Está a planear uma viagem às Dolomitas, a monumental cadeia montanhosa dos Alpes Orientais da Itália, mas o planeamento da viagem está a revelar-se mais difícil do que escolher uma boas botas de caminhada? Então, veio parar ao sítio certo. Neste artigo vai encontrar um guia e roteiro para visitar as Dolomitas, com os principais pontos de interesse que deve incluir no seu itinerário, os melhores trilhos (dos mais acessíveis aos mais desafiantes) e muitas dicas práticas que lhe vão facilitar a logística e permitir desfrutar ao máximo da sua viagem por este extraordinário destino do norte da Itália.

As Dolomitas têm um perfil rochoso absolutamente inconfundível e estendem-se por um vasto território do norte de Itália até à fronteira com a Áustria. O seu nome vem da dolomite, uma rocha sedimentar formada a partir de carbonato de cálcio, responsável pelo tom pálido que caracteriza esta cadeia montanhosa e pelo fugaz efeito hipnótico da enrosadira, que, ao amanhecer e ao entardecer, pinta as montanhas de apaixonantes tons rosas e violetas. Não é à toa que as Dolomitas estão classificadas como Património Mundial da UNESCO.

À sua espera tem uma miríade de trilhos pedestres que @ vão conduzir a divinais lagos, miradouros com paisagens sublimes, prados e bosques mágicos que parecem recortados de contos de fadas, encantadores vilarejos de montanha, um admirável património histórico e uma cultura singular. E claro, se visitar as Dolomitas no inverno, vai deparar-se com uma verdadeira meca de desportos de inverno, com mais de 10 estâncias de ski e 1200 km de pistas interligadas.

Como vê, não faltam razões para visitar as Dolomitas, seja em que altura do ano for. E, face à sua imensidão, é um daqueles destinos que dificilmente se esgota, pois existem largas centenas de segredos à espera de serem descobertos. Por isso, pense na nossa proposta de roteiro para visitar as Dolomitas como uma espécie de aperitivo. É que temos a certeza que, depois da sua primeira roadtrip pelas Dolomitas, vai querer voltar mais vezes para saborear devagar, como se fosse um bom vinho, estas montanhas mágicas do norte da Itália.
Informações, guia e dicas de viagem para visitar as Dolomitas
Onde ficam as Dolomitas?

Como já referimos, as Dolomitas ficam situadas nos Alpes Orientais do norte da Itália, mesmo ao lado da Áustria, mais concretamente nas regiões do Vêneto, Trentino-Alto Adige (Südtirol) e Friuli-Venezia Giulia.
Quando visitar as Dolomitas

A melhor época do ano para visitar as Dolomitas depende muito dos seus interesses pois todas as estações revelam uma face diferente destas montanhas alpinas.
Se as caminhadas e atividades outdoor estiverem no topo das suas prioridades, os meses entre junho e setembro costumam ser os melhores para visitar as Dolomitas. Os meses de julho e agosto “levam a taça” no que diz respeito ao clima, sendo perfeitos para percorrer os trilhos e desfrutar dos lagos e das esmagadoras vistas dos miradouros das Dolomitas. Os únicos inconvenientes são as multidões e os preços dos alojamentos que sobem em flecha nestes meses de verão.

Para fintar as multidões e conseguir alojamentos a preços mais amigos da carteira, a nossa sugestão é que aposte na segunda quinzena de junho e primeira metade de setembro para visitar as Dolomitas. Por norma, o clima é suficientemente bom para a prática de atividades outdoor, sendo que a grande maioria dos teleféricos estarão em funcionamento e os trilhos e refúgios de montanha abertos. Claro que não se livra de umas chuvadas e de “rapar” algum frio. Mas isso, nas Dolomitas, é o prato do dia, e até nos meses de julho e agosto arrisca-se a apanhar valentes cargas de água e aquele ventinho gelado de pôr um ateu a rezar.
Alertamos apenas que, se tiver nevado muito no inverno, alguns dos percursos pedestres das Dolomitas que se desenvolvem a maior altitude podem ainda estar encerrados mesmo na segunda metade de junho. Foi precisamente o que nos aconteceu da primeira vez que fomos visitar as Dolomitas. Da última vez, fomos no início de setembro e todos os trilhos estavam transitáveis.

Apesar de não serem tão bons para a prática de caminhadas, as cores outonais que tingem os bosques, tornam os meses de outubro e início de novembro outra excelente altura para visitar as Dolomitas. Já os meses primaveris de abril e maio são por norma muito caprichosos nas Dolomitas. Há dias lindos de sol, perfeitos para fazer roadtrips panorâmicas de forma a apreciar a divinal paleta de cores da primavera, com os vales pintados de mil cores e os imponentes picos das Dolomitas pintados de branco como pano de fundo. Mas também há dias de muita chuva e conte com a grande maioria dos teleféricos fechados e os trilhos de alta montanha ainda intransitáveis devido à neve.
E por falar em neve, se o principal objetivo da sua viagem às Dolomitas for esquiar ou simplesmente ver as magistrais montanhas das Dolomitas vestidas de branco, nada supera o inverno. Aí é certinho que encontra neve a rodos e pode praticar todo o tipo de desportos de inverno que lhe venham à cabeça. Vá preparad@ é para encontrar algumas estradas encerradas, em particular as que atravessam as passagens de montanha mais elevadas e dão acesso aos picos, como seja o icónico Tre Cime di Lavaredo.
Como chegar às Dolomitas

Caso não se importe de conduzir mais alguns quilómetros para chegar às Dolomitas espreite também os voos para Bérgamo e Milão, destinos que têm uma vasta oferta de voos diretos low cost desde Portugal e onde, por norma, se conseguem preços mais baratos. E pode sempre aproveitar para conciliar a sua viagem às Dolomitas com uma visita ao Lago di Como e/ou ao Lago di Garda. Este último também dá para conciliar com as Dolomitas se voar para Verona. Clique para ler as nossas dicas para comprar voos baratos online.
Quantos dias são necessários para visitar as Dolomitas

Para desfrutar ao máximo do roteiro para visitar as Dolomitas que desenhamos para si, o ideal é alocar 7 dias à sua viagem, o tempo que consideramos ideal para uma primeira visita às Dolomitas, sobretudo se, como nós, for um amante de caminhadas na natureza.
Caso consiga acrescentar mais alguns dias, tanto melhor, sobretudo se quiser aventurar-se em mais alguns trilhos de montanha pelas Dolomitas. Ao longo do roteiro de 7 dias vamos dar-lhe várias dicas com essa finalidade.

