Visitar Marraquexe – o melhor de Marraquexe num roteiro de 4 dias

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roteiro marraquexe

Marraquexe, a cidade de Marrocos que mais turistas recebe, enfeitiça e arrebata qualquer visitante. Conhecer Marraquexe, também chamada de Cidade Vermelha, e envolver-se da sua atmosfera mágica será sempre uma experiência de viagem inigualável e inesquecível. Uma torrente vigorosa de gentes, sons, cheiros, cores e sabores.

Marraquexe tem uma identidade absorvente e vibrante e é um mundo de sensações. O som dos instrumentos tradicionais ativa a audição, as cores garridas do vestuário e curtumes estimulam a visão, os odores intensos das especiarias espicaçam o olfato. Até a sensação do tato é despertada pelos atrevidos macacos de Gibraltar ou, para os corajosos, por uma cobra enrolada ao pescoço. Quanto ao paladar, a cozinha marroquina consegue cativar até o mais exigente.


Leia também o nosso Guia de Marrocos


Quando visitar Marraquexe?

O tempo em Marraquexe é, regra geral, quente e árido. A primavera e o outono são as melhores épocas para visitar Marraquexe em que as temperaturas rondam os 30ºC. Na Páscoa os preços sobem e novembro é o mês com mais chuva. No inverno (dez-fev) os céus limpos afastam a ameaça de chuva, mas a noite pode ser fria. Os preços de alojamento sobem na quadra natalícia e de Ano Novo. O verão (jun-ago) é muito quente, tórrido mesmo.

Independentemente da altura do ano em que decida visitar Marraquexe, respeite a cultura vestindo-se com decoro procurando cobrir ombros e joelhos. Aconselhamos também o uso de roupas leves em camadas que o protejam de escaldões (a par do protetor solar e óculos de sol) e do arrefecimento ao fim do dia. A pashmina ou écharpe é uma peça de roupa imprescindível para as mulheres. Portanto, tem aqui uma excelente desculpa para a sua primeira compra nos souks da almedina.

Mapa com os principais pontos de interesse turístico de Marraquexe 

O Melhor de Marraquexe em 4 dias

Este foi o roteiro que realizámos na nossa primeira viagem a Marraquexe. Ficámos alojados numa riad junto à praça Jemaa El-Fna, o que aconselhamos a todos os visitantes. Aqui estão as nossas sugestões sobre o que visitar em Marraquexe.

1º dia

O voo Lisboa Marraquexe levou uma hora, se tanto. Chegámos de manhã bem cedo e vinte minutos depois o táxi deixava-nos no coração da cidade, a praça Jemaa el-Fna. A praça é de tal maneira interessante que consegue facilmente preencher o seu dia. É provavelmente a melhor forma de se ir adaptando a esta cultura exótica tão distinta da nossa.

Praça Jemaa el-Fna

A praça acorda lentamente e os seus ocupantes surgem aos poucos. A cada hora que passa, a praça ganha uma nova fisionomia. Por isso é que é tão interessante deambular pelos seus recantos em diferentes momentos do dia.

O “estrangeiro”, mesmo oriundo do mundo árabe, é detetável a léguas. Logo, o artista de rua, o vendedor de sumo de laranja (por sinal, um dos melhores), a mulher que promete saúde, beleza e boa sorte com a tatuagem hena, o vendedor de marroquinaria, o petiz que vende os “mouchoirs”, o incansável músico gnaoua, o especialista em especiarias e essências… Todos estes, e muitos mais, adotam uma estratégia de marketing bem própria do país: a abordagem insistente. Para aqueles que se deixam agarrar, o resultado é muitas vezes um souvenir de viagem a mais e uns euros a menos na carteira.

Neste mundo, negociar é imperativo. Ou como dizemos em bom português, regatear. Tudo tem que ser negociado: souvenirs, marroquinaria ou o táxi que se utiliza, até mesmo um quarto de hotel pode ser negociado. Os preços para o viajante estão sempre inflacionados duas, três, até mesmo quatro vezes mais. E não se espantem se a negociação se revestir dum certo drama, faz parte da encenação.

Aproveitámos a tarde para visitar a mesquita Koutubia, o minarete e as ruínas da antiga mesquita. Como tínhamos tempo de sobra, tomámos a Avenue Prince Moulay Rachid e em 30 minutos estávamos à porta do Jardim Menara, um oásis por estas paragens quentes.

Mesquita Koutubia

De regresso por volta das cinco da tarde, assistimos à azáfama para montar as “tasquinhas” de rua na praça Jemaa el-Fna: tendas, cozinhas, bancos e mesas, placards com o menu pareciam nascer do chão.

São vários os pitéus, desde a salsicha de carneiro até à malga de caracóis. Um dos mais típicos é sem dúvida a cabeça de cabra. Há quem diga que é um manjar, mas não o podemos confirmar pois não experimentámos.

Vale também a pena considerar os restaurantes que rodeiam a praça que, regra geral, têm um agradável terraço com vista panorâmica. Há-os para todas as carteiras e alguns conseguem ser mesmo mais económicos do que as tasquinhas da praça, sem perda de qualidade da comida.

