Está a planear visitar a Coreia do Sul, mas o planeamento da viagem está a revelar-se mais difícil do que escolher o seu K-drama favorito ou acompanhar uma coreografia de K-pop? Então aterrou no sítio certo. Para lhe dar uma mãozinha a desenhar a sua viagem, reunimos neste artigo um guia completo e sugestões de roteiro para visitar a Coreia do Sul em 7, 10 e 15 dias, com o que ver e fazer em cada destino, as experiências verdadeiramente imperdíveis, como chegar e se deslocar, sugestões de onde ficar e muitas dicas práticas para que aproveite ao máximo a sua viagem pela Coreia do Sul.

Visitar a Coreia do Sul é mergulhar num país de contrastes fascinantes, onde o passado e o futuro não se limitam a viver lado a lado, mas entrelaçam-se de uma forma que roça a perfeição. Num instante estará a caminhar entre arranha-céus espelhados, ecrãs gigantes e ruas iluminadas por néons; no seguinte, atravessa o portão de um palácio real, perde-se num labirinto de ruelas ladeadas por casas hanok ou encontra um sereno templo budista.

Essa dualidade sente-se com especial intensidade em Seul, uma das capitais mais vibrantes da Ásia e a grande montra da criatividade sul-coreana. A metrópole parece nunca parar: os bairros estão sempre em movimento, os mercados fervilham de vida e a moda, a música, a tecnologia e os cafés conceptuais antecipam tendências que depressa conquistam o resto do mundo. Afinal, a Coreia do Sul é o berço do K-pop, dos K-dramas e da cosmética coreana, pilares de um fenómeno cultural que há muito ultrapassou fronteiras. E, contudo, basta deixar para trás as avenidas futuristas para descobrir palácios da dinastia Joseon, santuários ancestrais, muralhas históricas, parques verdejantes e bairros onde ainda se preserva o estilo de vida da antiga Coreia.

E Seul é apenas o começo de um roteiro para visitar a Coreia do Sul. Para lá da capital esperam-n@ a monumental Fortaleza de Hwaseong, em Suwon, a inquietante fronteira da DMZ, as casas hanok de Jeonju, os palácios, túmulos reais e templos milenares de Gyeongju e a descontraída Busan, espraiada entre as montanhas e o mar. Já na Ilha de Jeju, eleita uma das Sete Novas Maravilhas Naturais do Mundo, o cenário muda por completo entre crateras vulcânicas, cascatas, tubos de lava, falésias vertiginosas e praias de águas cristalinas.

E depois há a comida. Prepare o apetite, porque comer na Coreia do Sul é uma autêntica viagem dentro da viagem. Do famoso Korean BBQ ao bibimbap, passando pelo kimbap, tteokbokki, mandu, sopas fumegantes e uma infindável variedade de banchan, cada refeição transforma-se numa festa de sabores, aromas, cores e texturas. Sem esquecer, claro, o omnipresente kimchi, que rapidamente se torna uma companhia habitual à mesa.

Pode chegar à Coreia do Sul com a sensação de que já a conhece dos vídeos, das fotografias e dos K-dramas, mas nada substitui a emoção de a viver. Cada cidade, cada templo, cada mercado e cada refeição acrescentará uma nova camada à viagem. E, quando chegar a hora de partir, não se admire se regressar a casa já a sonhar com o reencontro. Foi o que nos aconteceu!

Na preparação da sua viagem para visitar a Coreia do Sul, sugerimos que leia também os seguintes artigos:
Informações, guia e dicas de viagem para visitar a Coreia do Sul
Informações práticas
- Língua: Coreano
- Moeda: Won sul-coreano – KRW (clique para ver a taxa de câmbio)
- Fuso Horário: GMT +9
- Indicativo Coreia do Sul: +82
- Visto Coreia do Sul: os cidadãos portugueses não precisam de visto para visitar a Coreia do Sul para estadias turísticas até 90 dias e, até 31 de dezembro de 2026, estão isentos de pedir a autorização eletrónica K-ETA antes da viagem. Contudo, é imperativo viajar com passaporte válido e preencher o e-Arrival Card, a declaração eletrónica de entrada no país, de forma gratuita, nos 3 dias antes da chegada à Coreia do Sul através do site oficial. Os cidadãos brasileiros também não precisam de visto para visitar a Coreia do Sul para fins turísticos até 90 dias, mas precisam de solicitar o K-ETA antes da viagem através do site oficial. A emissão da autorização eletrónica K-ETA demora no máximo 3 dias úteis, tem um custo de 10.000 KRW (cerca de 6€ / 38 reais) e permanece válida durante três anos ou até à data de expiração do passaporte (o que acontecer primeiro).
- Pagamentos na Coreia do Sul: os pagamentos com cartão de crédito ou débito são amplamente aceites em hotéis, restaurantes, cafés, supermercados, lojas e atrações turísticas. Escusado será dizer que convém levar um ou dois cartões que não paguem comissões pelos pagamentos (atualmente, existem inúmeras soluções no mercado). Apesar da Coreia do Sul ser um país muito card-friendly, é aconselhável ter sempre alguns wons consigo. Isto é especialmente importante para os transportes públicos: para andar de metro e autocarro, o mais prático é comprar um cartão T-money, que pode ser usado nos transportes em várias cidades do país, mas cujo carregamento é feito exclusivamente com cartões coreanos ou dinheiro em numerário. Além disso, algum dinheiro vivo pode ser útil em mercados tradicionais, bancas de street food, pequenas lojas, lavandarias automáticas ou cacifos. Na hora de levantar dinheiro, recomendamos usar as ATMs identificadas como Global ATM, comuns em aeroportos, estações, lojas de conveniência e zonas turísticas.
- Roaming e Cartão SIM na Coreia do Sul: o roaming na Coreia do Sul é caríssimo, logo, recomendamos vivamente que compre um cartão eSIM antecipadamente ou um cartão SIM coreano logo que chegue ao aeroporto de Seul. Nós optamos por comprar um cartão eSIM da Airalo e não tivemos qualquer problema de conectividade. Clique para comprar um eSIM para a sua viagem a Seul e beneficie de um desconto de 10% usando o nosso link com o código de desconto “VAGAMUNDOS”.
- Tomadas na Coreia: as tomadas na Coreia do Sul são, regra geral, dos tipos C e F, com dois pinos redondos, semelhantes às utilizadas em Portugal, pelo que não precisa de levar um adaptador de tomadas para carregar os seus dispositivos.
Custo de Vida na Coreia do Sul

Honestamente nós ficámos agradavelmente surpreendidos: os alojamentos apresentam uma boa relação qualidade-preço e é possível comer muito bem em restaurantes locais, mercados tradicionais e bancas de street food sem fazer chorar a carteira. Até o famoso Korean BBQ, não sendo propriamente uma pechincha, custa geralmente menos do que em Portugal, sobretudo se fugir dos restaurantes mais turísticos. Já os estabelecimentos mais sofisticados e os cafés trendy praticam preços semelhantes aos que encontra por terras lusitanas.
Os transportes públicos urbanos são muito económicos, as entradas nos palácios, templos e monumentos custam, por norma, poucos wons e muitas das melhores atrações do país são gratuitas. O que achamos mais caro foi os comboios de alta velocidade KTX, mas até para isso existe solução, pois os autocarros/bus entre cidades têm preços bem mais em conta e são muito confortáveis.
A verdadeira ameaça ao orçamento surge provavelmente na hora das compras. Entre produtos de cosmética coreana, roupa, artigos de K-pop e lojas de conveniência recheadas de tentações, não faltam oportunidades para encher a mala. A boa notícia é que o sistema Tax Refund é aceite na maioria das lojas das grandes cadeias de retalho, sendo que, em muitos casos, o desconto é aplicado imediatamente no momento da compra acima de um determinado valor, o que embaratece ainda mais os produtos, bastando para tal apresentar o seu passaporte. É aproveitar, mas não se entusiasme demasiado: a mala do regresso não tem a mesma elasticidade da carteira!
Quando visitar a Coreia do Sul?

Em nossa opinião, as melhores épocas do ano para visitar a Coreia do Sul são a primavera e o outono, quando as temperaturas são mais amenas e as paisagens se vestem com as cores vibrantes das flores e da folhagem. Se quiser assistir ao espetáculo das cerejeiras em flor, aponte para o período entre finais de março e a primeira quinzena de abril. Se prefere encontrar os palácios, templos e montanhas pintados de amarelo, laranja e vermelho, escolha a segunda metade de outubro ou o início de novembro.
A primavera, de março a maio, é uma das estações mais bonitas para viajar pela Coreia do Sul. Março ainda pode trazer dias bastante frios, sobretudo em Seul e nas regiões montanhosas, mas as temperaturas vão subindo gradualmente e o país começa a cobrir-se de flores. As cerejeiras florescem primeiro na Ilha de Jeju e em Busan, geralmente no final de março, seguindo depois para Gyeongju, Jeonju e Seul, onde costumam atingir o auge no início de abril.

Contudo, à semelhança do Japão, acertar em cheio no pico da floração exige alguma sorte. As datas variam todos os anos em função das temperaturas, do vento e da chuva, e o espetáculo é relativamente efémero. Escusado será dizer que esta é também uma das épocas mais concorridas, pelo que deve reservar alojamentos e transportes com bastante antecedência. Se as cerejeiras não forem uma prioridade, o final de abril e o mês de maio oferecem um excelente equilíbrio entre temperaturas agradáveis, dias longos e menos multidões.
Nós fizemos a nossa viagem pela Coreia do Sul entre maio e junho e consideramos que foi uma excelente escolha. Encontrámos o país verdejante, temperaturas muito agradáveis para explorar as cidades e fazer caminhadas e dias suficientemente longos para aproveitar ao máximo o roteiro.

O verão, de junho a agosto, é quente, húmido e chuvoso. A época das chuvas, conhecida como jangma, decorre habitualmente entre finais de junho e finais de julho, podendo trazer períodos de precipitação intensa. Agosto costuma ser o mês mais quente e abafado, com temperaturas elevadas e níveis de humidade capazes de transformar um simples passeio pela cidade numa verdadeira sessão de sauna coreana. Entre junho e outubro existe ainda a possibilidade de ocorrência de tufões, com maior impacto potencial nas regiões costeiras e na Ilha de Jeju.
Isto não significa que deva excluir por completo o verão. É a melhor altura para desfrutar das praias de Busan e de Jeju, há inúmeros festivais e o país ganha uma energia especial. Mas terá de estar preparad@ para o calor, a humidade, os aguaceiros e eventuais alterações nos transportes ou nas atividades ao ar livre. Para um roteiro para visitar a Coreia do Sul focado em cidades, património e caminhadas, está longe de ser a nossa primeira escolha.

O outono, de setembro a novembro, rivaliza seriamente com a primavera pelo título de melhor época para visitar a Coreia do Sul. Setembro ainda pode ser quente, húmido e sujeito a tufões, mas a partir de outubro o clima torna-se mais fresco e seco, com céus geralmente limpos e temperaturas perfeitas para passear e fazer trilhos. A folhagem começa a mudar de cor nas montanhas do norte e vai avançando gradualmente para sul, atingindo normalmente o auge em grande parte do país entre finais de outubro e o início de novembro. É nesta altura que os parques de Seul, a Fortaleza de Suwon, os templos de Gyeongju e as montanhas de Jeju se transformam em autênticas aguarelas outonais.
O inverno, de dezembro a fevereiro, é frio e seco, sobretudo em Seul e no interior do país, onde as temperaturas descem frequentemente abaixo de zero. Os dias são mais curtos, mas há menos turistas, os preços dos alojamentos tendem a ser mais simpáticos e, com alguma sorte, poderá encontrar palácios e templos cobertos de neve.

Independentemente da estação escolhida, tenha particular atenção ao Seollal, o Ano Novo Lunar, que costuma calhar entre janeiro e fevereiro, e ao Chuseok, a Festa das Colheitas e uma espécie de Ação de Graças coreana, habitualmente celebrado entre setembro e outubro. São os dois feriados tradicionais mais importantes do país e as datas variam todos os anos por seguirem o calendário lunar. Milhões de coreanos viajam para as suas terras de origem, os comboios e autocarros podem esgotar, as estradas ficam congestionadas e alguns restaurantes, lojas e atrações encerram ou adotam horários especiais. Se a sua viagem à Coreia do Sul coincidir com um destes períodos, reserve todas as estadias e deslocações com a máxima antecedência possível.
Quantos dias são necessários para visitar a Coreia do Sul?

Para desfrutar ao máximo do roteiro para visitar a Coreia do Sul que desenhamos para si, o ideal é alocar 15 dias inteiros à sua viagem, sem contar com os dias dos voos de ida para e regresso da Coreia do Sul. Assim, já conseguirá visitar alguns dos locais mais emblemáticos da Coreia do Sul (Seul, Busan, Jeonju, Gyeongju e a maravilhosa Ilha de Jeju), o que lhe permitirá ficar com uma excelente ideia da enorme diversidade do país.

