Visitar Pitões das Júnias | Montalegre: o que ver e fazer

Visitar Pitões das Júnias | Montalegre: o que ver e fazer

Está na hora de visitar Pitões das Júnias na sua próxima escapadinha ao Gerês. Garantimos que um passeio por lá lhe reserva muitas surpresas. Vamos enumerar neste artigo os muitos motivos para visitar Pitões das Júnias, o que ver e fazer, onde ficar a dormir e onde comer. No fim, encontra um mapa com a localização de todos os cantinhos imperdíveis desta Aldeia Histórica do Gerês.

Visitar Pitões das Júnias | Montalegre: o que ver e fazerSituada no município de Montalegre, Pitões das Júnias está inserida num dos ambientes rurais mais mágicos do Parque Nacional da Peneda-Gerês e é uma aldeia repleta de identidade que se orgulha da sua ancestralidade, tradições e história. Grande parte da responsabilidade dessa magia está nas montanhas que se erguem em redor e propiciam uma das molduras mais bucólicas destes recantos do nosso Portugal. É terra de Montanhas Magníficas, de enigmas, de lendas e mistérios.

Visitar Pitões das Júnias | Montalegre: o que ver e fazerUma autêntica ode ao contacto com a natureza e às nossas raízes, entrar na altaneira (1100 metros) aldeia de Pitões das Júnias é ser transportado para um ambiente dos mais tradicionais e pitorescos que as terras de Barroso do Gerês transmontano tem para oferecer. E se hoje temos essa sorte, muito se deve ao isolamento profundo e ao silêncio vital deste povoado enganosamente adormecido num vale “fremoso” do planalto da Mourela.


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Pitões das Júnias: o que visitar?

Todos querem ver o mosteiro e as cascatas. Que justificam a sua visita, não o negamos de todo, inclusivamente até a motivamos. Mas não vire costas à aldeia. Há aqui um tesouro humano que toca a alma lusitana e tem os braços abertos para o receber. À medida que caminhamos pelas ruelas estreitas da aldeia mais visitada de Montalegre, é virtualmente impossível não nos deixarmos apaixonar pelas suas típicas casas de granito e pela sensação de paz absoluta.

Visitar Pitões das Júnias | Montalegre: o que ver e fazerA aldeia é sossegada mas quem cá mora, não molenga. Diz-se destas gentes que eram aguerridas e resistiram às investidas castelhanas com garra. Só não resistiu o castelo nem o mosteiro. A república ancestral, regime de regras comunitárias por que se pautavam os pitonenses, é provavelmente a herança socio-económica mais valiosa que nos deixou a todos. Desse legado comunitário restam a corte do “boi do povo”, atual polo do ecomuseu, o forno comunitário que ainda coze pão, o relógio de sol indiferente ao tempo que marca, o espigueiro que os da terra chamam canastro e o moinho.

Corte do Boi do Povo – Polo do Ecomuseu do Barroso

No polo do Ecomuseu do Barroso recordam-se os saberes e modos de vida dos antigos, aprende-se sobre cada elemento que moldou o caráter e têmpera destas gentes: as agrestes montanhas do Gerês, o lobo ibérico, a pastorícia em regime extensivo, a vezeira, a tecelagem, a agricultura de montanha, os modos de produção local, as alfaias agrícolas, entre outros. No piso superior, estão representadas as tarefas da mulher no “governo da casa”. No rés do chão, os ofícios do homem, a vida comunitária e… O “boi do povo”. Não se acanhe e sonde os da terra, é bem mais giro contado por eles.

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Vaca Barrosã

Entrudo em Pitões

Desengane-se quem julga que Pitões das Júnias está parada no tempo e não tem nada para fazer. Se há coisa que os pitoneneses sabem, é celebrar. A necessidade de união e a fome por cultura despoletaram a ressurreição de usos, costumes e tradições que se julgavam perdidos. No Entrudo, saem à rua os Caretos e Farrapões. Cuide-se quem por lá anda, pois parece que o diabo anda à solta desenfreado pelas ruas a atagantar os incautos. Na verdade, a celebração do Entrudo é data comemorada com muita brincadeira. Dançam-se e cantam-se as Rodas de Pitões ao som das concertinas acompanhadas de gaiteiros e o convívio acaba sempre à volta duma merenda.

© Câmara Municipal de Montalegre

No Entrudo acontece a Mostra de Produtos Típicos da região “que é o cá fazemos melhor. E quem nos visita, é o que quer!” Mel, chás e ervas aromáticas, os enchidos de fumeiro e o presunto são os saborosos souvenirs que pode trazer para casa. Em 2019 foi no Largo do Eiró. Abriu-se uma lojinha com artesanato e produtos da terra, “que aqui são bons!” É aqui que o encantamento por Pitões das Júnias continua, servido à mesa. Provamos as iguarias, nomeadamente o presunto, o fumeiro e a alheira, tidos como os melhores da região, acompanhado de pão de Pitões acabado de cozer e rendemo-nos. Aqui são mesmo bons!

