Visitar Seul, a vibrante capital da Coreia do Sul, está nos seus planos, mas escolher o que ver e fazer em Seul no planeamento do roteiro parece-lhe mais complicado do que comer arroz com pauzinhos? Respire de alívio, pois veio parar ao sítio certo. Neste artigo vamos partilhar consigo um guia de viagem e roteiro para visitar Seul em 3, 4 e 5 dias, com os principais pontos de interesse turístico, bairros imperdíveis e experiências que melhor revelam a alma da capital sul-coreana. Damos-lhe ainda informação prática sobre quando ir, como chegar e como se deslocar em Seul, sugestões de alojamentos e restaurantes – testados e aprovados -, um mapa para se orientar e as nossas habituais Dicas VagaMundos, para que desfrute ao máximo da sua viagem à antiga Hanyang, hoje uma das capitais mais entusiasmantes da Ásia.

Depois de explorarmos a fundo esta metrópole fascinante, escrevemos este artigo onde o levamos dos palácios reais da dinastia Joseon às casas tradicionais hanok, dos mercados de street food aos cafés trendy, dos templos budistas aos miradouros rasgados sobre uma cidade que parece não ter fim, para lhe dar uma ajuda a desenhar uma viagem a Seul tão eficiente quanto memorável.

Na preparação da sua viagem para visitar Seul, sugerimos que leia também os seguintes artigos:
Informações práticas para visitar Seul | Coreia do Sul

- Língua: Coreano
- Moeda: Won sul-coreano – KRW (clique para ver a taxa de câmbio)
- Fuso Horário: GMT +9
- Indicativo Coreia do Sul: +82
- Visto Coreia do Sul: os cidadãos portugueses não precisam de visto para visitar a Coreia do Sul para estadias turísticas até 90 dias e, até 31 de dezembro de 2026, estão isentos de pedir a autorização eletrónica K-ETA antes da viagem. Contudo, é imperativo viajar com passaporte válido e preencher o e-Arrival Card, a declaração eletrónica de entrada no país, de forma gratuita, nos 3 dias antes da chegada à Coreia do Sul através do site oficial. Os cidadãos brasileiros também não precisam de visto para visitar a Coreia do Sul para fins turísticos até 90 dias, mas precisam de solicitar o K-ETA antes da viagem através do site oficial. A emissão da autorização eletrónica K-ETA demora no máximo 3 dias úteis, tem um custo de 10.000 KRW (cerca de 6€) e permanece válida durante três anos ou até à data de expiração do passaporte (o que acontecer primeiro).
- Pagamentos na Coreia do Sul: os pagamentos com cartão de crédito ou débito são amplamente aceites em hotéis, restaurantes, cafés, supermercados, lojas e atrações turísticas. Escusado será dizer que convém levar um ou dois cartões que não paguem comissões pelos pagamentos (atualmente, existem inúmeras soluções no mercado). Apesar da Coreia do Sul ser um país muito card-friendly, é aconselhável ter sempre alguns Wons consigo. Isto é especialmente importante para os transportes públicos: para andar de metro e autocarro, o mais prático é comprar um cartão T-money, que pode ser usado nos transportes em várias cidades do país, mas cujo carregamento é feito exclusivamente com cartões coreanos ou dinheiro em numerário. Além disso, algum dinheiro vivo pode ser útil em mercados tradicionais, bancas de street food, pequenas lojas, lavandarias automáticas ou cacifos. Na hora de levantar dinheiro, recomendamos usar as ATMs identificadas como Global ATM, comuns em aeroportos, estações, lojas de conveniência e zonas turísticas.
- Roaming e Cartão SIM na Coreia do Sul: o roaming na Coreia do Sul é caríssimo, logo, recomendamos vivamente que compre um cartão eSIM antecipadamente ou um cartão SIM coreano logo que chegue ao aeroporto de Seul. Nós optamos por comprar um cartão eSIM da Airalo e não tivemos qualquer problema de conectividade. Clique para comprar um eSIM para a sua viagem a Seul e beneficie de um desconto de 10% usando o nosso link com o código de desconto “VAGAMUNDOS”.
- Tomadas na Coreia: as tomadas na Coreia do Sul são, regra geral, dos tipos C e F, com dois pinos redondos, semelhantes às utilizadas em Portugal, pelo que não precisa de levar um adaptador de tomadas para carregar os seus dispositivos.
Quando visitar Seul?

A melhor época para visitar Seul é na primavera, sobretudo entre abril e maio, e no outono, entre finais de setembro e novembro. São os meses mais agradáveis para explorar a cidade a pé, visitar palácios, deambular pelas aldeias hanok, deitar um olhar curioso nos mercados, e desfrutar dos parques, sem sofrer demasiado com o frio do inverno ou o calor húmido do verão.
Se quiser agendar o seu roteiro para visitar Seul nas fases mais bonitas, aponte a mira para a floração das cerejeiras e para as cores quentes do outono.
Na primavera, entre finais de março e abril, Seul ganha um encanto especial. As cerejeiras em flor costumam pintar de rosa parques, avenidas e zonas junto ao rio Han, sendo o Yeouido Hangang Park, o Seokchon Lake, Namsan e o Seoul Forest alguns dos locais mais procurados. Maio é igualmente uma excelente aposta, até porque costuma coincidir com o Lotus Lantern Festival, ou Yeondeunghoe, uma celebração budista com cerca de 1200 anos, classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O ponto alto é a grande parada de lanternas, com cerca de 3 km, que ilumina as ruas desde o portão da antiga Muralha da Cidade de Seul Heunginjimun (Dongdaemun) até ao Templo Jogyesa, via Jongno, e transforma o centro histórico de Seul num mar de luzes cintilantes.

O verão, de junho a agosto, é quente e húmido, sobretudo por causa da época das chuvas, conhecida como jangma, que costuma chegar a meio de junho e prolongar-se por cerca de um mês. Ainda assim, visitar Seul no verão está longe de ser impossível: basta adaptar o roteiro, privilegiando museus, cafés, centros comerciais e mercados cobertos nas horas de maior calor. Para quem visitar Seul entre junho e agosto, época dos festivais de verão, vale também a pena acompanhar a programação do Hangang River Festival e dos eventos sazonais nos parques junto ao rio Han.
O outono é, para muitos viajantes, a melhor altura para visitar Seul. Entre outubro e início de novembro, a cidade veste-se de tons dourados, vermelhos e acobreados, o céu tende a estar mais limpo e as temperaturas são ideais para explorar os bairros hanok como Bukchon, Ikseon-dong, e Namsangol. Outubro é também o mês em que costuma acontecer o popular Seoul International Fireworks Festival, junto ao rio Han, na zona de Yeouido, um dos eventos mais concorridos e espetaculares da cidade.