No sentido oposto, caso não queira fazer alguns dos trilhos que sugerimos e/ou não pretenda visitar as cidades de Bolzano ou Trento, pode perfeitamente visitar as Dolomitas em menos dias. Já a jogar na antecipação, desenhamos também roteiros de 3, 4 e 5 dias para visitar as Dolomitas, em que cortamos várias caminhadas e subtraímos, de forma cirúrgica, lugares e experiências ao itinerário de 7 dias.
Assim, fica não com uma, mas sim com quatro sugestões de roteiro para visitar as Dolomitas, para adaptar aos seus interesses e disponibilidade. Encontra os itinerários de 3, 4 e 5 dias para visitar as Dolomitas imediatamente abaixo da descrição detalhada do roteiro de 7 dias.
Alugar carro para visitar as Dolomitas

Até porque, apesar das principais cidades e vilarejos terem ligações de autocarro/bus, muitos dos locais de interesse das Dolomitas não têm ligações de transportes públicos, sobretudo fora dos meses de verão.
O único senão de alugar carro é mesmo a questão do parqueamento nos pontos de partida dos trilhos mais famosos das Dolomitas, que nos meses de julho e agosto pode ser algo problemático. A nossa recomendação é que madrugue ou reserve as caminhadas para o final da tarde, algo que de qualquer maneira vai querer fazer para fintar as multidões de visitantes que invadem os trilhos nos já referidos meses de julho e agosto.
Pela nossa experiência, fora desses meses (inclusivamente em junho e setembro), não terá problemas de maior em arranjar lugar de estacionamento junto dos pontos de partida dos trilhos. Tenha é em conta que, desde o verão de 2025, é imperativo reservar lugar no Parking do trilho Tre Cime di Lavaredo, um dos locais mais emblemáticas dos Alpes Italianos, que não vai querer de todo deixar de fora do seu roteiro para visitar as Dolomitas. Clique para reservar o seu lugar de estacionamento através do site oficial.
Caso opte por alugar carro, recomendamos que utilize a DiscoverCars. Permite comparar os preços de dezenas de empresas de rent-a-car (entre elas muitas empresas locais) e assim encontrar o melhor preço disponível. Para mais, é possível cancelar o aluguer sem qualquer custo até 48h antes da partida, pelo que não corre qualquer risco no caso de mudar de planos.
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Dicas práticas para percorrer os Trilhos das Dolomitas

Para a grande maioria dos viajantes (entre os quais nos incluímos), os trilhos são um dos principais atrativos num roteiro para visitar as Dolomitas. Para @ ajudar a preparar as suas caminhadas, partilhamos abaixo algumas dicas práticas para percorrer os trilhos das Dolomitas.
- A grande maioria dos trilhos das Dolomitas desenvolvem-se a elevada altitude. Como tal, as condições climatéricas para além de serem agrestes, podem mudar num ápice, mesmo nos meses de verão. Aconteceu-nos inúmeras vezes iniciar um trilho sobre um céu azul, sem uma única nuvem, e um par de horas depois estar a chover e um frio de cortar à faca. Por isso, para além de estar inteiramente ciente das previsões meteorológicas, estude bem as distâncias dos trilhos, faça uma boa autoavaliação da sua forma física (e dos companheiros de caminhada) e avalie o grau de exigência do trilho. Leve roupa e calçado adequado à estação e alguma comida e água extra para o caso de ter de lidar com algum imprevisto.
- Como já referimos, nos meses de verão os parques de estacionamento de onde arrancam os trilhos enchem num instante. Para aumentar as suas hipóteses de arranjar lugar sem grande stress, tente programar os trilhos mais emblemáticos das Dolomitas para o início do dia ou para o final da tarde. Assim, também consegue fintar as multidões durante o percurso.
- Leve calçado adequado a caminhadas de montanha. Presentemente estamos a utilizar umas botas da Columbia para as nossas caminhadas (clique para ver a bota para mulher | clique para ver a bota para homem) e achamos a relação qualidade/preço estupenda.
- Se seguir o nosso roteiro de 7 dias para visitar as Dolomitas à risca, vai fazer pelo menos um trilho todos os dias. Por isso, se tem propensão para ficar com pernas inchadas depois das caminhadas e/ou criar bolhas nos pés recomendamos que utilize umas meias de compressão duplas, para diminuir o atrito e o inchaço nas pernas. As nossas preferidas são as meias duplas de compressão anti-bolhas com fibra Coolmax®, sendo que presentemente utilizamos as Rahhint Coolmax.
- Caso não tenha um dispositivo GPS para caminhadas e pretenda utilizar os tracks GPS dos trilhos das Dolomitas que disponibilizamos neste artigo, não se esqueça de instalar uma app de caminhadas que leia ficheiros GPX no seu smartphone. Existem várias gratuitas para iOS e Android.
- Se utilizar os nossos tracks GPS no seu smartphone sugerimos que leve um powerbank quando for percorrer os trilhos das Dolomitas. A navegação GPS aliada às fotos e gravações de vídeos gasta imensa bateria e não vai querer ficar privado do seu telemóvel durante a caminhada. Atualmente, utilizamos este Powerbank da INIU com carregamento rápido e tem cumprido na perfeição.
- Saco para trazer consigo o seu lixo (inclusivamente o orgânico). Infelizmente, são muitos os caminhantes que se esquecem deste pequeno grande pormenor. A natureza agradece (e muito) este seu gesto!
Seguro de Viagem para as Dolomitas