Fiadeiros de Contos – Pitões das Júnias

Haverá quem ache que estes meios rurais são uma grande história fiada. Pois, desafiamo-lo a visitar Pitões das Júnias em julho e confirmar pelos seus olhos. Neste caso, será mais pelos ouvidos. Terá uns quantos Fiadeiros de Contos para lhe animar o serão, acolá no Largo Eiró ou no forno do povo. E conte com a companhia da aldeia em peso que para estas coisas do convívio, da risada, da amizade e da troca de vivências, os pitoneneses são danados. Há séculos que Pitões sabe contar histórias ao borralho, no forno do povo, a caminho das courelas ou vindo da vezeira. Não perca o fio à meada e oiça os contos rurais de fio a pavio.

Centear – Festival do Centeio

“Agora temos um teatro!”, anúncio que sai acompanhado de gargalhada. É o mais recente espaço cultural que orgulha as gentes. O largo da escola foi transformado em anfiteatro e pretende ser o espaço lúdico da terra. Em harmonia com o casario, o anfiteatro observa a paisagem deslumbrante do Gerês. Já foi o palco de estreia de mais um evento cultural o Festival do Centeio, mas aqui o foco está na arte de Centear, desde que o grão vai à terra até que chega à mesa em reconfortante pão.

Igreja Matriz de São Rosendo

Magusto Celta

Antes da chegada do inverno, mais uma celebração enche a aldeia de festeira animação. Com o Magusto Celta, há direito a escutar o pregão de magusto, a Batizado Celto-Galaico e a dar as boas vindas ao Ano Novo Celta. Chamam-lhe a despedida do verão, mas deve ser o Verão de São Martinho pois, por esta altura, o frio já paira no planalto da Mourela.

 

Igreja Matriz de São Rosendo

Quase nos esquecíamos de referir os templos religiosos da Capela do Anjo da Guarda e a sempre aldeã igreja matriz, dedicada a São Rosendo. O monumento mais respeitado da aldeia tem dificuldade em competir pela nossa atenção quando são as gentes que nos tomam pela mão e conquistam o coração.

Vezeira

Deste património etnográfico comunitário há ainda memória da vezeira. Quem olha as terras de Pitões das Júnias que se estendem até às montanhas lá longe, bem longe, dirá que a terra está despida. As árvores são escassas no planalto da Mourela. Por uma razão muito simples: as gentes não as quiseram lá a não ser que já fosse a sua morada. Tempo houve que os quiseram obrigar a forrar tudo a pinheiro. Os pitonenses resistiram como lhe é conhecido estar nas entranhas, porque com o pinhal ficavam sem terra para a vezeira. “Que comia o vivo? Agulha e resina?”

Destino de Natureza

Para os amantes da natureza, Pitões é uma caixinha de bombons. Da aldeia partem vários trilhos com todos os graus de dificuldade, havendo até hipótese de pernoita em abrigos de montanha. O centro de interpretação da Mourela, uma antiga casa-abrigo que se situa perto da aldeia, pode ser um bom ponto de referência se quiser explorar os maravilhosos trilhos e percursos pedestres que serpenteiam pelos exuberantes montes e vales do Parque Natural da Peneda-Gerês.

Visitar Pitões das JúniasSabe bem descobrir lugares onde o homem perpetua tradições e vive em harmonia com natureza de rara beleza, rica em fauna e flora. E assim se conservam as selvagens fragas e escarpas das Magníficas Montanhas de Pitões das Júnias. Onde a natureza, com toda a sua paciência, faz esculturas enigmáticas como a Pedra do Laço ou a Cara que nos deixam de queixo caído. Mas são longos e duros os caminhos para lá chegar.

Bem mais acessíveis são as duas maravilhas que mais visitantes trazem à aldeia.

Mosteiro de Santa Maria das Júnias

Visitar Pitões das Júnias | Montalegre: o que ver e fazerA uns meros dois quilómetros da aldeia, é imperativo visitar as ruínas do enigmático Mosteiro de Santa Maria das Júnias, o mosteiro cisterciense mais isolado que se tem conhecimento. Num vale idílico esconde-se este mosteiro que tem dum lado o planalto da Mourela e do outro a Serra do Gerês. Ao fundo corre ligeiro um ribeiro que alimenta o vale de vida e do som tranquilizante de água pulando as pedras. A escolha do local não nos espanta quando pensamos que a intenção do mosteiro era uma vida humilde e ascética de reclusão e isolamento.

Com o cenário natural circundante a inspirar verdadeiras ladainhas de louvor à Criação, temos a certeza. Tal como o tempo foi vendo o modesto ermitério crescer e tornar-se num belo e grandioso templo, também o viu abandonado, queimado e em ruínas. Contudo, não deixam de espantar quem as visita e todos os anos são motivo de romaria que liga a aldeia ao mosteiro no dia em que se celebra a Assunção de Nossa Senhora. São João também é adorado com romaria à alva Capela de São João da Fraga – de que já não há memória da origem. Ótimas desculpas para o dia acabar em convívio à volta da merenda debaixo da sombra do carvalhal.