Já o inverno, de dezembro a fevereiro, é frio, com temperaturas que podem descer abaixo de zero e neve ocasional. Em contrapartida, há menos turistas, preços potencialmente mais simpáticos e a possibilidade de ver Seul com neve. Entre novembro e o início do inverno, ganha ainda protagonismo o Seoul Lantern Festival, que ilumina a cidade com instalações artísticas e lanternas temáticas, normalmente em zonas centrais como Cheonggyecheon e Gwanghwamun.
Tenha também em atenção os grandes feriados coreanos, sobretudo o Seollal, o Ano Novo Lunar, que costuma calhar entre janeiro e fevereiro, e o Chuseok, uma das celebrações familiares mais importantes da Coreia do Sul, habitualmente entre setembro e outubro. Nestas datas, muitos coreanos viajam para estar com a família, alguns restaurantes e lojas podem fechar, e os transportes interurbanos ficam muito concorridos. Na capital, por outro lado, alguns palácios e espaços culturais organizam atividades especiais, pelo que pode ser uma altura interessante se planear o seu roteiro para visitar Seul com antecedência.
Como chegar a Seul? Dicas de voos

Seul é servida por dois aeroportos principais:
- o Aeroporto Internacional de Incheon (ICN), a grande porta de entrada internacional da Coreia do Sul,
- e o Aeroporto Internacional de Gimpo (GMP), mais usado para voos domésticos e algumas ligações regionais na Ásia, como Japão, China e Taiwan.
De Portugal, a forma mais prática de chegar a Seul é voar para o Aeroporto Internacional de Incheon, situado a cerca de 50 km do centro da cidade.
Atualmente, já existem voos diretos entre Lisboa e Seul em algumas alturas do ano, operados pela Korean Air – 15h30 de voo. Mas nem sempre são a opção mais económica ou conveniente. Por isso, vale sempre a pena comparar também voos com escala confortável, nem tensamente curta, nem cansativamente longa, sobretudo via Istambul (Turkish Airlines), Doha (Qatar Airways), Abu Dhabi (Etihad Airways), Frankfurt ou Munique (Lufthansa), Paris (Air France), Amesterdão (KLM), Copenhaga (SAS) ou Helsínquia (Finnair).
Se estiver a fazer um roteiro pela Coreia do Sul, é provável que também venha a usar o Aeroporto de Gimpo, sobretudo em voos internos para Jeju ou Busan. Neste caso, Gimpo tem a grande vantagem de ficar muito mais perto do centro de Seul e estar bem ligado à rede de metro/comboio urbano.
Como ir do aeroporto ao centro de Seul?

Para ir do(s) aeroporto(s) ao centro de Seul, as principais opções são o comboio AREX, os autocarros limusina, o metro/comboio suburbano e o Uber/Kakao T/táxi. A melhor escolha depende muito da zona onde vai ficar alojado. Para quem fica perto de Seoul Station, o AREX é imbatível. Para zonas como Myeongdong, Insadong, Jongno, Dongdaemun, Gangnam ou Hongdae, os autocarros limusina e/ou o metro podem ser muito práticos. Já o Uber/táxi é a opção mais cómoda, e, surpreendentemente não muito mais cara que os transportes públicos, sobretudo para mais de 2 pessoas.
Do Aeroporto Internacional de Incheon (ICN)
As melhores opções para ir do Aeroporto Internacional de Incheon ao centro de Seul são:
- AREX Express Train: opção mais rápida (viagem demora cerca de 50 minutos). Comboios diretos a cada 20–40 minutos dos terminais T1 e T2 do aeroporto à Seoul Station, onde há ligação de metro a praticamente toda a cidade. Tarifa geral: cerca de 8€-9€.
- Airport Limousine Bus: opção confortável se viajar com malas ou se tiver uma paragem perto do hotel. Existem várias linhas para zonas como Myeongdong, Jongno, Dongdaemun, Gangnam, Itaewon e Hongdae. Viagem: 60 a 90 minutos, dependendo do trânsito e zona da cidade. Tarifa: cerca de 10€-12€ por pessoa.
- Uber/táxi: opção mais cómoda. A viagem até zonas centrais como Myeongdong ou Jongno demora, em média, 60 a 90 minutos. Estimativa Uber: cerca de 35€-45€ para o carro, dependendo do trânsito, hora do dia e procura. Para 3 pessoas, pode sair ao preço do Airport Limousine Bus – ou até compensar – e é muito mais confortável.
Na nossa mais recente viagem a Seul, à chegada, usamos o Limousine Bus por haver uma paragem a cerca de 250 metros do nosso hotel em Jongno. Mas no regresso, optamos pelo Uber pois a diferença entre a estimativa e os bilhetes de Limousine era pequena. Para além disso, o conforto porta-a-porta compensava largamente, sobretudo por causa das malas. Pela nossa experiência, vale sempre a pena simular o preço na app Uber antes de se comprometer com a escolha do Airport Limousine Bus.
Se quiser jogar pelo seguro, pondere reservar antecipadamente um transfer privado de/para os aeroportos de Seul. Compensa, sobretudo depois de um voo longo, quando são 4 ou mais pessoas, se o voo chegar tarde ou sofrer atrasos, se viajar com muita bagagem ou se o seu alojamento for de difícil acesso por transportes públicos.
Do Aeroporto Internacional de Gimpo (GMP)
As melhores opções para ir do Aeroporto de Gimpo para o centro de Seul são:
- Arex All-Stop Train: opção mais prática se ficar alojado perto de Seoul Station. A ligação é rápida demorando cerca de 25 minutos até Seoul Station (evita trânsito) e económica (entre 1€-2€)
- Metro: opção útil sobretudo se ficar alojado nas cercanias das linhas 5 e 9. A Linha 5 liga a zonas centrais de Gwanghwamun e Jongno. Linha 9 serve a principal Estação de Autocarros de Seul na zona de Gangnam, a sul de Seul. Foi o transporte que usamos no regresso da ilha de Jeju.
- Uber/táxi: opção mais cómoda, sobretudo se viajar com malas ou chegar tarde. Como Gimpo fica bem mais perto do centro do que Incheon, a viagem até zonas como Myeongdong ou Jongno costuma demorar cerca de 30 a 45 minutos, dependendo do trânsito. Estimativa Uber: cerca de 18€-25€ para o carro.
Como se deslocar em Seul?
O metro de Seul é rápido, barato e cobre praticamente todos os bairros que vai querer visitar no seu roteiro para visitar Seul. Utilizar o metro tende a ser simples e intuitivo. A tarifa base ronda 1€-1,20€/viagem com cartão de transporte, com acréscimos em percursos mais longos. As estações têm informação em inglês, as linhas são identificadas por cores e números, e as ligações são geralmente fáceis de perceber.