As caminhadas na natureza são uma atividade que envolve sempre algum risco, sobretudo quando os trilhos se desenvolvem em locais remotos e de elevada altitude, algo que nas Dolomitas é o prato do dia. Em caso de acidente que exija busca e socorro (muitas vezes com recurso a meios aéreos), as despesas podem ascender a largos milhares de euros. Logo, não convém de todo facilitar!
Na hora de comprar seguro de viagem, a nossa escolha recai sempre na IATI Seguros. É uma agência 100% especializada em seguros de viagem, apresenta sempre o melhor rácio custo-benefício do mercado, e todos os seus seguros contam com excelentes coberturas COVID-19, a preços surpreendentemente económicos. Para a prática de atividades e desportos de aventura a melhor aposta é o IATI Mochileiro, pois tem das melhores coberturas para atividades outdoor do mercado (incluindo busca e salvamento) a um preço verdadeiramente imbatível.
Onde ficar nas Dolomitas? Sugestões de Alojamento

A primeira grande decisão a tomar quando se começa a planear uma viagem às Dolomitas é escolher os locais onde ficar alojado.
Para começar convém ter em conta que, apesar da área das Dolomitas parecer relativamente pequena no mapa, o relevo montanhoso e as consequentes estradas sinuosas, faz com que percursos com poucos quilómetros acabem por demorar bem mais do que o esperado. E isso significa que, se optar por montar base numa só localidade, vai gastar horas preciosas na estrada a andar para trás e para frente.
Por isso, com base na nossa experiência, recomendamos vivamente que opte por dividir as noites de hospedagem por várias localidades ao invés de ficar sempre alojado no mesmo local. Assim ganha mais tempo (e energia) para conhecer os principais pontos de interesse das Dolomitas.
Posto isto, as localidades que sugerimos para passar a noite no nosso roteiro para visitar as Dolomitas são Bolzano, Ortisei, Cortina d’Ampezzo, Lago di Braies e Trento.
Independentemente da sua opção, não se esqueça que as Dolomitas são um dos destinos mais procurados da região dos Alpes. Portanto, reservar hotel nas Dolomitas com antecedência não é uma recomendação, é imperativo, sobretudo se estiver a planear a sua viagem para os meses de verão ou para a temporada de ski. Caso contrário, ou paga uma exorbitância ou fica num alojamento de má qualidade. Até porque os alojamentos bons esgotam num ápice.
Clique nos links abaixo para procurar alojamento nas respetivas localidades e opte sempre por reservar unidades hoteleiras que permitam o cancelamento, não vá ter algum imprevisto.
- Melhores opções de alojamento em Bolzano
- Melhores opções de alojamento em Ortisei
- Melhores opções de alojamento em Cortina d’Ampezzo
- Melhores opções de alojamento perto do Lago di Braies
- Melhores opções de alojamento em Trento
Por último, queremos salientar que, ao longo da descrição do roteiro para visitar as Dolomitas, vamos sugerir-lhe os nossos alojamentos favoritos para cada um dos dias – testados e aprovados por nós – e adicionamos ainda algumas sugestões dos hotéis da respetiva localidade que apresentam a melhor relação qualidade-preço.
O melhor das Dolomitas num roteiro de 7 dias: o que visitar e melhores trilhos

O nosso roteiro para visitar as Dolomitas tem início em Bolzano e termina na cidade de Trento. Claro que pode fazê-lo na ordem inversa sem qualquer problema, ou até mesmo começar num dos pontos de interesse sugeridos que lhe seja mais conveniente e, a partir daí, desenhar o seu próprio roteiro para visitar as Dolomitas. Até porque o melhor ponto de partida/término depende muito do aeroporto que escolha para chegar ao Norte da Itália.
Por último, queremos sublinhar que o número de dias que sugerimos neste roteiro de 7 dias para visitar as Dolomitas é meramente indicativo e pressupõe que a viagem seja feita de carro ou mota, não incluindo os dias de viagem do local de origem para as Dolomitas e vice-versa.
Roteiro para visitar as Dolomitas: Dia 1
Bolzano

Rodeada de montanhas e prados alpinos, Bolzano (Bozen em alemão) está longe de cair no estereótipo das cidades italianas. Aqui a cultura itálica funde-se na perfeição com a sua congénere germânica, criando uma mistura, que tem tanto de improvável como de apaixonante.
E a razão para tal é simples de explicar. Bolzano, assim como toda a região de Trentino-Alto Ádige, pertenceu ao Império Austro-Húngaro até ao final da Primeira Guerra Mundial. É por isso que a herança germânica se sente em todo o lado: na arquitetura, na gastronomia, nas tradições e até no som que se escuta nas ruas. Sim, na região de Trentino-Alto Ádige, para além do italiano, o alemão é também língua oficial.

