No Nordeste Transmontano, bem coladinho a Espanha, esconde-se um dos santuários naturais mais apaixonantes de Portugal. Estamos a falar do ondulante Parque Natural de Montesinho, uma excelsa mancha verde às portas de Bragança e Vinhais, onde o tempo passa devagar, a natureza impera e as tradições persistem. Para @ ajudar a partir à descoberta deste paraíso natural das Terras Frias Transmontanas, desenhámos um roteiro de 2 e 3 dias para visitar o Parque Natural de Montesinho, com os nossos lugares favoritos e muitas dicas práticas, para que desfrute ao máximo da sua escapadinha na natureza.
Quando afirmamos que o Parque Natural de Montesinho é um dos recantos mais selvagens e inexplorados de Portugal, não estamos a exagerar. Não é por mero acaso que uma parte significativa da fauna terrestre portuguesa chama o Parque Natural de Montesinho de “lar”. Entre eles destaca-se o Lobo Ibérico e o Veado Vermelho, que aqui encontram um refúgio.



Onde fica o Parque Natural de Montesinho?
A título de curiosidade, saiba que no interior do Parque Natural de Montesinho existem mais de 90 aldeias e que o ponto mais alto do parque é na Serra do Montesinho, cujo pico tem 1486 metros de altitude.
Quando visitar o Parque Natural de Montesinho?

A melhor época do ano para visitar o Parque Natural de Montesinho depende muito dos seus interesses. Na gíria popular transmontana é comummente utilizada a expressão “nove meses de inverno e três de inferno” para caracterizar o clima das Terras Frias e dos planaltos transmontanos nos quais se insere o Parque Natural de Montesinho. É verdade que a região tem fama (e proveito) de invernos frios prolongados e verões curtos e quentes.

Contudo, contrariando um pouco o provérbio, no final da primavera e início do outono as temperaturas são por norma mais amenas, tornando-as nas estações ideais para quem, como nós, adora fazer caminhadas na natureza.
Na primavera, a chuva e o degelo enchem rios, ribeiros e riachos que correm selvagens. Somos brindados com os montes ondulantes pintados de tons florais dos matos de esteva, giesta e urze. Campos agrícolas e lameiros, soutos, azinhais e carvalhais completam o mosaico de verdes intensos.