Caso consiga acrescentar mais alguns dias, tanto melhor. Dessa forma terá tempo para conhecer sem pressas a maioria dos pontos de interesse da Coreia do Sul referidos no nosso roteiro, viver mais experiências (por exemplo, fazer mais trilhos ou passar alguns dias a relaxar nas praias de Busan ou da Ilha de Jeju) e fazer vários desdobramentos que @ vão levar a mais cantinhos mágicos da Coreia do Sul. Da última vez que fomos visitar a Coreia do Sul estivemos três semanas a viajar pelo país e, e, ainda assim, soube-nos a pouco.

Como sabemos que nem sempre existe disponibilidade para fazer uma viagem de 2 semanas, desenhamos também roteiros de 7 e 10 dias para visitar a Coreia do Sul. Obviamente que a viagem será num passo bem mais apressado e, claro está, tivemos que subtrair, de forma cirúrgica, lugares e experiências ao itinerário de 15 dias. Ainda assim, acreditamos que vai regressar a casa igualmente maravilhad@ com a Coreia do Sul.
Encontra ambos os itinerários de 7 e 10 dias para visitar a Coreia do Sul imediatamente abaixo da descrição detalhada do roteiro de 15 dias.
Como chegar à Coreia do Sul? Dicas de voos

Para a esmagadora maioria dos viajantes internacionais, Seul é a principal porta de entrada na Coreia do Sul. A capital é servida por dois aeroportos principais:
- o Aeroporto Internacional de Incheon (ICN), onde aterram praticamente todos os voos de longo curso e a grande porta de entrada internacional da Coreia do Sul;
- e o Aeroporto Internacional de Gimpo (GMP), mais usado para voos domésticos e algumas ligações regionais na Ásia, como Japão, China e Taiwan.
De Portugal e do Brasil, a forma mais prática de chegar à Coreia do Sul é voar para o Aeroporto Internacional de Incheon, situado a cerca de 50 km do centro de Seul. É um dos aeroportos mais movimentados da Ásia e está ligado a inúmeras cidades europeias, asiáticas e do Médio Oriente.
Atualmente, já existem voos diretos entre Lisboa e Seul em algumas alturas do ano, operados pela Korean Air – cerca de 13 horas no sentido Lisboa-Seul e 15h30 no sentido inverso. Mas nem sempre são a opção mais económica ou conveniente. Por isso, vale sempre a pena comparar também voos com escala confortável, nem tensamente curta, nem cansativamente longa, sobretudo via Istambul (Turkish Airlines), Doha (Qatar Airways), Abu Dhabi (Etihad Airways), Frankfurt ou Munique (Lufthansa), Paris (Air France), Amesterdão (KLM), Copenhaga (SAS) ou Helsínquia (Finnair).
Se seguir a nossa sugestão de roteiro para Coreia do Sul, também irá utilizar o Aeroporto de Gimpo, nomeadamente para o voo interno de regresso da Ilha de Jeju ao continente. Neste caso, Gimpo tem a grande vantagem de ficar muito mais perto do centro de Seul e estar bem ligado à rede de metro e comboio urbano.
Outra importante porta aérea no sul da Coreia do Sul é Busan, servida pelo Aeroporto Internacional de Gimhae (PUS). Além de voos domésticos, o aeroporto recebe várias ligações regionais provenientes de outros países asiáticos, pelo que também pode funcionar como ponto de entrada ou saída se combinar a sua viagem à Coreia do Sul com destinos como o Japão, a China ou Taiwan.
Se o seu roteiro para visitar a Coreia do Sul incluir Busan e a Ilha de Jeju, encontrará várias ligações diretas diárias entre os dois destinos, com pouco mais de uma hora de voo e preços geralmente muito competitivos. Foi precisamente esta a opção que escolhemos na nossa viagem: voámos de Busan para Jeju, evitando regressar a Seul apenas para apanhar o avião.
Como ir dos aeroportos ao centro de Seul e Busan?
Do Aeroporto Internacional de Incheon (ICN)
As melhores opções para ir do Aeroporto Internacional de Incheon ao centro de Seul são:
- AREX Express Train: opção mais rápida (viagem demora cerca de 50 minutos). Comboios diretos a cada 20–40 minutos dos terminais T1 e T2 do aeroporto à Seoul Station, onde há ligação de metro a praticamente toda a cidade. Tarifa geral: cerca de 8€-9€.
- Airport Limousine Bus: opção confortável se viajar com malas ou se tiver uma paragem perto do hotel. Existem várias linhas para zonas como Myeongdong, Jongno, Dongdaemun, Gangnam, Itaewon e Hongdae. Viagem: 60 a 90 minutos, dependendo do trânsito e zona da cidade. Tarifa: cerca de 10€-12€ por pessoa.
- Uber/táxi: opção mais cómoda. A viagem até zonas centrais como Myeongdong ou Jongno demora, em média, 60 a 90 minutos. Estimativa Uber: cerca de 35€-45€ para o carro, dependendo do trânsito, hora do dia e procura. Para 3 pessoas, pode sair ao preço do Airport Limousine Bus – ou até compensar – e é muito mais confortável.
Na nossa mais recente viagem à Coreia do Sul, à chegada, usamos o Limousine Bus por haver uma paragem a cerca de 250 metros do nosso hotel em Jongno. Mas no regresso, optamos pelo Uber pois a diferença entre a estimativa e os bilhetes de Limousine era pequena. Para além disso, o conforto porta-a-porta compensava largamente, sobretudo por causa das malas. Pela nossa experiência, vale sempre a pena simular o preço na app Uber antes de se comprometer com a escolha do Airport Limousine Bus.
Se quiser jogar pelo seguro, pondere reservar antecipadamente um transfer privado de/para os aeroportos de Seul. Compensa, sobretudo depois de um voo longo, quando são 4 ou mais pessoas, se o voo chegar tarde ou sofrer atrasos, se viajar com muita bagagem ou se o seu alojamento for de difícil acesso por transportes públicos.
Do Aeroporto Internacional de Gimpo (GMP)
As melhores opções para ir do Aeroporto de Gimpo para o centro de Seul são:
- Arex All-Stop Train: opção mais prática se ficar alojado perto de Seoul Station. A ligação é rápida demorando cerca de 25 minutos até Seoul Station (evita trânsito) e económica (entre 1€-2€)
- Metro: opção útil sobretudo se ficar alojado nas cercanias das linhas 5 e 9. A Linha 5 liga a zonas centrais de Gwanghwamun e Jongno. Linha 9 serve a principal Estação de Autocarros de Seul na zona de Gangnam, a sul de Seul. Foi o transporte que usamos no regresso da ilha de Jeju.
- Uber/táxi: opção mais cómoda, sobretudo se viajar com malas ou chegar tarde. Como Gimpo fica bem mais perto do centro do que Incheon, a viagem até zonas como Myeongdong ou Jongno costuma demorar cerca de 30 a 45 minutos, dependendo do trânsito. Estimativa Uber: cerca de 18€-25€ para o carro.
Do Aeroporto de Gimhae (PUS) ao centro de Busan
As melhores opções para ir do Aeroporto de Gimhae para o centro de Busan são:
- Metro ligeiro Busan–Gimhae + metro: opção mais económica e a melhor forma de evitar o trânsito. Apanhe o metro ligeiro na estação do aeroporto até Sasang, onde pode mudar para a Linha 2 do metro, que serve Seomyeon, Gwangalli e Haeundae. Conte com cerca de 25-30 minutos até Seomyeon e aproximadamente 1 hora até Haeundae. Se ficar perto de Busan Station ou Nampo-dong, terá de voltar a mudar de linha em Seomyeon. Preço: cerca de 1€-2€.
- Airport Limousine Bus: opção muito prática se ficar alojado em Seomyeon, Bujeon, Centum City ou Haeundae, pois evita mudanças de transporte com as malas. Existem duas rotas principais: Seomyeon/Bujeon, com bilhetes a rondar os 3,50€, e Haeundae/Gijang, com bilhetes a rondar os 5,50€. A viagem até Haeundae demora aproximadamente 1 hora, dependendo do trânsito.
- Uber/táxi: opção mais cómoda, sobretudo se viajar com muita bagagem, chegar tarde ou estiver num grupo de três ou quatro pessoas. A viagem até Seomyeon demora normalmente entre 20 e 30 minutos e custa cerca de 11€-15€ por carro. Para Haeundae, conte com aproximadamente 40-60 minutos e uma estimativa de 18€-25€, dependendo do trânsito e do horário.
Como se deslocar na Coreia do Sul?

O nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul foi desenhado para ser feito quase integralmente em transportes públicos, não sendo necessário alugar carro para visitar Seul, Jeonju, Gyeongju ou Busan. A única exceção é a Ilha de Jeju, onde um carro proporciona muito mais liberdade e permite aproveitar melhor o tempo. Nas próximas secções explicamos-lhe quais são as melhores opções para viajar entre destinos, como funcionam os transportes dentro das cidades, como utilizar o T-Money Card e tudo o que precisa de saber para alugar carro na Coreia do Sul.
Transportes entre cidades

As principais opções para viajar entre cidades na Coreia do Sul são o comboio, os autocarros expresso/intercidades e os voos domésticos. A rede é moderna, eficiente e suficientemente abrangente para fazer praticamente todo o nosso roteiro para visitar a Coreia sem carro. A melhor escolha dependerá do destino: o comboio é geralmente mais rápido entre as grandes cidades, enquanto o autocarro consegue ser mais direto e prático nos percursos em que a rede ferroviária obriga a transbordos.
O KTX, o comboio de alta velocidade coreano, é a opção mais rápida e confortável para percorrer longas distâncias. A título de exemplo, permite viajar entre Seul e Busan em cerca de 2h30. Existem também comboios convencionais, como o ITX e o Mugunghwa, mais lentos, mas geralmente mais económicos e úteis para chegar a algumas cidades secundárias.
Os bilhetes podem ser comprados nas estações ou antecipadamente através do site oficial da Korail e da aplicação Korail+, estando normalmente disponíveis entre um a dois meses antes da viagem. Recomendamos vivamente que reserve com antecedência aos fins de semana, durante a época das cerejeiras em flor e da folhagem outonal. Confirme também qual é a estação correta, pois algumas cidades têm estações KTX afastadas do centro e Seul dispõe de vários terminais ferroviários.
Dica VagaMundos: apesar de a Korail aceitar oficialmente cartões estrangeiros, nem sempre é fácil concluir a compra no seu site, pois o sistema de pagamento rejeita alguns cartões, sobretudo durante a autenticação 3D Secure. Aconteceu-nos precisamente isso com um dos nossos cartões. Se não conseguir efetuar o pagamento, experimente outro cartão ou tente fazer a compra através da Korail+, a aplicação oficial da Korail anterior KorailTalk. Em alternativa, pode comprar os bilhetes numa estação quando chegar à Coreia do Sul.

Os autocarros expresso e intercidades são igualmente confortáveis, económicos e chegam a muitos destinos que não servidos diretamente pelo comboio. Em alguns percursos entre cidades de menor dimensão, permitem evitar transbordos ferroviários e acabam por ser a opção mais prática. Entre as principais cidades existem inúmeras partidas diárias, pelo que, por norma, pode comprar o bilhete no próprio dia (ou de véspera se quiser garantir o seu lugar nos horários mais procurados). A exceção são os grandes feriados, sobretudo o Seollal e o Chuseok, períodos em que deverá reservar com antecedência.
Foi precisamente o que aconteceu na nossa viagem entre Jeonju e Gyeongju: apesar de Gyeongju ter uma estação servida pelo KTX, não existia comboio direto desde Jeonju. Por isso, optámos pelo autocarro intercidades, que liga diretamente os terminais das duas cidades e nos deixou muito mais perto do centro histórico de Gyeongju. A nossa viagem demorou aproximadamente 4 horas, embora o tempo previsto possa variar consoante o serviço escolhido e as condições de trânsito.
Para chegar à Ilha de Jeju, a solução mais rápida e prática é o avião (o ferry demora demasiado tempo e a diferença de preço não compensa). Existem dezenas de voos domésticos diários a partir dos aeroportos de Gimpo, em Seul, e Gimhae, em Busan, operados tanto por companhias tradicionais como por low cost. Os preços costumam ser bastante competitivos quando os bilhetes são comprados com antecedência, mas confirme sempre se a tarifa inclui bagagem de porão. No nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul utilizámos as ligações aéreas entre Busan e Jeju e entre Jeju e Seul da Korean Air, cuja tarifa já incluía bagagem de porão, evitando regressos desnecessários e aproveitando muito melhor o tempo disponível.
Transportes dentro das cidades

Apesar das suas gigantescas dimensões, Seul tem uma extensa rede de metro que cobre praticamente todos os bairros e pontos de interesse incluídos no nosso roteiro. As estações estão bem sinalizadas em inglês, as linhas são identificadas por cores e números e as ligações são relativamente intuitivas. Os autocarros funcionam como complemento, sobretudo para chegar a locais mais afastados ou quando permitem evitar vários transbordos.

