentir ao ritmo dum moroso passeio. Das largas avenidas às vielas do labiríntico Casco Viejo, repleto de bares de tapas e restaurantes, há dois mil anos de história, arquitetura e tradição a descobrir.

Os locais e experiências a não perder em Zaragoza são os seguintes:
- Basílica del Pilar, o primeiro santuário mariano da Cristandade e atualmente o maior templo barroco da Espanha, construído em 1681. Suba no elevador até ao topo da Torre San Francisco de Borja, para desfrutar das melhores vistas 360º sobre a cidade, as cúpulas da basílica e o rio Ebro.
- Plaza del Pilar, o “salão de visitas da cidade”, onde para além da catedral homónima, se encontra o Ayuntamiento de Zaragoza (câmara municipal), La Lonja dos mercadores, o Palácio Arquiepiscopal (que acolhe o Museo Alma Mater) e o Museo del Foro de Caesaraugusta (um dos quatro polos museológicos da Zaragoza romana, junto com os museus do Porto Fluvial, do Teatro e das Termas).
- Palácio da Aljafería, uma joia arquitetónica com mais de mil anos de existência, residência dos reis muçulmanos e dos Reis Católicos, listado como Património Mundial pela UNESCO. Uma visita guiada ao interior revela a história fantástica dos seus três palácios: o Palácio Taifal de Al-Muqtadir, o Palácio de Pedro IV e o Palácio dos Reis Católicos. É considerado um exemplar da arte hispano-muçulmana, juntamente com a Alhambra de Granada e a Mesquita de Córdoba.
- Catedral do Salvador, La Seo, cujo muro exterior da Parroquieta de San Miguel Arcángel é uma joia da arte mudéjar aragonesa declarada Património da Humanidade UNESCO. O seu interior acolhe o magnífico Museu de Tapeçarias Flamengas.
- Arco del Deán, situado num dos edifícios de arquitetura medieval mais bem preservados da cidade.
- Igreja San Juan de los Panetes (com a sua torre inclinada), e o vizinho Torreón de la Zuda (única torre sobrevivente do Alcáçar Muçulmano).
- Estátua de César Augusto, o fundador da cidade, e Muralhas Romanas.
- Mercado Central, modernista, inspirado no Les Halles de Paris.
- Igreja barroca dedicada a Santa Isabel de Portugal, a infanta de Aragão que desposou o rei português Dom Dinis.
- Plaza de San Felipe, onde irá encontrar a Igreja de San Felipe e alguns palácios renascentistas, como seja o Palacio de los Condes de Argillo onde está exposta a obra do escultor Pablo Gargallo.
- Plaza Pedro Nolasco, onde se encontra o Museo de las Termas Publicas e o emblemático Museo del Teatro de Caesaraugusta.
- El Tubo é a meca dos foodies com os melhores bares de tapas de Zaragoza.
- Desfrutar dum mágico pôr-do-sol da Ponte de Pedra e do Balcão de San Lázaro, para fechar com chave de ouro o segundo dia do seu roteiro a visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses.

Quer mais dicas sobre a cidade de Zaragoza? Então, não deixe de ler o nosso roteiro com o que ver e fazer em Zaragoza.
Roteiro para visitar Aragão e Pirenéus Aragoneses: Dia 3
Bardenas Reales

A paisagem das Bardenas Reales é árida, crua e cinematográfica. Há qualquer coisa de outro planeta neste semideserto navarro, classificado como Reserva da Biosfera pela UNESCO, onde as cores oscilam entre o bege, o cinzento, o ocre e o vermelho. Vai sentir que foi teletransportad@ para o Wild West norte americano, com horizontes abertos, pistas poeirentas e formações rochosas que parecem ter sido colocadas no cenário para uma cena de western. E, para os fãs da série Guerra dos Tronos, há ainda um bónus extra: as Bardenas Reales serviram de cenário ao Mar Dothraki na 6.ª temporada.


O grande cartão-postal das Bardenas Reales é o Cabezo de Castildetierra, uma formação argilosa em forma de chaminé de fada que se tornou a imagem mais famosa do parque. Mas o encanto da visita está também no caminho: nos cabezos de topo plano, nas ravinas que rasgam a terra, nos miradouros naturais, nas cabanas de pedra perdidas na imensidão e nas sucessivas perspetivas sobre esta paisagem marciana no coração do norte de Espanha.
Dica VagaMundos: em dias de calor extremo ou chuva recente, a experiência de visitar as Bardenas Reales pode tornar-se menos agradável ou até mesmo desaconselhável. Tenha especial atenção à chuva: as estradas de terra batida podem ficar muito enlameadas e escorregadias, tornando-se intransitáveis para carros ligeiros, devido ao sério risco de ficar atolado. Tenha também em atenção que não existem povoações, bares, restaurantes ou lojas no interior do parque. Leve muita água, proteção solar e snacks.
Huesca

O terceiro dia do nosso roteiro para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses termina em Huesca, capital da província homónima, conhecida como “a porta dos Pirenéus Aragoneses”.