O outono traz a frescura ansiada dos quentes dias de verão, que aqui podem ser inclementes. A paisagem reveste-se de tons quentes outonais: o restolho pinta os campos rurais de ouro, a terra lavrada faz uma paleta completa de tons avermelhados, os amieiros traçam linhas amarelas ao longo dos cursos de água, laranjas, marrons e bordeaux dominam as vinhas e vestem carvalhos, chovem folhas douradas… Permeados pelos dois verdes intensos distintos dos castanheiros, em extensões de soutos a perder de vista: o verde escuro da folhagem e o verde claro dos ouriços das castanhas. Com a queda da folha, a natureza “tece” fofos tapetes de folhagem multicolorida, onde até apetece rebolar.
Em setembro e outubro tem ainda o bónus de poder assistir ao espetáculo singular que é a Brama dos Veados (chamada de acasalamento). Com alguma sorte, é possível ouvir uma dezena de machos da população de veados vermelhos do Parque Natural do Montesinho bramir, alto e bom som, para atrair as fêmeas.
Onde ficar a dormir no Parque Natural de Montesinho? Sugestões de alojamento
A escolha do melhor local para ficar alojado numa visita ao Parque Natural de Montesinho depende muito do seu perfil de viajante.
Se preferir ficar numa localidade maior, com todo o tipo de serviços sempre à mão, a melhor aposta para montar base é a cidade de Bragança. Tem a maior oferta de alojamentos e serviços turísticos da região, sendo relativamente fácil encontrar quartos a bons preços, sobretudo se reservar alojamento com alguma antecedência. Além disso, está muito próximo e conta com bons acessos à maioria dos pontos de interesse do Parque Natural de Montesinho.
Por outro lado, se quiser estar mais em contacto com a natureza e não se importar de ter menos serviços turísticos, a nossa recomendação é de ficar a dormir num alojamento de Turismo Rural, numa das aldeias do Parque Natural de Montesinho.
Caso vá com pouco tempo, e tendo em conta que a área do Parque Natural de Montesinho ainda é considerável, recomendamos que opte por dividir as noites de hospedagem por várias localidades ao invés de ficar sempre alojado na mesma.
Posto isto, as localidades que sugerimos para passar a noite no nosso roteiro de 3 dias para visitar o Parque Natural de Montesinho são:
Bragança | Montesinho | Vinhais (e respetivos arredores)
Mas pode fazer pequenas alterações ao roteiro e optar por ficar em outras localidades vizinhas, como sejam:
Baçal | Gimonde | Gondesende | Rio de Onor | Vilarinho
(Clique nos nomes das respetivas localidades para ver as melhores opções de alojamento e opte sempre por reservar unidades hoteleiras que permitam o cancelamento, não vá ter algum imprevisto.)
Por último, listamos abaixo os nossos alojamentos favoritos no Parque Natural de Montesinho. Todos eles apresentam uma estupenda relação qualidade-preço.
As Candeias do Souto ficam na aldeia de Meixedo, já no Parque Natural do Montesinho, mas a somente nove quilómetros do centro histórico de Bragança. O silêncio da serra mora nesta casa de Turismo Rural onde o xisto, a lousa e a madeira se interligam às comodidades modernas na perfeição. E o pequeno-almoço é uma perdição de mimos regionais locais. É o melhor de dois mundos!
O Hotel São Lázaro é já um clássico dos hotéis da cidade de Bragança. Agora, com a recente remodelação, os espaços estão ainda mais agradáveis e modernos. A unidade hoteleira de 4 estrelas merece elogios nas categorias do conforto, limpeza e serviço. Dispõe de quartos amplos, luminosos, com mobiliário prático sem sacrificar minimamente a estética. Salientamos a piscina exterior e os serviços de Spa, e ainda o pequeno-almoço, com variedade e qualidade para satisfazer várias dietas.
Pousada de Bragança – São Bartolomeu
Para quem procura um pouco mais de luxo, com sobriedade e elegância, a Pousada de Bragança – São Bartolomeu é a escolha ideal. Com uma relação qualidade-preço ótima, os quartos são irrepreensíveis em comodidade, limpeza e estética, beneficiando de varanda privada com vistas para o castelo e as montanhas. A pousada soma ainda mais pontos no pequeno-almoço incluído, na piscina exterior e no restaurante de grande qualidade.
Se quiser ficar mesmo no centro da cidade de Bragança, o Solar de Santa Maria é a sua melhor aposta. Sinta-se como verdadeira realeza neste solar do século XVII recuperado, com detalhes de requinte patentes nas madeiras lavradas, no mobiliário clássico nobre e nas peças de decoração refinadas. Se o tempo estiver de feição, usufrua do seu tempo de lazer no jardim com claustro da propriedade.
O coração do Parque Biológico de Vinhais é a sua piscina exterior biológica. Mas o grande benefício deste santuário de tranquilidade é a natureza que atua como uma verdadeira terapia. Em Vinhais, em pleno Parque Natural do Montesinho, este parque de campismo tem bungalows (cabanas de madeira) equipados para toda a família, camas em mini-pods e pods com casa de banho privada em jeito de casinha dos Hobbits ideais para dois, e espaço para montar a tenda, obviamente. Usufrua dos prazeres simples da vida.
As comodidades e serviços são as dum hotel moderno que se espera encontrar na cidade, mas O Abel, Hotel Rural está rodeado da calma e sossego da bela aldeia de Gimonde. Cada quarto tem uma varanda ou terraço individual irresistível. O pequeno-almoço é de comer e chorar por mais. Afinal, no Abel não percebem só de posta mirandesa! (Leia a secção “onde comer” e perceberá.)
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O Melhor do Parque Natural de Montesinho num roteiro de 3 dias: o que ver e fazer na Rota da Terra Fria

O nosso roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho é circular, tendo início e fim em Bragança. Pode fazê-lo na ordem que considere mais vantajosa, e até mesmo começar num dos pontos de interesse sugeridos que lhe seja mais conveniente e, a partir daí, desenhar o seu próprio roteiro.