Os autocarros também são uma boa opção, sobretudo para pontos de interesse em zonas mais distantes, usualmente menos bem servidas pelo metro. Use os autocarros como complemento, especialmente quando a app de mapas sugerir uma ligação mais direta.
Para planear trajetos, recomendamos instalar o Naver Map ou o KakaoMap, as apps mais fiáveis para se orientar na Coreia do Sul. O Google Maps tem vindo a melhorar no planeamento dos percursos, mas está restrito a transportes públicos. As direções de carro e a pé são inexistentes. Apesar de o Google Maps ter recebido aprovação condicional para melhorar o serviço na Coreia do Sul em 2026, na prática, as apps coreanas ainda continuam a ser as melhores para planear percursos a pé, de carro e transportes públicos com rotas ponto-a-ponto, transbordos, horários e estimativas de tempo.

Para usar os transportes públicos, o mais prático é comprar um cartão T-money, um cartão recarregável que pode ser usado no metro, autocarros, algumas lojas de conveniência e até em alguns táxis. Explicamos mais na secção abaixo.
O Uber/táxi é uma excelente alternativa para deslocações pontuais, sobretudo à noite, com chuva, com malas ou quando o trajeto de metro obriga a demasiadas trocas. Pela nossa experiência, o Uber é tão fácil de usar como em “casa” e sai a preços bastante razoáveis. Os preços de Uber são inferiores aos dos táxis e pode pagar diretamente pela app, o que evita mal-entendidos com trocos, taxas extras ou taxímetros matraquilhados. Ao simular uma viagem na app, esta dá-lhe uma estimativa em intervalo de preços: no fim da corrida é cobrado o valor exato. É uma opção fiável e segura e que usámos amiúde na mais recente viagem à Coreia do Sul. Como tal, recomendamos para quem quer deslocações cómodas, sobretudo quando, vencidos pelo cansaço ao fim do dia, o conforto porta-a-porta vale cada euro.
T-Money Card: como utilizar o principal cartão de transporte da Coreia do Sul

O T-Money Card é o cartão recarregável mais usado nos transportes públicos da Coreia do Sul e, para quem vai visitar Seul, é praticamente indispensável. Funciona no metro, autocarros, algumas linhas de comboio, lojas de conveniência e até em alguns táxis, evitando a compra de bilhetes individuais a cada viagem.
Pode comprar o T-Money Card em lojas de conveniência como CU, GS25, 7-Eleven e emart24, em estações de metro e também no Aeroporto Internacional de Incheon. O cartão pode ser comprado com cartão crédito/débito e custa, normalmente, cerca de 3000–4000 KRW – aproximadamente 2€-3€. Vem sem saldo, pelo que terá de o carregar antes de começar a usar.
O carregamento pode ser feito nas máquinas das estações de metro ou em lojas de conveniência, mas há um detalhe importante: por norma, o T-Money só pode ser carregado com dinheiro. Ou seja, convém levantar alguns Wons à chegada, de preferência numa Global ATM. Pode carregar em múltiplos de 1000 KRW, de acordo com o valor que pretende usar. Por exemplo, uma viagem de metro custa 1550 KRW a 2000 KRW.
Usar o cartão é muito simples: basta encostar (tap) o T-Money ao validador nos torniquetes à entrada e saída do metro e nos validadores dentro do autocarro ao entrar e ao sair. O sistema calcula automaticamente o valor da viagem e aplica os descontos/transferências disponíveis entre metro e autocarro.
Logo no início do nosso roteiro para visitar Seul, nós compramos os nossos cartões T-money numa loja de conveniência perto do alojamento por 4000 KRW e fizemos logo um primeiro carregamento de 20 000 KRW por pessoa. Íamos reforçando conforme necessário, pois o T-Money funciona em toda a Coreia do Sul, o que facilita imenso a vida. O saldo pode ser consultado nas máquinas de carregamento, nos validadores ao passar o cartão ou em algumas lojas de conveniência.
Quantos dias para visitar Seul?

Não há uma resposta única para a pergunta “quantos dias são necessários para visitar Seul?”. A capital da Coreia do Sul é enorme, intensa e cheia de camadas: tem palácios reais e aldeias hanok, mercados tradicionais e bairros criativos, templos budistas e arranha-céus futuristas, cafés de design e restaurantes onde a refeição se transforma numa experiência. Num roteiro para visitar Seul há sempre mais qualquer coisa para ver, provar e descobrir. Não há checklist definitiva nem obrigatória sobre o que ver e fazer em Seul. Tudo depende do seu ritmo, interesses e, claro, do orçamento.

Na nossa opinião, um roteiro para visitar Seul em 3 dias é o mínimo dos mínimos para mergulhar na essência da cidade. Dá para visitar os grandes clássicos, como o imperdível Palácio Gyeongbokgung, Bukchon Hanok Village, fazer compras em Insadong e Myeongdong, maravilhar-se com as vistas do monte Namsan, lar da N Seoul Tower, vagar pelos mercados de Gwangjang e Dongdaemun, curtir a vibe de Hongdae e a sofisticação de Gangnam, num itinerário bem afinado e sem grandes desvios. Se incluir a capital numa viagem mais alargada pela Coreia do Sul e tem o tempo contado, o roteiro de 3 dias para visitar Seul é a opção mais indicada.

Se puder esticar a estadia, 4 dias alocados ao seu roteiro para visitar Seul é o ponto de equilíbrio ideal para uma primeira visita. Além dos lugares imperdíveis, já consegue explorar a cidade com mais calma, incluir bairros que pedem tempo, como Ikseon-dong, Seongsu, Itaewon ou Yeouido, experimentar mais restaurantes, visitar cafés trendy e deixar alguma margem para aquela descoberta inesperada que quase sempre acaba por ser um dos melhores momentos da viagem.