Cascata de Pitões das Júnias

Visitar Pitões das Júnias | Montalegre: o que ver e fazerImperdível é também descer os passadiços de acesso ao miradouro da imponente Cascata de Pitões das Júnias. A caminhada vale muito a pena pela envolvente natural de rara beleza (e pelo exercício físico) entre carvalhais, zonas de mosaico agrícola e afloramentos graníticos das montanhas. Um trilho belo em todas as estações mas particularmente na primavera quando os campos se pintam do amarelo da carqueja e da urze lilás. Excelente atividade ao ar livre para toda a família, mesmo que a subida seja exigente, o percurso não é muito extenso. Quando regressar à aldeia, procure o horizonte. Pode usufruir de maravilhosas vistas sobre a albufeira da Barragem de Paradela em dias limpos.

Aldeia Velha de Juriz

E já que falámos de lugares enigmáticos e abandonados, pergunte na aldeia pelo caminho à Aldeia Velha de Juriz. Julga-se tratar da aldeia medieval Sancti Vicencii de Gerez, como referida em documentos históricos, que foi abandonada em tempos de pestes, fome e guerra. Possivelmente terá dado origem a Pitões das Júnias. Tão misteriosa é a sua fundação, como o seu abandono e a vegetação que voltou a tomar conta das casas e arruamentos, confere-lhe um ambiente ainda mais misterioso. Fica a cerca de quilómetro e meio a sudoeste de Pitões das Júnias.

Onde comer em Pitões das Júnias

Casa do Preto | Restaurante Dom Pedro Pitões | Taberna Terra Celta | Padaria Pitões

Onde ficar a dormir? Alojamento em Pitões das Júnias

Vale a pena considerar passar uma noite em Pitões das Júnias para uma escapadinha de silêncio serrano completa. Afinal, esta é uma escapadinha de experiências e nada se compara a ficar a dormir numa casa tipicamente barrosã: confortável e aconchegante. Sendo uma aldeia pequena, o alojamento em Pitões das Júnias é parco. Contudo, fora das épocas altas, facilmente arranja um cantinho para dormir. Os preços vão do oito ao oitenta consoante cada casa. Por isso, leia as nossas sugestões para estar mais informado na hora de reservar alojamento em Pitões das Júnias.

Casa do Preto

Este é o nosso alojamento de eleição em Pitões das Júnias. Com a melhor relação qualidade-preço de todos, a Casa do Preto tem outros atributos imbatíveis. Em total harmonia com a vila, tanto na simpatia, amizade e familiaridade de todo o pessoal (Dona Albertina, obrigado por tudo!), como na simplicidade da decoração (sem frescuras como se quer numa terra de gente simples), mas, acima de tudo, pela reconfortante e deliciosa comida. Os quartos têm tudo o que se precisa para uma estadia tranquila: acolhedores e aconchegantes, muito limpos, com mobiliário prático, camas confortáveis e casa de banho privada. Fornecidos com aquecimento central que dá muito jeito para combater as noites frias na montanha. O pequeno almoço é delicioso, com bolinho e produtos caseiros – e quando se fala em caseiro, na Casa do Preto significa de produção própria. Saborosa (saborosíssima!) foi também a janta no restaurante da casa com oferta de pratos de cozinha regional. Uma entrada de morcela e alheira caseiras, uma feijoada transmontana de topo e uma posta de vitela de comer e chorar por mais! Até disponibilizam bicicletas para alugar e têm dicas para quem goste de pesca desportiva.

Casa da Fonte

A recentemente renovada Casa da Fonte é um alojamento de turismo rural em Pitões das Júnias que tem uma ótima relação qualidade-preço. Aproveitando detalhes duma casa tipicamente barrosã (como a lareira), foram introduzidos os confortos modernos. Cada casa tem quartos confortáveis e limpos, munidos de casas de banho privadas, uma área de estar/jantar e cozinhas atualizadas com forno, frigorífico, chaleira e até máquinas de lavar-loiça e roupa (prático se programar uma férias de longa duração.) A Casa da Fonte recebe hóspedes desde 2018 nas duas casas de turismo rural. Uma das casas é ideal para um casal ou uma família de 4 membros, a outra, para uma viagem de amigos até 11 pessoas. Pode levar o patudo também, é só avisar de antemão.

Casa D’Campo Ferreira

Uma casa rústica, com mobiliário recuperado que nos faz lembrar a casa da avó, bem no coração de Pitões das Júnias, é o que pode encontrar na Casa D’Campo Ferreira. A casa de férias dispõe dum terraço. Esta será uma opção a considerar para uma viagem de amigos até 9 pessoas, para partilharem o espaço: 3 quartos com camas de casal e 1 quarto triplo todos insonorizados e impecavelmente limpos. À noite, vai saber bem o quentinho da lareira da sala e a amena cavaqueira. Se for em casal, não compensa de todo pois o alojamento é reservado em regime de casa inteira.

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Caso estes alojamentos estejam esgotados ou os preços sejam pouco convidativos, considere reservar alojamento na cidade de Montalegre: tem mais alguma oferta, a cidade está munida de todos os serviços e dista apenas 20 km. Assim, ainda junta o útil ao agradável e conhece mais um destino imperdível da região do Barroso.

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Pitões das Júnias: mapa com os principais pontos de interesse


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