Jeonju e Gyeongju não têm metro, sendo os autocarros urbanos o principal meio de transporte público. O centro histórico e a aldeia hanok de Jeonju exploram-se facilmente a pé, mas o autocarro ou o táxi são úteis para chegar à estação ferroviária e aos terminais rodoviários. Em Gyeongju, muitas das atrações do centro também ficam a uma distância caminhável, mas terá de recorrer ao autocarro para visitar locais mais afastados, como o Templo Bulguksa e a Gruta Seokguram. A estação do KTX também fica fora do centro, pelo que terá de completar a viagem de autocarro ou Uber/táxi.
Para deslocações pontuais, o Uber/Kakao T/táxi é uma alternativa cómoda e com preços bastante razoáveis, sobretudo quando viaja com malas, regressa ao alojamento ao final do dia ou o percurso implica demasiados transbordos. Na nossa viagem utilizámos frequentemente a Uber e o conforto porta-a-porta valeu cada euro, sobretudo quando o cansaço já começava a pesar nas pernas.

O mais prático para utilizar metros e autocarros no seu roteiro para visitar a Coreia do Sul é comprar um cartão T-money, válido nos transportes públicos de Seul, Busan, Jeonju e Gyeongju. Basta aproximá-lo do leitor ao entrar e sair dos transportes. Explicamos como comprar, carregar e utilizar o cartão na secção seguinte.
T-Money Card: como utilizar o principal cartão de transporte da Coreia do Sul?

Pode comprar o T-Money Card em lojas de conveniência como CU, GS25, 7-Eleven e emart24, em estações de metro e também no Aeroporto Internacional de Incheon. O cartão pode ser comprado com cartão crédito/débito e custa, normalmente, cerca de 3000-4000 KRW – aproximadamente 2€-3€. Vem sem saldo, pelo que terá de o carregar antes de começar a usar.
O carregamento pode ser feito nas máquinas das estações de metro/comboios ou em lojas de conveniência, mas há um detalhe importante: por norma, o T-Money só pode ser carregado com dinheiro. Ou seja, convém levantar alguns wons à chegada, de preferência numa Global ATM. Pode carregar em múltiplos de 1000 KRW, de acordo com o valor que pretende usar. Por exemplo, uma viagem de metro custa 1550 KRW a 2000 KRW.
Usar o cartão é muito simples: basta encostar (tap) o T-Money ao validador nos torniquetes à entrada e saída do metro e nos validadores dentro do autocarro ao entrar e ao sair. O sistema calcula automaticamente o valor da viagem e aplica os descontos/transferências disponíveis entre metro e autocarro.
Logo no início do nosso roteiro para visitar Seul, nós compramos os nossos cartões T-money numa loja de conveniência perto do nosso alojamento em Seul por 4000 KRW e fizemos logo um primeiro carregamento de 20 000 KRW por pessoa. Íamos reforçando conforme necessário, pois o T-Money funciona em toda a Coreia do Sul, o que facilita imenso a vida. O saldo pode ser consultado nas máquinas de carregamento, nos validadores ao passar o cartão ou em algumas lojas de conveniência.
Alugar Carro na Coreia do Sul

A grande exceção é a Ilha de Jeju, onde as atrações estão muito dispersas e as ligações de autocarro nem sempre são frequentes ou diretas. Alugar carro permite-lhe poupar bastante tempo, definir os seus próprios horários e combinar mais facilmente crateras vulcânicas, cascatas, praias, tubos de lava e trilhos no mesmo dia. Se não quiser conduzir, as melhores alternativas são os autocarros públicos, os táxis e as excursões organizadas.
Conduzir na Coreia do Sul é relativamente simples. As estradas encontram-se em excelente estado, conduz-se pela direita, tal como em Portugal, e os carros de aluguer são maioritariamente automáticos. A sinalização nas principais estradas costuma incluir caracteres latinos, embora seja praticamente indispensável utilizar o Naver Map (o nosso favorito) ou o KakaoMap para navegar.
Chamamos apenas a atenção para o facto da Carta de Condução portuguesa não ser válida para conduzir na Coreia do Sul, ou seja, é imperativo obter a carta de condução internacional. Pode fazê-lo com facilidade, mediante o pagamento de uma taxa, nos Balcões de Atendimento dos serviços regionais ou distritais do IMT ou no Automóvel Clube de Portugal (ACP).
Recomendamos reservar o carro com antecedência, especialmente se viajar para Jeju na época alta, e comparar sempre o preço final, a franquia, a política de combustível, a quilometragem e as coberturas incluídas. Nas nossas viagens utilizamos o Discover Cars, que permite comparar várias empresas de rent-a-car, filtrar as opções com cancelamento gratuito e acrescentar cobertura total. Antes de sair do parque, fotografe o carro e confirme se todos os danos existentes estão registados no contrato.
Seguro de Viagem para a Coreia do Sul

E falamos por experiência própria. Na nossa última viagem à Coreia do Sul, no regresso a Portugal, tivemos o voo de ligação Copenhaga – Lisboa, operado pela SAS, cancelado no próprio dia. A companhia aérea acabou por nos recolocar num voo alternativo via Zurique, mas, em vez de chegarmos a Lisboa na data prevista, só chegámos na madrugada do dia seguinte, com um atraso muito significativo face ao horário inicialmente programado. Foi precisamente numa situação como esta que voltámos a comprovar a importância de viajar com um bom seguro de viagem: acionámos o seguro por atraso significativo na chegada e o mesmo cobriu despesas relacionadas com o atraso, como refeições e deslocações adicionais.
Na hora de comprar um seguro de viagem, a nossa escolha recai sempre na IATI Seguros. É uma agência 100% especializada em seguros de viagem, apresenta sempre o melhor rácio custo-benefício do mercado, e todos os seus seguros contam com excelentes coberturas, a preços surpreendentemente económicos.
Na nossa opinião, o seguro de viagem não é uma despesa extra: é uma rede de segurança. Daquelas que esperamos nunca ter de usar, mas que fazem toda a diferença quando algo corre fora do plano.
Alojamento na Coreia do Sul: onde ficar a dormir?

A oferta de alojamento é ampla e apresenta, regra geral, uma excelente relação qualidade/preço. Porém, durante a primavera, o outono, os fins de semana e os principais feriados coreanos, os alojamentos mais procurados esgotam rapidamente e os preços podem disparar. O mesmo acontece na Ilha de Jeju durante o verão e nas épocas de floração.
A nossa experiência provou-nos que, reservando com antecedência, é possível encontrar excelentes alojamentos sem estourar o orçamento. Por isso, recomendamos que faça as suas reservas através do Booking.com, privilegiando sempre as opções com cancelamento gratuito para ficar salvaguardado caso surja algum imprevisto ou seja necessário alterar o roteiro.
Posto isto, as localidades que sugerimos para ficar hospedado no nosso roteiro de 15 dias para visitar a Coreia do Sul são (listadas pela ordem da viagem):
Clique nos nomes das localidades/ilha para consultar as melhores ofertas de alojamento e opte sempre por reservar unidades que permitam cancelamento gratuito, não vá surgir algum imprevisto.
Por último, queremos salientar que, ao longo da descrição do roteiro para visitar a Coreia do Sul, vamos sugerir-lhe os nossos alojamentos favoritos para cada um dos dias – testados e aprovados por nós – e adicionamos ainda algumas sugestões dos hotéis da respetiva localidade que apresentam a melhor relação qualidade/preço.
Roteiro para visitar a Coreia do Sul – Itinerário de 15 dias (2 semanas) com os melhores destinos da Coreia do Sul

É importante sublinhar que o número de dias que sugerimos para o roteiro de 15 dias para visitar a Coreia do Sul não inclui os dias de viagem do ponto de origem para a Coreia do Sul e vice-versa. Logo, a não ser que a sua chegada à Coreia do Sul seja matutina e o regresso a casa, mais tardio (existem várias opções nesse sentido), terá sempre de acrescentar um par de dias à sua viagem à Coreia do Sul.
Dia 1, 2, 3, 4 e 5 do roteiro para visitar a Coreia do Sul: Seul e daytrips

Os primeiros cinco dias do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul serão dedicados a explorar Seul e arredores, incluindo os imperdíveis day trips a Suwon e à DMZ, a Zona Desmilitarizada da Coreia.
Durante muito tempo, Seul passou despercebida nos grandes roteiros turísticos pela Ásia. Hoje, embalada pela Hallyu (a chamada Korean Wave, que levou ao mundo o K-pop, os K-dramas, o cinema sul-coreano, a K-beauty e a K-food) tornou-se um dos destinos mais desejados do continente. E percebe-se porquê. Seul condensa, com toda a naturalidade, tradições centenárias e tendências globais, monumentos ancestrais e arquitetura futurista, casas de chá e cafés conceptuais, templos silenciosos e bairros onde a vida acontece non-stop.

Visitar Seul exerce o impacto de uma metrópole quase infinita no imediato. Intensa e enorme, ao ponto de intimidar. Quem se arrisca a desbravar a capital coreana descobre um grande banquete de sabores, histórias e contrastes, onde há sempre mais um prato para provar, mais uma rua para explorar, mais um grandioso palácio para visitar, mais um bairro para nos surpreender, mais um miradouro com vistas de fazer cair o queixo.
Abaixo encontra as nossas sugestões para cada um dos cinco dias que irá passar a visitar Seul e arredores.
Dia 1 em Seul

O primeiro dia do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul é dedicado à Seul mais histórica e imperial, aquela que nos transporta para os tempos da dinastia Joseon, entre portões monumentais, pavilhões reais, jardins secretos, santuários ancestrais e ruelas ladeadas por casas tradicionais hanok. É um dia intenso, mas com vários dos lugares mais emblemáticos da capital sul-coreana concentrados em Jongno-gu.
Os locais que recomendamos visitar neste primeiro dia em Seul são os seguintes (organizados pela ordem mais eficiente de visita):
- Gwanghwamun Square e Palácio Real Gyeongbokgung: comece o primeiro dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul atravessando a monumental Gwanghwamun Square, uma ampla avenida onde se encontram as estátuas do Rei Sejong e do Almirante Yi Sun-sin, até chegar ao maior e mais emblemático dos Cinco Grandes Palácios Reais de Seul. Construído no final do século XIV, o Gyeongbokgung foi o principal palácio da dinastia Joseon. No interior, não perca o Salão do Trono Geunjeongjeon, o Pavilhão Gyeonghoeru, erguido sobre um lago artificial, o delicado Hyangwonjeong, os aposentos reais e os jardins ornamentais. Se conseguir assistir à colorida cerimónia da troca da guarda, habitualmente realizada às 10 e às 14 horas junto ao portão Gwanghwamun, tanto melhor.
- Bukchon Hanok Village: palácio visitado, continue o seu roteiro para visitar a Coreia do Sul seguindo a pé até ao famoso Bukchon Hanok Village um dos bairros mais fotogénicos de Seul, onde cerca de seis centenas de casas tradicionais coreanas resistem entre ruas inclinadas e arranha-céus. Caminhe sem pressas, aprecie os telhados curvos das hanok e deixe-se surpreender pelo contraste entre a antiga e a moderna Coreia. Se quiser conhecer melhor a história desta zona, pode combinar Bukchon e o Palácio Gyeongbokgung nesta visita guiada pelo lado norte de Seul, que inclui também o Mercado Gwangjang.
- Palácios Changdeokgung e Jardim Secreto: a próxima paragem do primeiro dia do seu roteiro para visitar a Coreia do Sul será no Complexo de Palácios Changdeokgung, um conjunto único classificado como Património Mundial da UNESCO e considerado dos palácios mais harmoniosos de Seul pela forma como se integra na paisagem natural. A sua grande estrela é o Jardim Secreto Huwon, um refúgio de lagos, pavilhões, árvores centenárias e caminhos tranquilos, particularmente bonito na primavera e no outono.
- Palácio Changgyeonggung: mesmo ao lado encontra este palácio menos concorrido, com uma atmosfera mais serena, bons espaços verdes e recantos perfeitos para abrandar, originalmente concebido como residência da família real da dinastia Joseon. Entre os seus espaços imperdíveis destacam-se o portão Honghwamun, a ponte Okcheongyo, o salão principal Myeongjeongjeon, o Salão de Audiências Munjeongjeon e os aposentos da rainha.
- Santuário de Jongmyo: construído no final do século XIV para honrar os reis e rainhas da dinastia Joseon, este santuário real confucionista é Património Mundial da UNESCO. As suas estruturas centrais são o salão principal Jeongjeon e o Salão da Paz Eterna, Yeongnyeongjeon, rodeados por uma arquitetura depurada e uma atmosfera de profundo silêncio.
- Mercado Gwangjang: termine o primeiro dia do seu roteiro para visitar a Coreia do Sul num dos mercados tradicionais mais famosos de Seul e verdadeiro paraíso da street food. Sente-se numa das bancas e prove especialidades como bindaetteok, as panquecas crocantes de feijão-mungo, os viciantes rolinhos de arroz mayak gimbap, tteokbokki, os bolinhos de arroz em molho picante, mandu, as gyozas coreanas, noodles e outras tentações servidas sem cerimónias, mas cheias de sabor.

