Visitar Montemor-o-Velho é ir ao encontro de séculos de história de raízes e herança milenar. Ao visitar Montemor-o-Velho ninguém fica indiferente à visão do enorme castelo a coroar o monte sobranceiro ao vale do Mondego. A seus pés estendem-se arrozais a perder de vista que se pintam da cor da estação do ano. É inegável que esta visão de Montemor-o-Velho é a imagem que fica gravada na retina e na memória. Mas há mais pérolas a descobrir neste território do centro de Portugal, entre Coimbra e a Figueira da Foz.


Onde fica Montemor-o-Velho?

Quando visitar Montemor-o-Velho?

A melhor altura do ano para visitar Montemor-o-Velho é nos meses quentes, de maio a setembro. Entre património, praias fluviais e atividades aquáticas, doçaria conventual de perdição e petiscos de campo e rio, tem muito com que se entreter numa escapadinha à vila mondeguinha. Para saber quando visitar Montemor-o-Velho, acompanhe a agenda cultural do município.

O Largo da Feira recebe o Festival do Arroz e da Lampreia durante todo o mês de março, e a Feira do Ano (Festas Concelhias) durante a primeira semana de setembro. E em dezembro ninguém quer perder o conhecido parque temático natalício que transforma o castelo num Castelo Mágico. O festival internacional de teatro, Citemor, que acontece no verão, foi o primeiro a surgir em Portugal.
Onde ficar a dormir em Montemor-o-Velho? Sugestões de alojamento
O alojamento em Montemor-o-Velho ainda tem um longo caminho a percorrer para oferecer a qualidade exigível dos dias de hoje. O mesmo não podemos dizer dos alojamentos de turismo rural espalhados pelo concelho que são refúgios de sossego e dão cartas na arte de bem receber. Abaixo encontra os nossos alojamentos favoritos onde ficar numa escapadinha a Montemor-o-Velho – testados e aprovados por nós – e que apresentam a melhor relação qualidade-preço da região.
Dum palácio do século XVIII nasceu um fabuloso boutique hotel que se reveste de modernidade com um toque original inspirado no estilo barroco. O Palácio São Silvestre é um hotel de 4 estrelas a 15 km de Montemor-o-Velho e dispõe de estacionamento privado gratuito. As comodidades incluem um restaurante, um bar, um centro de fitness, um salão comum, uma piscina exterior com terraço e jardim. Os quartos e suites privados, elegantemente decorados, oferecem máximo conforto para uma estadia digna da realeza. A relação qualidade-preço é ótima.
Com restaurante, bar, centro de fitness, uma piscina exterior aberta durante todo o ano e espaço verde de sobra, a encantadora Quinta d’Anta fica a meros 10 minutos de carro de Montemor-o-Velho. Cada quarto deste hotel rural, com comodidades extraordinárias, fica no piso térreo, alguns adequados para pessoas com mobilidade reduzida. Todos com ar condicionado, casa de banho privada, acesso Wi-Fi gratuito e televisão. Quando degustar o soberbo pequeno almoço, nem vai querer fazer check-out.
Em Tentúgal, a Quinta do Mourão oferece a tranquilidade dum alojamento rural com aquele toque rústico que convida a relaxar. Seja nos amplos e cuidados jardins que convidam ao passeio. Seja a “espreguiçar” à beira da piscina exterior. Seja a ler um livro no salão. Os quartos duplos e twins, simples mas funcionais, são confortáveis e têm casa de banho privada e ar condicionado.
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O que ver no Castelo de Montemor-o-Velho? Principais pontos de interesse a visitar


Aqui se escreveram páginas da história de Portugal, desde as incontáveis conquistas mouras e reconquistas cristãs, até às invasões francesas. Aqui moraram reis e infantas, cumpriram-se sacrifícios de heróis nacionais, infantes rebelaram-se contra reis, decidiram-se discórdias de sucessão.

Aqui foi ditada a trágica sorte de Inês de Castro que, com o infante Dom Pedro, protagonizou a mais arrebatadora história de amor portuguesa. Aqui nasceram lendas inacreditáveis como só a imaginativa tradição popular consegue criar. Como a lenda dos degolados intimamente ligada ao Abade João. E, que se saiba, ainda ninguém se atreveu a abrir as arcas de Montemor, não lhe calhe em sorte a peste em vez do ouro. Mas vamos ao que lhe interessa.

Há duas entradas no castelo. Pode subir ao castelo de carro, deixando-o no estacionamento da Rua Infante Dom Pedro e entrar pela Porta da Peste. Se preferir, pode sempre usar as escadas rolantes na Rua Dr. José Galvão que ligam a zona central de Montemor-o-Velho ao castelo via a Porta do Sol ou da Senhora do Rosário.