Dispondo de tempo para um roteiro a visitar Seul em 5 dias, tanto melhor. Já terá tempo para visitar museus, passear junto ao rio Han e até encaixar uma escapadinha nos arredores, como Suwon e a sua Fortaleza Hwaseong, a DMZ ou outro passeio de dia inteiro a partir da capital. É a melhor opção para quem quer conhecer Seoul com mais profundidade.
Seja qual for o tempo que tem disponível, preparámos três roteiros para visitar Seul em 3, 4 e 5 dias, pensados para encaixar o melhor da capital sul-coreana com lógica de deslocações, bairros bem agrupados e experiências memoráveis – sem itinerários impossíveis nem dias desenhados para super-heróis.
Seguro de Viagem para Seul

Algo imprescindível numa viagem a Seul (e à Coreia do Sul em geral) é um bom seguro de viagem. Apesar de ser um país extremamente seguro, moderno e organizado, a verdade é que os imprevistos acontecem quando menos se espera: uma urgência médica, uma bagagem extraviada, um furto ou até mesmo o cancelamento de um voo.
E falamos por experiência própria. Na nossa última viagem à Coreia do Sul, no regresso a Portugal, tivemos o voo de ligação Copenhaga – Lisboa, operado pela SAS, cancelado no próprio dia. A companhia aérea acabou por nos recolocar num voo alternativo via Zurique, mas, em vez de chegarmos a Lisboa na data prevista, só chegámos na madrugada do dia seguinte, com um atraso muito significativo face ao horário inicialmente programado. Foi precisamente numa situação como esta que voltámos a comprovar a importância de viajar com um bom seguro de viagem: acionámos o seguro por atraso significativo na chegada e o mesmo cobriu despesas relacionadas com o atraso, como refeições e deslocações adicionais.
Na hora de comprar um seguro de viagem, a nossa escolha recai sempre na IATI Seguros. É uma agência 100% especializada em seguros de viagem, apresenta sempre o melhor rácio custo-benefício do mercado, e todos os seus seguros contam com excelentes coberturas, a preços surpreendentemente económicos.
Na nossa opinião, o seguro de viagem não é uma despesa extra: é uma rede de segurança. Daquelas que esperamos nunca ter de usar, mas que fazem toda a diferença quando algo corre fora do plano.
Onde ficar em Seul? Sugestões de alojamentos

Na nossa opinião, as melhores zonas onde ficar em Seul numa primeira viagem são Jongno-gu e Myeongdong.
- Jongno-gu é a nossa zona favorita, sobretudo para quem quer estar perto da Seul mais histórica e autêntica. Dentro de Jongno-gu, destacamos Insadong, Ikseon-dong e Jongno 3-ga, todas excelentes bases para explorar a pé muitos dos lugares imperdíveis da cidade, como o Palácio Gyeongbokgung, Bukchon Hanok Village, Changdeokgung, Insadong, Ikseon-dong, Cheonggyecheon Stream e Gwangjang Market.
- Myeongdong é outra aposta segura para ficar alojado em Seul, especialmente se valoriza uma localização central, muita oferta de hotéis, restaurantes, lojas, street food e ligações fáceis de metro. É uma zona mais movimentada e comercial do que Jongno, mas muito prática para quem quer ter tudo à porta e deslocar-se facilmente para diferentes bairros da cidade.
- Gangnam também pode ser uma boa alternativa, para quem prefere uma Seul mais moderna, sofisticada e cosmopolita. Fica mais afastada da Seul histórica, mas tem excelentes hotéis, restaurantes, lojas, cafés elegantes e uma atmosfera mais contemporânea. É uma boa escolha para quem já conhece a cidade, para quem viaja em trabalho ou para quem quer explorar o lado mais urbano e trendy da capital sul-coreana.
Como Seul é um destino cada vez mais popular, recomendamos reservar alojamento com antecedência, sobretudo se viajar na primavera, durante a época das cerejeiras em flor, no outono ou em períodos de grandes eventos. E, como imprevistos acontecem, opte sempre por hotéis com cancelamento gratuito pois dá-lhe margem para ajustes, trocas ou aproveitar uma oportunidade melhor sem perder dinheiro.
Para mais informações sobre as melhores zonas onde ficar em Seul, e para ver a nossa seleção dos melhores hotéis em cada uma delas, sugerimos que espreite o nosso guia completo sobre onde ficar em Seul (clique para ler). Temos a certeza que vai encontrar um alojamento que tem mesmo a sua cara!
Em jeito de resumo, abaixo encontra uma breve sugestão de alojamentos em Seul, todos eles com uma excelente localização e uma estupenda relação qualidade-preço.
O Amare Hotel Jongno é uma excelente opção para quem procura alojamento central, confortável e com boa relação qualidade/preço em Jongno. Fica numa localização muito prática, perto de Jongno 3-ga, Ikseon-dong e Insadong, permitindo explorar a pé uma boa parte da Seul histórica. É uma escolha simples, funcional e certeira para quem quer passar o dia a descobrir a cidade e regressar a uma base bem localizada.
Também em Jongno, uma opção moderna para quem quer ficar no coração de Seul sem pagar preços proibitivos é o Hotel Lemong. A localização é um dos seus grandes trunfos, com acesso fácil ao metro, a Insadong, Ikseon-dong, Cheonggyecheon Stream e aos palácios reais. É uma boa escolha para viajantes que valorizam praticidade, conforto e uma base central para explorar Seul a pé e de transportes públicos.
O Hanok Hotel DAAM Seoul é perfeito para quem procura uma estadia com mais charme e identidade local. Inspirado na arquitetura tradicional coreana, permite sentir a atmosfera hanok sem abdicar de conforto moderno. A localização em Jongno coloca-o perto de alguns dos bairros mais interessantes da cidade, sendo uma excelente escolha para quem quer uma experiência mais especial e alinhada com a Seul histórica.
O Moxy Seoul Insadong é uma escolha jovem, descontraída e cheia de personalidade, ideal para quem gosta de hotéis modernos, funcionais e com ambiente urbano. Fica numa localização muito prática, junto a Insadong e a poucos passos de Ikseon-dong, Jongno 3-ga e Cheonggyecheon Stream. É uma excelente base para explorar a cidade a pé durante o dia e regressar à noite a uma zona com restaurantes, bares e muita vida.
O Four Seasons Hotel Seoul é uma das melhores opções de luxo da capital sul-coreana. Localizado em Jongno, perto de Gwanghwamun e do Palácio Gyeongbokgung, combina serviço de excelência, quartos elegantes, spa, piscina interior e uma localização perfeita para descobrir a Seoul histórica com todo o conforto – numa estadia sofisticada com mordomias.
Com localização central em Myeongdong, conforto e boa relação qualidade-preço, o Hotel Gracery Seoul é uma excelente opção para quem quer uma localização prática, com pontos de interesse, metro e comboio acessíveis a pé, perto de lojas, restaurantes e street food. Os quartos são espaçosos, confortáveis e bem limpos – e, se tiver a sorte de ficar num andar alto, afiançamos-lhe que a vista vale cada euro. Soma ainda um pequeno-almoço, staff simpático e prestável, e pequenos mimos no quarto.
O Hotel28 Myeongdong é uma das opções com mais charme em Myeongdong, perfeito para quem gosta de hotéis boutique com personalidade. A decoração inspirada no cinema dá-lhe um toque original, e a localização é difícil de bater: mesmo no coração de uma das zonas mais animadas de Seul, rodeado de lojas, restaurantes e bancas de street food. Ideal para quem quer ficar no centro da ação sem abdicar de conforto.
Membro da Luxury Collection, o L’Escape é um dos melhores hotéis onde ficar hospedado em Seul para quem procura uma estadia romântica, exuberante e completamente fora do convencional.Interiores com uma decoração inspirada na Belle Époque, quartos sumptuosos e suites onde cada detalhe parece saído de um filme. Soma ainda spa, ginásio aberto 24 horas, restaurantes sofisticados, um conceituado bar de cocktails no último piso e quartos onde os animais de estimação são bem-vindos.
Clique para ver mais opções de alojamento em Seul
Roteiro de 3 dias com o melhor de Seul: o que visitar e fazer na capital da Coreia do Sul

