Mala de Viagem: dicas para escolher e arrumar para viagem curta

Mala de viagem: dicas para planear e arrumar para viagem curta

Vai fazer uma viagem curta e quer viajar só com bagagem de cabine sem levar peso a mais? Veja que mala de viagem escolher, o que levar, como arrumar e os acessórios úteis para poupar espaço e evitar pagar excesso de bagagem.

Preparar uma mala de viagem ou uma mochila para uma viagem curta internacional parece simples, mas pode ser um desafio. E o pior é que muitas vezes só se descobre na hora de embarcar no avião.

É inegável que levar bagagem a mais está no topo da lista dos principais erros cometidos por viajantes. Sejam viajantes de primeira vez, sejam viajantes experientes – falamos por experiência própria.

Viajar leve” exige arte e ciência. Começa pela escolha acertada de uma mala pequena, leve e manejável e, só depois, saber como arrumar a mala para viagem curta. Lembre-se que a sua próxima viagem curta deve ser sentida como uma agradável pausa do trabalho, portanto não estrague o momento levando demasiado e desnecessário.

Ao longo das últimas duas décadas de viagens fomos afinando a arte de viajar com pouca bagagem. Em muitas escapadinhas às capitais europeias, viajamos apenas com uma mochila de cerca de 30 litros, suficientemente maleável para caber debaixo do assento. Em viagens de fim de semana prolongado, além do item pessoal de cada um, uma mala de cabine partilhada costuma ser suficiente para os dois. E em viagens mais longas, como as nossas road trips de 15 dias pela Sardenha e pela Escócia, combinamos item pessoal com mala de cabine, recorrendo a lavandarias no destino quando necessário. O segredo? Planear com método.

Isto não significa que exista uma mala perfeita para viagem curta, um método infalível ou uma fórmula mágica que sirva para todos os viajantes. Uma mochila pode ser a melhor opção para um city break, mas não resultar numa viagem de trabalho. Um trolley de cabine pode ser prático em aeroportos e hotéis, mas pouco confortável em ruas empedradas ou escadas. E os acessórios de arrumação, como packing cubes, bolsas de líquidos ou organizadores de cabos, só valem a pena quando resolvem um problema real.

Neste artigo reunimos as nossas melhores dicas para escolher, planear e arrumar uma mala de cabine para viagem curta ou escapadinha de 2, 3 ou 4 dias, com uma checklist prática, truques para poupar espaço e sugestões de acessórios úteis para viajar mais leve, evitar taxas de bagagem e “breeze the airport” – leia-se, despachar-se no aeroporto sem stress. Não são truques milagrosos nem regras universais: são conselhos práticos, testados nas nossas viagens, para @ ajudar a escolher melhor a mala de viagem, levar menos peso, organizar tudo com mais lógica e evitar pagar por bagagem que, muitas vezes, nem chega a fazer falta.

Antes de arrumar: que bagagem pode realmente levar na cabine?

Mala de Viagem: dicas para escolher e arrumar para viagem curta

O primeiro passo é perceber que bagagem pode levar: quantas peças, quais as medidas permitidas e se existe limite de peso.

Antes de escolher a mala para uma viagem curta e começar a arrumar, há uma regra de ouro: confirme sempre que tipo de bagagem de cabine está incluído na sua tarifa, nomeadamente as medidas, peso e número de peças permitidas pela companhia aérea. Rodas, pegas e bolsos exteriores também contam para as medidas.

Uma coisa é viajar apenas com um item pessoal, que deve caber debaixo do assento; outra é ter também direito a uma mala de cabine, normalmente colocada no compartimento superior.

A tabela abaixo resume as medidas máximas do item pessoal e da mala de cabine permitidas em algumas das principais companhias aéreas usadas em viagens a partir de Portugal.