Huesca é uma cidade para visitar sem pressas, alternando monumentos que revelam a sua história milenar, praças animadas, ruas comerciais e recantos verdes e uma boa mesa aragonesa. Apesar de ser capital de província Huesca não é uma cidade de grandes dimensões, sendo que o seu o centro histórico é perfeitamente navegável a pé.

Abaixo encontra os locais e experiências que consideramos imperdíveis numa visita ao centro histórico de Huesca:
- Catedral de Huesca, um monumental templo de estilo gótico e renascentista, construído no século XIII e XIV sobre uma antiga mesquita. Ao lado irá encontrar o Museo Diocesano, uma boa visita complementar para quem gosta de arte sacra.
- Mosteiro de San Pedro el Viejo, uma das grandes joias românicas de Huesca. O seu claustro é uma preciosidade e o conjunto guarda o Panteão Real, onde repousam os reis aragoneses Ramiro II e Alfonso I.
- Plaza Luis López Allué, a antiga praça do mercado que é presentemente uma das praças mais bonitas da cidade, rodeada de arcadas, casas com fachadas tradicionais aragonesas, cafés e restaurantes.
- Plaza de Navarra, outra das praças mais elegantes da cidade, onde se encontra o emblemático Casino de Huesca, com a sua arquitetura modernista, e a Fuente de las Musas.
- Coso Bajo (com as suas famosas Cuatro Esquinas) e Calle San Orencio, duas das principais artérias do centro histórico de Huesca, perfeitas para passear, fazer compras e observar o movimento da cidade.
- Basílica de San Lorenzo, igreja dedicada ao padroeiro de Huesca, e epicentro das festas de San Lorenzo, as mais famosas da cidade.
- Torre de la Zuda do Palácio dos Reis de Aragão, que presentemente alberga o Museu de Huesca
- Convento de San Miguel, situado nas margens do rio Isuela, que se destaca pela torre gótica do século XII.
- Parque Miguel Servet, o pulmão verde de Huesca, e lar do símbolo da cidade, Las Pajaritas.

Onde ficar em Huesca? Sugestões de Alojamento
Com ótima relação qualidade-preço na categoria 4 estrelas superior, o Hotel Pedro I De Aragon é um hotel histórico numa localização central privilegiada para descobrir a cidade de Huesca. Recentemente renovado apresenta um design funcional e contemporâneo com detalhes clássicos. Dispõe de uma pequena piscina exterior, restaurante, bar, ginásio e estacionamento privado.
O Abba Huesca é um 4 estrelas com qualidade, de design moderno, completo e interessante. Fica a 200 metros da Estação Ferroviária AVE de Huesca. Dispõe de 2 restaurantes, bar, ginásio, jardins, piscina exterior sazonal e estacionamento privado subterrâneo. Excelente atendimento e pequeno almoço buffet variado muito elogiado.
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Roteiro para visitar Aragão e Pirenéus Aragoneses: Dia 4
Castelo de Loarre

Erguido sobre um promontório de rocha calcária, a mais de 1000 metros de altitude, com a planície da Hoya de Huesca a perder-se no horizonte e as primeiras montanhas dos Pirenéus a anunciarem-se ao longe, Loarre é daqueles lugares que conquistam ainda antes de se atravessar a porta de entrada.


Mallos de Riglos



O percurso completo arranca na própria localidade de Riglos, tem cerca de 5,5 km, demora aproximadamente 2h30 e está bem sinalizado. Não apresenta dificuldade técnica, mas tem subidas exigentes e um desnível considerável, pelo que convém levar calçado adequado, muita água e evitar as horas de maior calor.

