Visitar Kyoto passou de destino de sonho a realidade na sua viagem ao Japão que se avizinha, mas eleger o que ver e fazer em Kyoto no planeamento do roteiro parece-lhe mais complicado do que conseguir vestir um kimono à primeira? Respire de alívio. Depois de quase uma semana a descobrir os tesouros históricos desta cidade fascinante, escrevemos este artigo para lhe facilitar a vida. Nele vamos partilhar consigo um guia de viagem e roteiro para visitar Kyoto em 2, 3 e 4 dias, sugerindo itinerários eficientes com os principais pontos de interesse e experiências imperdíveis na cidade e arredores. Começamos por lhe dar a informação prática para preparar a sua viagem a Kyoto e resposta às questões quando ir, como chegar e como se deslocar em Kyoto, além das nossas Dicas VagaMundos e recomendações de hotéis e restaurantes para que desfrute ao máximo da sua viagem à antiga e milenar Heian-kyo, a “capital da paz e tranquilidade”.

Antiga capital imperial do país (posterior a Nara e anterior a Tokyo), Kyoto é, muito provavelmente, a cidade tradicional mais emblemática do Japão. Kyoto tem o condão de nos fazer sentir parte de um capítulo do Japão feudal… sem deixar de ser uma cidade viva, com alma e sabor. Kyoto é uma cidade de contrastes delicados, e aí reside muito do seu encanto que nos fez enamorar por ela.

Kyoto é detentora de uma coleção impressionante de templos e santuários budistas e xintoístas singulares, jardins zen paisagísticos que parecem pinturas e palácios magníficos. Não é à toa que recebeu o epíteto da “cidade dos 10 mil templos”

Entre o (muito) que ver e fazer em Kyoto, neste roteiro vamos levá-l@ a atravessar os túneis de torii vermelhos do Fushimi Inari Taisha, a ofuscar-se com o brilho do Pavilhão Dourado, a encantar-se pelo bairro tradicional de Gion, a impressionar-se com a arquitetura de madeira do Templo Kiyomizu-dera com mais de 1200 anos de história, a imergir na tranquilidade da floresta de bambu de Arashiyama.

Vamos conduzi-l@ por bairros encantadores que guardam séculos de tradição, ryokans (pousadas tradicionais japonesas), casas de chá e machya (casas de madeira tradicionais) alinhadas ao longo de estreitas vielas empedradas, onde ainda se pode ter a sorte de ver geishas e maikos de passo acelerado ao cair da noite. Sem esquecer outro dos seus grandes trunfos: a gastronomia, uma arte tão esmerada e surpreendente quanto a própria Kyoto.

Para que não se perca nos seus dois mil templos, este roteiro para visitar Kyoto dá-lhe uma bússola de orientação. Só não @ vamos conseguir orientar mesmo é a vestir o kimono.
Na preparação da sua viagem para visitar Kyoto, sugerimos que leia também os seguintes artigos:
Informações práticas para visitar Kyoto | Japão
- Língua: Japonês
- Moeda: Iene – JPY (clique para ver a taxa de câmbio)
- Fuso Horário: GMT +9
- Indicativo Japão: +81
- Visto Japão: os cidadãos portugueses e brasileiros não precisam de visto para visitar o Japão para estadias para fins turísticos até 90 dias. Só precisa mesmo de levar o seu passaporte válido e preencher uma Declaração Alfandegária antes de passar pelo controlo de fronteira no aeroporto. Pode preencher o formulário em papel (por norma as companhias aéreas entregam-lhe um antes de aterrar) ou antecipadamente online através do site oficial Visit Japan Web de forma a agilizar o processo de entrada no Japão.
- Pagamentos no Japão: os pagamentos com cartão de crédito ou débito são amplamente aceites em hotéis, restaurantes, supermercados e transportes públicos. Escusado será dizer que convém levar um ou dois cartões que não paguem comissões pelos pagamentos (atualmente, existem inúmeras soluções no mercado). Contudo, é aconselhável ter sempre alguns ienes consigo, pois a grande maioria das bancas de street food e os bilhetes de entrada nos templos só podem ser pagos com dinheiro vivo (assim como os goshuin e charms vendidos nos mesmos). Na hora de levantar dinheiro, recomendamos que o faça nas ATMs das lojas de conveniência 7-Eleven ou FamilyMart, pois a grande maioria das ATMs dos bancos japoneses não aceita cartões estrangeiros, e, quando aceitam, costumam cobrar elevadas comissões de levantamento.
- Roaming e Cartão SIM no Japão: o roaming no Japão é caríssimo, logo, recomendamos vivamente que compre um cartão eSIM antecipadamente ou um cartão SIM japonês logo que chegue ao Japão. Nós optamos por comprar um cartão eSIM da Airalo e não tivemos qualquer problema de conectividade. Clique para comprar um eSIM para a sua viagem ao Japão e beneficie de um desconto de 10% usando o nosso link com o código de desconto “VAGAMUNDOS”.
- Tomadas no Japão: as tomadas no Japão são do tipo A e B, com dois pinos chatos (e, no caso do tipo B, um terceiro pino de terra), diferentes das utilizadas em Portugal e Brasil, que têm pinos redondos. Por isso, vai precisar de um adaptador de tomadas para carregar os seus dispositivos. Nós usamos este adaptador universal nas nossas viagens e nunca nos falhou.
Quando visitar Kyoto?
Contudo, há janelas temporais em que o clima pode abrilhantar ou atrapalhar a sua viagem a Kyoto.
Visitar Kyoto no meio da estação das chuvas (do início de junho a meados de julho) com dias de chuva persistente, no verão quente (junho a agosto) de clima abafado devido à elevada humidade, ou no pico da temporada dos tufões (agosto e setembro) não é propriamente a viagem de sonho que perspetivava.
A decisão será ditada, também em grande medida, pelo seu grau de tolerância a multidões. E na cidade japonesa mais visitada pelos turistas, todos sabemos que multidões equivalem a preços de alojamentos, tours e transportes nos píncaros. Isto se não estiverem completamente esgotados.