Companhia aérea Item pessoal / debaixo do assento Mala de cabine / compartimento superior
Ryanair 40 x 30 x 20 cm 55 x 40 x 20 cm
até 10 kg
easyJet 45 x 36 x 20 cm
até 15 kg
56 x 45 x 25 cm
até 15 kg
TAP Air Portugal 40 x 30 x 15 cm
até 2 kg
55 x 40 x 25 cm
até 10 kg
Azores Airlines 40 x 30 x 15 cm 55 x 40 x 20 cm
Vueling 40 x 30 x 20 cm 55 x 40 x 20 cm
até 10 kg
Transavia 40 x 30 x 20 cm
até 10 kg
55 x 40 x 25 cm
Wizz Air 40 x 30 x 20 cm
até 10 kg
55 x 40 x 23 cm
até 10 kg
Air France / KML / Air Europa 40 x 30 x 15 cm 55 x 35 x 25 cm
até 10 kg em Economy
Lufthansa 40 x 30 x 15 cm 55 x 40 x 23 cm
até 8 kg

Dica VagaMundos: devido a possíveis alterações, recomendamos que consulte sempre a política de bagagem da companhia aérea com a qual vai viajar. A nossa experiência já nos ensinou a fazê-lo mesmo antes de comprarmos os voos para sabermos o preço real com a bagagem tendo em conta o destino, clima e duração da viagem.

É aqui que começa muita da confusão, com as regras de bagagem de cabine cada vez mais variáveis e os termos “item pessoal”, “bagagem de mão”, “mala de mão”, “mala pequena pessoal” e “mala de cabine” a baralhar as contas. Estes termos nem sempre são usados da mesma forma pelas companhias aéreas, pelos aeroportos ou pelos próprios viajantes.

Neste artigo, para simplificar, usamos estes termos da seguinte forma:

  • Bagagem de mão: tudo o que leva consigo para dentro do avião. Pode referir-se a mala de cabine, mochila, mala de portátil, bolsa, trolley, saco de viagem ou qualquer outro volume permitido na cabine.
  • Item pessoal: a peça mais pequena, normalmente incluída na tarifa básica, que deve caber debaixo do assento à sua frente. Pode ser uma mochila pequena, uma mala de portátil, um tote bag, uma bolsa compacta ou uma mochila underseat.
  • Mala de cabine: a peça maior, normalmente um trolley, mochila ou saco de viagem dentro das medidas permitidas pela companhia aérea, que costuma viajar no compartimento superior do avião. Atenção: em muitas companhias low-cost, esta mala maior já não está incluída nas tarifas mais económicas e pode ter de ser paga à parte.

Isto na prática traduz-se numa escolha simples: se a sua tarifa só inclui item pessoal, escolha como mala para uma viagem curta uma mochila maleável, mochila underseat ou saco de viagem maleável que caiba debaixo do assento. Nota importante: evite encher até ao limite. Se tem direito a mala de cabine para a sua viagem, pode planear melhor a arrumação entre a peça maior e o item pessoal, no qual deve ter à mão documentos, medicação, líquidos, eletrónica e tudo o que possa precisar durante o voo.

Que mala de cabine escolher para uma viagem curta?

Mala de Viagem: dicas para escolher e arrumar para viagem curtaA melhor mala de cabine para uma viagem curta é a que se adapta ao tipo de viagem, às regras da companhia aérea, ao destino, ao que precisa mesmo de levar e, acima de tudo, a si.

  • Pense no clima do destino para onde vai viajar, as atividades que vai realizar e possíveis eventos em que vai participar.
  • Pense no tipo de viagem: urbana, ativa, outdoors, formal? Destino de praia ou de inverno?
  • Pense na locomoção: vai andar muito a pé, de transportes públicos, em excursões, de carro? Vai “montar base” ou mudar de alojamento?

Só depois faz sentido escolher entre mochila, mala de cabine ou saco de viagem – uma decisão em que a sua exigência de praticidade, estilo e gosto pessoal ditam mais do que a ciência. Há tipos de malas de viagem para uma viagem curta mais recomendáveis que outras consoante as características da viagem que tem no horizonte.

Tipo de bagagem Melhor para Porque escolher / atenção a…
Mochila underseat / item pessoal Viagens low-cost, escapadinhas de 1 a 3 noites e quem quer evitar pagar bagagem extra. Leve, prática, cabe debaixo do assento e deixa as mãos livres. Não deve ir cheia até ao limite e deve confirmar sempre as medidas permitidas pela companhia.
Mochila 25–30 L City breaks, transportes públicos, escadas, ruas empedradas e mudanças de alojamento. Versátil, confortável e fácil de transportar. Pode ser menos prática para roupa formal ou peças que amarrotam facilmente.
Trolley de cabine (mala de rodinhas) Viagens urbanas, hotéis, aeroportos e pisos lisos. Protege melhor a roupa, organiza bem o interior e é fácil de puxar. Menos prático em escadas, calçada, ruas antigas ou transportes cheios.
Saco de viagem maleável Fins de semana, viagens de carro ou comboio e escapadinhas descontraídas. Flexível, leve e fácil de encaixar em espaços apertados. Pode pesar ao ombro e proteger menos o conteúdo.
Mala de cabine rígida Viagens em que quer proteger melhor roupa, eletrónica ou objetos frágeis. Mais resistente a impactos e com aspeto mais estruturado. Menos maleável e, por vezes, mais pesada.
Mala de cabine de tecido Viagens frequentes, city breaks e quem valoriza leveza. Geralmente mais leve, flexível e com bolsos exteriores úteis. Protege menos contra impactos e chuva forte.