Durante muito tempo, Seul passou despercebida nos grandes roteiros turísticos pela Ásia. Hoje, embalada pela Hallyu – a chamada Korean Wave, que levou ao mundo o K-pop, os K-dramas, o cinema sul-coreano, a K-beauty e a K-food – tornou-se um dos destinos mais desejados do continente. E percebe-se porquê. Seul condensa, com toda a naturalidade, tradições centenárias e tendências globais, monumentos ancestrais e arquitetura futurista, casas de chá e cafés conceptuais, templos silenciosos e bairros onde a vida acontece non-stop.

Visitar Seul exerce o impacto de uma metrópole quase infinita no imediato. Intensa e enorme, ao ponto de intimidar. Mas isso desvanece-se ao iniciar um roteiro para visitar Seul de mente aberta. Quem se arrisca a desbravar a capital coreana descobre um grande banquete de sabores, histórias e contrastes, onde há sempre mais um prato para provar, mais uma rua para explorar, mais um bairro para nos surpreender.

Caminhar entre palácios da dinastia Joseon e bairros criativos repletos de cafetarias de design; perder-se nos mercados onde se prova street food até não poder mais; subir a miradouros com vistas rasgadas sobre uma cidade incomensurável; descobrir templos budistas e igrejas cristãs no coração urbano; sentir o frenesim em torno da K-pop, da cosmética coreana e das lojas abertas até tarde; seguir o cheiro dum churrasco coreano. Qualquer roteiro para visitar Seul é feito de um pouco de tudo isto.

Seul tem números impressionantes: cerca de 10 milhões de habitantes, mais de dois mil anos de história, mais tipos de kimchi do que aqueles que conseguirá provar numa só viagem, 25 distritos (gu) divididos em mais de quatro centenas de bairros (dong) onde lhe descobrimos a alma. Bukchon Hanok Village e os palácios reais lembram-nos que, por trás da modernidade vertiginosa, Seul continua profundamente enraizada na sua história; Myeongdong vibra com lojas, néons e street food; a energia criativa de Hongdae pulsa ao ritmo da juventude, da música e da vida noturna; Gangnam exibe o lado mais elegante e cosmopolita da cidade; Itaewon fala várias línguas à mesa; Namdaemun e Gwangjang preservam a alma dos mercados tradicionais.

Seul trocou-nos as voltas logo à chegada. Esperávamos uma metrópole asiática futurista, avenidas e ruas forradas a neons, arranha-céus, malls gigantescos e milhares de lojas de skincare. Que os tem em overdose, é inegável. Mas, escondidas na megacidade de extremos, vivenciamos muitas surpresas agradáveis. Os seus encantos, dinâmicas e segredos não se revelam à primeira vista. Pedem um olhar atento e mente aberta para serem descobertos. Os coreanos são tímidos por natureza: evitam o contacto por medo do erro. Mas, quebrado o gelo, revelam-se ser um povo amistoso, acolhedor e curioso.

Sorrateiramente, Seul foi-se mostrando camada a camada e conquistou-nos nos detalhes. No marchar sincronizado da troca da guarda no Palácio Gyeongbokgung, nos bairros tradicionais hanok que sobrevivem entre avenidas cosmopolitas, nos vestidos hanbok a rodopiar diante dos portões reais, no aroma viciante da comida de rua, nos templos budistas escondidos em pleno coração urbano e nas mesas cheias de banchan onde uma simples refeição se transforma numa viagem à cultura coreana. Seul é uma cidade fascinante no encontro permanente entre passado e futuro, tradição e irreverência, espiritualidade e ritmo frenético.

E como há mais o que ver e fazer em Seul do que tipos de kimchi, deitámos mãos à obra para lhe revelar, neste roteiro para visitar Seul em 3 dias, os lugares e experiências absolutamente imperdíveis da capital sul-coreana. Pode parecer desafiante à primeira, mas com um roteiro para visitar Seul bem pensado torna-se uma das viagens urbanas mais fascinantes que pode fazer na Ásia.

Antes de avançarmos para o itinerário, deixamos uma nota importante: a ordem dos dias que sugerimos neste roteiro para visitar Seul é meramente indicativa e deve ser ajustada às datas concretas da sua viagem. Em Seul, algumas atrações encerram em dias específicos da semana. Por exemplo, o Palácio Gyeongbokgung encerra à terça-feira e Bukchon Hanok Village está condicionada ao domingo. Por isso, consulte sempre os horários atualizados dos monumentos, palácios, museus e bairros históricos antes de fechar o seu itinerário, para evitar surpresas desagradáveis e aproveitar melhor cada dia na capital sul-coreana.
Dica VagaMundos: um free walking tour pode ser uma forma elucidante, e divertida, de “levantar o véu” sobre a capital sul-coreana pela mão de um guia, profundo conhecedor da cidade. Se a língua espanhola não for entrave para si, espreite este super bem cotado Free Walking Tour da Civitatis. Não tem preço fixo, mas os guias vivem das gratificações dadas consoante a satisfação do cliente.
Roteiro para visitar Seul: Dia 1

O primeiro dia do nosso roteiro para visitar Seul é dedicado à Seul mais histórica e imperial, aquela que nos transporta para os tempos da dinastia Joseon, entre portões monumentais, pavilhões reais, jardins secretos, santuários ancestrais e ruelas ladeadas por casas tradicionais hanok. É um dia intenso, mas com vários dos lugares mais emblemáticos da capital sul-coreana concentrados em Jongno-gu.
Palácio Real Gyeongbokgung