Apesar de ser uma das maiores cidades da região das Dolomitas, Bolzano está longe de ser uma grande metrópole, tendo um centro histórico compacto o suficiente para ser explorado a pé. Os locais que consideramos de visita obrigatória e as experiências a não perder em Bolzano são as seguintes:
- Piazza Walther (Waltherplatz), o centro nevrálgico de Bolzano, onde encontrará a monumental Catedral de Bolzano construída no século XII (não deixe de visitar o seu interior) e vários cafés com aprazíveis esplanadas, perfeitas para tomar um café enquanto sente o pulsar da cidade. Aproveite e vá ao Café Loacker, provar as homónimas bolachas wafer com chocolate. São deliciosas!
- Passear pelas ruelas empedradas do centro histórico, não deixando de passar pela animada Piazza delle Erbe, a histórica praça do mercado de frutas e vegetais, e pelas ruas Via Dr. Joseph Streiter, Via dei Portici e Via dei Bottai, as artérias de origem medieval mais apaixonantes de Bolzano.
- Admirar os frescos medievais da Capela de San Giovanni, que se encontra na Igreja dos Dominicanos.
- Visitar o Museu Arqueológico do Alto Ádige, onde se encontra Ötzi, o Homem do Gelo, uma múmia natural com mais de 5300 anos, descoberta por um casal de alpinistas em 1991 nos Alpes Orientais.
- Visitar o Castelo Roncolo, uma imponente fortaleza do século XIII, construída no topo de um vertiginoso afloramento rochoso. No seu interior irá encontrar frescos medievais impressionantemente bem conservados. Já fica fora do centro histórico de Bolzano, mas estamos convictos de que não vai dar por mal empregue o desvio.
Lago di Carezza

Pode admirar este autêntico cartão-postal das Dolomitas do miradouro criado para o efeito, mas, para poder usufruir plenamente da sua beleza, o melhor mesmo é percorrer o trilho que dá a volta completa ao lago. Até porque é um percurso fácil e curto, sendo que desde o principal parque de estacionamento do Lago di Carezza só terá de percorrer 1,5 km (parking pago). Caso queira poupar uns trocos, pode sempre estacionar neste parque, mas terá de dar mais à perna para chegar ao lago. Em nossa opinião, não justifica.

Passo Sella

Ortisei


Onde ficar a dormir no 1º dia e 2º dia
Ortisei é a base perfeita para explorar as maravilhas naturais do Val Gardena e do vizinho Val di Funes. Por isso, recomendamos que opte por dormir as próximas duas noites no mesmo alojamento. Assim, dá uma folga na rotina de fazer e desfazer malas. Abaixo encontra a nossa seleção de alojamentos onde ficar em Ortisei:
Hotel Scherlin é um excecional hotel familiar no coração da floresta, a 5 km de Ortisei, com vistas panorâmicas do Val Gardena e dos maciços de Seceda e Sella de babar. A grande estrela é a infinity pool exterior aquecida, mas dispõe ainda de terraço/solário, Spa (piscina interior, banheira de hidromassagem, sauna e banho turco), centro de fitness e bar. Alguns quartos têm decoração rústica, com um design alpino tradicional, enquanto outros têm mobiliário moderno. O pequeno almoço incluído é excecional e o restaurante é elogiado pela sua excelente cozinha do Tirol do Sul.
Dada localização (a 100 metros das pistas de esqui de Alpe di Siusi e a 200 metros do centro de Ortisei), a relação qualidade/preço, o excecional pequeno almoço incluído e o acolhimento caloroso, o Bed&Breakfast de gerência familiar Hotel Garni Walter é um achado. Disponibiliza sala de jogos, terraço ajardinado (à guisa de solário) e estacionamento gratuito ao ar livre no local. Os quartos privados de estilo alpino com piso alcatifado, alguns com vista-montanha da varanda privada, são funcionais e muito confortáveis.
Os privilégios do excecional 3 estrelas Hotel Ronce são acordar com os pés na pista de ski a 800 metros acima de Ortisei e as vistas panorâmicas de montanha para o Val Gardena. Dispõe de bar e sauna gratuita, amplo jardim e estacionamento privado gratuito. Todos os quartos em estilo alpino, de single a quádruplos, são climatizados e contam com varanda mobilada com vista-jardim ou vista-cidade. Limpeza, conforto e equipa de funcionários (que serve o soberbo pequeno almoço com muita simpatia e está sempre disponível) levam nota máxima.
Clique para ver mais opções de alojamento em Ortisei
Roteiro para visitar as Dolomitas: Dia 2
Alpe di Siusi (Compatsch)

Para desfrutar em pleno deste local mágico das Dolomitas, nada como fazer um dos trilhos que arranca do vilarejo Compatsch. Só há um pequeno senão que @ vai obrigar a madrugar. Por motivos de conservação, a estrada de acesso a Compatsch está encerrada entre as 9h e as 17h (a única exceção é se tiver reserva num dos hotéis de Compatsch). Ou seja, se quiser subir de carro, terá de o fazer fora desse horário, sendo que para descer pode fazê-lo a qualquer altura. Clique aqui para consultar as informações atualizadas sobre as restrições de acesso ao Alpe di Siusi.
A alternativa ao carro passa por apanhar um autocarro ou subir de teleférico desde Seis am Schlern (a melhor opção) ou Ortisei. Clique para ver horários e preços atualizados do teleférico.