Vamos a mais detalhes para @ ajudar a decidir quando visitar Kyoto e conseguir o melhor equilíbrio entre clima e multidões.
A primavera (março a maio) é a fase mais sonhada para visitar Kyoto, que ressurge com a beleza etérea da sakura (cerejeiras em flor) quando a cidade se veste para a foto de capa. Lugares como o Caminho do Filósofo, o Parque Maruyama no Santuário de Yasaka e as margens do rio Kamo ficam absolutamente deslumbrantes. Os parques enchem-se de gente a fazer picnics para o ritual de contemplar as cerejeiras em flor de dia (hanami) ou iluminadas de noite (yozakura) quando as ruas pululam de gente a passear.
Em Kyoto, a floração ocorre, geralmente, entre a última semana de março e a primeira quinzena de abril (coincidindo com as férias escolares da primavera). Num ano normal, o pico da floração (mankai) chega normalmente cerca de 1 semana a 10 dias depois – há quem diga a rondar o 1 de abril.
Acertar na mouche, ou seja, visitar Kyoto no pico das cerejeiras em flor é uma sorte. É que o espetáculo floral é efémero (dura cerca de uma a duas semanas, dependendo das condições climatéricas de vento e chuva) e caprichoso (mais temporã ou tardia, varia todos os anos). Infelizmente, Kyoto é incrivelmente popular durante a época das cerejeiras em flor, sendo invadida por multidões, tanto de turistas nacionais como estrangeiros.

E no fim de abril e início de maio há ainda a Golden Week, uma sequência de 4 feriados nacionais (29 de abril, 3,4 e 5 de maio) em sete dias. Durante a Golden Week, comboios, aeroportos e pontos turísticos ficam sobrelotados e os hotéis podem esgotar meses antes.
Se vai visitar Kyoto nestas duas fases da primavera mais movimentadas do Japão, reservar transportes, tours e alojamento com o máximo de antecedência possível não é uma recomendação: é imperativo!
Chega o calor do verão (junho a agosto) e chegam os festivais. Visitar Kyoto no verão significa viver o lado mais vibrante da cidade: o Gion Matsuri. Desde 869, é o festival mais famoso de Kyoto e um dos maiores do Japão, que acontece ao longo de todo o mês de julho, atingindo o auge nos dia 17 e 24 com as grandes procissões de carros alegóricos (Yamaboko Junko) que transformam o centro da cidade num espetáculo ao ar livre.
Mas também tem o lado “teste de resistência”: muito calor e humidade – especialmente em julho e agosto. Mesmo antes do pico do verão chega a época das chuvas (tsuyu), que normalmente vai do início de junho a meados de julho na região de Kyoto. Não significa chuva nonstop, mas prepare-se para dias abafados e aguaceiros.

A movimentação turística aumenta substancialmente devido às férias escolares de verão que vão de meados de julho até fim de agosto. Mas é estremamente intensa durante a semana de Obon, um festival japonês tradicional para honrar os espíritos dos antepassados em meados de agosto (algo como o Halloween ou Dia de los Muertos, mas versão budista). É a outra das três semanas festivas mais movimentadas do Japão.
Escusado será dizer que, se visitar Kyoto no verão, leve roupa leve e respirável e um bom impermeável. “Chapéus há muitos” – leia-se, guarda-chuvas – e de todos os feitios, para comprar em qualquer loja da cidade. E a nossa dica VagaMundos, um truque que aprendemos com os locais: a toalhinha de mãos. O clássico japonês que também dá muito jeito para secar o suor ou usar como “lenço de pescoço”.
O outono (setembro a novembro), mais fresco e muito fotogénico, ameniza os extremos da estação anterior, mas nem tudo são rosas.
O início do outono ainda traz alguma instabilidade que pode afetar a sua viagem. A estação típica dos tufões do Pacífico acontece entre maio e outubro. Os mais fortes acontecem entre agosto e setembro e o Japão pode ser afetado por dois ou três deles. Para jogar pelo seguro, programe visitar Kyoto de meados de outubro a meados de novembro. Estivemos em Kyoto no início de novembro na mais recente viagem ao Japão e, apesar de algo chuvoso, cumprimos o nosso roteiro para visitar Kyoto à risca – a chuva não foi nada que um bom guarda-chuva não resolvesse.