Dia 2 em Seul

O segundo dia do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul irá revelar-lhe outra face da capital sul-coreana: a Seul moderna, vertical, elegante e assumidamente pop. Depois de um primeiro dia mergulhados na história da dinastia Joseon, atravessamos o rio Han e exploramos Gangnam, um dos bairros mais famosos da cidade. No regresso ao centro, subimos às alturas do Monte Namsan, lar da N Seoul Tower, conhecemos um museu a céu aberto calcorreando a Namsangol Hanok Village e fechamos o dia no sempre vibrante bairro de Myeongdong.
Posto isto, os locais a visitar no segundo dia em Seul são os seguintes:
- Bairro de Gangnam e Gangnam Style Sculpture: comece o segundo dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul numa das zonas mais modernas e sofisticadas de Seul, repleta de arranha-céus, avenidas largas, lojas de luxo, clínicas de estética, cafés estilosos e restaurantes. Junto à entrada leste do COEX Mall encontrará a divertida Gangnam Style Sculpture, uma instalação em forma de mãos gigantes que homenageia o sucesso mundial de PSY. Turística? Sem dúvida. Mas ninguém resiste à fotografia de praxe a imitar a famosa coreografia.
- Starfield Library e COEX Mall: entre no gigantesco COEX Mall para conhecer uma das bibliotecas mais fotogénicas do mundo. A Starfield Library impressiona pelas estantes monumentais com cerca de 13 metros de altura, milhares de livros, iluminação natural e escadas rolantes que atravessam o espaço. No mesmo centro comercial encontra também o COEX Aquarium, uma boa opção se viajar com crianças, apanhar um dia de chuva ou quiser acrescentar uma experiência indoor ao seu roteiro para visitar a Coreia do Sul.
- Templo Bongeunsa: mesmo em frente ao COEX Mall encontra este surpreendente templo budista fundado no século VIII. Atravessar os seus portões é deixar momentaneamente para trás a Seul futurista e entrar num mundo de pavilhões coloridos, lanternas, pequenos altares, aromas de incenso e uma enorme estátua de Buda Maitreya.
- Parque do Monte Namsan e N Seoul Tower: atravesse depois a cidade até ao Monte Namsan, onde se ergue a N Seoul Tower, um dos maiores símbolos da capital sul-coreana. Pode subir a pé pelos trilhos do parque ou utilizar o Namsan Cable Car, a opção que escolhemos para poupar tempo e pernas. No topo, percorra as plataformas panorâmicas, visite o Pavilhão Octogonal, descubra os milhares de cadeados do amor e contemple a imensidão de Seul entre montanhas e o rio Han. Será, literalmente, o ponto mais alto do segundo dia do seu roteiro para visitar a Coreia do Sul.
- Namsangol Hanok Village: se ainda tiver tempo e energia, faça um pequeno desvio até esta aldeia tradicional situada no sopé do Monte Namsan. Este museu gratuito ao ar livre reúne cinco hanoks originais, restaurados e realocados, mobiliário tradicional, jardins e pavilhões que ajudam a imaginar como seria a vida quotidiana na antiga Coreia.
- Catedral e bairro de Myeongdong: termine o segundo dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul num dos bairros mais vibrantes de Seul. Comece pela neogótica Catedral de Myeongdong, um dos principais marcos históricos e religiosos da cidade, antes de mergulhar no emaranhado de ruas pedonais iluminadas por néons, lojas de moda, cosmética coreana e bancas de street food. À noite, percorra a Myeongdong Walking Street, espreite as lojas de K-beauty e prove algumas das especialidades vendidas nas bancas de comida de rua. Se preferir jantar num restaurante, recomendamos o Korean BBQ do Wangbijib Myeongdong Central ou os mandu do Myeongdong Kyoja. São ambos apostas ganhas!

Dia 3 em Seul

Para o terceiro dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul propomos um ritmo solto e multifacetado no coração de Seul. Depois dos palácios monumentais e da Seul futurista de Gangnam, chega a vez de explorar ruas onde a tradição se mistura com cafés criativos, lojas de artesanato, templos coloridos, rios “ressuscitados” e praças que ajudam a perceber a Seul cívica e contemporânea.
Para este terceiro dia em Seul, sugerimos o seguinte percurso, organizado de forma a rentabilizar ao máximo o tempo disponível:
- Ikseon-dong Hanok Village: comece o terceiro dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul num dos bairros mais encantadores da capital sul-coreana. Ao contrário da mais residencial Bukchon, muitas das casas tradicionais de Ikseon-dong foram transformadas em restaurantes, lojas de design, floristas, casas de chá e cafés da moda, como Nakwon, Mil Toast, Cheongsudang e Soha Salt Pond. Perca-se pelas ruelas e aproveite para tomar um café ou provar uma sobremesa coreana. Nós acabámos no Ikseon Yorok Restaurant, onde experimentámos dois dos seus deliciosos pratos de assinatura.
- Rua Insadong: uma das melhores zonas de Seul para descobrir a arte, o artesanato e a cultura tradicional coreana. Ao longo da rua principal e das ruelas adjacentes encontrará galerias, antiquários, lojas de caligrafia, cerâmica, papel hanji, casas de chá e restaurantes. Não deixe de espreitar o Ssamziegil, um pequeno centro comercial criativo e um dos melhores lugares da cidade para comprar um souvenir com identidade coreana.
- Tapgol Park: situado no extremo sul da Rua Insadong, este pequeno parque reúne património, memória histórica e cultura pop. Aqui encontra o Wongaksa Pagoda, um pagode de mármore com dez níveis datado do século XV, e o local onde foi lida, em 1919, a Declaração de Independência que desencadeou o Movimento de 1 de Março contra a ocupação japonesa. Mais recentemente, o parque ganhou fama internacional por aparecer na série Squid Game.
- Templo Jogyesa: continue o seu roteiro a visitar a Coreia do Sul rumando até ao principal templo da ordem Jogye e um dos centros espirituais mais importantes do budismo coreano. Entre avenidas, escritórios e trânsito, Jogyesa surge como um inesperado refúgio de pavilhões coloridos, árvores antigas, altares e lanternas suspensas. Entre no templo, observe discretamente os rituais dos fiéis e aproveite estes preciosos minutos de silêncio no coração de Seul.
- Cheonggyecheon: percorra depois parte deste corredor verde criado no coração da cidade, um dos projetos de regeneração urbana mais emblemáticos de Seul. Onde antes existia um viaduto rodoviário há agora um curso de água ladeado por passeios pavimentados, pontes, poldras, arte pública e zonas de descanso. O passeio decorre abaixo do nível das grandes avenidas, permitindo escapar por momentos ao trânsito e ao ritmo frenético da capital. Se tiver oportunidade, volte a Cheonggyecheon depois de anoitecer, pois as iluminações conferem outra magia ao passeio e, em certas alturas, há projeções e video shows que transformam o curso de água num pequeno espetáculo urbano.
- Seoul Plaza e Câmara Municipal: siga até à ampla praça onde se encontram os dois edifícios da Câmara Municipal, o antigo, transformado na Biblioteca Metropolitana de Seul, e o novo, uma ondulante estrutura de vidro de arquitetura ultramoderna. Se o dia coincidir com o fim de semana, tente subir ao Jeongdong Observatory, no 13.º piso do Seosomun Building da Câmara Municipal. A entrada é gratuita e a vista é uma das mais bonitas do centro da cidade.
- Palácio Deoksugung: termine o terceiro dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul no mais invulgar e intimista dos palácios reais de Seul, última residência do Rei Gojong, o último monarca da dinastia Joseon e primeiro imperador da Coreia. Deoksugung distingue-se pela elegante combinação entre pavilhões coreanos e edifícios de inspiração ocidental, reflexo de um período de profundas transformações.

Quer mais dicas sobre a capital da Coreia do Sul? Então, não deixe de ler o nosso guia e roteiro completo para visitar Seul.
Dia 4 em Seul: Daytrip a Suwon

A sugestão que temos para o quarto dia do seu roteiro para visitar a Coreia do Sul é visitar Suwon, um dos day trips mais populares a partir de Seul.

A grande estrela de Suwon é a Fortaleza Hwaseong, classificada como Património Mundial da UNESCO, com cerca de 5,7 km de muralhas, portões monumentais, pavilhões e vistas panorâmicas sobre a cidade. Não precisa de calcorrear as muralhas todas, mas o trecho mais interessante que recomendamos fazer é entre o Janganmun Gate e o Seojangdae (Western Command Post). Apesar das rasgadinhas subidas, as vistas panorâmicas do posto de comando valem cada gotinha de suor.


Para chegar à fortaleza de Suwon, a combinação mais eficiente entre rapidez, preço e conforto é apanhar o metro linha 1 até à estação central de Suwon e depois apanhar um autocarro local ou um Uber até à fortaleza – que lhe poupam 20 minutos às pernas.
Não abandone Suwon sem passear pelo bairro tradicional que se expande a sul do palácio até ao Paldalmun Gate, com o seu mercado tradicional, sobretudo nas ruas Workshop Street e na célebre Suwon Chicken Street, berço de uma das iguarias mais apreciadas pelos coreanos: huraideu e yangnyeom, duas versões coreanas da deep-fried chicken trazida pelo exército americano aquando da Guerra da Coreia.

Outros dos imperdíveis a visitar em Suwon é a Starfield Library, situada no interior do centro comercial Starfield Suwon. Inaugurada em 2024, é a “irmã mais nova” da famosa Starfield Library do COEX Mall que já visitou em Seul, mas consegue ser ainda mais impressionante a nível visual, com estantes monumentais que se elevam entre vários pisos e uma arquitetura pensada para deixar qualquer amante de livros – e de fotografia – de queixo caído.
Dia 5 em Seul: Daytrip à DMZ – Zona Desmilitarizada da Coreia


É uma daquelas experiências que vai muito além do turismo: ajuda a compreender melhor a divisão da península coreana, a Guerra da Coreia e a realidade geopolítica que continua a marcar o país. Nós reservamos este tour à DMZ a partir de Seul da GetYoutGuide e saímos agradados com a experiência completa. Se tem interesse no tema, recomendamos reservar com antecedência, escolhendo uma excursão bem avaliada e sempre com cancelamento gratuito.
Onde ficar em Seul? Sugestões de Alojamento
Para mais informações sobre as melhores zonas onde ficar em Seul, e para ver a nossa seleção dos melhores hotéis em cada uma delas, sugerimos que espreite o nosso guia completo sobre onde ficar em Seul (clique para ler).
Em jeito de resumo, abaixo encontra uma breve sugestão de alojamentos onde ficar Seul, todos eles com uma estupenda relação qualidade/preço.
O fantástico 2 estrelas Amare Hotel Jongno é excelente para quem procura alojamento no frills central, simples, funcional, limpo, confortável e com boa relação qualidade/preço em Jongno. Fica numa localização muito prática, perto de Jongno 3-ga, Ikseon-dong e Insadong, permitindo explorar a pé uma boa parte da Seul histórica. Tem um jardim mobilado no rooftop e pequeno almoço incluído.
Também em Jongno, uma opção para quem quer ficar no coração de Seul sem pagar preços proibitivos é o eclético e vintage 3 estrelas Hotel Lemong. A localização é um dos seus grandes trunfos, com acesso fácil ao metro, a Insadong, Ikseon-dong, Cheonggyecheon Stream e aos palácios reais. Pequeno almoço muito bom e variado incluído.
O Hanok Hotel DAAM Seoul é perfeito para quem procura uma estadia com charme e identidade local. Inspirado na arquitetura tradicional coreana, permite sentir a atmosfera hanok sem abdicar de conforto moderno. A localização em Jongno coloca-o perto de alguns dos bairros mais interessantes da cidade, sendo uma excelente escolha para quem quer uma experiência mais especial e alinhada com a Seul histórica.
O Hotel28 Myeongdong é uma das opções com mais charme em Myeongdong, perfeito para quem gosta de boutique hotels com personalidade. A decoração inspirada no cinema dá-lhe um toque original, e a localização é difícil de bater: mesmo no coração de Myeongdong, uma das zonas mais animadas de Seul, rodeado de lojas, restaurantes e bancas de street food.
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Dia 6 do roteiro para visitar a Coreia do Sul: Jeonju

Como ir de Seul para Jeonju?
A opção mais rápida e prática para ir de Seul a Jeonju é apanhar o comboio de alta velocidade KTX desde Yongsan Station, em Seul, até Jeonju Station. A viagem demora cerca de 1:45h. Como alternativa pode apanhar o autocarro expresso, mas conte com aproximadamente 2:45h de viagem.