Nós da última vez que fomos visitar as Dolomitas chegamos a Compatsch um pouco depois das 8h e já não conseguimos lugar no Parking 2. Como tal, tivemos de estacionar no Parking 1, a partir do qual percorremos um trilho circular com cerca de 12 km de extensão com passagem pelos miradouros mais emblemáticos dos Alpe di Siusi (dificuldade baixa). Caso tenha mais sorte que nós e consiga arrancar do Parking 2, consegue poupar 2,5 km às pernas, ou seja, só terá de percorrer 9,5 km. Se quiser seguir os nossos passos pode descarregar aqui o track GPS do percurso (passa pelo Parking 2).
Castelrotto


Depois de deixar o carro num dos parques de estacionamento da vila, deambule sem pressas pelo seu bem cuidado centro histórico, onde irá encontrar vários edifícios, como seja a Villa Felseck, com admiráveis frescos pintados nas fachadas. Durante o seu passeio irá inevitavelmente passar pela Praça Kraus, o epicentro da vila, onde se ergue um imponente campanário com 82 metros de altura, o grande ex-líbris de Castelrotto.
Val di Funes (Igreja de Santa Madalena e San Goivanni in Ranui)

A última paragem do segundo dia do nosso roteiro para visitar as Dolomitas será no bucólico Val di Funes, no qual irá encontrar duas igrejas encaixadas num cenário de uma beleza desarmante, com os imponentes picos de Odle a decorarem o horizonte. Parece um wallpaper!
Em nossa opinião a melhor vista panorâmica do Val di Funes é a que se obtém do miradouro sobranceiro à Igreja de Santa Magdalena, que se encontra no ponto mais elevado da aldeia homónima, e no qual irá encontrar um banco que faz as delícias dos instagrammers. É um dos mais belos postais das Dolomitas!
Como a estrada de acesso ao miradouro está encerrada a veículos, terá obrigatoriamente de deixar a sua viatura num dos parques de estacionamento da aldeia de Santa Magdalena, e fazer uma pequena caminhada a pé até ao miradouro (cerca de 2 km ida e volta), seguindo por um caminho que passa entre quintas antigas e cenários alpinos que tornam a subida bem mais leve.

O outro cartão postal de Val di Funes é a Igreja San Giovanni in Ranui, que fica localizada num imenso prado nas imediações da aldeia de Santa Magdalena. O cenário é igualmente idílico, mas tem um pequeno senão. Presentemente, a igreja encontra-se delimitada por uma cerca de madeira pelo que, se a quiser ver de perto terá de pagar bilhete. Para a ver ao longe deste miradouro é de borla, mas convém ir mentalizad@ que o quadro panorâmico não é tão impactante como o que provavelmente viu em fotos e vídeos nas redes sociais.

Roteiro para visitar as Dolomitas: Dia 3
Seceda

À sua espera tem uma imensidão de prados de alta montanha, abraçados por picos afiados e uma crista montanhosa que parece ter sido cortada à faca. Para ir desfrutar das vistas deste extraordinário miradouro panorâmico das Dolomitas, basta subir de teleférico a partir do centro de Ortisei (clique para ver horários e preços atualizados do teleférico).
Uma vez no topo pode optar por fazer apenas uma pequena caminhada desde o teleférico até à base da crista de Seceda (siga a sinalização do trilho 1) ou um trilho mais longo, para poder desfrutar em pleno deste local mágico dos Alpes. Nós fizemos um trilho circular com cerca de 10 km de extensão, com passagem no Refúgio Firenze e pela zona de Col Raiser e foi direitinho para a nossa lista dos melhores trilhos das Dolomitas. Caso queira fazer o mesmo percurso, pode descarregar aqui o nosso track GPS do Trilho de Seceda.
Passo Gardena, Passo Valparola, Lago di Valparola e Passo Falzarego


O Passo Gardena será o primeiro que irá atravessar na sua roadtrip entre Ortisei e Cortina d’Ampezzo. Esta mítica passagem de montanha alpina fica situada a 2100 metros de altitude e liga os vales Val Gardena e Val Badia. As vistas sobre os vales, com a montanha Sassolungo e o maciço de Sella a marcar o horizonte, fazem do Passo Gardena outro dos pontos de paragem obrigatórios num roteiro para visitar as Dolomitas.

A próxima passagem de montanha que irá encontrar será o altaneiro Passo Valparola (quase 2200 metros de altitude), que une Val Badia a Ampezzo. Para além de poder usufruir de extraordinárias vistas panorâmicas, pode também fazer uma curtíssima caminhada até ao encantador Lago Valparola e visitar um interessante Museu da Primeira Guerra Mundial.

Mais à frente, o Passo Falzarego (2100 metros de altitude) irá brindá-l@ com o primeiro vislumbre da imponente Marmolada, a montanha mais alta das Dolomitas, com os seus impressionantes 3343 metros de altitude. É aqui que fica o teleférico que dá acesso as famosas Cinque Torri, que poderá ver ao vivo e a cores no próximo dia do seu roteiro a visitar as Dolomitas.

Cortina d’Ampezzo

Neve à parte, Cortina d’Ampezzo é também a melhor base para ir explorar alguns dos locais mais emblemáticos das Dolomitas, como sejam as já mencionadas Cinque Torri, o Lago di Sorapis e as Tre Cime di Lavaredo.
Uma vez na cidade, sugerimos que percorra o Corso Italia, a principal artéria de Cortina d’Ampezzo e visite a Basílica de Santo Filippo e Giacomo, que se destaca pelo seu imponente campanário e pelas fantásticas pinturas que retratam o martírio de São Tiago e de São Filipe. Se quiser conhecer mais alguns templos em Cortina d’Ampezzo, visite também a Igreja de San Francesco e a Igreja da Virgem Maria della Difesa.
Onde ficar a dormir no 3º dia, 4º dia e 5º dia
Como já referimos Cortina d’Ampezzo é a base perfeita para ir conhecer as maravilhas da região leste das Dolomitas. Por isso, recomendamos que opte por dormir as próximas três noites no mesmo alojamento. Abaixo encontra as nossas recomendações de alojamentos, todos eles perfeitos para repor energias depois de um dia em cheio a visitar as Dolomitas.
Radisson Residences Savoia Palace
No coração da elegante Cortina d’Ampezzo, o soberbo Radisson Residences Savoia Palace junta o melhor de dois mundos: a sensação de “casa na montanha” e a comodidade de um serviço hoteleiro de nível superior. Os apartamentos confortáveis e muito bem equipados são ideais para casais que querem privacidade ou famílias e grupos (até 6) que precisam de mais espaço e autonomia. De atmosfera alpina, contemporânea e prática sem deixar de ser sofisticada, beneficia de vistas panorâmicas da montanha para deleite do olhar.
Desde 1906 que o Hotel Serena Cortina oferece não apenas um refúgio acolhedor de ambiente familiar e caloroso, mas uma experiência imersiva na beleza natural circundante. Um 3 estrelas que conquista pela simplicidade bem feita: acolhedor, funcional e com uma energia descontraída, ideal para quem quer passar o dia a viver a montanha e ter uma base para recarregar baterias com conforto. É uma boa base logística, com estacionamento privado gratuito, restaurante e bar, e um pequeno almoço muito bom – uma escolha inteligente para quem procura Cortina sem complicações.
Com um charme clássico e uma hospitalidade que sabe a tradição italiana, o Franceschi Park Hotel é uma escolha com personalidade em Cortina d’Ampezzo. Rodeado de verde e com aquele ambiente de hotel alpino de postal, é perfeito para quem aprecia um toque mais elegante e acolhedor, sem perder a ligação à natureza e à montanha. Com Spa, restaurante, bar e estacionamento privado gratuito, funciona muito bem para uma viagem romântica ou para quem valoriza o descanso como parte do itinerário, não apenas um intervalo.
Clique para ver mais opções de alojamento em Cortina d’Ampezzo
Roteiro para visitar as Dolomitas: Dia 4
Cinque Torri