De meados de novembro a inícios de dezembro a cidade veste-se com as mais vibrantes cores outonais, uma das fases mais bonitas do ano para visitar Kyoto. Em outubro as folhas de gingko começam a pintar-se de amarelo e os bordos japoneses a tingir-se de vermelho. Koyo (folhagem outonal) está para o outono como sakura (floração das cerejeiras) está para a primavera. Momiji está para a contemplação das folhas outonais como hanami está para a contemplação das flores.
O inverno (dezembro a fevereiro) é uma escolha subestimada para visitar Kyoto, mas não descarte. Faz frio, sim. Os dias são curtos, sim. Mas, como o clima é seco, isso significa uma elevada probabilidade de céus claros e limpos. O inverno é a baixa temporada, o que significa menos turistas. E Kyoto ganha uma serenidade especial, uma atmosfera mais tranquila e introspectiva … exceto no Ano Novo.
Visitar Kyoto durante o Ano Novo (Shogatsu) pode ser gratificante, pois tem a oportunidade de vivenciar o feriado mais importante do Japão. Os templos e santuários enchem para o hatsumode (a primeira visita do ano). Mas também pode ser frustrante. O Ano Novo é uma das três principais fases de viagens no Japão, com intensa movimentação turística nacional e internacional, dificultando deslocações e dormidas. Muitas lojas, restaurantes e atrações estão fechados ou reduzem horários por pelo menos um dia entre 29 de dezembro e 4 de janeiro.
Como chegar a Kyoto?
Kyoto não tem aeroporto internacional pelo que terá de voar para Osaka ou Tokyo. A forma mais prática e rápida de chegar a Kyoto para a maioria dos visitantes internacionais é apanhar um voo com destino ao Aeroporto Internacional de Kansai em Osaka (KIX), o mais próximo, tomando depois o comboio JR Haruka Limited Express, que em cerca de 1 hora faz a ligação direta à estação de Kyoto. De Tokyo, a forma mais rápida de chegar a Kyoto é apanhando o Shinkansen (comboio-bala) da linha Tokaido que faz a viagem em menos de duas horas e meia.
Como não há voos diretos de Portugal para o Japão, não se livra de ter de fazer pelo menos uma escala nas cidades-hub das principais companhias aéreas de bandeira da Europa, dos Emirados Árabes ou da Ásia que operam voos diretos para Tokyo, como por exemplo a Air France (escala em Paris), British Airways (escala em Londres), Turskish Airlines (escala em Istambul), SAS (escala em Copenhaga), Lufthansa (escala em Munique), Qatar Airways (escala em Doha), Etihad (escala em Abu Dhabi), entre outras. Da última vez que fomos visitar o Japão apanhamos uma “borla” da Emirates com escala no Dubai.
Para obter os melhores preços de voos sugerimos que faça várias simulações e que reserve o voo com (pelo menos) mês e meio de antecedência. Clique para ler as nossas dicas para comprar voos baratos.
Como se deslocar em Kyoto?

Os autocarros/ônibus cobrem a cidade, mas podem ser lentos. As linhas de comboio são geridas por empresas distintas (JR, Keihan, Kintetsu, Hankyu, Keifuku), algumas privadas.

Fique descansad@ que não precisa conhecer o mapa da rede de transportes públicos de Kyoto como a palma da mão. Para a maioria das deslocações, o Google Maps é suficiente para planear o percurso. Basta inserir a origem e o destino, e o maps informa automaticamente que linha de metro apanhar, hora e estação de partida e chegada com horários posteriores alternativos, melhor entrada na estação, a plataforma, a estação de transbordo, melhor saída, custo da viagem e até as condições do veículo.
Há uma grande variedade de passes disponíveis para a área urbana de Kyoto, mas a maioria deles é cara e/ou pouco prática, pois não cobre todas as linhas de comboio e de metro. Cada transbordo num transporte de empresas diferentes exige a compra do respetivo bilhete. Consequentemente, os cartões pré-pagos IC Card (ICOCA, da região de Kansai onde fica Kyoto, Pasmo ou Suica) são a forma mais conveniente de pagar o transporte em Kyoto, especialmente se planear o seu dia de roteiro para visitar Kyoto de forma geograficamente inteligente.
IC Cards: como utilizar os cartões de viagem Suica, Pasmo e ICOCA ao visitar Kyoto

Pense nos Suica, Pasmo e ICOCA como um “passe mágico” em versão japonesa: são cartões recarregáveis que usa por aproximação (tap) aos leitores nos torniquetes à entrada e saída das estações, onde desconta imediatamente o valor certo do saldo. Assim evita filas e perdas de tempo a comprar um bilhete individual a cada viagem. E, como bónus, também servem para compras em lojas de conveniência, máquinas de bebidas, aluguer de cacifos, algumas lojas e restaurantes.
Os cartões pré-pagos têm um desconto residual em relação aos bilhetes individuais, mas são convenientes, pois permitem viajar em praticamente qualquer comboio, metro ou autocarro na Grande Kyoto e na maioria das outras grandes cidades do Japão. Só tem que garantir que tem saldo carregado.
A forma mais prática de ter um IC Card é no telemóvel, mas tal só é possível se tiver um iPhone ou Apple Watch pois, infelizmente, ainda não funciona em smartphones de sistema Android adquiridos fora do Japão. Caso tenha um iPhone é só adicionar um dos três passes disponíveis (Suica, Pasmo ou Icoca) à Apple Wallet e carregar o saldo desejado (¥1000 a ¥5000).
Nós escolhemos o Suica pois permitia-nos carregar saldo imediatamente através do cartão associado ao Apple Pay sem qualquer complicação. Podemos dizer que o nosso smartphone era o nosso “passe virtual” e nos comboios e metros de várias cidades japonesas nunca nos falhou.
Há também a possibilidade de adquirir um IC Card em versão física. O ICOCA está disponível no aeroporto de Osaka e nas estações centrais de Osaka e Kyoto. O Suica é vendido exclusivamente nas estações da JR East de Tokyo; o Pasmo compra-se nos aeroportos Haneda e Narita, nas ticket machines e balcões das grandes estações de comboio, como seja a de Kyoto. O preço inclui depósito de ¥500 (reembolsável na devolução do cartão) e o restante fica como saldo. Os recarregamentos são feitos nas ticket machines e em algumas lojas de conveniência, mas nestas com dinheiro vivo. Atenção que na devolução do cartão físico é deduzida uma taxa de processamento de cerca de ¥200 do saldo restante. Portanto, no fim da “vida útil” do seu Suíça, Pasmo ou ICOCA físico, tente manter o saldo sempre abaixo dos ¥200.
Quantos dias para visitar Kyoto?