Considerada a capital espiritual da dinastia Joseon, Jeonju mantém uma ligação profunda às origens da família real que governou a Coreia durante cerca de cinco séculos. Essa herança continua bem presente no seu centro histórico, dominado pela Jeonju Hanok Village, uma das maiores e mais bem preservadas concentrações de casas tradicionais da Coreia do Sul.
Como parte da manhã será passada em viagem, deverá chegar a Jeonju ao final da manhã ou perto da hora de almoço, pelo que na prática terá apenas a tarde/noite para visitar a cidade. Apesar do centro histórico ser relativamente compacto, ainda assim, é possível que não consiga visitar tudo o que deseja, pelo que sugerimos que aproveite parte da manhã do dia seguinte para arrematar as visitas.
Posto isto, os locais e experiências que consideramos absolutamente imperdíveis em Jeonju são os seguintes:
- Jeonju Hanok Village: a grande estrela da cidade. A zona mais bem preservada de ocupa um amplo quadrilátero delimitado pelas ruas Eojin-gil, Gyeonggijeon-gil, Taejo-ro e Hanji-gil, onde centenas de hanok foram convertidas em casas de chá, restaurantes, lojas de artesanato, galerias, oficinas culturais e alojamentos tradicionais. Não se fique, porém, pelas artérias mais comerciais: perca-se pelas encantadoras ruelas interiores para descobrir alguns dos mais belos exemplos da arquitetura tradicional coreana. Pode ainda alugar um colorido hanbok, participar numa oficina de papel tradicional hanji ou experimentar caligrafia coreana. Não deixe de voltar depois de anoitecer: quando os day trippers partem e as luzes começam a desenhar os telhados curvos das hanok, o bairro abranda e parece regressar, por instantes, à Coreia de outros tempos. Será uma autêntica viagem no tempo no seu roteiro a visitar a Coreia do Sul.
- Santuário Gyeonggijeon: um dos monumentos históricos mais importantes de Jeonju. Construído no início do século XV, o santuário guarda um retrato do Rei Taejo, fundador da dinastia Joseon, cuja família era originária da cidade. Caminhe sem pressa entre portões solenes, pátios serenos, pequenos bambuzais e elegantes pavilhões de madeira, deixando-se envolver pela tranquilidade que ainda hoje reside no santuário.
- Catedral de Jeondong: situada mesmo em frente ao Santuário Gyeonggijeon, esta elegante igreja de tijolo vermelho combina influências românicas e bizantinas, contrastando de forma surpreendente com os telhados tradicionais da Hanok Village. Nas imediações encontra a comovente Estátua da Paz, que homenageia as mulheres e raparigas coreanas submetidas à escravatura sexual pelo exército imperial japonês durante a Segunda Guerra Mundial.
- Pavilhões Omokdae e Imokdae: suba até Omokdae, um local histórico associado às origens da dinastia Joseon e um dos melhores miradouros sobre o mar de telhados curvos da Hanok Village. A curta subida é amplamente recompensada pelo panorama. Nas proximidades encontra também o mais discreto Imokdae, ligado aos antepassados do Rei Taejo.
- Jaman Mural Village: atravesse a ponte pedonal junto a Omokdae para conhecer este pequeno bairro nas encostas ao qual a arte urbana deu uma nova vida. As suas ruelas inclinadas estão decoradas com murais coloridos inspirados em personagens de animação, contos infantis e cultura pop. Durante a nossa visita, cruzámo-nos com as heroínas e o inconfundível tigre azul Derpy, de KPop Demon Hunters; com Doraemon, Nobita e Shizuka; e ainda com Chihiro, Sem-Face e Yubaba, de A Viagem de Chihiro.
- Jeonju Hyanggyo e Ponte Cheongyeonru: visite a antiga escola confucionista de Jeonju, um dos recantos mais tranquilos da cidade, com pavilhões tradicionais, bem cuidados pátios e majestosos ginkgos, particularmente bonitos no outono. Depois, rume até às margens do rio Jeonjucheon e siga pelo agradável passeio ribeirinho até à ponte Namcheongyo, coroada pelo elegante Pavilhão Cheongyeonru.
- Pungnammun e Mercado Nambu: conheça a única porta sobrevivente da antiga muralha de Jeonju. Mesmo ao lado encontra o Mercado Nambu, um autêntico labirinto de bancas e pequenas lojas. Durante a manhã, o mercado mostra a sua faceta mais genuína e vibrante, repleto de moradores a fazerem as compras do dia, sendo uma excelente opção para começar a manhã seguinte em Jeonju. Às sextas-feiras e sábados, transforma-se num animadíssimo mercado noturno, com uma enorme oferta de street food coreana e internacional.

Dica VagaMundos: Jeonju é considerada uma das grandes capitais gastronómicas da Coreia do Sul, sendo que o prato mais famoso é o bibimbap. Nós apostamos no restaurante Hankook jib para provar a especialidade e não saímos nada desapontados.
Onde ficar em Jeonju? Sugestões de Alojamento
Se há um destino neste nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul onde o alojamento deve fazer parte da experiência, é Jeonju. Por isso, recomendamos que passe a noite numa hanok tradicional no coração da Hanok Village: para além de dormir entre madeira, pátios serenos e portas de papel ficará a poucos passos dos principais locais de interesse a visitar em Jeonju.
Tenha apenas em conta que, nas estadias mais tradicionais, é habitual dormir no chão sobre um yo (futon), um colchão fino e dobrável colocado sobre o piso, normalmente aquecido pelo sistema ondol. Se preferir uma cama ocidental, confirme se o hanok tem essa opção antes de reservar, ou aposte num hotel perto da Hanok Village.
Abaixo encontra a nossa seleção de alojamentos em Jeonju:
Com uma relação qualidade/preço imbatível, Jungdam é para quem quer viver Jeonju de forma mais autêntica. A guesthouse de estilo hanok fica em pleno Jeonju Hanok Village, a poucos passos das principais atrações. Os quartos são simples mas acolhedores e o ambiente familiar, com pequeno-almoço coreano, reforça a experiência tradicional.
Shilla Stay Jeonju Hanok Village
O Shilla Stay é uma excelente alternativa para quem prefere o conforto de um hotel convencional a cerca de 15 minutos a pé da Hanok Village. Oferece inúmeras tipologias de quartos, espaçosos e contemporâneos, impecavelmente limpos, ginásio, restaurante e um rooftop com vistas sobre os hanok. Boa escolha para famílias.
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Dia 7 e 8 do roteiro para visitar a Coreia do Sul: Gyeongju

Os próximos dois dias do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul serão dedicados a Gyeongju, a antiga capital do reino de Silla e uma das cidades historicamente mais fascinantes do país. Se Jeonju proporciona um encontro com a Coreia tradicional, Gyeongju representa um mergulho ainda mais profundo nas raízes da sua história.

Durante quase mil anos, entre 57 a.C. e 935, Gyeongju foi o coração político, religioso e cultural do reino de Silla. Hoje, esse passado permanece espalhado pela cidade sob a forma de misteriosos túmulos reais cobertos de relva, templos budistas, pagodes, palácios, observatórios e vestígios arqueológicos. Não é por acaso que é frequentemente descrita como um enorme museu a céu aberto e que as suas Áreas Históricas estão classificadas como Património Mundial da UNESCO.
Abaixo encontra as nossas sugestões para os dois dias que vai passar a visitar Gyeongju.
Como ir de Jeonju a Gyeongju?
Como não existe ligação ferroviária direta entre Jeonju e Gyeongju a opção mais prática é apanhar um autocarro direto do Jeonju Intercity Bus Terminal para o Gyeongju Intercity Bus Terminal, cujo tempo de viagem demora entre 3:30h e 4h. Como existem poucas ligações diretas, tente comprar o bilhete na véspera ou chegar ao terminal com alguma antecedência, sobretudo se a sua viagem coincidir com o fim de semana.
Dia 1 em Gyeongju

Como parte do sétimo dia do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul será passado na viagem desde Jeonju, deverá chegar a Gyeongju apenas no início ou a meio da tarde, dependente da hora a que arranque. A nossa sugestão é que vá deixar a bagagem no hotel e resista à tentação de querer ver tudo de uma assentada, até porque terá todo o dia seguinte para continuar a explorar Gyeongju.
Posto isto, para esta primeira tarde do sétimo dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul, sugerimos um percurso tranquilo pelo coração histórico da cidade. Comece pelo Parque dos Túmulos de Daereungwon, um dos lugares mais emblemáticos de Gyeongju. Os seus 23 túmulos antigos, escondidos sob enormes colinas de terra e pedra cobertas de relva, formam uma paisagem quase surreal. Passeie sem pressas pelos caminhos que serpenteiam entre estas colinas artificiais, algumas com mais de 20 metros de altura, onde foram sepultados reis, rainhas e membros da aristocracia do antigo reino de Silla.
O grande destaque é a Tumba de Cheonmachong, ou “Túmulo do Cavalo Celestial”, a única sepultura de Daereungwon cujo interior pode visitar. Os objetos originais encontrados durante as escavações, incluindo uma magnífica coroa de ouro, foram transferidos para o Museu Nacional de Gyeongju, mas no interior encontram-se reproduções dispostas nos locais onde foram descobertas, acompanhadas por fotografias e painéis explicativos.

Os outros destaques do Parque dos Túmulos de Daereungwon são o Hwangnamdaechong, formado por dois montículos unidos onde terão sido sepultados um rei e uma rainha, e o Túmulo do Rei Michu, o 13.º monarca de Silla, conhecido como “Túmulo de Bambu” devido a uma antiga lenda segundo a qual o soberano continuou a proteger o reino mesmo depois de morrer.

Depois de visitar Daereungwon, pode prolongar o passeio pelo Conjunto de Túmulos Antigos de Noseo-dong, outro dos núcleos funerários que integram o vasto complexo arqueológico. Entre os seus túmulos destaca-se o Geumgwanchong, ou “Túmulo da Coroa de Ouro”, descoberto acidentalmente em 1921 e assim batizado por ali ter sido encontrada uma magnífica coroa de ouro de Silla.
Siga depois para Hwangnidan-gil e as suas ruas adjacentes, a zona mais animada do centro histórico de Gyeongju. Antigas casas hanok foram transformadas em restaurantes, pastelarias, cafés com esplanada, pequenas lojas de artesanato e boutiques, criando uma deliciosa fusão entre tradição e modernidade. Para jantar, recomendamos o restaurante Dongri, onde nos deliciámos com o típico prato galbijjim, umas tenras costelas de vaca lentamente estufadas num rico molho adocicado à base de soja: de lamber os dedos!

Já depois de anoitecer, termine o sétimo dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul junto ao Silla Big Bell, uma imponente réplica do Sino Divino do Rei Seongdeok, fundido no século VIII e considerado uma das grandes obras-primas da metalurgia coreana. O sino original, concluído em 771, encontra-se no Museu Nacional de Gyeongju, mas esta réplica permite apreciar as suas dimensões monumentais e a riqueza dos relevos.
Dia 2 em Gyeongju

A primeira paragem do oitavo dia do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul será no Observatório Cheomseongdae, construído no século VII durante o reinado da Rainha Seondeok e considerado o observatório astronómico mais antigo da Ásia Oriental que sobreviveu o teste do tempo.

Cheomseongdae encontra-se numa vasta zona arqueológica e ajardinada, atravessada por caminhos pedonais e campos de flores. Aproveite para subir ao que resta das muralhas de terra da Fortaleza de Wolseong, a antiga cidadela palaciana de Silla, de onde desfrutará de uma excelente vista sobre o parque, o observatório e as montanhas que envolvem Gyeongju.

Continue o oitavo dia do seu roteiro para visitar a Coreia do Sul caminhando até à Gyochon Traditional Village, uma fotógenica aldeia tradicional formada por elegantes casas hanok, oficinas de artesanato, espaços culturais e restaurantes. Entre os seus maiores tesouros encontram-se a antiga escola confucionista Gyeongju Hyanggyo, a casa da Princesa Yoseok de Silla e a residência do clã Choi.

A poucos passos encontra a Woljeonggyo Bridge, uma monumental ponte coberta de madeira que atravessa o rio Namcheon. A estrutura original foi construída no século VIII para ligar o palácio de Wolseong ao Monte Namsan, mas acabou por desaparecer, tendo sido reconstruída com base nos vestígios arqueológicos encontrados no local. As melhores vistas da ponte são da travessia de poldras que se encontra mesmo em frente à estrutura. É um autêntico cartão postal de Gyeongju!
Depois de almoço sugerimos que apanhe um autocarro ou um Uber/táxi para ir conhecer o Templo Bulguksa, que fica situado nos arredores de Gyeongju, nas encostas do Monte Tohamsan.