Antes de entrar, aproveite para passar pela Gwanghwamun Square, uma ampla avenida que conduz ao portão principal do palácio repleta de monumentos e onde se encontram as estátuas do Rei Sejong, criador do alfabeto coreano hangul, e do Almirante Yi Sun-sin, herói nacional da Coreia. É uma excelente introdução à importância histórica desta zona de Seul.
Já dentro do complexo palaciano, destacamos o Salão Geunjeongjeon (Salão do Trono), o deslumbrante Pavilhão de banquetes Gyeonghoeru no centro de um lago artificial, o requintado pavilhão hexagonal Hyangwonjeong numa ilha no meio do lago, os aposentos reais e a antiga residência da Rainha Sinjeong. Reserve tempo, deixe-se levar pelos pavilhões, pátios, portões, lagos e jardins ornamentais do Gyeongbokgung. Use a app para aceder ao áudio-guia ou junte-se a uma visita guiada gratuita (em inglês). Não tenha pressa. Apesar de Seul estar sempre a puxar-nos para o próximo bairro, o Gyeongbokgung merece ser saboreado com tempo.

Se conseguir alinhar a visita com a cerimónia da troca da guarda (às 10 e às 14 no perímetro interior do portão Gwanghwamun), tanto melhor: o desfile de fardas e estandartes coloridos, tambores e movimentos sincronizados parecem saídos dum filme de época e será seguramente um dos pontos mais altos do seu roteiro para visitar Seul.
Dica VagaMundos: o nosso roteiro para Seul em 3 dias contempla a visita a quatro dos palácios reais de Seul. Pondere a compra do bilhete conjunto (designado por Royal Palace Pass ou Combination Ticket for Palaces and Royal Shrine) que inclui entrada nos palácios Gyeongbokgung, Changdeokgung, Changgyeonggung e Deoksugung e no Santuário de Jongmyo. Pode poupar uns euros face aos bilhetes individuais. Tenha em atenção que o Jardim Secreto do Changdeokgung (que falamos abaixo) não está incluído no passe e requer bilhete/reserva à parte. Confirme sempre as condições atualizadas nas bilheteiras ou no site oficial dos palácios antes da visita. E sabia que se usar um hanbok, o traje tradicional coreano, tem entrada gratuita nos palácios reais de Seul? Há inúmeras lojas de aluguer nas redondezas dos palácios e na Bukchon Hanok Village, com opções para todos os gostos – das mais clássicas às mais vistosas.
Bukchon Hanok Village


Dica VagaMundos: Bukchon Hanok Village é uma zona residencial, por isso visite com respeito: fale baixo, não bloqueie entradas de casas e evite comportamentos invasivos em busca da fotografia perfeita.
Palácio Changdeokgung

Comece pelo Palácio Changdeok, um dos palácios mais bonitos de Seul. Mais discreto do que o Gyeongbokgung, mas talvez ainda mais harmonioso, destaca-se pela forma como se integra na paisagem natural envolvente. Foi residência do último imperador da Coreia, Sunjong, que aqui nasceu e viveu até à sua morte em 1926.

A grande estrela é o famoso Jardim Secreto – Huwon – um refúgio de pavilhões, lagos, árvores centenárias e caminhos tranquilos, especialmente bonito na primavera e no outono. Se quiser visitar o Jardim Secreto, confirme antecipadamente horários e condições de acesso, pois a entrada pode estar sujeita a visitas guiadas e lugares limitados.
Palácio Changgyeonggung

Integrado no conjunto dos Cinco Grandes Palácios de Seul, durante a dinastia Joseon foi concebido como residência da família real. Sofreu graves danos e profundas alterações durante a ocupação japonesa, tendo sido posteriormente recuperado e restaurado, sobretudo a partir da década de 1980.

Santuário de Jongmyo


Mercado Gwangjang

Depois de um dia de roteiro a visitar Seul entre palácios e santuários, nada melhor do que terminar à mesa, no meio do burburinho de um mercado que mostra a faceta mais popular, autêntica e deliciosa de Seul.
Roteiro para visitar Seul: Dia 2

Bairro Gangnam

Rume à entrada leste do COEX Mall, onde se encontra a divertida Gangnam Style Sculpture, uma instalação em forma de mãos gigantes que homenageia a música de PSY e se tornou um dos spots fotográficos mais populares do bairro. Com som e imagem do vídeo num ecrã ao lado para relembrar os mais esquecidos.
Por mais tímido que se seja, ninguém resiste à fotografia de praxe copiando a pose de PSY, ou ousando até imitar um trecho da coreografia. Turístico? Sim. Mas Seul também é isto: cultura pop, sentido de espetáculo e uma capacidade única de transformar fenómenos globais em experiências urbanas.
Dica VagaMundos: se é fã de K-pop, pode dar um salto à K-Star Road, uma avenida comercial que presta homenagem a vários grupos e artistas coreanos através dos seus famosos bonecos GangnamDol.
Starfield Library no COEX Mall

Com um design contemporâneo e iluminação natural abundante, o impacto visual é imediato. Estantes monumentais com cerca de 13 metros de altura, milhares de livros, revistas internacionais, zonas de leitura, escadas rolantes a atravessar o espaço e uma arquitetura aberta que transforma uma simples pausa num momento cénico. Não é nada difícil imaginar uma cena de K-drama neste ambiente inspirador.

O COEX Mall é também famoso pelo COEX Aquarium, o segundo maior aquário de Seul, apenas superado pelo Lotte World Aquarium, que pode ser uma boa opção se viajar com crianças, se apanhar um dia de chuva ou se quiser acrescentar mais uma experiência indoor ao seu roteiro para visitar Seul.
Bongeunsa Temple

Entrar no Templo Bongeunsa é como atravessar uma fronteira invisível. De repente, surgem pavilhões de madeira revestidos de pinturas decorativas dancheong para afastar os maus espíritos, lanternas coloridas, aromas de incenso e uma enorme estátua de Buda Maitreya que aguarda serenamente entre os arranha-céus ao redor. O ruído da cidade esvai-se mudando completamente o ritmo deste dia de roteiro para visitar Seul.

Parque Monte Namsan e N Seoul Tower


Uma vez lá chegado, passeie pelas plataformas em redor da torre, descubra o Pavilhão Octogonal e uma das imagens mais curiosas e românticas de Seul: milhares e milhares de cadeados do amor a forrar cercas, grades e estruturas metálicas. Esta tendência mundial de promessa de amor eterno pode parecer um pouco kitsch, mas em Seul tem um certo encanto sentimental. A vista é especialmente bonita ao final do dia, quando a cidade começa a iluminar-se e Seul se revela em toda a sua dimensão.