Para desfrutar ao máximo do roteiro para visitar Kyoto que desenhamos para si, o ideal é alocar 4 dias à sua viagem. Quando dissemos “o (muito) que ver e fazer em Kyoto” não estávamos a exagerar. Com 4 dias para visitar Kyoto consegue explorar os bairros mais tradicionais, passear pelos seus jardins zen, desfrutar de mercados com sabor, visitar o impressionante Castelo de Kyoto e os seu serenos templos.

É claro que nunca lhe recomendaríamos visitar os cerca de dois mil templos e santuários de Kyoto: além de impossível, não se justificaria. Mas há dezasseis deles que batem a escala: Fushimi Inari-taisha, Santuário de Yasaka, Templo Kiyomizu-dera, Templo do Pavilhão Dourado… só para nomear quatro absolutamente imperdíveis num roteiro para visitar Kyoto. E ainda poderá incluir uma excursão à primeira capital do Japão, Nara, visitar o seu centro histórico classificado pela UNESCO e lar dos adoráveis veados de Nara.

Como os imprescindíveis de Kyoto estão espalhados por todo o lado, o nosso roteiro para visitar Kyoto está organizado por zonas, para não ter que cruzar a cidade vinte vezes e ainda ter alguma margem para o inesperado, que, em Kyoto, costuma ser onde mora a magia. Kyoto não convida a pressas e pede tempo: para caminhar sem relógio, para entrar num templo só porque sim, para se perder num beco sugestivo e acabar numa casa de chá, para ficar mais 10 minutos a meditar num jardim zen porque, de repente, faz sentido.

Não consegue dedicar tantos dias a visitar Kyoto na sua viagem ao Japão? Já a pensar nisso, desenhamos também roteiros para visitar Kyoto em 2 e 3 dias, aos quais subtraímos cirurgicamente alguns dos pontos de interesse turístico. Ainda assim, estão geograficamente optimizados para tirar o máximo proveito do seu tempo de viagem, permitindo-lhe captar a essência de Kyoto. Acredite que vai regressar a casa igualmente maravilhad@. Pode ler as nossas sugestões de roteiros de 2 e de 3 dias para visitar Kyoto logo abaixo da descrição completa do roteiro para visitar Kyoto em 4 dias.
Seguro de Viagem para Kyoto/Japão

Para além dos cuidados de saúde, um bom seguro de viagem é essencial para se precaver contra outros contratempos, como seja roubos, perda de malas e cancelamento da viagem. Só assim é possível viajar com tranquilidade.
Na hora de comprar um seguro de viagem, a nossa escolha recai sempre na IATI Seguros. É uma agência 100% especializada em seguros de viagem, apresenta sempre o melhor rácio custo-benefício do mercado, e todos os seus seguros contam com excelentes coberturas, a preços surpreendentemente económicos.
Onde ficar em Kyoto? Sugestões de alojamentos

De forma muito prática, as duas melhores zonas para ficar hospedado em Kyoto são a área à volta da Estação de Kyoto e os bairros tradicionais de Gion e Higashiyama. Cada zona tem um estilo muito próprio e distinto, satisfazendo as necessidades e objetivos de diferentes perfis de viajante.
A zona moderna da Estação de Kyoto é uma base prática e conveniente, que facilita a logística e deslocação pela cidade, além de ter muito mais oferta de alojamento com boa relação qualidade/preço.
Os bairros tradicionais Gion e Higashiyama estão no coração histórico e oferecem uma experiência “à moda antiga” e a atmosfera, quase cinematográfica, das ruelas estreitas, machiyas de madeira e lanternas acesas.
Clique nos nomes das localizações para ver as melhores ofertas de alojamento em cada uma delas e opte sempre por reservar unidades hoteleiras que permitam o cancelamento, não vá ter algum imprevisto antes da sua viagem a Kyoto.
Um segundo ponto a ter em consideração é que Kyoto é das cidades mais visitadas do Japão e, em certas épocas do ano, a cidade fica a rebentar pelas costuras. Essa elevada popularidade traduz-se em preços de alojamentos já de si mais caros do que a média do país – até de Tokyo. Queremos com isto dizer que reservar alojamento em Kyoto com muita antecedência é crucial, senão ou fica sem soluções na cidade ou paga um balúrdio por alojamentos de qualidade duvidosa.
Para mais informações sobre as melhores zonas onde ficar em Kyoto, e para ver a nossa seleção dos melhores hotéis em cada uma delas, sugerimos que espreite o nosso guia completo sobre onde ficar em Kyoto (clique para ler). Temos a certeza que vai encontrar um alojamento que tem mesmo a sua cara!
Em jeito de resumo, abaixo encontra uma breve sugestão de alojamentos em Kyoto, todos eles com uma excelente localização e uma estupenda relação qualidade-preço.
A 6 minutos a pé da Torre e da Estação de Kyoto, o Onyado Nono Kyoto Shichijo é um dos melhores hotéis onde ficar em Kyoto pela localização central e a ótima relação qualidade/preço. Este hotel de 4 estrelas aposta num ambiente acolhedor aliando conforto e comodidades modernas a um toque japonês autêntico: pense em detalhes tradicionais, chão tatami e onsen alimentado por águas termais naturais. Serve um soberbo pequeno almoço no restaurante e tem muitos restaurantes e serviços turísticos à porta.
Se valoriza organização e maior leque de comodidades num hotel moderno e elegante o Rihga Gran Kyoto é para si. Fica a meros 4 minutos a pé da saída sul (Hachijo) da Estação de Kyoto, próximo de autocarros e metro. Com quartos espaçosos e harmoniosos e um serviço cuidado, é uma base super confortável para explorar a cidade e fazer excursões a partir de Kyoto.
Se aprecia conforto premium, The Thousand Kyoto é um dos melhores hotéis 5 estrelas de Kyoto. A localização ao lado da Estação de Kyoto é imbatível. O design contemporâneo e ambiente sereno, que emana Japão por todos os recantos, são soberbos. E os quartos que combinam luxo discreto com uma estética minimalista são excecionais. Sentido estético japonês, comodidades de primeira categoria e serviço atencioso ao mais alto nível.
Hotel The Celestine Kyoto Gion
Inaugurado em 2017, o Hotel The Celestine Kyoto Gion é um hotel brilhante, um refúgio moderno que reflete a elegância e o esmero da verdadeira hospitalidade dos antigos ryokans – tem até o seu próprio sento. Numa zona privilegiada do bairro de Gion, na Yasaka-dori a 700 metros da Estação Kiyomizu Gojo, este 5 estrelas supera expetativas no conforto, nas comodidades e na limpeza. O acolhimento, dedicação e atenção ao hóspede da equipa de funcionários está acima da tabela.
Em pleno bairro de Higashiyama, a passos da Estação Kiyomizu Gojo, o Seikoro Ryokan é uma pousada tradicional histórica que desde 1831 acolhe os hóspedes com genuína hospitalidade calorosa japonesa: chão tatami e colchões futon, pequeno almoço e jantares ao estilo kaiseki servidos no quarto. Da receção ostensivamente decorada (diríamos Art Nouveau japonesa) ao minuciosamente cuidado jardim, passando pelo onsen, o ambiente intimista e sereno é duma envolvência irresistível.
Clique para ver mais opções de alojamento em Kyoto
Roteiro de 4 dias com o melhor de Kyoto: o que visitar e fazer na cidade e arredores