O quarto dia do nosso roteiro para visitar as Dolomitas arranca com a subida às míticas Cinque Torri, uma cadeia montanhosa formada por cinco picos de calcário que atingem uma altitude máxima de 2361 metros.
Para chegar à base das Cinque Torri tem basicamente duas opções: pode subir de teleférico até ao Refúgio Scoiattoli desde o Passo Falzarego, mais concretamente da estação Bai de Dones (clique para ver preços e horários do teleférico) ou ir a pé seguindo um dos trilhos que arrancam no Passo Falzarego ou no Passo Giau.

Se optar pela caminhada, a nossa recomendação é que percorra o trilho circular que arranca no Passo Giau pois é, de longe, o percurso pedestre mais completo (foi o que fizemos). O percurso tem cerca de 10 km de extensão e um desnível acumulado de 900 metros, mas as vistas panorâmicas, de fazer cair o queixo, valem cada gotinha de suor. E, como bónus, poderá ver trincheiras da Primeira Guerra Mundial escondidas nas montanhas. Clique para descarregar o track GPS do Trilho Cinque Torri desde o Passo Giau.
Caso opte pelo teleférico, não deixe de fazer o clássico trilho em redor das Cinque Torri. Tem pouco mais de 2 km e não apresenta dificuldades de maior, sendo uma excelente opção se visitar as Dolomitas com crianças mais pequenas.
Alleghe


Marmolada


Roteiro para visitar as Dolomitas: Dia 5
Trilho Tre Cime di Lavaredo

E eis que chegou o dia de percorrer o lendário trilho de Tre Cime di Lavaredo, o percurso pedestre mais famoso das Dolomitas que se tornou num autêntico ícone do montanhismo alpino. Sim, é percorrendo este trilho que terá a oportunidade de ver de perto, ao vivo e a cores, os três colossais picos dolomíticos com quase 3000 metros de altura.
Face à sua fama mundial não é de espantar que o Tre Cime di Lavaredo seja o destino mais concorrido das Dolomitas, por isso, recomendamos que madrugue de forma a poder começar o trilho antes de chegarem as multidões, sobretudo se estiver a planear visitar as Dolomitas nos meses de julho e agosto. A outra opção é reservar a caminhada para o final do dia. Se optar pela segunda hipótese, basta inverter a ordem do quinto dia do nosso roteiro para visitar as Dolomitas.

Independentemente do mês e da hora do dia que escolha para percorrer o trilho Tre Cime di Lavaredo, desde o verão de 2025, é imperativo reservar com antecedência o estacionamento no caríssimo Parking do Refúgio Auronzo, o ponto de partida do trilho. Clique para consultar o preço e reservar o seu lugar de estacionamento através do site oficial.
Caso não consiga (ou não queira) reservar um lugar de estacionamento para o dia e hora que deseja, as alternativas são subir ao Rifugio Auronzo a pé (uma opção que só recomendamos a quem tenha muito traquejo em caminhadas de montanha) ou apanhar um dos shuttles/autocarros que, no verão, fazem a ligação até ao Rifugio Auronzo a partir de outros parques de estacionamento da região. Clique para saber horários, preços e pontos de partida dos shuttles.

O trilho 101 de Tre Cime di Lavaredo é linear e tem cerca de 8 km de extensão (ida e volta), mas a nossa recomendação é que faça o regresso ao Refúgio Auronzo pelo trilho 105, de forma a criar um percurso circular com aproximadamente 10 km de extensão. É um pouco mais longo e exigente, mas a beleza paisagística mais do que paga o esforço adicional (e tem ainda a vantagem de ser consideravelmente menos concorrido que o trilho 101). Clique para descarregar o nosso track GPS da versão circular do trilho Tre Cime di Lavaredo.
Lago Antorno e Lago di Misurina

Caminhada terminada, feche o quinto dia do seu roteiro para visitar as Dolomitas com uma visita a dois lindos lagos das Dolomitas que contam com estacionamento mesmo ao lado.
O primeiro que irá encontrar é o Lago Antorno, um pequeno lago alpino rodeado por um bonito bosque de abetos com vista para as Tre Cime di Lavaredo. Em dias sem vento, até consegue ver os três imponentes picos refletidos nas águas do lago como se de um espelho se tratasse.