Dica VagaMundos: se vir que ainda tem tempo e energia antes de rumar a Myeongdong, dê um saltinho à Namsangol Hanok Village, situada no sopé do Monte Namsan. Este museu a céu aberto gratuito recria uma aldeia tradicional com cinco hanoks originais, restaurados e realocados, e com mobiliário autêntico, um pavilhão, um jardim tradicional, um teatro e uma plaza com uma cápsula do tempo. É fácil imaginar como seria a vida quotidiana na Coreia de outros tempos.
Myeongdong



Ao final da tarde, quando as luzes se acendem e as ruas começam a encher, Myeongdong ganha ainda mais vida. À noite, as ruas enchem-se de bancas de street food. É a melhor altura para percorrer a Myeongdong Walking Street e as ruas adjacentes, espreitar montras, comprar máscaras faciais – uma tentação difícil de resistir, admitimos – e provar algumas especialidades rápidas nas bancas de comida de rua. Entre tentações mais ou menos virais, não vai faltar forma de rematar o dia com sabor.

Roteiro para visitar Seul: Dia 3

Ikseon-dong Hanok Village


Rua Insadong


Caminhe pela rua principal, mas não ignore as ruelas laterais: muitas vezes é nelas que se escondem as famosas casas de chá de Insadong, restaurantes tranquilos e pequenas lojas com mais carácter.

Dica VagaMundos: esquecido na maioria dos roteiros para visitar Seul, o Tapgol Park, no extremo sul da rua Insadong, é um dos lugares ligados à história antiga e moderna mais simbólicos de Seul. A começar pelo Wongaksa Pagoda, um pagode de pedra de 10 níveis, de 1467, esculpido inteiramente em mármore, valioso sobrevivente do antigo templo budista homónimo e o único do género da dinastia Joseon. Em segundo lugar, foi aqui que, em 1919, foi lida a Declaração de Independência da Coreia, dando origem ao Movimento de 1 de Março contra a ocupação japonesa. Mais recentemente, o parque ganhou nova fama internacional por aparecer em Squid Game. Ou seja, num só desvio junta património, memória histórica e um toque de cultura pop.
Templo Jogyesa


Cheonggyecheon

Cheonggyecheon era um bairro de barracas dos refugiados pobres do pós-Guerra da Coreia cujo curso de água virou um esgoto a céu aberto. Na década de 70 foi escondido por baixo um enorme viaduto rodoviário. Consequência: tornou-se numa das zonas mais poluídas da cidade.
O arrojado projeto urbano de Cheonggyecheon, concluído em 2005, removeu o viaduto, desenterrou o curso de água e criou quilómetros duma área verde de lazer que já diminuiu o efeito-estufa e a poluição na zona e protagoniza o regresso da biodiversidade ao coração da cidade. Desfrute de um passeio relaxante entre pontes, poldras, arte pública e zonas de descanso, logo abaixo do nível das grandes avenidas sem ser incomodado por elas.

Dica VagaMundos: se tiver oportunidade, volte a Cheonggyecheon à noite. As iluminações dão outra magia ao passeio e, em certas alturas, há projeções e vídeo shows que transformam o curso de água num pequeno espetáculo urbano. Aproveite a boleia e siga depois para jantar ou beber um copo na animada Youth Street, uma zona cheia de restaurantes, bares e energia jovem, perfeita para fechar o dia com o lado mais descontraído de Seul.
Seoul Plaza e Câmara Municipal



Dica VagaMundos: se visitar Seul ao fim de semana, tente subir ao Jeongdong Observatory, no 13.º piso do Seosomun Building da Câmara Municipal. A entrada é gratuita e a vista sobre a Seoul Plaza, os edifícios modernos e o Palácio Deoksugung em redor é uma das mais bonitas – e menos óbvias – do centro da cidade. Confirme sempre o horário antes da visita.
Palácio Deoksugung

Ao contrário dos grandes complexos mais tradicionais, Deoksugung surpreende pela mistura entre pavilhões coreanos e edifícios de inspiração ocidental, reflexo de um período de transição conturbado na história do país. Datado do século XVII, foi especialmente importante durante o final da dinastia Joseon e do breve Império Coreano (1897-1910).

Dentro do complexo palaciano estão o Museu de História do Império Daehan e a filial Deoksugung do Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea.
Roteiro para visitar Seul em 4 e 5 dias (ou mais)

A capital sul-coreana está longe de se esgotar no nosso roteiro de 3 dias. Portanto, se tem tempo disponível par desenhar um roteiro para visitar Seul em 4 ou 5 dias (ou mais), temos boas notícias para si. Seul é uma cidade imensa, feita de bairros pitorescos, atrações culturais, miradouros, mercados, museus, parques junto ao rio Han, palácios menos óbvios e experiências que pedem tempo. Pode optar por continuar a explorar a cidade com mais calma ou reservar um dos dias para fazer uma excursão a pontos de interesse fora da capital. Não falta o que ver e fazer em Seul e arredores.
Deixamos-lhe abaixo algumas sugestões para acrescentar ao seu roteiro para visitar Seul, a escolher consoante o seu ritmo, interesses e localização do alojamento:
Visitar outras atrações de Seul