É importante referir que o número de dias sugeridos neste roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho pressupõe que a viagem seja feita com viatura própria e não inclui os dias de viagem do local de origem para a região do Parque Natural de Montesinho.
Na verdade, visitar os locais de interesse referidos neste artigo sem carro ou sem recorrer a um tour é uma tarefa (praticamente) impossível de realizar. Se estiver sem viatura própria, o melhor mesmo é alugar um carro.

Se é nosso leitor assíduo, já o sabe, mas se é a primeira vez que lê o VagaMundos, tenha em conta que, nos nossos roteiros, o número de dias é meramente indicativo. Se abdicar de conhecer alguns dos pontos de interesse mencionados no nosso roteiro de 3 dias para visitar o Parque Natural de Montesinho, pode fazer este roteiro em 2 dias sem qualquer problema.

No sentido inverso, caso queira fazer mais algumas atividades de natureza, visitar mais algumas aldeias do Parque Natural de Montesinho, dar um pulinho a Sanabria ou simplesmente relaxar neste fascinante cantinho de Portugal, recomendamos vivamente que acrescente mais uns dias à sua visita ao Parque Natural de Montesinho. Ao longo do roteiro vamos dar várias sugestões nesse sentido e vai ver que é super fácil transformar esta escapadinha pelo Parque Natural de Montesinho numa semana de férias.
Roteiro visitar Parque Natural de Montesinho: 1º Dia

Apesar do roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho arrancar de Bragança, recomendamos que reserve a visita à cidade para o último dos 3 dias do roteiro. Dessa forma, não se vai sentir pressionado pelo tempo durante as suas visitas às aldeias e tesouros naturais do Parque Natural de Montesinho.
Caso prefira começar a sua viagem com uma visita à cidade Bragança, siga o nosso conselho e não tente incluir todos os pontos de interesse que referimos no primeiro dia do roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho. Se o fizer, vai passar o dia a correr e isso acaba por estragar uma experiência que se quer relaxante.

Posto isto, a primeira paragem do nosso roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho será na encantadora aldeia de Gimonde. Esta pequena aldeia do concelho de Bragança é precedida pela fama que granjeia devido aos seus trunfos gastronómicos. Sem desprezar a excelência da Posta Mirandesa e a qualidade dos produtos de fumeiro de Porco Bísaro, há todo um encanto rural a que ninguém fica indiferente.

Tudo fruto das casas típicas em xisto, da igreja altaneira, da vida ao ritmo do campo, dos rios que a atravessam (Rio Igrejas e Rio Sabor), das pontes que os cruzam, a velhinha ponte de xisto, a ponte nova de granito e as poldras que nunca resistimos a saltitar (um dia ainda vamos à água).

De Gimonde, continue o seu roteiro pelo Parque Natural de Montesinho rumando em direção a Guadramil. Pelo caminho, entre a aldeia de Vila Meã e o lugarejo de Petisqueira, irá atravessar as maravilhosas paisagens o Planalto de Deilão. Vá de olho bem aberto, pois costumam andar veados e corsos por aqui e, com um bocadinho de sorte, ainda vê algum, sobretudo se visitar o Parque Natural de Montesinho durante a Brama.


Uma vez na aldeia comunitária de Guadramil, suba até à altaneira Igreja, deambule sem pressas pelas ruelas, aprecie o típico casario de xisto, troque dois dedos de conversa com os anciões habitantes (com um bocadinho de jeito até lhe ensinam algumas palavras em Guadramilês, o dialeto local), desfrute das bucólicas paisagens passeando pelas margens do rio Guadramil, visite o Lagar, a Forja e o Moinho de Água comunitário (que, infelizmente, já não operam devido à desertificação da aldeia).

Acima de tudo, respire fundo e sinta a enorme tranquilidade desta aldeia mágica do Parque Natural de Montesinho, onde o tempo parece ter parado e onde a tirania do relógio não vinga.