Visitar Kyoto é, sem exageros, obrigatório em qualquer viagem ao Japão. O que não é nada de estranhar, tendo em conta a história que carrega e a quantidade, quase insana, de monumentos e experiências incríveis.
Conhecida pela sua profunda serenidade e encanto intemporal, as várias formas de arte e hospitalidade praticadas em Kyoto estão intrinsecamente ligadas à cultura japonesa e compreender o seu valor é a parte da descoberta que queremos veicular neste roteiro para visitar Kyoto, que, esperamos, seja uma viagem no tempo pela alma do Japão.

Kyoto é detentora de um legado histórico notável, graças em grande parte por ter sido poupada dos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial. Chamam-lhe a “Cidade dos Dez Mil Santuários”. Não são dez mil, como consta da sua alcunha, mas é verdade que estamos sempre a “tropeçar” num a quaisquer centena de passos dados.
Na verdade, são mais de 1600 templos budistas e 400 santuários xintoístas. Dezasseis deles, em conjunto com o Castelo de Kyoto, Nijō-jō, compõem a lista UNESCO dos Monumentos Históricos da Kyoto Ancestral, a maior concentração de tesouros culturais do Japão. Segundo as palavras da própria UNESCO “construída em 794 d.C. seguindo o modelo das capitais da China antiga, Kyoto foi a capital imperial do Japão desde a sua fundação até meados do século XIX (1868). Como centro da cultura japonesa por mais de 1000 anos, Kyoto ilustra o desenvolvimento da arquitetura japonesa em madeira, particularmente na arquitetura religiosa, e a arte dos jardins japoneses, que influenciou a jardinagem paisagística em todo o mundo.”

Kyoto foi, para nós, uma revelação. Um destino que nos arrebatou com, e em, todos os sentidos. Kyoto tanto sabe ser grandiosa como intimista: há momentos em que nos tira o fôlego e outros em que nos abraça suavemente.
Para tirar o máximo partido da sua viagem a Kyoto, recomendamos vivamente escolher horas menos concorridas para visitar os santuários mais populares, de manhã bem cedo ou ao fim do dia quando, iluminados, ganham outra magia. Esteja ciente que muitos encerram portas por volta das 17 horas.
E não se esqueça: Kyoto é o lar de muita gente. Mostre consideração pelas comunidades locais respeitando as regras locais e usando de boa educação. Assim, contribui para a preservação da cultura ancestral de Kyoto e do turismo sustentável.

Este roteiro para visitar Kyoto em 4 dias vai ajudá-l@ a descobrir o melhor da cidade, dos templos e santuários mais emblemáticos aos recantos menos óbvios, dos mercados e ruas tradicionais às experiências que tornam a viagem memorável. E com o extra de fazer um passeio ao emblemático parque de Nara a partir de Kyoto. Preparad@ para se deixar conquistar?
Roteiro para visitar Kyoto: Dia 1
No nosso primeiro dia de roteiro para visitar Kyoto vá bem preparad@ pois será intenso. Certifique-se que leva um bom calçado, o powerbank carregado e muita energia para aguentar até à noite.
Fushimi Inari-taisha

Construído no século VIII pelo clã Hata, o fascinante santuário xintoísta Fushimi Inari é famoso pelos seus túneis de milhares de torii vermelhos ou alaranjados que serpenteiam pela floresta sagrada do Monte Inari.




A melhor forma de chegar ao Fushimi Inari Taisha é apanhar um comboio da linha JR Nara na Estação de Kyoto até à Inari Station, praticamente à entrada do santuário.