O Templo Bulguksa é uma das maiores obras-primas da arquitetura budista coreana e, juntamente com a vizinha Gruta de Seokguram, está classificado como Património Mundial da UNESCO. O complexo atual tem origem no século VIII e foi concebido como uma representação terrena do reino de Buda, distribuindo-se por vários níveis unidos por pátios, escadarias, pontes de pedra e pavilhões coloridos. Os seus maiores destaques são as pontes-escadaria Cheongungyo e Baegungyo, os salões Daeungjeon e Geungnakjeon, duas estátuas de Buda em bronze dourado e os famosos pagodes Dabotap e Seokgatap.


No centro encontra-se uma monumental estátua de Buda com quase quatro metros de altura, sentado sobre um pedestal em forma de lótus. Não é permitido fotografar o interior e a estátua encontra-se protegida por uma divisória de vidro, mas vê-la ao vivo e a cores será seguramente um dos momentos inesquecíveis do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul.

Gruta de Seokguram visitada, regresse a Gyeongju para ir conhecer o complexo arqueológico do Donggung Palace & Wolji Pond. Construído no século VII como palácio secundário e residência do príncipe herdeiro, Donggung acolhia banquetes, cerimónias e importantes convidados do reino de Silla. Após séculos de abandono, as escavações revelaram as fundações de dezenas de edifícios e milhares de objetos, permitindo reconstruir alguns dos pavilhões que hoje rodeiam o lago artificial Wolji, anteriormente conhecido como Anapji.

Dica VagaMundos: se no dia seguinte do seu roteiro para visitar a Coreia do Sul não partir cedo para Busan, aproveite o início da manhã para descobrir mais alguns cantinhos da antiga capital do reino de Silla. Se gosta de mercados não deve perder o Seongdong Market, um espaço vibrante e genuinamente local, repleto de bancas de fruta, legumes, peixe, marisco e pequenos restaurantes. Outra opção é o tranquilo Templo Bunhwangsa, cuja grande estrela é o singular Pagode de Pedra Mojeon, construído com blocos de pedra talhados para imitar tijolos.
Onde ficar em Gyeongju? Sugestões de Alojamento
O hostel Gyeongju BonghwangMansion fica na rede de ruas revitalizadas da Golden Street, uma das zonas comerciais mais agradáveis e atmosféricas de Gyeongju, e praticamente encostado aos túmulos reais de Bonghwangdae. Dispõe de quartos aconchegantes que embora simples, são modernos, funcionais e bem cuidados, todos com casa de banho privada com conforto acima da média para esta gama de preços. Soma ainda pequeno-almoço buffet incluído e uma excelente relação qualidade/preço.
A Dorandoran Guesthouse conquista pela combinação de localização, ambiente autêntico e acolhedor e boa relação qualidade-preço. Fica praticamente ao lado do Observatório Cheomseongdae e tem um agradável jardim. Os quartos com casa de banho privada são muito simples mas confortáveis, o pequeno-almoço está incluído e os anfitriões são duma simpatia desarmante, do mais genuíno que há.
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Dia 9, 10 e 11 do roteiro para visitar a Coreia do Sul: Busan



Abaixo encontra as nossas sugestões para os três dias passados a explorar Busan.
Como ir de Gyeongju a Busan?
A forma mais prática de viajar entre Gyeongju e Busan depende sobretudo da zona onde ficar alojado. Se escolher Haeundae, apanhe o autocarro direto do Gyeongju Intercity Bus Terminal para o Haeundae Intercity Bus Terminal. A viagem demora aproximadamente 1h20 e termina perto da praia e da estação de metro de Haeundae.
Se ficar em Seomyeon, uma das zonas mais centrais e práticas para explorar Busan, a melhor alternativa é o autocarro para o Busan Central Bus Terminal, situado junto à estação de metro de Nopo. O trajeto demora cerca de 50 minutos e a Linha 1 permite seguir diretamente até Seomyeon. Fora dos grandes feriados coreanos, a frequência das ligações permite geralmente comprar o bilhete no próprio dia.
Dia 1 em Busan

Como já referimos, o nono dia do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul será parcialmente passado em viagem, pelo que recomendamos que não seja demasiado ambicioso com as visitas. Se aproveitar o início da manhã para uma última descoberta de Gyeongju, deverá chegar a Busan perto da hora de almoço ou no início da tarde.

Sem mais delongas, estes são os locais que recomendamos visitar no primeiro dia em Busan, apresentados pela ordem que consideramos mais eficiente:
- Oryukdo Skywalk: construída aproximadamente 35 metros acima do mar, esta vertiginosa plataforma envidraçada em forma de U avança sobre a escarpa, permitindo observar através do chão transparente as ondas a rebentar nas rochas. Em frente surgem os ilhéus Oryukdo, cujo nome resulta de aparecerem cinco ou seis consoante a maré e o ponto de observação. Aproveite também para passear pelo adjacente Oryukdo Sunrise Park e contemplar a linha costeira.
- Igidae Coastal Trail: mesmo ao lado do Skywalk começa um dos percursos costeiros mais bonitos de Busan, que seguramente não vai querer deixar de fora do seu roteiro para visitar a Coreia do Sul. Trata-se de um trilho linear com aproximadamente 4 km, de dificuldade moderada, que liga Oryukdo a Dongsaengmal através de falésias, formações vulcânicas, bosques, escadas e pequenas pontes suspensas. Ao longo do percurso integral destacam-se a rocha Nongbawi, as escarpas de Batgolsae e o Observatório Dongsaengmal. Como este primeiro dia será parcialmente passado em viagem, sugerimos que percorra apenas um pequeno troço a partir de Oryukdo e regresse pelo mesmo caminho antes de seguir para Gwangalli.
- Gwangalli Beach: uma das praias urbanas mais emblemáticas de Busan, conhecida sobretudo pela vista frontal para a majestosa Gwangan Bridge. Caminhe pelo extenso areal em forma de meia-lua, percorra a animada marginal ou sente-se num dos cafés e bares com vista para o mar.
- Seomyeon: termine o nono dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul no coração comercial e noturno de Busan. As ruas em redor da estação enchem-se de néons, restaurantes, bares, lojas e salas de karaoke, numa atmosfera que contrasta por completo com a tranquilidade da costa de Igidae. Percorra a movimentada Seomyeon Young Street e deixe-se tentar pelos restaurantes e bancas da Seomyeon Food Alley, onde pode provar especialidades como o dwaeji gukbap, a reconfortante sopa de porco e arroz típica de Busan. Se preferir terminar o dia em redor da grelha de um Korean BBQ, recomendamos de olhos fechados o Heuksoe Seomyeon Main Branch. Foi o melhor Korean BBQ que comemos em Busan e olhe que a concorrência é muita!

Dica VagaMundos: Busan dispõe de uma excelente rede de metro, mas várias atrações, sobretudo junto à costa, não têm nenhuma estação nas proximidades e exigem demoradas ligações de autocarro. Sempre que o destino não for servido diretamente pelo metro, pondere recorrer ao Uber/táxi. Pela nossa experiência, os preços são razoáveis e estas deslocações pontuais permitem otimizar bastante o dia. Antes de esperar pelo autocarro, simule sempre o valor da viagem na app, pois não são raras as vezes em que a diferença de preço compensa largamente o tempo poupado.
Dia 2 em Busan

O 10.º dia do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul será dedicado a explorar a costa oriental de Busan. O percurso começa num dos templos mais emblemáticos da Coreia do Sul e avança sempre em direção a Haeundae, passando por praias, uma antiga aldeia piscatória, miradouros suspensos sobre o mar e as inconfundíveis cápsulas coloridas do Haeundae Blueline Park.
Estes são os locais que recomendamos visitar no segundo dia em Busan, apresentados pela ordem que lhe permitirá aproveitar melhor o dia e reduzir as deslocações:
- Templo Haedong Yonggungsa: comece o 10º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul bem cedo rumando a um dos mais belos e singulares templos budistas do país. Ao contrário da maioria dos templos coreanos, escondidos nas montanhas, Haedong Yonggungsa encontra-se encaixado entre pinhais, rochedos e o mar. Passe pelas 12 estátuas dos signos do zodíaco oriental, desça os simbólicos 108 degraus e percorra a sucessão de pavilhões coloridos, pagodes e pequenos santuários que parecem escorrer pela encosta até às águas. Entre as imagens mais marcantes encontram-se a imponente Haesu Gwaneum Daebul, estátua branca do bodhisattva da compaixão, e Podae Hwasang, o popular Buda Sorridente, símbolo de felicidade e prosperidade. Passe também pelo miradouro costeiro situado diante do complexo, de onde se obtém a imagem clássica do templo com a ponte de pedra em primeiro plano.
- Cheongsapo Daritdol Skywalk: uma vertiginosa plataforma pedonal que descreve um enorme U sobre o mar. O passadiço estende-se por cerca de 190 metros com 20 metros de altura, e à medida que se afasta da costa transmite a sensação de caminhar suspenso entre o céu e o oceano. A vertigem aumenta nos troços de pavimento transparente, através dos quais verá as ondas a desfazerem-se contra os rochedos mesmo debaixo dos seus pés. Depois, passeie pelo pequeno porto de Cheongsapo, uma antiga aldeia piscatória reconhecível pelos seus fotogénicos faróis vermelho e branco, antes de seguir para a estação do Haeundae Blueline Park.
- Haeundae Sky Capsule: prepare-se para uma das experiências mais castiças e fotogénicas do seu roteiro para visitar a Coreia do Sul. Pintadas de cores vivas e, por vezes, decoradas com divertidas personagens, as pequenas cabines privadas parecem minúsculos elétricos de brincar saídos de um livro infantil. Antes de embarcar, percorra um pequeno troço do caminho pedonal que acompanha os carris para as observar e fotografar. Depois, suba numa cápsula na Estação de Cheongsapo e percorra os dois quilómetros até à Estação de Mipo, desfrutando sem pressas das vistas costeiras através das suas amplas janelas. Como a Sky Capsule é uma das experiências mais procuradas de Busan e os bilhetes são vendidos para horários específicos, recomendamos que reserve antecipadamente a viagem Cheongsapo-Mipo através do site oficial.
- BUSAN X the SKY: ao chegar a Mipo, caminhe até à vizinha LCT Landmark Tower. Com 411,6 metros de altura, é o edifício mais alto de Busan e o segundo mais alto da Coreia do Sul. Suba ao observatório panorâmico instalado entre os pisos 98 e 100 e prepare-se para contemplar a cidade numa escala completamente diferente. O observatório alberga ainda aquele que é anunciado como o Starbucks mais alto do mundo.
- Praia de Haeundae: depois de a contemplar do alto, regresse ao nível do mar e deixe-se conquistar pela praia mais famosa de Busan. A sua extensa meia-lua de areia dourada, enquadrada por modernos arranha-céus, compõe uma das imagens mais emblemáticas da cidade. Se estiver a realizar este nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul no verão, estenda a toalha e aproveite para dar um refrescante mergulho. Continue depois em direção a Dongbaekseom pela marginal desfrutando do animado ambiente à beira-mar.
- Dongbaekseom: se ainda tiver tempo prolongue o passeio até esta antiga ilha, atualmente ligada ao continente por sedimentação. O seu trilho costeiro, com aproximadamente 950 metros e de dificuldade baixa, passa pela Estátua da Sereia, pelo Farol de Dongbaek e pela Nurimaru APEC House, oferecendo excelentes vistas panorâmicas.
- Mercado Tradicional de Haeundae: entre pela Gunam-ro, a boulevard comercial e de restauração para ver e ser visto, e termine o 10º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul neste animado mercado situado a poucos passos da praia. Embora funcione desde manhã, é depois de anoitecer que as bancas de comida ganham maior animação e os aromas começam verdadeiramente a desafiar o apetite. Encontrará tteokbokki, eomuk, mandu, gimbap, marisco fresco e muitas outras especialidades coreanas, tornando-o uma excelente opção para jantar.