Na nossa experiência, a escolha da mala para uma viagem curta vem antes da escolha da roupa. Para uma escapadinha urbana de 2 noites, muitas vezes basta uma mochila bem organizada; para um fim de semana prolongado a dois, uma mala de cabine partilhada costuma resolver; e, em viagens um pouco mais longas pela Europa, preferimos combinar item pessoal com mala de cabine. O segredo está menos em levar roupa para todos os dias “não vá ser preciso” e mais em escolher uma bagagem leve, manejável e adequada ao tipo de viagem.

As malas e mochilas que usamos nas nossas viagens

Mala de Viagem: dicas para escolher e arrumar para viagem curtaNas nossas viagens curtas, damos prioridade a malas e mochilas leves, resistentes e fáceis de arrumar. Gostamos particularmente de malas de tecido pela maleabilidade, sobretudo quando são expansíveis, têm bolsos exteriores úteis e cadeado TSA. Dito isto, também reconhecemos as vantagens de uma mala rígida quando queremos proteger melhor o conteúdo.

As mochilas que atualmente usamos para city break em cidades europeias são estas Mochilas SZLX que, com as medidas de 40x30x20 cm, é permitida como item pessoal na maioria das companhias aéreas low cost e para as companhias associadas da A4E que passaram a incluir gratuitamente na tarifa básica um item pessoal de dimensões máximas de 40x30x15 cm e colocado debaixo do assento. Para cumprirmos, basta apertamos a tiras laterais. Mas convém confirmar sempre as regras da companhia aérea antes de viajar.

Quando queremos uma mochila mais polivalente, tanto para city breaks como para trilhos e pequenas aventuras de trekking, usamos uma mochila de viagem de 30 litros, com alças ergonómicas confortáveis, várias divisórias, tecido resistente à água e capa de chuva. É uma solução versátil, que nos permite viajar com as mãos livres, organizar tudo com método e adaptar a mesma mochila a escapadinhas urbanas, caminhadas no destino e viagens mais ativas.

Para viagens em que optamos por levar uma mala de cabine para viagem curta, usamos normalmente uma mala leve de tecido, pois tem a vantagem de ser mais flexível e de se adaptar melhor quando precisamos de aproveitar cada centímetro. Atualmente, como mala de cabine de tecido usamos a American Tourister SummerRide (55x40x23 cm, de 2 rodas, com cadeado TSA e expansível) e uma rígida.

Quando a nossa mala de cabine American Tourister Holiday Heat, ainda em versão trolley de 2 rodas, entregou a alma ao criador de velhinha, decidimos investir na primeira mala rígida. O mais sensato foi procurar uma mala de cabine rígida que apresentasse o melhor compromisso entre qualidade/preço. Estivemos a ponderar a Amazon Basics, mas queríamos algo mais leve. Acabamos por nos virar para a nossa marca favorita, pela qualidade e durabilidade que lhe reconhecemos, e optamos pela American Tourister Soundbox Mini (55x40x20 cm, 4 rodas spinner 360º, cadeado TSA, expansível) e até agora tem-se portado bem.

Como bagagem de porão só precisamos de malas médias, as que têm uma altura a rondar os 65 cm. As nossas malas de porão atuais são a American Tourister Spinner M expansível (68x42x28 cm; expansível 72 L/77 L) e a Samsonite Base Boost Spinner (66x44x28 cm; expansível 68 L/74 L), que ainda está em fase de avaliação.