Templo Kiyomizu-dera


Kiyomizu-dera destaca-se pelo seu pavilhão central, que guarda no interior uma estátua inestimável de Kannon Bodhisattva, a deusa da misericórdia, erguido sobre uma varanda que se projeta da encosta de uma montanha, sustentada por pilares de madeira de 13 metros de altura. Da varanda, as vistas sobre Kyoto e a belíssima paisagem revestida de cerejeiras e bordos são prodigiosas, sendo tão deslumbrante na primavera como no outono. Não é preciso ser crente, nem apaixonado por arquitetura para ficarmos perplexos com o complexo: templo e varanda “suspensos” na floresta são uma visão quase etérea.

Fundado em 778, o nome significa Templo da Água Pura, em alusão à nascente Otowa que está na origem do complexo templário e que corre abaixo da varanda. Aqui, muitos visitantes bebem a água que promete saúde, sabedoria ou amor, consoante o fio de água escolhido. Se quiser seguir a tradição, só precisa de mão firme e um pouco de calma para manusear a concha de metal… sem acabar a “tomar banho”.

Além do pavilhão principal, explore os recantos do recinto. Há trilhos mais tranquilos que conduzem ao pagode de três pisos Sanjunoto; ao santuário Jishu-jinja, dedicado ao deus do amor; o Salão Okunoin, de cuja varanda se tira a foto de #Instagram do Kiyomizu-dera com Kyoto ao fundo, e ao Pagode Koyasunoto de três pisos, que oferece uma das melhores perspetivas do complexo templário, listado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
Bairro Higashiyama

Higashiyama é um grande distrito que reúne vários templos UNESCO e as paisagens urbanas mais bem preservadas da cidade antiga de Kyoto e é lar do Museu Nacional de Kyoto. A área também abriga vários kagai, zonas onde se pode avistar uma esquiva geisha, chamada de geiko em Kyoto.


As mais famosas são Ninenzaka e Sannenzaka, donde pode fazer a instagramável foto do pagode Yasaka de cinco pisos do templo Hokan-ji em pano de fundo. É um dos tesouros inesperados que recompensam quem passeia casualmente pelo distrito de Higashiyama.

É também nesta rua que se encontra uma das casas de chá mais conceituadas de Kyoto: Sakaguchian. Se tiver tempo e não dispensa essa vivência cultural tão característica de Kyoto, recomendamos reservar com antecedência esta cerimónia do chá numa casa tradicional com um jardim paisagístico mágico em pleno bairro de Kiyomizu. Não podíamos perder essa experiência cultural no nosso roteiro para visitar Kyoto e adorámos!

Na encosta leste do bairro encontra-se o templo zen budista Kōdai-ji. Destaca-se pela arquitetura dos vários pavilhões, os requintados jardins, incluindo um jardim seco e uma floresta de bambu, o mausoléu familiar e as exibições luminosas criativas nas noites especiais que abre ao público.
Bairro Gion


Comece a visita pelo santuário mais venerado, o Yasaka-jinja, centro nevrálgico do famosíssimo festival de julho Gion Matsuri, complementado pelo parque mais popular de Kyoto para apreciar a sakura (cerejeiras em flor), o Parque Maruyama. Do parque tem acesso ao templo Chion-in (Mosteiro da Gratidão) e seus jardins, do século XVII e sede do budismo Jōdo-shū, uma visita interessante tendo tempo.

Mais conhecido por “Bairro das Geishas”, Gion perpetua a esse traço cultural. Aqui pode encontrar as okiya, casas de madeira onde geishas e maikos (aprendizes de gueisha) vivem e treinam, e as ochaya, as casas de chá onde elas se apresentam e entretêm os convidados com conversas, dança e música.

A poucos passos de distância fica o Templo Kennin-ji, o mais antigo templo zen de Kyoto construído em 1202. Fundado por um monge que introduziu o budismo zen e o cultivo do chá no Japão, é celebre pelos elaborados pavilhões e os seus jardins, seco e de musgo.

Aproveite para dar uma passeata pelo Canal de Shirakawa e pela Ponte Tatsumi, uma das zonas mais pitorescas de Gion, especialmente ao fim do dia, quando parece um cartão-postal perfeito de Kyoto.

Mercado Nishiki e ruela Pontocho



A novidade aqui é que além daqueles pratos japoneses que todos conhecemos (sushi, tempura, ramen…) há uma infinidade de opções para que o seu paladar experimente novos sabores. Um deleite para os sentidos e para o estômago. A maioria das lojas fecha por volta das 18h, mas alguns estabelecimentos mantêm-se abertos até às 22 horas a servir as suas especialidades. E se ainda tiver tempo e interesse, espreite o santuário da “casa”, o Nishiki Tenmangu.

O segundo é a rua pedonal Pontocho, uma ruela estreita paralela ao rio Kamo que ainda conserva o encanto do Japão, especialmente à noite quando iluminada pelas lanternas dos numerosos restaurantes tradicionais aqui instalados, muitos deles altamente recomendados. Se não se tiver safado com o jantar no Nishiki, entre as ruas adjacentes, a rua Pontocho e a paralela Kiyamachi-dori encontra certamente uma solução. Esta área é imperdível num roteiro para visitar Kyoto, e nem é preciso ser foodie.
Roteiro para visitar Kyoto: Dia 2
Templo do Pavilhão Dourado (Kinkaku-ji)

Situado a noroeste de Kyoto, este Património Mundial UNESCO encerra uma longa e turbulenta história. Foi construído em 1397 e reconstruído várias vezes sempre de forma fiel ao original, a mais recente em 1955, consequência dum fogo ateado por um monge insatisfeito em 1950. O jardim do templo é um deleite paisagístico, uma porta de entrada para a visão do mundo budista, e alberga em seus terrenos a charmosa casa de chá Sekkatei. A visita não lhe tomará muito tempo pois o interior do pavilhão é vedado ao público e apenas uma parte dos hectares de jardim são livres de percorrer.
Templo Ryoan-ji


Templo Ninna-ji

É especialmente conhecido pelas suas cerejeiras de floração tardia, que todos os anos atraem multidões de admiradores. Se quiser conhecer um excelente exemplo dessa harmonia natural que marca tantos templos budistas no Japão, o templo Ninna-ji tem que constar do seu roteiro para visitar Kyoto.