Dica VagaMundos: depois de visitar Riglos, não arranque simplesmente rumo ao Mosteiro de San Juan de la Peña com o piloto automático ligado. A estrada que segue pela A-132, em direção ao Embalse de la Peña, oferece algumas das melhores vistas panorâmicas sobre os Mallos de Riglos, especialmente quando as enormes paredes avermelhadas ficam para trás e se revelam em toda a sua imponência. Vale a pena parar num dos apartaderos (pequenos parqueamentos à beira da estrada) junto ao rio Gállego, antes de chegar ao embalse, para desfrutar com calma deste postal natural. E, tendo tempo, pare também no Embalse de la Peña para desfrutar da serenidade do espelho de água emoldurado pelas montanhas.
Mosteiro de San Juan de la Peña

Durante séculos, foi um dos grandes centros religiosos do Reino de Aragão e está profundamente ligado às origens da identidade aragonesa. Ao percorrer os seus espaços em penumbra, entre arcos, capelas, túmulos, pedra húmida e silêncio, percebe-se facilmente porque é um dos monumentos mais emblemáticos da região de Aragão.

O ex-libris do conjunto monumental é o Mosteiro Velho (século X), onde se destacam alguns dos espaços mais marcantes de San Juan de la Peña, como seja a Igreja de Santa Maria, a igreja superior, o Panteão Real e o belíssimo claustro românico. Este último é uma verdadeira joia, com capitéis esculpidos com cenas bíblicas e uma localização absolutamente única, parcialmente aberto para a paisagem e abrigado pela gigantesca pala rochosa que dá ao mosteiro o seu ambiente mágico.

Tendo tempo, pode também visitar o Mosteiro Novo (século XVII), construído mais acima depois de um incêndio que destruiu parte do antigo conjunto monástico. Hoje alberga espaços museológicos que ajudam a contextualizar a história do lugar e a importância de San Juan de la Peña no nascimento do Reino de Aragão.
Dica VagaMundos: tenha em atenção que a visita ao Mosteiro Velho é normalmente guiada, pelo que deve confirmar horários e, idealmente, reservar bilhete com antecedência. Convém chegar algum tempo antes da hora marcada para evitar imprevistos. Já o Mosteiro Novo pode ser visitado de forma independente.
Feche o quarto dia do seu roteiro para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses rumando até Jaca. A chegada será, provavelmente, já ao fom do dia, por isso sugerimos que deixe as visitas para a manhã do dia seguinte e aproveite apenas para jantar, descansar e sentir o ambiente de montanha da cidade.
Onde ficar em Jaca? Sugestões de Alojamento
Moderno e funcional, o Eurostars Reina Felicia oferece quartos amplos, confortáveis e limpos, alguns com varanda e vistas desafogadas para os Pirenéus ou Peña de Oroel, e dispõe de restaurante, bar, ginásio, 2 piscinas (interior e exterior) e estacionamento privado.
Do naipe de trunfos do Apartahotel & Spa Jacetania destacamos os apartamentos com kitchenette espaçosos e muito bem equipados, a piscina exterior e, sobretudo, o seu centro de bem estar, ideal para se mimar com uma sessão de relaxamento ao fim de um dia de road trip pelos Pirenéus Aragonese. E a relação qualidade-preço.
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Roteiro para visitar Aragão e Pirenéus Aragoneses: Dia 5
Jaca


Os locais de visita obrigatória e as experiências a não perder em Jaca são as seguintes:
- Catedral de San Pedro de Jaca, uma das grandes joias românicas de Aragão e paragem obrigatória numa visita à cidade. É considerada uma das catedrais românicas mais antigas de Espanha e teve enorme importância no Caminho de Santiago. Repare nos capitéis esculpidos, no crismón da portada principal e no famoso ajedrezado jaqués, motivo decorativo em forma de tabuleiro de xadrez que se tornou uma marca da arquitetura românica da região.
- Museu Diocesano de Jaca, instalado junto à Catedral, é especialmente famoso pela sua coleção de pintura mural românica, considerada uma das mais importantes de Espanha.
- Plaza de la Catedral, uma das praças mais agradáveis do centro histórico, com ambiente medieval, esplanadas, restaurantes, cafés e pastelarias.
- Ciudadela de Jaca / Castillo de San Pedro, uma das grandes imagens de marca da cidade. Esta fortaleza pentagonal, rodeada por fosso, foi construída no final do século XVI por ordem de Felipe II para reforçar a defesa da fronteira pirenaica com França. Pode visitar o interior, percorrer o pátio de armas e conhecer o Museu de Miniaturas Militares.
- Ayuntamiento de Jaca, um dos edifícios civis mais bonitos da cidade. Construído entre os séculos XV e XVI, destaca-se pela fachada plateresca e pela galeria de arcos típica aragonesa.
- Torre do Relógio, também conhecida como Torre de la Cárcel, uma torre gótica do século XV. Perto dela pode ver a estátua de Ramiro I, primeiro rei de Aragão.
- Real Monasterio de las Benedictinas, mais conhecido como “Las Benitas”, guardião do sarcófago românico de Doña Sancha, considerado uma das peças funerárias românicas mais importantes da Península Ibérica.
- Percorrer a Calle Mayor e admirar os edifícios modernistas do centro histórico, como seja a Casa Borau, a Casa Valero, a Casa La Rubia e o Casino de Jaca.