Dia 3 em Busan

O 11.º dia do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul corresponde ao terceiro e último dia em Busan. Depois das paisagens marítimas de Oryukdo e da costa oriental, chegou o momento de explorar a zona histórica da cidade, onde bairros coloridos, mercados tradicionais, ruas comerciais e o movimentado porto revelam uma outra face de Busan.
Este é o percurso que sugerimos seguir para conhecer os principais atrativos desta zona de Busan sem andar desnecessariamente às voltas:
- Gamcheon Culture Village: comece o 11º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul num dos bairros mais fotogénicos de Busan, construído em socalcos sobre as encostas de uma colina. Gamcheon nasceu como um humilde bairro de refugiados durante a Guerra da Coreia, mas ganhou uma nova vida através de um projeto de revitalização artística iniciado em 2009. Percorra as suas ruelas labirínticas entre casas coloridas, murais, pequenas galerias e miradouros, procurando alguns dos seus cenários mais emblemáticos: o letreiro I Love Gamcheon, a famosa escultura do Principezinho e da Raposa sentados diante do casario e a instalação mais recente que os coloca sobre uma enorme lua crescente. Não deixe também de conhecer as Stairs to See Stars, uma vertiginosa escadaria com 148 degraus cujo nome recorda os moradores que chegavam ao topo tão exaustos que diziam “ver estrelas”.
- Bosu Book Street, Mercado Bupyeong Kkangtong e Mercado Gukje: prossiga até à Bosu Book Street, uma curiosa rua repleta de pequenas livrarias e bancas onde se acumulam livros novos, usados e antigos. A sua origem remonta aos anos da Guerra da Coreia, quando refugiados começaram a vender livros para sobreviver. Continue depois pelos vizinhos mercados de Bupyeong Kkangtong e Gukje. O primeiro destaca-se pelas bancas de comida e produtos locais, enquanto o segundo é um enorme labirinto comercial onde se vende praticamente de tudo, desde roupa e utensílios domésticos até recordações e produtos importados.
- BIFF Square: a famosa praça ligada ao Busan International Film Festival, um dos mais importantes festivais de cinema da Ásia. Ao percorrer o seu particular Passeio da Fama, encontrará placas com as assinaturas e marcas das mãos de grandes figuras do cinema mundial, entre as quais a atriz francesa Juliette Binoche, o ator norte-americano Willem Dafoe e o realizador Oliver Stone. Há também uma presença portuguesa: a mão do realizador Miguel Gomes, homenageado em 2024, ano em que apresentou Grand Tour no festival depois de vencer o prémio de Melhor Realizador em Cannes.
- Mercado Jagalchi: o maior e mais emblemático mercado de peixe e marisco da Coreia do Sul. Filas de tanques mantêm vivos peixes, caranguejos, polvos, lulas, enguias, abalones, pepinos-do-mar, moluscos e muitas outras espécies, algumas difíceis de identificar. Se quiser comer aqui, escolha diretamente numa das bancas o peixe ou marisco que pretende e peça ao vendedor que o encaminhe para um dos restaurantes dos pisos superiores, onde será preparado consoante a sua preferência. Mesmo que não queira fazer aqui uma refeição, a extraordinária variedade e a intensa azáfama dos vendedores tornam Jagalchi uma das experiências imperdíveis num roteiro para visitar a Coreia do Sul.
- Miradouro do complexo LOTTE Gwangbok: suba até aos jardins dos 11.º e 12.º pisos e ao observatório gratuito do 13.º piso deste gigantesco centro comercial. A recompensa é uma ampla vista panorâmica sobre o porto, a Ponte de Yeongdo, o Mercado Jagalchi, os bairros que sobem pelas encostas e o recortado litoral de Busan. Se quiser desfrutar de ainda mais vistas panorâmicas, pode também subir à Busan Tower, no Yongdusan Park. Como a entrada na torre é paga e parte da paisagem observada é semelhante, só se justifica se for mesmo muito fã de miradouros.
- Praia de Songdo, Songdo Cloud Trails e Songdo Cable Car: termine o 11.º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul na Praia de Songdo, a primeira praia balnear pública da Coreia, inaugurada em 1913. Depois de um passeio pelo areal (e quiçá um mergulho), aventure-se pelos Songdo Cloud Trails, um fotógenico passadiço que avança sobre o mar e oferece bonitas vistas sobre a costa. Se ainda tiver tempo, embarque no Songdo Cable Car, também conhecido como Busan Air Cruise, que desliza a mais de 80 metros sobre a água até ao Amnam Park. A viagem demora cerca de 15 minutos e proporciona vistas de cortar a respiração. Já do outro lado, pode ainda prolongar o passeio até à Songdo Yonggung Suspension Bridge, outra vertiginosa ponte suspensa construída sobre as falésias.


Onde ficar em Busan? Sugestões de Alojamento
Em nossa opinião, as melhores zonas onde ficar em Busan são Seomyeon, que ganha pela centralidade, excelentes ligações de metro e animação, inclusivamente noturna, e Haeundae, a escolha certa para quem privilegia a praia, o ambiente marítimo e a proximidade das atrações da costa oriental.
Abaixo encontra a nossa seleção de alojamentos em Busan:
O Lotte Hotel Busan é uma das apostas mais seguras para quem prefere ficar numa zona central, bem servida de transportes e longe da agitação balnear de Haeundae. Este hotel de gama alta fica em Seomyeon, junto às linhas 1 e 2 do metro, e combina quartos espaçosos com um nível de conforto claramente acima da média, piscinas interior e exterior, spa e vários restaurantes.
A poucos passos da praia de Haeundae, o contemporâneo L7 Haeundae junta localização privilegiada a ambiente moderno e descontraído, muito ao estilo desta zona de Busan. O grande destaque vai para a piscina no rooftop, com vistas sobre a cidade e o mar. É uma excelente opção para quem procura um hotel contemporâneo, confortável e com fácil acesso tanto à praia como ao metro.
Para acordar com vista-mar sem pagar os preços dos grandes hotéis de Haeundae, o Mipo Oceanside Hotel é difícil de bater. Fica no extremo oriental da praia, muito perto do acesso ao Haeundae Blue Line Park, e alguns quartos oferecem fantásticas vistas panorâmicas sobre o oceano. O hotel é simples, mas confortável e muito bem localizado, destacando-se sobretudo pela excelente relação qualidade/preço.
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Dia 12, 13, 14 e 15 do roteiro para visitar a Coreia do Sul: Ilha de Jeju

Os últimos quatro dias do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul serão dedicados à Ilha de Jeju, a maior ilha do país, eleita uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza, e a etapa da viagem em modo road trip onde a natureza assume todo o protagonismo.

Moldada por antigas erupções vulcânicas e dominada pelo imponente Monte Hallasan, Jeju combina cones vulcânicos cobertos de vegetação, falésias de lava negra, cascatas, florestas, plantações de chá e praias banhadas por águas azul-turquesa. A tudo isto junta uma identidade muito própria, representada pelas célebres mergulhadoras haenyeo e pelas estátuas dol hareubang, os emblemáticos “avôs de pedra” de Jeju.

A ilha é consideravelmente maior do que parece no mapa, pelo que quatro dias permitem apenas descobrir os seus principais encantos, até porque dois deles serão parcialmente passados em viagem. Para reduzir o tempo passado ao volante, recomendamos que divida a estadia entre Jeju City, no norte da ilha, e Seogwipo, na costa sul. Mais abaixo explicamos as vantagens de cada base e revelamos os nossos alojamentos favoritos.
Como já é da praxe, abaixo encontra as nossas sugestões para os quatro dias a visitar a Ilha de Jeju.
Como ir de Busan para a Ilha de Jeju?
Como já referimos anteriormente a forma mais rápida e prática de viajar de Busan para a Ilha de Jeju é apanhar um voo doméstico direto entre os aeroportos de Gimhae e Jeju. A viagem demora aproximadamente uma hora e existem várias ligações diárias, pelo que recomendamos escolher um voo matinal.
Dia 1 na Ilha de Jeju

Como já salientámos, o 12º dia do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul será parcialmente ocupado pelo voo desde Busan e pela recolha do carro alugado. Mesmo escolhendo uma ligação matinal, só deverá conseguir fazer-se à estrada perto da hora de almoço, ficando apenas com parte da tarde para começar a explorar a ilha.
Como o tempo disponível será limitado, recomendamos que mantenha um programa pouco ambicioso. Estes são os locais que sugerimos visitar nesta primeira tarde em Jeju, apresentados pela ordem que lhe permitirá aproveitar melhor as horas disponíveis e regressar sem pressas a Jeju City:
- Manjanggul Lava Tube: siga diretamente do aeroporto para este extraordinário túnel de lava, parte do conjunto Ilha Vulcânica e Tubos de Lava de Jeju, classificado como Património Mundial pela UNESCO. Manjanggul estende-se por vários quilómetros sob a ilha, embora apenas cerca de um quilómetro esteja aberto ao público. Ao longo do percurso poderá observar paredes moldadas pela passagem da lava, estalactites vulcânicas, a curiosa Turtle Rock e uma coluna de lava com 7,6 metros, considerada a maior do mundo. Como a última entrada ocorre pelas 17:00, esta deverá ser a primeira visita do 12º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul.
- Hamdeok Beach: no regresso a Jeju City, sugerimos que pare numa das praias mais bonitas da ilha. A areia clara, as águas pouco profundas em diferentes tons de azul e as rochas vulcânicas negras criam um dos cenários costeiros mais fotogénicos de Jeju. Aproveite para caminhar pelo areal e, se ainda houver luz e energia, suba um pequeno troço da colina Seoubong para contemplar a praia de uma perspetiva mais elevada.
- Marginal de Jeju City: depois de deixar a bagagem no alojamento, e se ainda lhe restar energia, termine o 12º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul com um passeio descontraído pela marginal de Tapdong. Se quiser prolongar um pouco o percurso, siga até à Yongduam Rock, uma formação vulcânica com cerca de dez metros de altura que a ação do vento e das ondas esculpiu com uma silhueta semelhante à cabeça de um dragão.
Dica VagaMundos: o Manjanggul Lava Tube encerra na primeira quarta-feira de cada mês e os horários podem sofrer alterações. Confirme sempre a informação oficial antes da visita, sobretudo porque qualquer atraso no voo poderá inviabilizar a visita no dia de chegada à Ilha de Jeju.
Dia 2 na Ilha de Jeju

O segundo dia na Ilha de Jeju, será um dos mais completos e variados do seu roteiro para visitar a Coreia do Sul. Começará diante de uma monumental cratera vulcânica, percorrerá algumas das paisagens mais bonitas da costa oriental da ilha, irá visitar uma aldeia tradicional e terminará entre cascatas, o porto e os sabores de Seogwipo.

O programa é ambicioso e deixa pouca margem para atrasos, pelo que recomendamos que comece cedo para garantir que consegue ver tudo o que lhe propomos para o 13º dia do seu roteiro para visitar a Coreia do Sul.
Estes são os locais que sugerimos visitar, organizados pela ordem que lhe permitirá aproveitar melhor o dia e reduzir as deslocações:
- Seongsan Ilchulbong: comece pelo grande ícone vulcânico da costa oriental de Jeju. Este cone de tufo, classificado como Património Mundial pela UNESCO, ergue-se abruptamente sobre o mar como uma gigantesca coroa verde. Para alcançar o cume terá de percorrer um trilho circular pago com cerca de 1,8 km que, apesar da curta distância, é bastante extenuante: sobe-se por sucessivos e íngremes lanços de escadas de pedra e desce-se por passadiços de madeira que serpenteiam pela encosta. Mas as vistas compensam cada gotinha de suor, acredite! No topo, o miradouro abre-se sobre a vasta cratera coberta de vegetação, enquanto ao redor se estendem panoramas assombrosos sobre o oceano, a Ilha de Udo e os campos de Jeju. Se não quiser enfrentar a subida, poderá admirar gratuitamente o Seongsan Ilchulbong a partir da base e seguir pelo trilho costeiro até à Umutgae Beach, onde por vezes é possível ver apresentações das célebres haenyeo, as mulheres mergulhadoras de Jeju (nós não tivemos essa sorte).
- Seopjikoji: continue o 13º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul rumando até este extraordinário promontório vulcânico, onde Jeju parece condensar toda a sua beleza num único cenário. Um agradável trilho serpenteia sobre falésias cobertas de verde, tendo de um lado o azul infinito do oceano e, do outro, campos delimitados pelos tradicionais muros de pedra negra. Pelo caminho encontrará enseadas recortadas, rochedos de formas caprichosas, extensos mantos de lava negra e um pequeno farol branco empoleirado no alto de uma colina, ao qual pode subir para desfrutar de uma vista ainda mais ampla sobre a costa. Na primavera, os campos cobrem-se de flores amarelas de colza, compondo uma paisagem tão fotogénica que já serviu de cenário a vários K-dramas, entre eles as populares séries All In e The Legend of the Blue Sea. Antes de partir, procure a perspetiva sobre o majestoso Seongsan Ilchulbong, recortado no horizonte para lá das ondas. É um autêntico cartão postal da Ilha de Jeju!
- Seongeup Folk Village: troque a costa pelo interior da ilha e faça mais uma viagem no tempo no seu roteiro a visitar a Coreia do Sul nesta aldeia histórica, ainda habitada, que foi um importante centro administrativo durante a dinastia Joseon. Entre pela Porta Sul, guardada pelos incontornáveis dol hareubang, e percorra as ruelas ladeadas por muros de basalto, casas tradicionais choga com telhados de colmo e curiosos portões jeongnang, formados por traves de madeira cuja posição indicava se os moradores estavam em casa. Entre os locais mais interessantes encontram-se algumas residências históricas, o Ilgwanheon, antigo edifício governamental, a escola confucionista Jeongui Hyanggyo e as imponentes árvores centenárias que sombreiam o centro da aldeia.
- Cascata Jeongbang: de regresso à costa, siga até Seogwipo, o destino final do 13º dia do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul. A primeira paragem será na Cascata Jeongbang, uma das cascatas mais singulares de Jeju, que tem a particularidade de ser uma das raras cascatas da Ásia, cujas águas caem diretamente no mar. Uma poderosa cortina de água precipita-se de uma altura a rondar os 20 metros por uma imponente arriba escura, envolta por vegetação luxuriante, desfazendo-se em espuma entre enormes blocos de basalto. O acesso implica uma curta descida por escadas, mas, para se aproximar da cascata, terá de caminhar sobre pedras irregulares e frequentemente molhadas, pelo que convém usar calçado adequado e redobrar a atenção.
- Cascata Cheonjiyeon e Porto de Seogwipo: conheça depois a Cascata Cheonjiyeon, alcançada através de uma pequena caminhada totalmente plana e sem qualquer dificuldade. Pelo caminho, sempre rodeado por vegetação subtropical, encontrará numerosas estátuas dos icónicosdol hareubang, os simpáticos “avôs de pedra” de Jeju, representados em diferentes poses. O percurso termina diante da fotogénica cascata, que se precipita de uma arriba coberta de verde para um tranquilo lago. Continue até ao Porto de Seogwipo e atravesse a elegante Ponte Saeyeongyo, uma das imagens de marca da cidade, até à pequena ilha de Saeseom. Esta zona fica particularmente bonita ao entardecer e depois de acenderem as iluminações da ponte.
- Seogwipo Maeil Olle Market: feche o 13º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul neste animado mercado coberto, repleto de bancas de fruta, peixe e marisco, produtos locais, pequenas lojas e tentadoras propostas de street food. Entre os sabores incontornáveis encontra-se as famosas laranjas e o célebre porco preto de Jeju, apreciado pela carne suculenta e pelo sabor intenso. Existem vários restaurantes dentro e nas imediações do mercado onde poderá prová-lo, mas o nosso Korean BBQ de porco preto favorito em Seogwipo foi o do restaurante Ppolsaljip, situado a menos de cinco minutos a pé do mercado.