Se tiver tempo, espreitar também o Reihō-kan, o edifício do tesouro, onde se guardam valiosíssimos artefactos culturais.
Bosque de Bambu de Arashiyama

Caminhar por entre filas aparentemente intermináveis de troncos de bambu gigantes, que rangem suavemente ao balançar com o vento e filtram a luz de uma forma quase etérea, é uma experiência sensorial serena, quase onírica – se nos conseguirmos abstrair das multidões ávidas pela foto de #Instagram perfeita. Basta ir mais longe que os outros para descobrir um recanto e sentir essa experiência na pele.
O bosque está aberto 24 horas por dia e não tem custo de entrada, por isso, em época alta, recomendamos visitar de manhã cedo ou ao pôr do sol.

Outra floresta que começa agora a ganhar fama é a fotogénica Kimono Forest, com centenas de cilindros iluminados revestidos com 32 padrões de quimono, uma instalação artística que homenageia a tradição da técnica Kio Yuzen de estampagem dos tecidos criada em Kyoto no século XVIII.
Neste bairro turístico encontra ainda a expectável mão-cheia de lojas tradicionais perfeitas para provar doces, petiscos… ou até fazer um banquete à séria. Se tiver tempo, não deixe de percorrer a avenida principal até à ponte de madeira Togetsu-kyo sobre o rio Katsura.
Templo Tenryū-ji

A principal razão para fazer uma visita é o jardim, um dos melhores exemplos de design tradicional de jardim japonês. O jardim de Tenryū-ji é uma combinação perfeita de tradição aristocrática e cultura zen.
Templo Kyo-o-gokoku-ji


Torre de Kyoto e Estação de Kyoto

Se quer introduzir um miradouro no seu roteiro para visitar Kyoto, a Torre de Kyoto, a estrutura mais alta da cidade com 131 metros de altura, é a melhor aposta. O edifício compreende um centro comercial e o Kyoto Tower Hotel. Existe uma plataforma de observação situada a 100 metros de altura, que oferece uma vista panorâmica de 360º sobre Kyoto que, em dias de céu limpo, alcança até Osaka. Vá por nós: as vistas valem cada yen! Pode comprar antecipadamente o ingresso através do GetYourGuide.

Inevitável no seu roteiro para visitar Kyoto (até porque vai ter que a usar amiúde), a hiper-moderna Estação de Kyoto é um mundo dentro da cidade, que curiosamente se tornou num marco icónico na antiga capital imperial do Japão mundialmente famosa pelos seus templos e santuários ancestrais.

Trata-se de um enorme complexo ultramoderno de vidro e aço, de design futurista concebido pelo premiado arquiteto Hiroshi Hara. É um labirinto gigantesco que alberga department stores com um número insano de lojas, centenas de restaurantes, espaços de lazer, o Kyoto Theatre, e, até, dois hotéis (o Granvia Kyoto e o Miyako City Kintetsu Kyoto Station) que fazem da estação um centro de lazer e uma atração turística por si só.

Quando lhe dedicámos tempo no nosso roteiro para visitar Kyoto, navegar a estação foi-nos mais difícil que orientarmo-nos pela labiríntica medina de Fez, em Marrocos. Em toda a nossa viagem pelo Japão, foi o único sítio onde nos perdemos. Ás tantas, despreocupámo-nos com as direções e foi quando descobrimos a airosa e sofisticada East Square, o túnel da passagem aérea Kyoto Station Skyway com vistas espetaculares, e o Daikaidan, a Grande Escadaria, com um anfiteatro para concertos, que leva ao 15º piso onde fica o Sky Garden & Happy Terrace.
Roteiro para visitar Kyoto: Dia 3
Templo Ginkaku-ji

Foi construído no século XV como retiro do shōgun Ashikaga Yoshimasa. Após a sua morte, passou a funcionar como templo budista (o nome oficial é Jishō-ji, embora quase ninguém o trate assim).
Vale a pena admirar a arquitetura do Kannon-den, o templo principal, especialmente bonito visto refletido no lago, o salão principal Hondo e o Togu-do, escritório de Yoshimasa, os únicos sobreviventes de incêndios e terramotos.

Menos exuberante do que o Kinkaku-ji, o Ginkaku-ji tem uma elegância discreta que conquista – e faz parte dos Monumentos Históricos da Antiga Kyoto, classificados como Património Mundial da UNESCO.
Philosopher’s Path


Pelo caminho, vai passando perto de vários templos e santuários (menos afamados mas igualmente impressionantes) e ainda encontra lojas de artesanato e cafés cheios de charme, perfeitos para uma pausa a meio.
Templo Eikan-dō (Zenrin-ji)

Os extensos jardins são pontilhados por muitos edifícios interligados por passarelas de madeira cobertas que vale a pena visitar em qualquer época do ano. De destacar os pavilhões Shaka-do, Mie-do, Amida-do, o lago Hojo e o Pagode Tahoto que oferece vistas deslumbrantes sobre o complexo templário e a cidade.