Broto e Cascata Sorrosal


À primeira vista, Broto pode parecer apenas um bom ponto de paragem para esticar as pernas e tomar um café, mas basta dar-lhe algum tempo para perceber o quanto é encantador. Há ruas de pedra ladeadas por casas típicas de montanha, varandas floridas, a histórica Igreja de San Pedro e a bonita ponte sobre o rio Ara, que ajudam a compor aquele postal clássico dos pueblos pirenaicos.

Mas o grande trunfo de Broto é mesmo a Cascata Sorrosal, uma maravilhosa queda de água com quase 80 metros de altura. E o melhor é que nem sequer é preciso fazer uma grande caminhada para a conhecer. Desde o estacionamento mais próximo, são apenas cerca de 350 metros, praticamente planos, até à base da queda de água. Ou seja, em 10 minutinhos a pé está perante uma das cascatas mais fotogénicas dos Pirenéus Aragoneses. Neste caso a recompensa supera em muito o esforço.
Torla

Encaixado entre montanhas e dominado pela silhueta imponente do Mondarruego, este pequeno pueblo pirenaico é muito mais do que uma simples base para dormir antes de ir percorrer o Trilho da Cascata Cola de Caballo, o percurso pedestre mais emblemático do parque nacional. É igualmente o lugar perfeito para começar a sentir a grandeza dos vales glaciares que fazem de Ordesa um dos destinos naturais mais espetaculares de Espanha.


Onde ficar em Torla? Sugestões de Alojamento
Totalmente renovado, o Edelweiss Hotel mostra-se mais moderno com o recente facelift, mas o espírito de hotel de montanha de gerência familiar, acolhedor, simpático e tranquilo continua todo lá. Bem como alguma memorabilia dos antigos donos, o que lhe dá alma. Os quartos privados com vista montanha são fantásticos e o pequeno almoço buffet caseiro, absolutamente imperdível.
Hotel de montanha de gerência familiar mais elegante, decorado ao estilo rústico-sofisticado, situado ao pé do serviço de autocarros para a Pradera de Ordesa, bem no coração de Torla. O Hotel Villa de Torla destaca-se pelas vistas para os Pirenéus Aragoneses e dispõe de piscina exterior, restaurante, bar, salão com lareira, jardim com terraço, banheira de hidromassagem e centro de fitness.
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Roteiro para visitar Aragão e Pirenéus Aragoneses: Dia 6
Trilho da Cascata Cola de Caballo (Vale de Ordesa e Monte Perdido)


O Trilho da Cascata Cola de Caballo arranca junto ao estacionamento da Pradera de Ordesa e desenvolve-se ao longo do fabuloso Vale de Ordesa até chegar ao Circo de Soaso, um circo glaciar aos pés do maciço do Monte Perdido, onde se esconde uma das cascatas mais esplendorosas dos Pirenéus Aragoneses.

Mas vai ter de dar bem à perna para a ir ver ao vivo e a cores. É que apesar do Trilho da Cascata Cola de Caballo não apresentar dificuldades técnicas de maior, tem um total de 19 km de extensão (ida e volta) e um desnível acumulado de sensivelmente 1000 metros, o que o torna bastante cansativo para quem não esteja habituado a fazer grandes caminhadas. Ou seja, convém ir minimamente preparado fisicamente para poder desfrutar do trilho em toda a sua plenitude e não acabar a caminhada “feito num oito”.
Para mais informações e dicas práticas, sugerimos que leia o nosso guia completo para percorrer o Trilho da Cascata Cola de Caballo.
Proibição de circulação de carro no acesso à Pradera de Ordesa
A estrada de acesso à Pradera de Ordesa é fechada a veículos motorizados particulares durante os meses de verão, Páscoa, feriados e pontes nacionais da Espanha. Nessas alturas do ano a única forma a chegar ao ponto de partida do Trilho da Cascata Cola de Caballo é utilizando o autocarro público que liga Torla à Pradera de Ordesa. Os autocarros saem a cada 15/20 minutos do enorme parque de estacionamento localizado junto do Centro de Informações de Torla do Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido e o preço dos bilhetes é de 6 euros (ida e volta).
Roteiro para visitar Aragão e Pirenéus Aragoneses: Dia 7
Aínsa


Antes de entrar no centro histórico do pueblo, recomendamos que pare na rua Miquel Servet, para apreciar a silhueta de Aínsa empoleirada na colina, com o campanário da Igreja de Santa María e a Peña Montañesa, uma montanha de 2295 metros de altura, como pano de fundo.