A poucos quilómetros do Lago Antorno encontra-se o Lago di Misurina, muitas vezes apelidado de “Pérola das Dolomitas”, por ser um dos maiores lagos desta região dos alpes italianos. Ao final do dia, quando há menos visitantes, é particularmente apaixonante, com o Grand Hotel Misurina e as montanhas refletidas na água. Se tiver tempo (e energia), aproveite para fazer uma caminhada pelas margens do lago e/ou fazer um passeio de barco a remos. É o final de dia perfeito!
Roteiro para visitar as Dolomitas: Dia 6
Lago Sorapis

Este lago de origem glaciar encaixado entre as montanhas fica localizado a quase 2000 metros de altitude e a única forma de o visitar é mesmo a pé, percorrendo um trilho linear com cerca de 13 km de extensão (ida e volta) que arranca no Passo Tre Croci, no qual irá encontrar alguns lugares de estacionamento gratuitos, que se revelam curtos face ao número de caminhantes que diariamente rumam ao Lago Sorapis.

Chamamos ainda a atenção que, apesar de não ser um trilho muito duro fisicamente, o percurso pedestre até ao Lago Sorapis tem alguns troços estreitos e expostos, que são por norma muito escorregadios. Apesar de estarem equipados com cabos e degraus para facilitar a progressão, são pontos onde deve ter atenção redobrada. Escusado será dizer que, se sofre de vertigens, vai penar um bocado nestes troços. Clique para descarregar o nosso track GPS do Trilho do Lago Sorapis, que inclui uma caminhada ao redor do lago – para que possa ver esta maravilha da natureza de todos os ângulos.
Lago di Landro e Lago di Dobiacco

Depois da caminhada, continue o seu roteiro para visitar as Dolomitas rumando até ao Parque Natural de Fanes-Sennes-Braies, bem pertinho da fronteira com a Áustria, para ir conhecer o mundialmente famoso Lago di Braies.

Pelo caminho sugerimos que faça duas paragens para conhecer mais um par de idílicos lagos das Dolomita, o Lago di Landro (também conhecido pelo nome de Dürrensee) e o Lago di Dobiacco (Toblacher See em alemão). Até porque ficam ambos ao lado da estrada, pelo que desta vez pode dar um descanso às pernas, e ainda assim desfrutar de maravilhosas paisagens de montanha. Se visitar as Dolomitas num dia quente de verão, até pode aproveitar para dar um mergulho no Lago di Landro (vimos por lá vários corajosos ir a banhos no início de setembro).
Lago di Braies (Pragser Wildsee)

Já deve ter visto largas centenas de fotografias do Lago di Braies, mas, quando lhe botar o olho em cima, verá que não há “click” que faça justiça à sua beleza. Para desfrutar em pleno deste lago mágico das Dolomitas, nada como percorrer um pequeno trilho com 4 km de extensão em redor do lago e/ou alugar um barquinho a remos (a preço de ouro) para navegar pelas plácidas águas verde esmeralda do lago. O percurso é muito fácil de seguir, mas, pelo sim pelo não, pode sempre descarregar o nosso track GPS do trilho do Lago di Braies.

Nessas datas, terá obrigatoriamente de reservar o seu lugar de estacionamento com antecedência ou, como alternativa, recorrer aos shuttles/autocarros para ir visitar o Lago di Braies. Clique para mais informações sobre as restrições de acesso de carro ao Lago di Braies e para reservar o seu lugar de estacionamento junto ao lago.
Onde ficar a dormir no 6º dia
Há hotéis bem localizados… e depois há o Hotel Lago di Braies, literalmente pousado numa das margens mais icónicas das Dolomitas. Dormir aqui e acordar envolto em pura serenidade, com o lago ainda quieto, a espelhar os picos, é uma experiência de pura natureza cinematográfica. O cenário faz metade do trabalho, o resto é competência deste clássico dos hotéis de montanha com história desde 1890. Quartos que emanam elegância clássica e vintage, confortáveis e impecavelmente limpos, bar e restaurante onde servem pequeno almoço e jantar elogiadíssimos. Por mais quartos com vista para as montanhas das Dolomitas em que tenha ficado, aqui a vista é inexplicável.
No coração do vale de Braies, a guesthouse familiar Garni Bergblick é a escolha certa para quem quer Dolomitas com alma simples e autêntica, sem formalismos. Um garni, por natureza, aposta no essencial bem feito e bem cuidado: um sítio sossegado, sem ruído e com a leveza de uma estadia prática. Os quartos em estilo alpino são confortáveis, muitos com varanda e bergblick – literalmente, “vista para as montanhas”. Há um carinho evidente nos detalhes. Destacamos a limpeza impecável, a atenção dos anfitriões (Anca & Klaus) e um pequeno-almoço excecional.
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Roteiro para visitar as Dolomitas: Dia 7
Trilho Viel del Pan (Paso Pordoi)

O trilho arranca no Passo Pordoi, um mítico passo de montanha a mais de 2200 metros de altitude famoso por ser uma das subidas mais duras do Giro d’Italia, e segue em direção ao Rifugio Viel del Pan, nas imediações do qual irá encontrar uma autêntica varanda natural com vistas de babar sobre a Marmolada e o glaciar homónimo.