Como arrumar uma mala de cabine para uma viagem curta: o que levar, como organizar e como evitar pagar bagagem extra

Mala de Viagem: dicas para escolher e arrumar para viagem curtaNa hora de arrumar a mala para viagem curta começamos a pôr as coisas de parte, naquela de “a ver se não me esqueço de nada” e, e quando damos por ela já entrámos na etapa “isto pode dar jeito”, e acabamos com uma pilha amontoada de “coisas”. Aquilo que era suposto ser uma mala de viagem leve capaz de “levar pouca coisa” para um city break ou fim de semana prolongado numa cidade europeia pode rapidamente transformar-se numa mala a rebentar pelas costuras.

Há uma diferença enorme entre “levar pouca coisa” e levar exatamente o que faz falta. E isso, sim, é viajar leve. Mais do que uma trend, viajar leve é uma forma de poupar dinheiro. Mas acima de tudo, de pouparmo-nos, a nós mesmos, de situações de stress a que nos sujeitamos quando andamos com malas de viagem grandes e pesadas.

Faça uma lista da sua bagagem

Para fazer esta lista de roupa e objetos que vai levar na sua mala para viagem curta tem que ter em consideração 3 aspetos:

  • o clima do local para onde vai viajar,
  • as várias atividades que vai realizar no seu destino,
  • eventos, encontros ou celebrações em que vai marcar presença.

A partir daqui a pergunta decisiva deixa de ser “e se eu precisar?” e passa a ser: “vou mesmo usar isto?” Se a resposta for “talvez”, é provável que esse artigo nem seja utilizado e só vai ocupar espaço na mala de viagem.

Ao iniciar a sua lista à luz destes fatores, vai logo conseguir restringir os objetos que precisa levar e elimina o que é dispensável logo à partida. Além disso, vai também funcionar como checklist para assegurar que arrumou tudo o que precisava antes da viagem e para se certificar que não deixou nada para trás no regresso a casa.

Checklist para viagem curta: o que levar na mala de cabine

Use esta checklist como ponto de partida, não como regra fechada. A ideia é ajudar a decidir melhor e não encher a mala “só porque cabe”.

Roupa

  • 2 a 4 partes de cima, consoante a duração da viagem e o clima.
  • 1 a 2 partes de baixo, como calças, saia, calções ou vestido versátil.
  • 1 peça mais arranjada, se houver jantar especial, evento ou reunião.
  • 1 camada intermédia, como casaco leve, cardigan, polar fino ou impermeável compacto.
  • 1 casaco quente, se destino for frio, de preferência usado durante a viagem se for volumoso.
  • Roupa interior e meias para cada dia + 1 extra.
  • Pijama leve ou roupa confortável para dormir.

Calçado

  • 1 par de calçado confortável, idealmente usado durante a viagem.
  • 1 par extra de calçado, apenas se for mesmo necessário.

Necessaire

  • Líquidos em frascos/recipientes com capacidade máxima de 100 ml dentro de saco de plástico transparente (tipo ziplock) com capacidade de até 1 litro.
  • Necessaire pequeno, com produtos de higiene pessoal e beleza não-líquidos em formato viagem.

Medicamentos e essenciais pessoais

  • Medicamentos habituais e pequena farmácia de viagem pessoal.
  • Óculos, lentes de contacto e/ou outros artigos pessoais essenciais.

Documentos e eletrónica

  • Documentos, cartões, reservas, seguro de viagem, etc.
  • Telemóvel, carregador, power bank e auscultadores.

Outros

  • Saco para roupa suja ou bolsa reutilizável.
  • Garrafa reutilizável vazia.
  • Espaço livre para compras pequenas, souvenirs ou roupa usada menos bem dobrada no regresso.

Monte uma cápsula de roupa: menos peças, mais combinações

Para arrumar uma mala para uma viagem curta de 2, 3 ou 4 dias, a melhor estratégia é pensar em combinações, não em peças isoladas: poupa espaço na mala de viagem e tempo ao escolher o outfit do dia no destino. Uma camisola que só combina com umas calças é menos útil do que uma peça que pode usar em pelo menos dois looks diferentes. Este conceito chama-se “travel capsule wardrobe” permite fazer um mix and match para criar vários outfits.

A ideia de uma “cápsula de roupa” é simples: levar poucas peças, mas bem escolhidas, que possam ser combinadas entre si. Não precisa de transformar a mala num exercício de minimalismo extremo. Basta evitar peças difíceis de conjugar, roupa que amarrota demasiado, sapatos que só servem para uma ocasião. Também poupará espaço se escolher peças leves e finas em vez de peças de vestuário volumosas. A intenção é levar uma mala para uma viagem curta, não o seu guarda-roupa. Seja racional na escolha.