Os espaços absolutamente imperdíveis numa visita ao Castelo de Montemor-o-Velho são:
- Torre de Menagem, mal se atravessa a Porta da Peste, a entrada nordeste na barbacã junto à torre de menagem, sente-se a história à flor da pele. Repare na base da torre onde pode ver vestígios arqueológicos de origem romana;
- Palácio das Infantas, paço senhorial construído na alcáçova em cujas ruínas foi integrada uma casa de chá;
- Igreja de Santa Maria da Alcáçova, igreja românica fundada no século XI, mas reedificada por diversas vezes sendo a mais relevante a reconstrução do período manuelino que lhe deu a graciosidade ainda visível, com destaque para as ornadas três capelas nas absides semicirculares: o conjunto escultórico da Virgem do Ó e do Anjo da Anunciação, do século XIV, do escultor Mestre Pero, bem como o retábulo do Santíssimo Sacramento, obra do século XVI atribuída a João de Ruão, composto uma última ceia e um sacrário.
- Castelejo, amplo recinto que serviu vários propósitos, inclusivamente o de cemitério, é agora o palco do Festival Forte em agosto com foco principal na música eletrónica, nas artes visuais e performativas.
- Torre do Relógio, aproveitando uma das torres medievais já existentes nas muralhas da cerca urbana, acolheu o relógio mecânico que deu as horas à população de 1952 a 2011.
- Muralhas da cerca urbana, pode percorrê-las quase na totalidade e oferecem soberbas vistas panorâmicas sobre a barbacã, a vila antiga que se estendeu na encosta sul e sudoeste do castelo, o cercado do lado norte onde ficava a capela de São João, os arrozais nos campos de cultivo do vale do Mondego, e o Paul do Taipal. Dentro delas, era possível “aquartelar até cinco mil homens de armas”. Tente imaginar as batalhas épicas, os reis e infantas a deambular pelos jardins cuidados, enquanto descobre as enigmáticas cisternas (porquê cinco?) e se deixa embalar pelo vai-e-vem do baloiço do Castelo de Montemor-o-Velho.
- Porta do Sol ou da Senhora do Rosário, ao sair do recinto do castelo, percorra o renovado Caminho de Ronda ao encontro da restaurada Capela de Santo António (agora espaço cultural) e das ruínas da antiga igreja paroquial de Santa Maria Madalena. Tiramos o chapéu a esta obra, prova do esforço do município em reunificar o castelo ao centro da vila e devolver este monumento identitário aos montemorenses.

O que ver e fazer em Montemor-o-Velho? Locais a visitar e experiências a não perder para além do Castelo de Montemor-o-Velho

Sabemos que o castelo é a razão principal para visitar Montemor-o-Velho, mas dê uma oportunidade à vila que se estende a seus pés que não se vai arrepender. Extramuros há uma povoação viva que nos apaixona, acolhe e delicia cada vez mais. Nas ruas medievais convivem as casas senhoriais e as casas oitocentistas da fidalguia com o casario simples de arquitetura popular. As igrejas guardam riquíssima e ancestral arte sacra de grandes mestres portugueses.

Dos seus filhos ilustres destacam-se o controverso historiador Fernão Mendes Pinto, o cavaleiro conquistador em Portugal e Além-Mar Diogo de Azambuja, o poeta Afonso Duarte, e a atriz de teatro e cantora lírica Esther de Carvalho… Ambos com veia para a fantasia.
Do património edificado a visitar em Montemo-o-Velho destacamos:
- Praça da República onde encontra o Mercado Municipal convertido numa galeria, o edifício dos Paços do Concelho do século XIX onde funciona a Câmara Municipal e o antigo Hospital de Nossa Senhora de Campos e Misericórdia com uma belíssima fachada do século XVIII.
- Igreja de São Martinho, matriz de Montemor-o-Velho.
- Solar dos Alarcões, atual Biblioteca Municipal.
- Pórtico dos Pinas, único elemento que resta da antiga casa senhorial do Solar dos Pinas, é um notável exemplar barroco.
- Solar dos Chichorros, na parede exterior do edifício encontra um nicho de pedra esculpida em alto relevo representando um Padre Eterno.
- Cadeia Velha, empreendimento hoteleiro onde pode comprar o original e novo doce tradicional montemorense criado pela Associação Fernão Mendes Pinto, a Pinha de Montemor, uma bolacha crocante em forma de pinha com recheio de doce de ovos, (sem dúvida, inspirada na Espiga Doce de Montemor).
- Igreja da Misericórdia de Montemor o Velho, datada do século XVI com reformas nos séculos XVIII e XIX. É uma das mais antigas Misericórdias do país onde pode admirar valioso património, como o retábulo da Capela do Hospital. Anexa à igreja encontra a Casa do Despacho da Misericórdia com seis janelas de sacada ao gosto das moradias burguesas seiscentistas.
- Parque Municipal da Juventude e Largo da Feira
- Teatro Esther de Carvalho, anteriormente Teatro Infante Dom Manuel, recebe o nome de Ester de Carvalho, em homenagem à atriz montemorense que alcançou grande fama no Brasil.
- Convento e Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, o convento agostiniano fundado em 1494 é Monumento Nacional e um dos mais imponentes de Montemor-o-Velho. Muitos dos elementos que se destacam da aparência atual da igreja devem-se ao profundo restauro do século XVII. Capelas interiores em pedra lavrada, imagens de santos e tetos abobadados nervurados revelam o gosto manuelino e renascentista. Aqui foi colocado o túmulo de Diogo de Azambuja, o fidalgo montemorense que mais contribuiu para a construção do convento logo desde a sua fundação. No largo em frente ao convento não deixe de apreciar a Fonte dos Anjos.