De Guadramil é um saltinho até Rio de Onor, uma das aldeias de visita obrigatória em qualquer roteiro pelo Parque Natural de Montesinho que se preze. Afinal de contas, Rio de Onor é uma das 7 Maravilhas de Portugal Aldeias e não deixa os créditos por mãos alheias.

Os locais de visita obrigatória e as experiências a não perder em Rio de Onor são as seguintes:
- Visitar a Igreja Matriz de Rio de Onor
- Atravessar (vezes sem conta) a fotogénica Ponte Romana sobre o rio Onor
- Passear pelas apaixonantes margens do rio Onor, onde irá encontrar o lavadouro comunitário e o moinho de água
- Visitar a Casa do Touro, onde vivia o touro da aldeia (sim, só era preciso um), e que hoje é um espaço museológico dedicado à história, tradições e cultura de Rio de Onor
- Visitar o Forno e Forja comunitários
- Subir à antiga escola primária para desfrutar das maravilhosas vistas sobre a aldeia e tirar uma selfie ao lado da instalação que celebra a atribuição do título das 7 Maravilhas de Portugal a Rio de Onor
- Passear pelas castiças ruas da aldeia admirando as belas (e floridas) casas típicas de xisto de dois pisos e as portas com os seus originais carabelhos, as fechaduras tradicionais desta região
- Atravessar a fronteira entre Portugal e Espanha a pé e ir dar um passeio na aldeia irmã de Rihonor de Castilla


Aldeia de Rio de Onor visitada, continue o seu roteiro pelo Parque Natural de Montesinho rumando até Varge, aldeia famosa pelos coloridos Caretos que todos os anos, entre o dia 24 e 26 de Dezembro (dia de São Estevão), saem à rua e mantêm viva uma das Festas dos Rapazes mais emblemáticas de Trás-os-Montes. Ao visitar Varge nestes dias, conte com muitos chocalhos, gritos, risos, gaitas, bombos e travessuras. Garantimos que será um Natal bem diferente do habitual!




O primeiro dia do roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho termina em Montesinho, a aldeia serrana que emprestou o nome ao parque natural e que fica localizada a mais de 1000 metros de altitude (o que faz dela a aldeia mais alta do Parque Natural de Montesinho).

Invisível até ao último minuto, quem chega pela estrada surpreende-se com uma aldeia de xisto, cheia de cor, florida, bonita e animada sempre que os visitantes enchem as duas praças frente aos cafés da aldeia.

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Informação prática do Trilho BGC PR3 – Percurso Pedestre do Porto Furado
- Distância: 8 km
- Circular: Sim
- Dificuldade Técnica: Moderada
- Local de Partida/Chegada: Aldeia de Montesinho
Mapa do 1º dia do Roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho
Clique no canto superior direito para aumentar o mapa do 1º dia do roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho.
Roteiro visitar Parque Natural de Montesinho: 2º Dia

Comece o segundo dia do seu roteiro pelo Parque Natural de Montesinho com uma visita à aldeia de Rabal, idilicamente situada na confluência da ribeira da Veiga com o rio de Sabor. O povoado cresceu ao redor do altaneiro outeiro do Alto do Castro, onde se crê que terá existido um povoado fortificado na Idade do Ferro. Os principais pontos de interesse turístico são a sua bonita Igreja, a Capela de São Sebastião, a Fonte, o imponente Solar de Rabal, os moinhos de água nas margens do rio Sabor e a recentemente requalificada Praia Fluvial do Rabal.

A segunda paragem do dia será em Baçal, a aldeia onde morou o ilustre Padre Francisco Manuel Alves, mais conhecido por Abade de Baçal. Para além da casa onde o Abada Baçal consagrou a vida à identificação cultural de Trás-os-Montes, merece também visita a sua Igreja Paroquial, a Capela de São Sebastião e o seu curioso cruzeiro coroado com as quinas da seleção portuguesa.

Baçal visitada continue o seu roteiro pelo Parque Natural de Montesinho rumando até à aldeia da Cova da Lua, conhecida pelo novo Santuário da Senhora da Era, um dos principais locais de romaria da região. Relativamente perto encontram-se as ruínas do velho santuário medieval. Os outros locais de interesse de Cova da Lua são a Igreja de Santa Columba, quinhentista, os históricos fornos de cal e os fotogénicos pombais em forma de ferradura que se encontram à entrada do povoado.