Isto exige estratégia e eficiência na hora de escolher os artigos a levar, sem sacrificar o estilo. Para uma viagem curta, as cores neutras e as peças versáteis costumam funcionar melhor. Umas calças confortáveis, uma parte de cima mais arranjada, uma t-shirt básica, uma camisa leve ou uma camisola fina podem formar vários conjuntos se forem escolhidas com lógica. Depois, os acessórios pequenos – lenço, brincos, cinto, óculos de sol – ajudam a variar sem ocupar muito espaço.

Antes de fechar a mala, faça uma verificação rápida: tem roupa adequada ao clima? Precisa de uma opção ligeiramente mais arranjada? E, sobretudo, vai usar mesmo tudo o que colocou na mala?

Em viagens curtas, levar menos roupa não significa ir mal preparado. Significa escolher melhor.

Pense sempre em calçado prático

Quando pensar no calçado, olhe para aquele par de sapatos que lhe permite mais conforto, um par de sneakers todo-terreno, ou os seus ténis de caminhada. O importante é escolher algo que lhe permita andar confortavelmente por longos períodos de tempo. Nada @ impede de levar na mala um par de sabrinas, práticas, leves e fáceis de arrumar, ou um par de sapato-vela para a ocasião especial, sem sacrificar no estilo. Esta é mais uma das regras de ouro quando se prepara uma mala para uma viagem curta.

Como arrumar a mala de cabine para viagem curta passo a passo

Eis o momento “make it or break it”: a arrumação da sua mala para viagem curta. Uma mala para viagem curta bem arrumada vai muito além do aproveitamento de espaço. Depende de distribuir bem o peso, proteger o que é frágil, deixar à mão o que pode ser pedido no aeroporto e evitar ter de desfazer a mala inteira à procura do carregador.

Depois de dezenas de malas de viagem arrumadas para viagens curtas, o método que funciona connosco é: ver tudo antes de arrumar, separar por categorias e só depois encaixar cada coisa no lugar certo.

Coloque à vista tudo o que precisa

Antes de começar a arrumar, coloque numa superfície tudo o que pretende levar: roupa, calçado, necessaire, medicamentos, eletrónica, documentos e acessórios. Ver tudo junto ajuda a perceber rapidamente se está a exagerar. Normalmente, os primeiros candidatos a sair são peças “só para o caso”, sapatos extra, cosméticos duplicados e roupa que não combina com o resto.

Compartimente o espaço da sua mala de viagem

A maneira mais prática de manter a sua mala de viagem curta organizada e fácil de manejar é compartimentando o espaço, separando itens por categoria para impedir, por exemplo que líquidos vertam para a roupa, ou pior ainda, para a eletrónica.

É também aqui que entram os organizadores: packing cubes, bolsas de tecido, sacos com fecho zip, bolsa transparente para líquidos, organizador de cabos ou saco para roupa suja. Não são obrigatórios, mas ajudam a manter a mala arrumada e a encontrar tudo sem ter de desmanchar a bagagem.

Nós usamos sacos com fecho ziplock e estes packing cubes para organizar a mala de viagem. Além de úteis para separar roupa, servem para comprimir ligeiramente algumas peças e encontramos tudo mais depressa sem desarrumar a mala inteira. Os packing cubes são-nos particularmente convenientes em viagens que partilhamos a mala de cabine e com várias mudanças de alojamento.

Distribua bem o peso

Se viajar com trolley de cabine, coloque os artigos mais pesados junto às rodas: necessaire, vestuário mais pesado ou outros objetos compactos e sapatos nas laterais (protegem o interior de pancadas). As peças mais leves dever ser arrumadas no topo. Assim a mala fica mais estável e fácil de puxar.

Se viajar com mochila, coloque o peso no fundo e junto às costas. Equilibre peso no lado direito e esquerdo. Isto torna o transporte mais confortável e evita que a mochila puxe demasiado para trás. Peças e objetos mais leves devem ficar na parte exterior e/ou no topo.

Enrole, dobre ou combine os dois métodos

Para poupar espaço na mala de viagem, existem vários métodos. Não há um certo ou errado. Pode até combinar vários. O sistema de arrumação certo para si é aquele com que se sente mais confortável, e que lhe tome menos tempo a planear, executar e realizar em viagem.