O que visitar perto de Montemor-o-Velho (para uma escapadinha perfeita)?

Centro Náutico de Montemor-o-Velho


Tentúgal

Primeiro “mau caminho” obrigatório no seu roteiro para visitar Montemor-o-Velho: tome a Nacional 111 em direção a Coimbra e pare em Tentúgal.

É verdade que o Pastel de Tentúgal não conseguiu ganhar as 7 Maravilhas Doces de Portugal mas levou uma merecida menção honrosa. Este “doce de perdição” de fina massa filó recheada de doce de ovos é uma maravilha da doçaria conventual criado pelas freiras carmelitas do Convento Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal, na Praça do Rossio.
É muito provável que a sua romaria comece numa das pastelarias da vila, outrora condado. Mas em continuação, não deixe de visitar a Igreja Matriz de Tentúgal, a belíssima Igreja da Misericórdia de Tentúgal, a Capela de Nossa Senhora das Dores, a Torre do Relógio, o Solar dos Gavichos e as ruínas do Paço dos Condes de Tentúgal – Duques do Cadaval, nas imediações da vila.
Numa romaria pelos sabores, não resistimos ao pato assado da Casa Arménio, às Queijadas de Tentúgal da Pousadinha e aos voluptuosos Pastéis de Tentúgal do Moinho Novo – com direito a ver, da primeira fila, como tudo se faz.
Aviso à navegação: se, por causa de não resistir às dezenas de tentações das montras das pastelarias de Tentúgal, vier com excesso de peso na mala do carro, a culpa não é nossa.
Pereira

Se há coisa que o concelho de Montemor-o-Velho sabe fazer, é doçaria conventual. Assim parece, já que vamos ao segundo doce associado a freiras: as Queijadas de Pereira.

A primeira menção à “queijada” faz-se na carta de foral de 1513 outorgada pelo Rei Dom Manuel I. Talvez este doce tradicional à base de queijo fresco de ovelha cozido em forno de lenha tenha origem popular, mas a sua divulgação deve-se ao Real Colégio das Ursulinas de Pereira fundado em 1748.

Deste nada resta, mas deambulando pela pacata vila tem alguns pontos de interesse para descobrir com destaque para os edifícios quinhentistas da Igreja Matriz de Santo Estevão, da Igreja da Misericórdia de Pereira e do Celeiro dos Duques de Aveiro.
Praia Fluvial da Ereira

O Esteiro da Ereira, terra natal do poeta Afonso Duarte, ganhou a primeira Bandeira Azul em 2023 e com mérito. Fomos confirmar com os nossos olhos e descobrimos um espaço muito agradável com zona de banhos e área de lazer, com mesas, bancos e churrasqueiras comunitárias, além de campos para prática desportiva, nomeadamente de voleibol de praia.
Figueira da Foz

Siga o Mondego até à sua foz e marque encontro com o mar no seu roteiro para visitar Montemor-o-Velho. À fantástica praia de água doce anterior pode somar as praias de água salgada da Figueira da Foz, eleitas pela burguesia portuguesa que afluía à cidade atraída pelo Casino.

Mais a norte pode usufruir duma bela refeição com sabor a mar numa das aldeias piscatórias. Se gostar de caminhadas não deixe de ir percorrer a surpreendente Rota das Salinas da Figueira da Foz. É uma excelente atividade para fazer em família quando visitar Montemor-o-Velho.
Mata do Bussaco


Aproveite a viagem e visite também Penacova, uma das vilas mais genuínas do distrito de Coimbra, idilicamente empoleirada no topo de um empinado monte sobranceiro à Serra do Bussaco, com o rio Mondego a correr a seus pés.
Coimbra

Onde comer em Montemor-o-Velho? Melhores Restaurantes

Nem só de doces conventuais se faz um roteiro gastronómico para visitar Montemor-o-Velho. A gastronomia montemorense dá cartas ao trazer à mesa o melhor que o campo e o rio dão. O arroz Carolino do Baixo Mondego está na base de muitos dos pratos de excelência que se confecionam há gerações e se (re)inventam: arroz de lampreia, arroz de cabidela, arroz de sarrabulho, arroz de pato do Mondego e, é claro, arroz doce – que aqui é um manjar dos deuses! O pato assado e o ensopado de enguias são outras especialidades locais a não perder.
Manjar do Tojal
Rua Tojal 62, Pereira
Restaurante Pimenta Verde
Rua da Barca, Montemor-o-Velho
Casa Arménio
Rua Mourão 1, Tentúgal
Restaurante Patinhos
Ladeira dos Caiados, Montemor-o-Velho
Mapa com a localização dos principais pontos de interesse a visitar em Montemor-o-Velho
Clique no canto superior direito para aumentar o mapa com a localização dos pontos de interesse a incluir no seu roteiro para visitar Montemor-o-Velho
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