Dia 3 na Ilha de Jeju

O penúltimo dia do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul, leva-o até à deslumbrante costa sudoeste de Jeju, uma das regiões onde a origem vulcânica da ilha se manifesta de forma mais grandiosa. Aqui, a natureza parece ter usado o fogo e o mar como ferramentas: ergueu gigantescas colunas de basalto, abriu cascatas por entre florestas subtropicais, esculpiu falésias ondulantes e deixou imponentes montanhas vulcânicas a guardar templos budistas e trilhos suspensos sobre o oceano.
Estes são os locais que recomendamos visitar no terceiro dia em Jeju, apresentados pela ordem que consideramos mais eficiente:
- Oedolgae: comece 14 º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul junto à costa de Seogwipo, diante deste impressionante pilar vulcânico que se ergue solitário cerca de 20 metros acima do mar. Moldado pela erosão das ondas, Oedolgae destaca-se entre falésias negras, pinheiros e águas de um azul profundo, compondo uma das imagens mais emblemáticas da costa sul de Jeju. Se é fã de K-dramas, talvez reconheça o cenário, pois Oedolgae serviu de local de filmagem à icónica série Dae Jang Geum.
- Jusangjeolli Cliff: prossiga o 14º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul até uma das demonstrações mais extraordinárias da força vulcânica de Jeju. Ao arrefecer rapidamente, a lava contraiu-se e fraturou-se em milhares de colunas poligonais de basalto. É o mesmo fenómeno geológico que criou a célebre Calçada dos Gigantes (Giant’s Causeway), na Irlanda do Norte, onde as colunas formam uma espécie de pavimento junto ao mar, e a Rocha dos Bordões na nossa ilha açoriana das Flores, onde se erguem como um gigantesco órgão de pedra coberto de vegetação. Em Jusangjeolli, apresentam-se como uma monumental muralha costeira, com 30 a 40 metros de altura e cerca de um quilómetro de extensão, constituindo a maior formação deste género na Coreia do Sul.
- Cascatas Cheonjeyeon: um conjunto de três cascatas escondidas numa garganta coberta por vegetação luxuriante. Na primeira encontrará um belíssimo lago de águas azul-turquesa rodeado por colunas de basalto, embora a queda de água apenas se revele depois de chover. A segunda precipita-se de uma altura superior a 30 metros e costuma apresentar um caudal mais generoso, enquanto a terceira exige descer e subir escadaria. Entre caminhos, escadarias e miradouros encontrará ainda o Pavilhão Cheonjeru e a monumental Ponte Seonimgyo, decorada com as sete ninfas que, segundo a lenda, desciam dos céus para se banharem nestas águas. O percurso completo pelas três cascatas ronda os 2 km.
- Templo Bomunsa e Sanbanggulsa: continue o seu roteiro para visitar a Coreia do Sul rumando até à imponente Sanbangsan, uma gigantesca cúpula vulcânica que se eleva abruptamente sobre as planícies e domina toda a paisagem do sudoeste de Jeju. Aos seus pés encontra o colorido Templo Bomunsa, onde se destacam os pavilhões budistas, uma colossal estátua dourada de Buda, várias esculturas e numerosos dol hareubang. Depois de explorar o recinto do templo, suba pelas íngremes escadas de pedra existentes até Sanbanggulsa, uma pequena gruta-templo aberta na vertente da montanha que guarda uma venerada estátua de Buda e uma nascente alimentada pelas gotas que caem continuamente do teto, conhecidas na tradição local como as lágrimas da deusa Sanbangdeok. Vá preparad@ para suar as estopinhas na subida!
- Yongmeori Coast: desça depois até uma das paisagens geológicas mais extraordinárias de Jeju. O nome significa “Cabeça de Dragão”, pois o promontório parece prolongar-se pelo oceano como um dragão prestes a mergulhar. Um estreito percurso costeiro conduz pela base de falésias formadas por sucessivas camadas vulcânicas, dobradas e esculpidas durante milhares de anos pela força das ondas. Ao caminhar entre paredes ondulantes, pequenas grutas, plataformas rochosas e o mar quase ao alcance da mão, terá a sensação de percorrer um gigantesco livro aberto sobre a história geológica da ilha.
- Trilho Costeiro da Montanha Songaksan: termine o 14º dia do seu roteiro a visitar a Coreia do Sul com um dos passeios costeiros mais bonitos de Jeju. Este trilho com aproximadamente 2,5 km contorna a base vulcânica de Songaksan através de verdejantes colinas cobertas e abruptas falésias que são autênticas varandas para o oceano. Pelo caminho poderá avistar as ilhas Hyeongjeseom, Gapado e Marado, enquanto, na direção oposta, Sanbangsan se ergue sobre a costa como uma enorme sentinela. Encontrará ainda grutas escavadas nas falésias durante a ocupação japonesa, marcas sombrias da história recente da ilha. Se tiver visto a série sul-coreana de Se a Vida Te Der Tangerinas o mais certo é ter uma sensação de déjà vu, pois foi um dos cenários escolhidos para dar vida ao famoso K-drama.

Dica VagaMundos: o acesso à Yongmeori Coast depende diariamente das marés, da ondulação, do vento e das condições meteorológicas, podendo permanecer encerrado mesmo num dia aparentemente soalheiro ou abrir apenas durante uma pequena janela horária. Confirme junto das autoridades turísticas locais ou no pequeno posto de informação situado junto ao Templo Bomunsa, onde nós próprios perguntámos se o percurso estava aberto.
Dia 4 na Ilha de Jeju

Chegou o momento de se despedir da Ilha de Jeju e regressar a Seul, o destino final do nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul. Ainda assim, se tiver reservado o voo para a parte da tarde, não precisa de seguir diretamente para o aeroporto. Aproveite as últimas horas na ilha para explorar algumas das praias mais bonitas da costa oeste e, caso o tempo permita, dar um derradeiro mergulho nas águas cristalinas de Jeju.

Estas são as praias que recomendamos visitar, apresentadas pela ordem que lhe permitirá aproximar-se gradualmente do aeroporto:
- Hyeopjae Beach e Geumneung Beach: comece por esta dupla de praias vizinhas, que figuram entre as mais bonitas da Ilha de Jeju. Hyeopjae Beach recebe-o com um extenso areal quase branco, águas rasas e translúcidas em vários tons de azul-turquesa. É a mais conhecida, animada e equipada com serviços. Em vez de deslocar novamente o carro, siga a pé pelo bonito caminho costeiro que acompanha o mar entre vegetação, campos de lava negra e pequenas enseadas até à vizinha Geumneung Beach. Mais tranquila e natural, esta ganha especial encanto na maré baixa, quando o oceano recua e deixa à vista um enorme areal pontuado por rochas vulcânicas, piscinas naturais e bancos de areia, sempre com a fotogénica Ilha Biyangdo a dominar o horizonte.
- Gwakji Gwamul Beach: prossiga em direção ao aeroporto com uma última paragem nesta ampla praia de areia clara, emoldurada por afloramentos de basalto negro e águas pouco profundas que convidam a um derradeiro mergulho em Jeju. Junto à praia encontra ainda o Gwakji Gwamul Open-Air Bath, um pequeno banho público ao ar livre alimentado por água doce proveniente de uma nascente natural.

Uma vez na capital sul-coreana, aproveite para fazer as últimas compras. Se no regresso a Seul optar por um voo matutino, troque as praias por mais algumas horas a explorar novos recantos de Seul. Bom regresso a casa!
Onde ficar na Ilha de Jeju? Sugestões de Alojamento
Em nossa opinião, os melhores locais onde ficar na Ilha de Jeju são Jeju City, que ganha pela proximidade ao aeroporto e facilita a exploração das costas norte e oriental, e Seogwipo, a base mais prática para conhecer as atrações do sul e oeste da ilha.
Como Jeju é uma ilha relativamente grande, recomendamos que divida a estadia entre as duas cidades, de forma a ganhar mais tempo (e energia) para conhecer os principais pontos de interesse de Jeju. Por isso, neste nosso roteiro para visitar a Coreia do Sul, sugerimos que passe a primeira noite em Jeju City e as duas seguintes em Seogwipo, reduzindo consideravelmente as deslocações.
Abaixo encontra a nossa seleção de alojamentos na Ilha de Jeju:
Ventimo Hotel & Residence Jeju
Pelo conforto, conveniência e boa relação qualidade/preço, para a noite em Jeju City, a nossa recomendação vai para o Ventimo Hotel & Residence. É também uma opção prática pela proximidade ao aeroporto e fácil acesso às principais vias da ilha. Os quartos são modernos, espaçosos e funcionais. Dispõe ainda de estacionamento, lavandaria, ginásio e um rooftop com vistas sobre Jeju.
Pequeno, acolhedor e cheio de personalidade, o Hotel Yeon é uma das nossas opções favoritas para ficar no centro de Seogwipo. Alguns quartos têm varanda com bonitas vistas sobre o porto e o mar, mas são os pequenos detalhes que o distinguem: gira-discos no quarto, snacks gratuitos e um original pequeno-almoço entregue todas as manhãs num cesto de piquenique. As noites de revivalismo a ouvir vinil são inesquecíveis!
Para as visitas pelo sul com algum tempo de descanso junto ao mar, o The Grand Sumorum é uma excelente aposta em Seogwipo. Fica numa zona tranquila da costa, mesmo junto ao percurso 7 do Jeju Olle Trail, e vários quartos têm vista para o oceano e para a ilha de Beomseom. A infinity-pool praticamente à beira-mar é o grande trunfo, tornando-o especialmente indicado para quem valoriza natureza e instalações de resort sem ficar demasiado longe de Seogwipo.
Mapa do roteiro para visitar a Coreia do Sul em 15 dias (2 semanas)
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Roteiro para visitar a Coreia do Sul em 10 dias

Abaixo encontra a nossa sugestão de roteiro de 10 dias a visitar a Coreia do Sul, podendo ler a respetiva descrição dos locais de interesse no roteiro de 15 dias na Coreia do Sul.
Dias 1, 2 e 3
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Dia 4
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Dia 5
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Dia 6
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Dia 7
Dia 8
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Dia 9
Dia 10
Mapa do roteiro para visitar a Coreia do Sul em 10 dias
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Roteiro para visitar a Coreia do Sul em 7 dias (1 semana)

Claro que os dias serão superpreenchidos, mas, ainda a assim, acreditamos que vai ter uma viagem muito completa e ficar completamente rendid@ aos encantos da Coreia do Sul. O efeito colateral será a enorme vontade de regressar o mais rapidamente possível.
Abaixo encontra a nossa sugestão de roteiro para 7 dias, podendo, uma vez mais, ler a respetiva descrição dos locais de interesse no roteiro de 15 dias para visitar a Coreia do Sul.
Dias 1, 2 e 3
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Mapa do roteiro para visitar a Coreia do Sul em 7 dias (1 semana)
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