2º dia

Caminhar pela medina de Marraquexe, a parte velha da cidade cingida pelas muralhas, pode parecer complicado, mas o que viemos a descobrir é que, com algum sentido de orientação, acabamos sempre por encontrar o que procuramos. No entanto, é imprescindível um mapa detalhado. A cada esquina surge sempre alguém que se oferece para nos orientar. Só que estes “guias” não são desinteressados, estão sempre à espera duma recompensa no final do percurso. A boa vontade tem um preço nas ruas da medina de Marraquexe. Assim, recorremos à estratégia de fingirmos que sabíamos bem para onde nos dirigíamos, aproveitando uma ou outra indicação que nos era dada.

Por falar em guias, estes porventura oficiais, fomos abordados e foi-nos garantido que era impossível ver Marraquexe sem um guia. A nosso ver, um guia será útil para quem queira a explanação aprofundada dos pontos turísticos. Bem, nós não recorremos a nenhum. Andámos sempre ao nosso ritmo e encontrámos sempre os highlights que projetámos visitar.

Medersa Ali Ben Youssef
Medersa Ali Ben Youssef

Neste roteiro de 4 dias em Marraquexe, aconselhamos a embrenhar-se pelas ruas e vielas da almedina neste segundo dia. É aqui que terá um contacto com a vida quotidiana da cidade. Os pontos de interesse que reservámos para este dia permitem uma incursão por entre refrescantes jardins, edifícios históricos e culturais e o bulício dos mercados marroquinos. Embrenhe-se na Medina e descubra os melhores pontos de interesse de Marraquexe como Le Jardin Secret, a Medersa Ali Ben Youssef, a fonte Chrob ou Chouf esculpida em cedro, a cúpula do pátio de abluções Qubba Almorávida, o Museu de Marraquexe.

Visitar Marraquexe sem assistir ao espetáculo de cores e cheiros e à encenação comercial dos seus souks é imperdoável. Assim, aproveitámos as sombras dos toldos na hora do calor depois do almoço.

Jardim Majorelle
Jardim Majorelle

Seguimos, então, para a cidade nova, fora das muralhas e com um ambiente moderno e cosmopolita. Pelo caminho descobrimos o local de peregrinação na Zaouia Sidi bel Abbès para terminarmos o dia no colorido e imperdível Jardim Majorelle.

3º dia

Marraquexe é um paraíso para fotógrafos, profissionais e entusiastas. Ao contrário do mundo ocidental, ser-se fotogénico nem sempre é uma bênção. Muitas pessoas recusam-se a serem fotografadas, outras pedem mesmo dinheiro em troca dum momento Kodak. Se no passado essa recusa se devia a uma enraizada crença que a imagem furtada era como um pedaço de alma roubado, hoje as gentes deste país são bem mais pragmáticas: há que fazer pela vida.

porta Bab Agnaou
Porta Bab Agnaou

Reserve este terceiro dia para uma incursão pela Marraquexe monumental e explore os restantes pontos de interesse de Marraquexe. Entramos na medina pela porta Bab Agnaou nas imponentes e seculares muralhas de Marraquexe.

Palácio El Badi
Palácio El Badi

Prosseguimos pelos Túmulos Saadianos e seguimos para o “despido” mas gigante Palácio El Badi. Aproveitando a passagem pela simpática Place des Ferblantiers para uma pausa para almoço num dos terraços dos restaurantes. Enveredamos pelas enredadas vielas em direção à sinagoga Salt Al Azama, para fechar o dia com chave de ouro no magnífico Palácio Bahia.

4º dia

Marrocos tem muito para oferecer ao visitante. Dependendo de quantos dias passar em Marraquexe, pode aventurar-se em excursões de 1 dia a lugares imperdíveis.

cascatas de Ouzoud

Sugerimos excursões de descoberta a outros pontos de interesse de Marrocos como sejam as cascatas de Ouzoud na região montanhosa do Alto Atlas, o impressionante ksar de Aït-Ben-Haddou na orla do deserto do Saara, ou uma refrescante visita a Essaouira se quiser desacelerar do ritmo da buliçosa Marraquexe.

Onde dormir em Marraquexe?

E com este deambular, a noite acerca-se bem depressa e é chegada a hora de recolher. É aqui que nos apercebemos como dá jeito uma riad como alojamento junto à praça Jemaa el-Fna. Ouvimos relatos de alguns viajantes cujas riads ficavam a 10, 15 minutos a pé da praça no meio da labiríntica medina em que algumas das ruas não inspiravam muita segurança e nem sempre o recurso ao petit-taxi era possível


Clique para ler o nosso Roteiro de Marrocos


Onde ficar em Marraquexe? – Sugestões de Alojamento

Alojamento Low Cost/Económico

Backpackers Grapevine Hostel
The Madrassa
Sindi Sud
Amour d’auberge

Alojamento com excelente relação qualidade preço

Les Jardins de Riad Laarouss
Riad Araba Felice
Riad Matins De Marrakech
Riad Bayti 

Alojamento de Luxo

Riad Miski
Riad & Spa le Secret de Zoraida
Riad Jnane d’Ô

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