Apesar de se desenvolver a grande altitude o trilho não é muito exigente, com exceção da rasgadinha subida inicial, pelo que a recompensa supera, em muito, o esforço. E, em jeito de bónus, até pode repor energias no Rifugio Viel del Pan, onde poderá degustar excelentes pratos típicos da região das Dolomitas, como seja canederli, polenta ou strudel de maçã (comemos lá um dos melhores da nossa vida… e olhe que já vivemos na Alemanha). Clique para descarregar o nosso track GPS do Trilho Viel del Pan.
Trento

O nosso roteiro para visitar as Dolomitas termina na cidade de Trento, capital da homónima província autónoma e da região de Trentino-Alto Ádige/Südtirol. Há muito que ver e fazer naquela que é a maior cidade da região, mas, visto que já deverá chegar à cidade a roçar o meio da tarde, recomendamos que foque a sua visita nos seguintes pontos de interesse de Trento:
- Piazza del Duomo, o epicentro de Trento, onde se encontra a maior concentração do património histórico da cidade. Entre eles o destaque vai, naturalmente, para a magnífica Catedral de Trento, para o Palazzo Pretoriano (com sua imponente Torre Cívica), para a Casa Cazuffi e Casa Rella (um conjunto de dois edifícios adjacentes decorados com lindíssimos frescos) e para a emblemática Fontana del Nettuno, situada bem no centro da praça.
- Castelo de Buonconsiglio, uma monumental fortaleza que foi a casa dos príncipes-bispos de Trento desde o século XIII até finais do século XVIII.
- Via Rodolfo Belenzani, uma rua pedonal na qual se encontra o Palazzo Thun, que presentemente alberga a Câmara Municipal de Trento, e Casa Geremia, outra casa histórica com frescos bem preservados.
- Via Cavour, uma das principais ruas do centro histórico de Trento, na qual irá encontrar a Torre della Tromba e o Palazzo Gallo, que presentemente alberga o charmoso B&B Al Cavour 34.
- Igreja Santa Maria Maggiore, o segundo templo religioso mais importante de Trento.

Onde ficar a dormir no 7º dia
Paz, charme e elegância. O soberbo 4 estrelas Hotel Villa Madruzzo é um refúgio refinado nas colinas, a poucos quilómetros do centro de Trento, perfeito para combinar cidade e descanso. À antiga residência histórica oitocentista repleta de charme clássico alpino, foi adicionada uma ala contemporânea, ligadas por um jardim encantador. O destaque vai para o completíssimo spa e centro de bem-estar, um convite direto a abrandar e mimar-se com tudo o que merece. Junte um soberbo pequeno almoço e um restaurante bem reputado e tem a receita certa para uma escapadinha serena.
Um ícone marcante no coração da cidade, o Grand Hotel Trento é um clássico, super confortável e com uma localização que @ deixa a poucos passos do centro histórico. Com aquele ar de elegância tradicional, ideal para quem gosta de hotéis à antiga, com uma certa solenidade e bom gosto. As comodidades incluem um bar acolhedor, restaurante elogiado e até terraço panorâmico para apreciar Trento a outro ritmo. Os serviços e atendimento estão no patamar do melhor que se espera da hospitalidade.
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Mapa do roteiro para visitar as Dolomitas em 7 dias (1 semana)
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Roteiro para visitar as Dolomitas em 5 dias

Só tem 5 dias para visitar as Dolomitas? Nesse caso vai ter de abdicar de alguns dos pontos de interesse que referimos no nosso roteiro de 7 dias para visitar as Dolomitas. A nossa sugestão é que abdique das visitas às cidades de Bolzano e Trento e deixe a região da montanha Marmolada para uma futura viagem às Dolomitas. Caso não queira abdicar de visitar as cidades, pode sempre “cortar” nas caminhadas.
Ainda assim, o itinerário que desenhamos é muito completo, com tempo para ver os maiores cartões-postais das Dolomita e percorrer os melhores trilhos. Claro que pode sempre tentar condensar o roteiro de 7 dias em 5 dias, mas vai passar demasiado tempo a correr de um lado para o outro e pouco tempo nos locais de interesse.
Abaixo encontra a nossa sugestão de roteiro para 5 dias, podendo ler a respetiva descrição dos locais de interesse no roteiro de 7 dias para visitar as Dolomitas.
Dia 1
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Dia 2
Dia 3
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Dia 4
Dia 5
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Mapa do roteiro para visitar as Dolomitas em 5 dias
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Roteiro para visitar as Dolomitas em 4 dias

Para visitar as Dolomitas em 4 dias terá de fazer ainda mais alguns cortes. Para além de ter de deixar de fora do seu itinerário as cidades de Bolzano e Trento, terá de abdicar de percorrer alguns trilhos e visitar alguns lagos, mais especificamente o Trilho do Lago Sorapis, o Trilho Viel del Pan e a caminhada mais extensa pelo Alpe di Siusi. E, claro, a viagem será feita num passo mais acelerado. Abaixo encontra a nossa sugestão de roteiro para visitar as Dolomitas em 4 dias, desenhada para maximizar o seu tempo.
Dia 1
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Dia 4
Mapa do roteiro para visitar as Dolomitas em 4 dias
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Roteiro para visitar as Dolomitas em 3 dias

Visitar as Dolomitas em 3 dias? Não se preocupe que nós damos-lhe uma ajuda para conhecer o essencial desta região dos Alpes Italianos. Naturalmente, é impossível ver todos os locais de interesse da Dolomitas. Ainda assim, vai conseguir conhecer a grande maioria dos cartões-postais das Dolomitas, sendo que o corte mais “doloroso” será mesmo o Trilho Tre Cime di Lavaredo.
Claro que os dias serão superpreenchidos e terá de abdicar de percorrer os trilhos mais longos e de visitar alguns dos apaixonantes lagos das Dolomitas. Ainda assim, acreditamos que vai ter uma experiência muito completa e ficar completamente rendid@ aos encantos das Dolomitas. O efeito colateral será a enorme vontade de regressar aos Alpes o mais rapidamente possível.
Abaixo encontra a nossa sugestão de roteiro para 3 dias, podendo, uma vez mais, ler a respetiva descrição dos locais de interesse no roteiro de 7 dias para visitar as Dolomitas.
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Mapa do roteiro para visitar as Dolomitas em 3 dias
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