A próxima paragem do nosso roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho será em Vilarinho, a aldeia que em 2019 recebeu a visita do Urso Pardo da Cantábria. Escusado será dizer que o mel desta aldeia figura entre os melhores do Parque Natural de Montesinho. Não deixe de provar!

Doçuras à parte, Vilarinho, para além de manter a arquitetura típica das aldeias das Terras Frias, tem um enquadramento apaixonante encontrando-se rodeada de touças (bosques de carvalho), soutos seculares (bosques de castanheiro) e vários cursos de água dos quais destacamos a ribeira do Ornal e o rio Baceiro. Perfeito para quem gosta de uma boa caminhada na natureza!

Informação prática do Trilho BGC PR4 – Percurso Pedestre de Ornal
- Distância: 8 km
- Circular: Sim
- Dificuldade Técnica: Moderada
- Local de Partida/Chegada: Aldeia de Vilarinho

Mel provado, retome o seu roteiro pelo Parque Natural de Montesinho seguindo em direção a Moimenta da Raia, uma das aldeias mais surpreendentes do Montesinho. A estrada municipal que liga Mofreita a Moimenta da Raia é uma das mais cénicas do Parque Natural de Montesinho. Prepare-se para paisagens verdadeiramente arrebatadoras, que o vão fazer querer parar a cada curva.


Moimenta da Raia fica situada na Serra da Coroa, a sensivelmente 900 metros de altitude, mesmo na fronteira com a Espanha. É uma aldeia remota, onde o granito dá lugar ao xisto, e tem para cima de duas mãos cheias de locais de interesse turístico, dos quais destacamos a majestosa Igreja Matriz de Moimenta, a Casa dos Ataídes de Figueiredo, o Largo do Calvário, a Praça do Comércio, o Castro de Cigadonha e o Moinho de Água. Nas imediações do povoado encontra ainda o Penedo dos Três Reinos, que na Idade Média marcava a fronteira entre os Reinos de Portugal, Galiza e Castela e Leão.

Para além da incontornável prova do seu afamado fumeiro, as experiências a não perder e os locais de visita obrigatória em Vinhais são os seguintes:
- Atravessar a porta principal do antigo Castelo de Vinhais e deambular pelas ruas estreitas da cidadela à procura do Pelourinho, da Igreja Matriz de Vinhais, da Capela da Nossa Senhora da Conceição e do Torreão do Castelo.
- Visitar a Igreja românica de São Facundo, um dos templos mais antigos do Nordeste Transmontano.
- Visitar o imponente Convento e Igreja de São Francisco e Ordem Terceira, com os seus retábulos barrocos.
- Ir conhecer os simpáticos habitantes do pequeno paraíso natural que é o Parque Biológico de Vinhais. À sua espera estão javalis, veados, corsos e aves de rapina e um espaço excelente para a prática de atividades ao ar livre. Se for com miúdos, eles vão delirar!
- Visitar o Solar dos Condes, atualmente um centro cultural, e o Solar da Corujeira.
- Passear pelo Largo dos Combatentes da Grande Guerra
- Apreciar a histórica Fonte do Cano
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Mapa do 2º dia do Roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho
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Roteiro visitar Parque Natural de Montesinho: 3º Dia

O terceiro dia do roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho arranca com uma visita à aldeia de Gondesende. No que a património edificado diz respeito, o destaque vai para a sua igreja, mas para sermos honestos o melhor de Gondesende é calcorrear as suas ruelas, admirando a arquitetura típica (que tem vindo a ser progressivamente recuperada) e sentindo a sua ruralidade. Autenticidade é, sem dúvida, a palavra que melhor descreve Gondesende.