Templo Nanzen-ji


Santuário Heian



Jardim Nacional Kyoto | Palácio Imperial

O Palácio Imperial de Kyoto (Kyoto Gosho) foi a residência da Família Imperial do Japão até 1868, quando o imperador e a capital se mudaram para Tokyo.

Castelo de Kyoto

A arquitetura deslumbrante deste castelo foi concebida como uma demonstração do prestígio do shogun Tokugawa Ieyasu, o primeiro da linha sucessória dos poderosos shoguns Tokugawa que governaram o país entre 1603 e 1868. De seu nome Nijō-jō, continua a ser um testemunho eloquente do seu domínio.

Tenha em atenção que, apesar do horário de fecho ser às 17h, a última entrada é às 16h. Dependendo do tempo disponível, pode incluí-lo no seu roteiro para visitar Kyoto como complemento ou em alternativa ao Palácio Imperial. Se não chegar a tempo, pode-se ficar pelo exterior: o amplo fosso, as enormes muralhas de pedra e os portões maciços, mas elaborados, ainda impressionam.
Roteiro para visitar Kyoto: Dia 4

Passeio a Nara


Situada a apenas 40 km a sul de Kyoto (e 30 km a leste de Osaka), no sopé do Monte Wakakusa, Nara destacou-se como centro político e cultural, tendo sido a primeira capital imperial do Japão entre 710 e 784. Desses tempos preserva alguns dos primeiros templos, exemplares da arquitetura sacra nipónica, logo após a introdução do budismo no país.
Entre os lugares a visitar em Nara destacamos os absolutamente imperdíveis:
- Templo Todai-ji, um complexo de templos, lago e museu, centrado pelo Daibutsu-den o maior salão de madeira do mundo (o original tinha quase o dobro do tamanho do atual) onde se encontra o Grande Buda Daibutsu de bronze de 15 metros;
- Kasuga Taisha, um santuário xintoísta fundado em 768 que homenageia quatro divindades (o usual é uma ou duas) com mais de mil lanternas de bronze no interior (em contraste com o escarlate brilhante dos vigamentos e o branco das paredes, a fotogenia é imbatível) e duas mil lanternas de pedra no recinto exterior;
- Templo Kofukuji cuja construção remonta a 669 com o segundo pagode de cinco pisos mais alto do Japão (50 metros), um outro pagode de três andares e os curiosos Salões Endo octogonais.

Tudo isto encontra passeando pelo Parque de Nara, que acolhe também os edifícios do interessante Museu Nacional de Nara, os lagos Ara e Sagi, onde encontra o pitoresco gazebo Ukimido no meio do lago.

E sempre acompanhad@ pelos amistosos (e por vezes, traquinas) cervos-sika sagrados, que educadamente imploram, com uma vénia muito polida, por uma bolacha shika-senbei, (à venda no parque por uns 200¥). Aceda ao pedido mas nunca lhes dê qualquer outro tipo de comida, e muito menos tente tocar-lhes. Apesar de habituados ao ser humano há séculos, são animais selvagens. E têm um radar para comida, portanto, muito cuidado com comida nas mochilas e objetos nas mãos. Um truque para afastar os mais atrevidos e evitar mordiscadelas indesejadas: mostre-lhe as palmas das mãos vazias. Eles afastam-se naturalmente.
Como ir de Kyoto a Nara?
A forma mais fácil para ir de Kyoto a Nara de transportes públicos é apanhar um comboio da JR Nara Line na Estação de Kyoto até à JR Nara Station. Há comboios rápidos Miyakoji que partem a cada 30 minutos e a viagem demora cerca de 45 minutos. Os comboios locais demoram cerca de 1h15. Pode comprar o seu bilhete nas estações ou usar o seu Suica.
Roteiro para visitar Kyoto em 3 dias

Dia 1
Dia 2
Dia 3
Roteiro para visitar Kyoto em 2 dias

Mas como sabemos que não é fácil deixar cair Nara do seu itinerário, jogamos na antecipação e deixamos-lhe não uma, mas sim duas sugestões de roteiro para visitar Kyoto em 2 dias, sendo que uma delas inclui o passeio a Nara.
Opção 1: Cidade de Kyoto
Dia 1
Dia 2
Opção 2: Cidade de Kyoto e Passeio a Nara
Dia 1
Dia 2
Onde comer em Kyoto? Melhores Restaurantes

- Musashi Sushi: o nosso sushi giratório favorito em Kyoto. Tem outra filial, igualmente boa, na Estação de Kyoto.
- Wagyu Sukiyaki Kyoto Panga: bife Kobe e Wagyu de comer e chorar por mais. O único defeito que lhe vemos é que os preços estão ao nível da qualidade da carne. Mas vale cada yen gasto.
- Sushi Naritaya: em Arashiyama, um pequeno restaurante de sushi com nigiris e sashimis divinais. Dos melhores que comemos no Japão.
- GYUKATSU Kyoto Katsugy: o gyukatsu de wagyu mais famoso de Kyoto, a preços amigos da carteira.
- Sushitetsu: restaurante de sushi com uma relação qualidade/preço fantástica.
- Men-ya Inoichi: se gosta de ramen, nem pestaneje. Foi o melhor que comemos em Kyoto.
- Gion Tanto: okonomiyaki delicioso, capaz de ombrear com os originais de Hiroshima.
Mapa do roteiro para visitar Kyoto
Clique no canto superior direito para aumentar o mapa do roteiro para visitar Kyoto.
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