Uma vez no centro histórico de Aínsa não deixe de visitar os seguintes locais:
- Portal de Afuera, uma das antigas portas da muralha medieval e principal entrada na vila medieval de Aínsa.
- Plaza Mayor, o coração de Aínsa, uma das praças medievais mais bonitas de Espanha, rodeada por arcadas, casas de pedra (com destaque para o edifício do Ayuntamiento), restaurantes e esplanadas.
- Igreja de Santa María, um templo românico do século XI que se destaca pela sua torre de planta quadrangular e pela portada com quatro arquivoltas sobre colunas.
- Castelo de Aínsa, uma ancestral fortaleza medieval situada no extremo da Plaza Mayor. Vale a pena atravessar o seu recinto, percorrer o pátio de armas e subir às muralhas para desfrutar de belas vistas panorâmicas sobre o pueblo e das montanhas dos Pirenéus.
- Calle Mayor e Calle Santa Cruz, duas das ruas principais do centro histórico, ladeadas por casas de pedra, com varandas floridas e impressionantes portas de madeira. Algumas delas albergam lojas de artesanato e produtos locais dos Pirenéus Aragoneses, onde poderá comprar alguns recuerdos da sua viagem por Aragão.

Alquézar (Passadiços del Vero)



Os outros locais de destaque em Alquezár, no que a património histórico diz respeito, são a Plaza Mayor de Alquézar, a Igreja de San Miguel e o magnífico Portão Gótico, a única porta de acesso à vila medieval que sobreviveu ao teste do tempo.

Vila medieval de Alquezár visitada, volte a calçar as suas botas de caminhada, e vá percorrer os Passadiços do Vero (Pasarelas del Vero). Este extraordinário percurso pedestre com cerca de 5 km de extensão, desenvolve-se ao longo do vertiginoso canhão do rio Vero, por escadas e passadiços metálicos cravados nas verticais paredes rochosas do desfiladeiro, acompanhando o curso do rio por um cenário de vegetação ribeirinha, pequenas quedas de água, piscinas naturais e monumentais paredes calcárias. É o correr do pano perfeito para a sua épica viagem por Aragão e os Pirenéus Aragoneses.

Dica VagaMundos: se tiver mais um ou dois dias disponíveis para o seu roteiro para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses sugerimos que vá conhecer a Muralla de Finestres e percorrer o Trilho do Congost de Mont Rebei. A Muralla de Finestres é uma impressionante formação rochosa que emerge das águas azul-turquesa da albufeira de Canelles, criando uma espécie de muralha natural que lhe valeu o cognome de “Muralha da China da Espanha”. Já o Trilho de Congost de Mont Rebei, situado na fronteira entre Aragão e Catalunha, é uma das caminhadas mais espetaculares de Espanha. O trilho acompanha o desfiladeiro escavado pelo rio Noguera Ribagorçana, entre paredes verticais que chegam a centenas de metros de altura. Prepare-se para subir e descer vertiginosas escadarias cravadas na rocha e atravessar alucinantes pontes suspensas. Caso queira esticar a sua viagem em mais alguns dias pode também dar um saltinho aos vizinhos Pirenéus Franceses. São igualmente fabulosos!
Onde ficar em Alquézar? Sugestões de Alojamento
Recomendamos o Hotel Villa de Alquézar sem hesitações. Da localização central às vistas, terraço com jardim ao estacionamento privado gratuito, do conforto do quarto à decoração retro chic dos espaços comuns, das piscinas ao café-bar, do atendimento à limpeza… Simplesmente irrepreensível. E ainda nem lhe dissemos que o pequeno almoço é soberbo.
Se o Villa estiver esgotado (é muito provável), o Hotel Santa Maria de Alquezar é uma das melhores alternativas. A decoração é mais granny chic, mas não falta conforto, simpatia no atendimento, limpeza primorosa e um pequeno almoço muito bom. E ninguém fica indiferente às vistas.
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Mapa do roteiro para visitar Aragão e Pirenéus Aragoneses | Espanha
Clique no canto superior direito para aumentar o mapa do roteiro para visitar Aragão e os Pirenéus Aragoneses | Espanha.
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