Como já referimos, o nosso roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho termina em Bragança. Apesar de ser a capital do distrito, o Centro Histórico de Bragança é relativamente pequeno, logo, a melhor maneira de visitar os seus principais pontos de interesse é a pé. Há três núcleos imperdíveis para quem vai visitar Bragança pela primeira vez. São eles o Castelo de Bragança e respetiva Cidadela, a Rua dos Museus e a Praça da Sé onde se concentram as atrações de relevo. Caso o tempo seja escasso, é aqui que deve focar as suas atenções!

Posto isto os locais que consideramos de visita obrigatória e as experiências a não perder em Bragança são as seguintes:
- Entrar na Cidadela, o burgo mais antigo de Bragança, pela Porta do Sol ou pela Porta da Vila e passear pelas suas estreitas ruelas e pelas bem preservadas muralhas.
- Visitar o Castelo de Bragança cuja Torre de Menagem quatrocentista alberga o interessante Museu Militar de Bragança.
- Visitar a Igreja de Santa Maria (ou de Nossa Senhora do Sardão), a mais antiga de Bragança.
- Descobrir o enigmático Domus Municipalis, um edifício românico pentagonal, único na arquitetura civil da Península Ibérica.
- Visitar o Museu Ibérico da Máscara e do Traje.
- Percorrer a Rua dos Museus, na qual em apenas 500 metros encontra cinco museus que merecem destaque, nomeadamente o Museu do Abade de Baçal, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, o Centro de Fotografia Georges Dussaud, o Memorial e Centro de Documentação Bragança Sefardita e o Centro de Interpretação da Cultura Sefardita do Nordeste Transmontano.
- Visitar a Igreja de São Vicente que se diz ter sido palco de episódios lendários como o casamento secreto do Rei de Portugal Dom Pedro com Dona Inês de Castro.
- Sentar-se num dos aprazíveis bancos da Praça da Sé enquanto admira a bela Sé Velha de Bragança.
- Percorrer o Corredor Verde, caminhos pedonais e passadiços sobre o Rio Fervença passando pelo Centro de Ciência Viva de Bragança, a Casa da Seda, o miradouro da Capela de Nossa Senhora da Piedade e o Parque Urbano.
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Mapa do 3º dia do Roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho
Clique no canto superior direito para aumentar o mapa do 3º dia do roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho.
Trilhos e Percursos Pedestres no Parque Natural de Montesinho

- PR3 BGC Porto Furado – 8 km Circular
- PR4 BGC Ornal – 8 km Circular
- PR8 BGC Malara – 12 km Circular
- PR12 BGC Guadramil – 9 km Circular
- PR13 BGC Percurso Pedestre da Fraga do Coelho – 12 km Circular
- PR7 VNH Calçada – 8 km Circular
- PR1 FEC Vale da Ribeira do Mosteiro (Calçada de Alpajares) – 9 km Circular
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Roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho em 2 dias

Claro que pode sempre optar por condensar este roteiro de 3 dias em 2 dias, mas vai passar demasiado tempo na estrada e pouco tempo nos locais de interesse.
Abaixo encontra a nossa sugestão de roteiro para 2 dias, podendo ler a respetiva descrição dos locais de interesse no roteiro de 3 dias para visitar o Parque Natural de Montesinho descrito acima.
Dia 1
Dia 2
Mapa do Roteiro para visitar o Parque Natural de Montesinho em 2 dias
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Onde comer numa escapadinha ao Parque Natural de Montesinho – Restaurantes
Restaurante O Abel

O restaurante O Abel, na aldeia de Gimonde é de paragem obrigatória para quem vai visitar a região de Montesinho.. O Sr. Abel e a esposa, Dona Clóris, apostaram nos sabores autênticos da região e nos pratos tradicionais há mais de trinta anos. Desde então, a casa de petiscos passou a restaurante, o espaço cresceu com a clientela sempre a aumentar e as propostas gastronómicas passaram das “tripas com feijão na malga” para a melhores carnes transmontanas grelhadas na brasa. O que nunca mudou foi o ambiente familiar. A Posta à Abel não tem rival e o segredo está no molho com ervas aromáticas locais que trazem ao palato a essência da região. Vá com fome e cedo. Tem que esperar pela sua vez como todos porque não há reservas.
Especialidades: Entradas: alheira da região, queijo de ovelha, presunto, chouriça assada. Da brasa: Posta à Abel, Costeleta de Vitela, Rodeão, Cordeiro, Picantone (franguinho na brasa); Bacalhau assado na brasa regado com azeite. Sobremesas: Pudim de Castanha, Pudim de Queijo…
Taberna do Javali