Enrolar funciona bem com roupa de fibra e tecidos elásticos: t-shirts, roupa maleável e peças que não vincam facilmente. Dobrar resulta melhor com calças, camisas e peças de algodão que convém manter com menos vincos.

Nós costumamos combinar os dois: enrolamos peças de fibra e maleáveis, dobramos as mais estruturadas e aproveitamos os espaços vazios com meias, roupa interior ou bolsas com acessórios pequenos. As meias podem ir dentro do calçado e um cinto enrolado pode ajudar a manter a forma do colarinho de uma camisa.

Deixe líquidos e eletrónica acessíveis

Para agilizar o processo de passagem dos controlos de segurança, a bolsa de líquidos deve ir no topo da mala de cabine ou do item pessoal e a eletrónica (isto vale para portátil, tablet, power bank, carregadores, headphones e outros dispositivos que possa precisar durante a viagem) devem estar em sítios de fácil acesso

Lembre-se que na cabine só são permitidos líquidos em frascos/recipientes com capacidade máxima de 100 ml dentro de um saco de plástico transparente (tipo ziplock) com capacidade de 1 litro.

Use o item pessoal para o que precisa durante o voo

Regra de ouro: as coisas mais importantes vão consigo! Se viajar com item pessoal e mala de cabine, use a peça que vai debaixo do assento para tudo o que deve ficar à mão durante o aeroporto, o voo e as primeiras horas no destino. Pense nele como o seu kit de acesso rápido.

É aqui que devem ir documentos, carteira, telemóvel, carregador, power bank, auscultadores, medicamentos, óculos ou lentes de contacto, líquidos que possam ser pedidos no controlo, snack pequeno, garrafa reutilizável vazia e uma camada leve para o voo.

Dica VagaMundos: se toma medicação regularmente ou viaja com equipamento médico essencial – como inaladores, insulina, CPAP, material de diabetes, medicação líquida ou dispositivos de mobilidade – transporte tudo na cabine e nunca na bagagem de porão. Em muitas companhias aéreas, equipamento médico essencial pode ser transportado gratuitamente ou fora da franquia normal de bagagem, mas deve ser comunicado à companhia com antecedência e, quando aplicável, acompanhado de receita médica, declaração do médico ou autorização da assistência especial. A Ryanair, easyJet, Vueling, Iberia e Lufthansa, por exemplo, prevêem exceções para equipamento médico ou dispositivos de mobilidade, embora com regras diferentes. Por isso, antes de viajar, confirme sempre a política da companhia aérea e leve a documentação médica consigo.

Vídeo com truques para arrumar a mala de viagem como um pro

Acessórios de viagem que resolvem problemas para arrumar melhor a mala de cabine

Não precisa de comprar meia loja de artigos de viagem para arrumar bem uma mala para viagem curta. Na verdade, quanto mais curta for a viagem, mais importante é evitar acessórios que ocupam espaço sem resolver um problema real.

Ainda assim, há alguns produtos simples que podem ajudar muito a organizar melhor a mala, poupar espaço, proteger objetos frágeis e passar pelo aeroporto com menos stress. A regra é esta: escolha acessórios que tenham uma função clara e que vá mesmo usar em mais do que uma viagem.

Os mais úteis, na nossa experiência, são os que ajudam a separar categorias, manter líquidos acessíveis, proteger eletrónica e evitar que roupa limpa, sapatos e roupa suja se misturem dentro da mala.

Problema Acessório útil
Roupa desorganizada dentro da mala Packing cubes para separar roupa por categoria ou por dia.
Pouco espaço na mala de cabine Packing cubes de compressão, bom para peças maleáveis e volumosas.
Líquidos no controlo de segurança Bolsa transparente para líquidos, fácil de retirar no aeroporto.
Cosméticos e produtos de higiene em embalagens grandes Frascos de viagem reutilizáveis para levar apenas a quantidade necessária.
Cabos, carregadores e adaptadores espalhados Organizador de eletrónica para manter tudo no mesmo sítio.
Sapatos a sujar roupa limpa Sacos para sapatos ou bolsas simples de tecido.
Roupa suja misturada com roupa limpa Saco impermeável ou bolsa lavável para roupa usada.
Dúvidas sobre o peso da mala Balança digital de bagagem, útil para quem viaja frequentemente em low-cost.
Pouco espaço no item pessoal Mochila underseat ou mochila maleável, pensada para caber debaixo do assento.