- Gyeonghuigung Palace: o “quinto palácio” de Seul é muito menos visitado do que Gyeongbokgung, Changdeokgung ou Deoksugung, mas precisamente por isso oferece uma visita mais tranquila. É uma boa opção para quem quer continuar a explorar a Seul palaciana sem multidões e, regra geral, a entrada é gratuita.
- Seoul Sky e Lotte World: se gosta de miradouros vertiginosos, o Seoul Sky, no Lotte World Tower, é uma das experiências mais impressionantes da cidade. O observatório fica nos andares superiores de um dos edifícios mais altos do mundo e oferece vistas arrebatadoras sobre Seul, o rio Han e a infinda malha urbana. Mesmo ao lado, o Lotte World é um dos parques temáticos mais populares da Coreia do Sul, excelente opção se viajar com crianças ou se quiser um dia mais lúdico.
- Bairro Hongdae: jovem, criativo e cheio de energia, Hongdae é um dos bairros mais divertidos de Seul. Ligado à universidade Hongik e à cultura alternativa, é conhecido pelos cafés originais, lojas independentes, artistas de rua, bares, clubes e ambiente descontraído. É uma excelente aposta para o final do dia, sobretudo se quiser sentir a Seul mais jovem e irreverente.
- Seoullo 7017: Nova Iorque tem o High Line. Seul tem o Seoullo 7017. Construído sobre uma antiga via elevada, é hoje um passeio pedonal ajardinado que liga a zona de Seoul Station a vários pontos do centro. Não é uma atração obrigatória, mas encaixa bem se estiver por perto e quiser ver mais um exemplo da capacidade de Seul em reinventar espaços urbanos.
- Mercado Namdaemun: um dos mercados tradicionais mais famosos e antigos de Seul, perfeito para quem gosta de zonas populares, comércio local, roupa, acessórios, souvenirs, comida de rua e aquele burburinho que só os grandes mercados asiáticos têm. Fica no centro e combina facilmente com Myeongdong.
- Dongdaemun Design Plaza: assinado pela arquiteta Zaha Hadid, o DDP é um dos edifícios mais futuristas de Seul e um ícone da cidade contemporânea. Não é imperdível num roteiro para visitar Seul, mas vale pela arquitetura e fotogenia, sobretudo ao final do dia, quando as curvas metálicas do edifício ganham outra luz.
- Banpo Hangang Park: se quiser viver Seul como os locais, reserve um fim de tarde para o Banpo Hangang Park, junto ao rio Han. É um ótimo lugar para passear, fazer um piquenique, ver a cidade abrandar e assistir ao famoso espetáculo da Rainbow Fountain na Banpo Bridge, quando em funcionamento. Simples, descontraído e muito “vida local”.
- Museu Nacional da Coreia: uma das melhores opções para aprofundar a história e a cultura coreanas. O museu é enorme, gratuito e muito bem organizado, com coleções que vão da pré-história à arte budista, cerâmica, caligrafia e objetos históricos. Ideal para um dia de chuva, para quem gosta de museus ou para quem quer perceber melhor o país numa viagem pela Coreia do Sul.
- Trilho das Muralhas de Seul: para juntar história, natureza e vistas panorâmicas, percorra um troço das antigas muralhas da cidade. Há vários segmentos possíveis, alguns mais exigentes do que outros, mas todos ajudam a perceber a dimensão da antiga Seul entre muralhas sobre montanhas, portões monumentais e bairros históricos.

Se preferir usar o quarto ou quinto dia do seu roteiro a visitar Seul para sair da cidade, há duas escapadinhas que fazem todo o sentido: a Zona Desmilitarizada da Coreia e Suwon.
Zona Desmilitarizada da Coreia – DMZ


É uma daquelas experiências que vai muito além do turismo: ajuda a compreender melhor a divisão da península coreana, a Guerra da Coreia e a realidade geopolítica que continua a marcar o país. Nós reservamos este tour à DMZ a partir de Seul da GetYoutGuide e saímos agradados com a experiência completa. Se tem interesse no tema, recomendamos reservar com antecedência, escolhendo uma excursão bem avaliada e sempre com cancelamento gratuito.
Suwon

Se procura uma escapadinha mais leve, histórica e fácil de fazer por conta própria, Suwon, a capital da Província de Gyeonggy, é uma excelente opção para adicionar ao seu roteiro para visitar Seul.
A grande estrela é a Fortaleza Hwaseong, classificada como Património Mundial da UNESCO, com cerca de 5,7 km de muralhas, portões monumentais, pavilhões e vistas panorâmicas sobre a cidade. Não precisa de calcorrear as muralhas todas, mas o trecho mais interessante que recomendamos fazer é entre o Janganmun Gate e o Seojangdae (Western Command Post). Apesar das rasgadinhas subidas, as vistas panorâmicas do posto de comando valem cada gotinha de suor.


Para chegar à fortaleza de Suwon, a combinação mais eficiente entre rapidez, preço e conforto é apanhar o metro linha 1 até à estação central de Suwon e depois apanhar um autocarro local ou um Uber até à fortaleza – que lhe poupam 20 minutos às pernas.
Não abandone Suwon sem passear pelo bairro tradicional que se expande a sul do palácio até ao Paldalmun Gate, com o seu mercado tradicional, sobretudo nas ruas Workshop Street e na célebre Suwon Chicken Street, berço de uma das iguarias mais apreciadas pelos coreanos: huraideu e yangnyeom, duas versões coreanas da deep-fried chicken trazida pelo exército americano aquando da Guerra da Coreia.

Outros dos imperdíveis a visitar em Suwon é a Starfield Library, situada no interior do centro comercial Starfield Suwon. Inaugurada em 2024, é a “irmã mais nova” da famosa Starfield Library do COEX Mall, em Seul, mas consegue ser ainda mais impressionante a nível visual, com estantes monumentais que se elevam entre vários pisos e uma arquitetura pensada para deixar qualquer amante de livros – e de fotografia – de queixo caído. Não é propriamente uma visita histórica, mas encaixa muito bem num day trip a Suwon se quiser juntar à fortaleza uma pitada da Coreia mais moderna, cénica e fotogénica.
Onde comer em Seul? Melhores restaurantes

Nenhum roteiro para visitar Seul fica completo sem uma imersão total na gastronomia coreana – de fazer nascer água na boca. A cidade é um verdadeiro paraíso para quem gosta de descobrir um destino também pelo paladar, com uma gastronomia rica, intensa e cheia de contrastes: do incontornável Korean BBQ, o famoso churrasco coreano grelhado à mesa, ao reconfortante bibimbap, passando pelos mandu (dumplings coreanos), pelos populares gimbap (rolinhos de arroz que fazem lembrar sushi), pelas sopas e guisados coreanos como o kimchi jjigae, pelo viciante frango frito coreano, pelos noodles, panquecas salgadas e mil petiscos de street food.

Entre mercados cheios de vida, restaurantes tradicionais onde o kimchi nunca falta à mesa, casas especializadas em grelhados, sopas ou noodles, e pequenos espaços familiares onde se come muito bem por pouco dinheiro, Seul convida a sentar, provar e partilhar. Nesta secção reunimos alguns dos nossos restaurantes favoritos em Seul – todos testados e aprovados por nós porque comemos bem, gostámos da experiência e voltaríamos sem hesitar.
- Niuroumianguan Main Branch
- Myeongdong Kyoja
- Jongsamyook
- Ttukbaegi-jip
- Ikseon Yorok restaurant
- BBQ Chicken Myeongdong Star
- Oreno Ramen Main Store
- Wangbijib Myeongdong Central
- Hangaram
Mapa do roteiro para visitar Seul
Clique no canto superior direito para aumentar o mapa com o roteiro para visitar Seul.
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