Para tapear ou uma refeição completa, na esplanada ou na sala acolhedora, a Taberna do Javali, na cidadela do Castelo de Bragança, tem propostas refrescantes e interessantes. Ao Javali vão buscar o nome e a carne para pregos e hambúrgueres que destacamos. Na hora de escolher, a tarefa torna-se complicada. Os nomes são apelativos, mas o manjar supera expetativas. Há sempre algo inovador a sair da cozinha, por isso, a ementa nada tem de aborrecida. A única coisa aborrecida é o tempo de espera porque tudo é feito na hora, o que torna o serviço lento. Vá sem pressas e com tempo.
Especialidades: Entradas: Tiras de frango crocante com molho picante, Presunto com tomate, Bolinha de alheira, Tábua de queijos e enchidos, Salada Transmontana, Salada Terra e Mar, Risoto de presunto e abacate. Carnes: Hambúrguer Caseiro, Prego de javali, Francesinha de javali, Lombelo de porco, Lombo de vitela. Sobremesas: Misto de doces, Tarte de Castanha, Tarte de grão de bico, Mousse de limão, Chocolate branco.
Solar Bragançano

Só com reserva prévia, mas sem reservas na arte de bem receber e bem cozinhar. Não há quem fale do Solar Bragançano, na Praça da Sé, sem elogiar a mestria das duas pessoas que lhe dão alma: o Senhor Desidério, na sala, e a Dona Ana, na cozinha. O jardim, os salões, as madeiras nobres, o mobiliário, a decoração, tudo sugere aristocracia. Mas a verdadeira nobreza está na cozinha que eleva os pratos de caça, de carne e de peixe a outro patamar. Sempre recorrendo a produtos de qualidade. Vinhos selecionados e um menu que é um autêntico poema de sedução ao paladar.
Especialidades: Entradas: alheira, trutinha frita, cogumelos, presunto, queijos. Peixes: Truta com molho de Presunto, Bacalhau à Solar, Linguado, Corvina, Congo. Carnes: Bife de Vitela à Solar, Naco de Vitela à Mirandesa, Cabrito de Montesinho, Canhono Mirandês (cordeiro). Caça: Perdiz, Faisão, Javali, Veado, Lebre. Sobremesas: Abóbora Dourada, Leite Creme Queimado, Sopa de Cereja, Sobremesa da Casa
Restaurante O Careto

Espaço rústico cuidado no coração da aldeia de Varge, o restaurante O Careto homenageia a boa gastronomia tradicional transmontana e os Caretos, que em Varge são levados a sério. Por entre as elogiadas Postas e Costeletas Mirandesas, o generoso Bacalhau na brasa com batata a murro, e um surpreendente Congro aberto na brasa, há paladares do antigamente que quase se perdiam no tempo, como o Galo Caseiro no Pote de Ferro.
Especialidades: Entradas: queijo, presunto, alheira. Peixes: Bacalhau assado na Brasa com batata a murro, Congro aberto assado na brasa. Carnes: Posta de vitela, Costeleta de vitela, Galo Caseiro no Pote de Ferro (só por encomenda). Sobremesas: Queijo com doce de Abóbora, Queijo com doce de cereja, Pudim de ovos.
Marron Oficina da Castanha

Apesar de não ser um restaurante, recomendamos vivamente que passe, entre, deguste e deleite-se com as iguarias da Marron, Oficina da Castanha, para um relaxante lanchinho da tarde. É o primeiro espaço do país especializado em Castanha e seus derivados. A versatilidade de uso da castanha é impressionante e pode saber mais no pequeno “museu” criado na cave. Vai muito além da aplicação na doçaria. Pão, compotas, licores, chás, rebuçados, produtos de beleza,… e até Cerveja de Castanha, que muito apreciámos.
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