Acessórios que mais usamos para arrumar mala de viagem curta

Mala de Viagem: dicas para escolher e arrumar para viagem curta Se tivéssemos de escolher entre a parafernália de acessórios para auxiliar na arrumação de uma mala de viagem curta, seriam estes: packing cubes, bolsa transparente para líquidos, frascos reutilizáveis de viagem, organizador de cabos e balança digital de bagagem. São pequenos, leves, baratos e resolvem problemas reais em praticamente qualquer viagem curta. O nosso conselho é simples: compre menos, mas compre melhor. Um bom acessório de viagem deve ser leve, resistente, fácil de limpar e útil em várias viagens.

Por exemplo estes packing cubes da Amazon Essentials foram das melhores compras que fizemos pois são um dos acessórios que mais usamos nas nossas viagens, sobretudo quando viajamos com mala pequena. Ajudam a separar a roupa por categoria, comprimem ligeiramente algumas peças e evitam ter de desfazer a mala inteira em busca de uma peça.

A bolsa transparente para líquidos é obrigatória para os líquidos se viaja só com bagagem de mão e quer passar pelo controlo de segurança sem andar à procura de frascos no fundo da mala.

Para quem viaja com telemóvel, carregador, power bank, adaptador, cabos, auscultadores ou máquina fotográfica, um organizador de eletrónica evita a clássica confusão de fios espalhados pela mochila. Honestamente, nós já não conseguimos viajar sem o nosso organizador de eletrónica da UGREEN.

Por fim, se viaja frequentemente em companhias low-cost ou com limites de peso apertados, uma balança digital de bagagem pode evitar surpresas desagradáveis no aeroporto. Esta da FREETOO foi barata e nunca nos falhou. Não ocupa quase espaço e dá jeito tanto na ida como no regresso. Ah, e um simples saco para roupa suja ou para sapatos faz diferença no regresso, quando a mala já raramente volta tão arrumada como foi.

A nossa mala de cabine para viagens curtas

Agora que já leu as nossas dicas para comprar e arrumar mala para uma viagem curta vamos partilhar consigo o que, por norma, levamos na nossa mala.

Para uma escapadinha de 3 dias, que é uma das situações mais comuns, escolhemos sempre roupa leve, versátil e prática, sendo a nossa base do que vai na mala de cabine partilhada muito simples:

  • 3 partes de cima (uma já vestida na viagem),
  • 1 parte de baixo (usualmente, já vestida),
  • roupa interior para cada dia +1,
  • necessaire reduzido sem líquidos com produtos formato viagem,
  • chinelos flip-flop ou havaianas (para o banho),
  • ténis de caminhada confortáveis (já a uso na viagem).
  • 1 casaco corta-vento impermeável (usado na viagem. O nosso casaco tem um polar interior destacável, portanto serve três propósitos; proteger de vento, frio e chuva).

Se formos para um destino frio, acrescentamos 3 t-shirt interiores térmicas mas reduzimos para 2 partes de cima e levamos o polar acoplável do casaco.

No que diz respeito à roupa interior, somos apologistas de levar sempre uma peça extra na mala para uma viagem curta. É o único “extra” em que cedemos porque são peças que ocupam pouco espaço e, pela nossa experiência, mais um par de meias e cuecas dão sempre jeito. Quanto a pijama, normalmente levamos apenas uma T-shirt de dormir, mas esta é uma escolha que depende de si.

Antes de fecharmos a mala para viagem curta, fazemos sempre um double-check.

Viajar leve não significa viajar com menos conforto. Significa levar o essencial, confiar nas escolhas que fez ao preparar a sua mala para viagem curta e deixar espaço para aquilo que realmente importa: viver a viagem, sem andar pres@ a uma mala demasiado pesada.

Dicas práticas para preparar a sua Viagem

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Anabela e Alexandre, apaixonados um pelo outro e pelas viagens. Juntaram as letras e os números e criaram o Vagamundos onde partilham as suas errâncias pelo mundo e motivam todos a viajar. Autores dos livros Caminho do Amor e Rostos do Oriente. Aproveitam qualquer desculpa para vaguear pelo mundo. Viveram na Alemanha, Dinamarca e EUA. Praticam trekking e lounging, alternadamente. Gostam de sujar cozinhas e conversar até altas horas. Uma vez por ano fingem que tocam djambé.

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